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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Atividades físicas para você iniciar em 2012

Foto: Guto Gonçalves
X-Fit MMA: mistura de luta e treino em circuito
para ganhar condicionamento e corpo em forma
Treinamento funcional, circuito, lutas: são essas algumas tendências em exercícios para ganhar saúde e entrar em forma neste ano

Durante todos os meses de 2011 você prometeu que iria começar uma atividade física. O tempo passou e você não se mexeu – ou começou e desistiu. Pode ser que esteja cansado da rotina de exercícios de sempre. Qualquer que seja o cenário, um novo ano inspira mudanças e com força de vontade e motivação você pode mudar o que incomoda e ir longe.

Para começar e não desistir, antes de tudo escolha um exercício de que goste.

“Ninguém faz uma atividade por muito tempo se não se identifica com ela”, diz o personal trainer e fisiologista Givanildo Matias, diretor da rede Test Trainer.

Antes de iniciar qualquer atividade, ele sugere que você se faça algumas perguntas: o que pretende com a atividade física? Perder peso? Ganhar condicionamento? É importante que o exercício seja lúdico?

“A partir dessas respostas o aluno vai encontrando um caminho para definir o que quer fazer. Sabemos que obstáculos existem e que não vão sair da frente tão facilmente – é preciso vencer o sono, a preguiça e a falta de tempo. Fazendo o que se gosta fica mais fácil manter a disciplina para malhar”.

Entre as atividades de 2011, as lutas marciais mereceram destaque – e a tendência continua em 2012.

“Com características mais recreativas, sem a intenção do combate propriamente dito, elas invadiram as academias. E são ótimas para melhorar o condicionamento físico, queimar calorias e trabalhar coordenação e equilíbrio sem serem maçantes”, explica Matias.

Então, para entrar em forma de um jeito motivador e diferente, aposte em atividades como boxe, muay thai (boxe tailandês), e MMA (Mixed Martial Arts).

O treinamento funcional também continua em alta. O objetivo da atividade é trabalhar aptidões como equilíbrio, flexibilidade, coordenação, força. Para isso, podem ser usados acessórios – como elástico, fitball, bases instáveis, barras, cones e halteres.

Até mesmo o peso do próprio corpo pode ser utilizado no treinamento funcional com ajuda de uma fita de suspensão – o TRX. A técnica proporciona ganho de força e tônus muscular, flexibilidade e gera equilíbrio e estabilidade da região abdominal. De baixo custo e manutenção, não requer uso de energia elétrica e/ou acessórios, podendo ser realizado em reduzido espaço físico.
Altamente motivador, o treino em circuito é outra boa pedida.

“De 30 a 40 minutos você realiza uma atividade física dinâmica e eficiente, perfeita para quem não tem muito tempo”, diz Regina Bento Oliveira, professora e consultora da Academia Contours.

O circuito é dividido em estações, com exercícios diferentes em cada uma e com pouco intervalo de tempo entre elas.

“Pode ser planejado em vários níveis: de iniciantes a avançados. E traz benefícios rápidos para emagrecimento, definição muscular e ganho de condicionamento”, atesta Regina.
Na Academia Competition, em São Paulo, a aposta é a aula de X-Fit MMA, que une lutas marciais e treinamento funcional e em circuito. Trata-se de uma atividade voltada para o condicionamento físico geral. “O ‘X’ representa 10 em numeral romano e faz referência às 10 capacidades físicas: resistência cardiorrespiratória, força, flexibilidade, potência, velocidade, coordenação, agilidade, equilíbrio, precisão e ritmo. O FIT representa functional intense training (treinamento funcional intenso)", explica o professor Alexandre Shimizu, especialista em treinamento funcional.

A modalidade é inspirada no treinamento de lutadores de vale-tudo. Mas para que ninguém se assuste com a proposta, o especialista avisa que cada aluno vai no seu ritmo.

“Trabalhamos por tempo e não por repetição em cada bloco de exercícios. Todo mundo pode participar”.

Escolha uma atividade de acordo com seu perfil, dedique-se a ela e feliz corpo novo!

Fonte iG

França experimenta tratamento para prevenir contaminação por HIV

Tratamento será feito em voluntários homossexuais sem o vírus, e será tomado antes de depois da relação sexual

Cientistas franceses estão experimentando um tratamento para prevenir uma eventual contaminação pelo vírus HIV, o causador da aids em homens homossexuais soronegativos, anunciou nesta quarta-feira (4) em Paris o coordenador do estudo, Jean-Michel Molina.

