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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Dados preliminares mostram que Campinas registrou 3,1 mil casos de dengue em 2011

São Paulo - Em 2011, a cidade de Campinas (SP) registrou 3.132 casos de dengue. O balanço, que ainda não foi finalizado pois contabiliza os casos da doença registrados na cidade até o dia 10 de dezembro, foi divulgado esta semana pela Secretaria Municipal de Saúde.

Apesar de os números serem parciais, os dados de 2011 já indicam a segunda maior epidemia de dengue na cidade da última década, superando o ano de 2010, quando foram registrados 2.647 casos na cidade. O pior ano da série histórica foi 2007, com 11.442 casos, com duas mortes.

Em outubro e novembro do ano passado, os casos de dengue na cidade cresceram, o que despertou preocupação na Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) porque o número se mostrou parecido ao que ocorreu em 2006, ano que antecedeu a maior epidemia já registrada em Campinas.

“Com base na série histórica da dengue em Campinas, desde 1998, percebemos que os casos começam a aparecer com maior intensidade em janeiro, com picos em março e abril. Desta vez, em 2011, o aumento de casos começou em outubro e novembro, muito parecido com o quadro verificado em 2006. No ano seguinte, houve a explosão de casos”, comparou Andrea Von Zuben, médica da Covisa.

Em Catanduva, único município do estado que tinha risco iminente de surto de dengue de acordo com um levantamento feito pelo Ministério da Saúde, 289 casos de dengue foram registrados em 2011 – número quase 70% menor que em 2010, quando houve 929 casos.

A Secretaria Estadual de Saúde ainda não fechou o balanço de 2011 com o número total de casos de dengue de São Paulo, mas idenficou que entre janeiro e novembro do ano passado foram registrados 88.046 casos autóctones (com transmissão dentro do estado) nos municípios paulistas, número 53,2% menor que o registrado no mesmo período de 2010, quando ocorreram 188.529 casos.

Desse total, 21,2% ocorreram na cidade de Ribeirão Preto (SP), com 18.672 casos notificados. A Secretaria Municipal de Ribeirão Preto informou à Agência Brasil que a prefeitura tem intensificado a ação contra o mosquito transmissor da doença e que apenas um caso de dengue foi registrado na cidade em dezembro do ano passado, número bem inferior à comparação com o mesmo mês de 2010, quando ocorreram 204 casos da doença. Em novembro de 2011, foram oito casos.

A secretaria estadual informou que investe anualmente R$ 40 milhões para ajudar os municípios paulistas no combate à dengue. Segundo a secretaria, 4.358 casos de dengue ocorreram na capital no período. Em todo o país, segundo o Ministério da Saúde, foram notificados 742.364 casos suspeitos de dengue até o final de novembro, redução de 25% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Fonte Agência Brasil

Exames: Potencial de acuidade visual

O que é
Esse exame estabelece a medida da acuidade (percepção) visual de cada olho, após correção óptica (cirurgia de catarata, por exemplo).

Para que serve
Permite ao médico prever se há dano irreversível da visão e também estabelecer um prognóstico da acuidade visual depois da cirurgia de catarata.

Como é feito
O paciente é sentado de frente para um equipamento chamado potential acuity meter (PAM) que projeta a tabela de acuidade visual na retina. O examinador acende um letreiro luminoso onde aparecem letras ou números que o paciente deve ler.

Preparo
Feito com colírios que dilatam a pupila (midriáticos).

Valores de referência
Acuidade visual 20/30 a 20/20 (0,8 a 1,0) com a correção são considerados valores aproximados de normalidade para um adulto portador de catarata durante este exame.

Fonte iG

Anemia

Foto: ADAM
Glóbulos vermelhos, células em alvo

 

Definição

A anemia é uma doença na qual o corpo não tem uma contagem suficiente de glóbulos vermelhos (hemácias) saudáveis. As hemácias fornecem oxigênio para os tecidos do corpo.

Causas, incidência e fatores de risco

Embora muitas regiões do corpo sejam essenciais na produção de hemácias, a maior parte do trabalho é feita na medula óssea. A medula óssea é o tecido mole no centro dos ossos que ajuda a formar células sanguíneas.

Foto: ADAM
Hemoglobina

As hemácias saudáveis duram entre 90 e 120 dias. Depois, as células sanguíneas velhas são removidas por partes do corpo. Um hormônio chamado eritropoetina, produzido nos rins, indica à medula óssea que mais hemácias devem ser fabricadas.

A hemoglobina é a proteína que transporta o oxigênio dentro das hemácias. Ela é a responsável pela coloração vermelha das hemácias. As pessoas com anemia não têm hemoglobina suficiente.

As possíveis causas da anemia são:
  • Certos medicamentos
  • Doenças crônicas, como o câncer, colite ulcerativa e artrite reumatoide
  • Genes – algumas formas de anemia como a talassemia podem ser hereditárias
  • Perda de sangue (devido, por exemplo, a períodos menstruais com um fluxo muito intenso ou úlceras gástricas)
  • Dieta precária
  • Problemas na medula óssea, como linfoma, leucemia ou mielomas múltiplos
  • Problemas com o sistema imunológico que causam a destruição das células sanguíneas (anemia hemolítica)
  • Cirurgia gástrica ou intestinal que diminui a absorção de ferro, vitamina B12 ou ácido fólico

Sintomas

Os sintomas possíveis incluem:
  • Dor no peito
  • Tontura ou vertigem (principalmente ao se levantar ou fazer esforço)
  • Fadiga ou falta de energia
  • Dores de cabeça
  • Problemas de concentração
  • Falta de ar (principalmente durante exercícios)
Alguns tipos de anemia podem ter outros sintomas como:
  • Constipação
  • Problemas de raciocínio
  • Formigamento

Exames e testes

O médico fará um exame físico e poderá encontrar:
  • Palidez
  • Taquicardia
Alguns tipos de anemia podem gerar outras evidências em um exame físico.