O tratamento médico deve ser tomado antes e depois das relações sexuais, segundo o cientistas, que destacou que "é preciso fazer tudo para diminuir o número de novas contaminações por HIV nas populações mais expostas".

O primeiro teste de prevenção com medicamentos ou "profilaxia pré-exposição" (PrEP) ao HIV" para os homens homossexuais soronegativos residentes na França, iniciado pela Agência Nacional de Pesquisas sobre a Aids (ANRS), reunirá 300 voluntários.

Metade receberá um placebo e outra metade um antirretroviral oral, o Truvada, que combina dois produtos (Tenofovir + FTC): dois comprimidos antes e durante o período de atividade sexual (o fim de semana, por exemplo), e um comprimido depois.

O experimento ANRS Ipergay acontecerá em três áreas: primeiro Paris e Lyon, no centro da França, e depois em Montreal, no Canadá.Se a primeira etapa for considerada um sucesso, uma segunda fase terá 1.900 participantes (incluindo os 300 primeiros).

Fonte iG

Vídeo: Diabetes - Prevenção e Controle

 
DIABETES – PREVENÇÃO E CONTROLE

Vídeo educativo produzido pela Novartis Brasil com informações sobre
 o processo de prevenção e controle do Diabetes.

Diabético: Cuide de seu Pé

Entidade lança manual de tratamento do pé diabético

Atualmente o problema é responsável por 45 mil amputações de perna e coxa por ano

A Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Cardiovascular lançou o primeiro manual de tratamento do pé diabético, importante complicação do diabetes e responsável por cerca de 45 mil amputações ao ano de perna e coxa. A intenção da entidade é treinar clínicos e médicos de saúde da família para que identifiquem os sinais da doença e assim tentar reduzir à metade os casos de amputação.

O manual é voltado para profissionais de saúde que não sejam especialistas e tem fotografias para ilustrar os principais tipos de feridas."O diabetes mal controlado causa ao longo do tempo alterações no sistema nervoso, na pele, nas unhas, no sistema vascular, fazendo com que o paciente tenha pé ressecado, redução da sensibilidade, malformação das unhas. E esse ressecamento leva às rachaduras e lesões maiores. O manual explica por que surgem as lesões e dá exemplos bem claros, com muitas fotografias", explica o coordenador de programas sociais da SBACV e responsável pelo projeto, Jackson Caiafa.

De acordo com o especialista, o principal problema é que o tratamento do pé diabético não é feito precocemente. Isso ocorre porque, muitas vezes, o paciente ainda não sabe que tem a doença. Ou se recusa a aceitar o diagnóstico, já que os sintomas iniciais não provocam grande incômodo. Sem tratamento adequado, a ferida evolui, levando à amputação.

"O paciente também tem de lidar com o sistema público de saúde. Muitas vezes ele precisa de um debridamento, procedimento cirúrgico de pequeno porte, que trata a lesão e evita a amputação, mas só consegue marcar para um ano depois da primeira consulta. Ele precisa ser atendido em três dias", afirma Caiafa. "O resultado é uma legião de amputados".

O médico lembra que há poucas estatísticas tanto sobre os efeitos da doença como sobre os custos. O diabético amputa por infecção ou problemas vasculares, o que faz com que as estatísticas sejam mascaradas. "Os problemas vasculares são potencializados pela diabete. O diabético tem arteriosclerose mais precoce e mais intensa do que o não-diabético", afirma.

Ele usa dados americanos para comentar sobre os gastos com pacientes com complicações pelo pé diabético. O custo anual nos Estados Unidos é de US$ 120 bilhões com diabéticos - 50% é o valor gasto com cirurgias, medicamentos, internações. A outra metade é o custo indireto com aposentadorias, afastamentos, licenças. " Dos custos diretos, 27% são gastos com o pé diabético. É a complicação mais cara, isoladamente, por causa da repetição. Esse paciente é operado muitas vezes, internado muitas vezes".

Dez mil exemplares do manual começaram a ser distribuídos. A entidade busca patrocínio para aumentar a tiragem, mas já há um link para quem se interessar pelo documento.

Fonte iG