Os exames de sangue usados para diagnosticar alguns tipos comuns de anemia incluem:
  • Níveis de vitamina B12, ácido fólico e outras vitaminas e minerais no sangue
  • Exame da medula óssea
  • Contagem de hemácias e nível de hemoglobinas
  • Contagem de reticulócitos
  • Nível de ferritina
  • Nível de ferro
Outros testes que podem ser feitos para identificar problemas médicos que causam anemia.

Tratamento

O tratamento deve ser voltado à causa da anemia e pode incluir:
  • Transfusões de sangue
  • Corticóides ou outros medicamentos que anulam o sistema imunológico
  • Eritropoetina, um medicamento que ajuda a medula óssea a produzir mais células sanguíneas
  • Suplementos de ferro, vitamina B12, ácido fólico e outras vitaminas e minerais

Evolução (prognóstico)

O prognóstico dependerá da causa.

Complicações

A anemia grave pode causar baixos níveis de oxigênio nos órgãos vitais, como o coração, e provocar um ataque cardíaco.

Ligando para o médico

Entre em contato com seu médico se tiver quaisquer sintomas de anemia ou sangramento fora do comum.

Fonte iG

Primeiros Socorros: Intoxicação alimentar

É causada pela contaminação de alimentos ou bebidas, principalmente por bactérias. A contaminação pode acontecer na hora de preparar o alimento, na conservação inadequada e na má limpeza dos utensílios.

Uma das bactérias mais conhecidas é a salmonela, presente na carne de gado e frango, ovos e leite. Alguns dos sintomas da infecção intestinal são náuseas, diarreia, vômitos, dor de barriga e dor de cabeça.

Como agir:
- Aos primeiros sinais de intoxicação, oriente a pessoa a beber bastante água

- Se a diarreia for intensa, procure o atendimento médico, pois há risco de desidratação

- Não deixe a infecção intestinal evoluir, especialmente em crianças e idosos. Quanto mais ela se espalha pelo organismo mais perigosa é. Se não for adequadamente tratada, pode levar à morte

Como prevenir:
- Tenha cuidado ao manipular alimentos, lavando sempre as mãos e limpando bem frutas e verduras

- Evite comer carnes cruas e alimentos com procedência duvidosa

- Prefira sempre água filtrada ou mineral

- Não compre produtos com enlatamento caseiro, pois ele podem conter a toxina do botulismo. Essa infecção causa paralisia muscular, podendo levar à insuficiência respiratória

Fonte iG

Vizinhança é determinante para saúde do idoso

Saúde de idosos depende também de onde eles moram
Idosos que moram em lugares com maior infraestrutura são quatro vezes mais independentes que os demais

Ter uma velhice saudável é objetivo individual de quase todos os brasileiros, cuja expectativa de vida cresceu nos últimos anos.

O envelhecimento da população, no entanto, colocou a chegada ao fim da vida em plena atividade como meta – e um desafio – também para quem pensa as políticas públicas do País.

Traçar as estratégias para que a população brasileira envelheça com saúde exige dos gestores considerar todas as variáveis que garantem essa condição. O comportamento individual e o acesso à saúde (médicos, hospitais e medicação) não são as únicas condições. O ambiente onde vivem os idosos é determinante para a promoção da saúde entre eles.

Essa é a conclusão de um estudo realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Durante o doutorado em Saúde Pública, a fisioterapeuta Fabiane Ribeiro Ferreira se dedicou a analisar a importância do contexto do idoso para o seu envelhecimento.

“A população está cada vez mais urbana e mais velha. Eu queria entender a relação desse ambiente com a qualidade e a funcionalidade da vida dessas pessoas”, afirma.

Fabiane critica o fato de que, pelo senso comum, a responsabilidade por ter uma velhice cheia de saúde seja atribuída apenas aos próprios idosos.

“O lugar em que ele vive, a infraestrutura da vizinhança e a violência urbana, por exemplo, vão influenciar a saúde assim como as doenças que ele tem”, comenta. A pesquisa foi realizada em parceria com a Fundação João Pinheiro e o Instituto Oswaldo Cruz.

Participaram do estudo de Fabiane 1.611 idosos moradores de Belo Horizonte e quase 70% deles se declararam sedentários. A explicação não é a falta de vontade. Em cada 10 pessoas com mais de 60 anos entrevistada na pesquisa, oito contaram deixar de sair de casa por medo de assaltos. A metade também afirmou ter medo de cair nas calçadas.

“Precisamos pensar a saúde de forma mais abrangente. A assistência é importante para garantir saúde, mas a arquitetura e o planejamento urbano também. Os comportamentos do indivíduo podem ser moldados pelo lugar onde ele está”, pondera a fisioterapeuta. Ela conta que a situação das calçadas chamou a atenção no estudo. O idoso que se preocupa com isso tem três vezes menos chance de ser independente do que quem sai de casa sem esse medo.
A infraestrutura, segundo as respostas dos idosos, explica 17% da independência de vida que têm. Fabiane utilizou os dados do Índice de Qualidade de Vida Urbana (IQVU) de Belo Horizonte, e observou que os idosos que moram em lugares com maior infraestrutura são quatro vezes mais independentes que os demais.

Outro problema comum nas grandes cidades e que influencia diretamente a qualidade de vida dos idosos é a violência. Quase 80% dos entrevistados admitiram não sair de casa por medo de assaltos.

“O poder público deve providenciar infraestrutura e serviços que viabilizem a vida social dos mais velhos. Essas pessoas precisam se sentir à vontade para sair às ruas e utilizar os equipamentos disponíveis”, diz.

Fonte iG