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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Estudo em jogadores de vôlei busca os genes da tendinite

O Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad), no Rio, deu início neste mês à coleta de amostras de DNA de jogadores de vôlei que disputam a Superliga.

O objetivo é investigar se existe correlação entre características genéticas e o desenvolvimento de tendinites.

De origem traumática ou degenerativa, a inflamação de tendões é comum em jogadores, afetando articulações como ombros e joelhos.

Segundo a pesquisadora Priscila Casado, do Into, o estudo surgiu da observação de que, apesar de serem submetidos a cargas semelhantes de treinamento e esforço físico, alguns atletas sofrem com o problema e outros não.

"Será que existem características individuais no DNA da pessoa que predispõem ao desenvolvimento dessa doença?", questiona Casado.

Para responder à pergunta, pesquisadores do instituto esperam coletar, até março, amostras de saliva dos 216 atletas da Superliga.

As coletas são feitas sempre que uma equipe viaja para enfrentar o time RJX, no Rio. Uma parceria com o time permite aos pesquisadores usar o Maracanãzinho para o procedimento.

Cada jogador preenche um questionário com informações sobre episódios de tendinite nos seis meses anteriores -período que engloba o treinamento para a competição. Depois, bochecha 5 ml de soro fisiológico e deposita o líquido em um recipiente.


Arte
DNA de atletas vai ajudar, no futuro, a prevenir tendinite
DNA de atletas vai ajudar, no futuro, a prevenir tendinite

O material vai para o laboratório, onde é feito o sequenciamento de genes suspeitos de terem relação com as lesões, como aqueles ligados à estrutura do colágeno, à resposta inflamatória e à destruição de tecidos.

Os pesquisadores esperam encontrar características que diferenciem os atletas com histórico da doença dos demais. A expectativa é que os primeiros resultados saiam até o fim do ano.
prevenção

Concluída essa fase, o instituto pretende buscar essas mesmas informações genéticas, associadas à tendinite, em jogadores das categorias de base. A ideia é acompanhá-los por alguns anos para ver se a predisposição para a doença se confirma.

Segundo Casado, o intuito final é que, com a identificação de genes que elevam o risco de inflamação, preparadores físicos e fisioterapeutas possam fazer um trabalho específico para evitar o aparecimento do problema.

Ela diz não temer que o conhecimento possa ser usado na "peneira" de candidatos a atletas, levando à exclusão de futuros jogadores devido ao risco de desenvolver tendinite. "Hoje, grande parte dos jogadores já tem [tendinite] e não é excluída por causa disso. O que conta é a habilidade", diz.

"Queremos dar mais bem-estar ao atleta e, com um treinamento direcionado, evitar que ele tenha o problema numa intensidade tão alta que o afaste de treinos e jogos."

Fonte Folhaonline

Padrinho de casamento doa rim a mulher de amigo no Reino Unido

Uma mulher com sérios problemas renais teve sua vida mudada depois de receber um rim do padrinho de seu casamento.

Desde 2007, depois de sofrer falência renal, Leanne Stefanovic, 31, era obrigada a se submeter a sessões diárias de nove horas de diálise. Sem as sessões de diálise, ela correria risco de morte.

Mas a situação mudou na semana passada, quando ela recebeu em transplante um rim de Stuart Kilgannon, 39, que foi padrinho do casamento da britânica, ocorrido no Chipre, em 2011.

O marido de Leanne, Shaun Stefanovic, e outros familiares constataram, em exames, que seus órgãos não eram compatíveis para serem usados em um possível transplante.

"Me sinto normal de novo. Não pensei que ia me sentir tão bem tão rapidamente", disse Leanne após a operação. "Tenho muito o que agradecer a Stuart agora."

Recuperação
Leanne, o marido e o padrinho são da região de East Yorkshire, no nordeste da Inglaterra. A operação de transplante de rim foi realizada no hospital St James, na cidade de Leeds.

O doador, Kilgannon sentiu fortes dores logo após a operação e pegou uma infecção durante a recuperação, mas já conseguiu passar o final de semana em casa.

"É difícil descrever, mas é um sentimento fantástico", disse o doador.

"Já vi a Leanne e ela parece dez anos mais jovem. O funcionamento do rim dela está melhor que o meu. Ver como ela está é inacreditável", acrescentou.

Leanne precisará tomar remédios contra rejeição para o resto da vida, mas não precisará voltar a fazer diálise.

Kilgannon é amigo do marido, Stefanovic, que o visitou logo após a doação.

"Vi Stuart (Kilgannon) logo depois, choramos juntos", disse o marido de Leanne.

"Não consigo expressar em palavras o que ele fez por nós. Como você agradece a uma pessoa que faz isso por sua esposa? Ele é meu herói."

"Stuart está sentindo muita dor, mas ele está animado e todos nós estamos muito alegres", disse Debbie Kilgannon, mulher do doador.

"É um presente excelente (dado por Stuart). Estou muito orgulhosa dele", acrescentou.

Fonte Folhaonline

Plano de saúde que descumprir norma para troca de silicone será multado

O plano de saúde que descumprir as diretrizes do Ministério da Saúde para a troca das próteses de silicone das marcas PIP e Rofil será multado em R$ 80 mil. A penalidade está prevista em súmula normativa publicada hoje pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

A norma prevê que, no caso de beneficiários de planos com cobertura hospitalar, as operadoras terão que arcar com o ônus do acompanhamento clínico, dos exames e da cirurgia para substituição da prótese. Os procedimentos, porém, só poderão ser feitos na rede credenciada.

Já os beneficiários sem cobertura hospitalar terão o acompanhamento clínico e os exames cobertos pelo plano, mas não a cirurgia.

Pelas diretrizes do Ministério da Saúde, poderão realizar a troca da prótese pelo SUS ou pelos planos as pacientes com histórico de câncer de mama e aquelas com ruptura da prótese. As demais devem fazer monitoramento constante para avaliar a necessidade do procedimento.

Fonte Folhaonline

Propagandas antigas: Biotônico Fontoura

biotônico

“Sempre vence o mais forte. Em todos os terrenos a vitória é dos fortes. E a própria força moral e mental depende das reservas físicas de energia. Renove as suas reservas ganhando saúde, aparelhando-se para as lutas diárias, com o Biotônico Fontoura, o mais completo fortificante, bom para todas as idades. O Biotônico Fontoura age diretamente sobre o sangue, regenerando-o, e sobre os músculos e nervos, fortalecendo-os. Abre o apetite. Aumenta o peso. E condiciona o organismo para melhor e mais proveitosa assimilação dos alimentos. Use Biotônico Fontoura e seja, em todas as situações, o mais forte, o mais alegre, o mais capaz!”

O anúncio trazia também uma declaração sobre a ação “rápida e eficassíssima” do biotônico assinada pelo médico Mário Motta.

6 de fevereiro de 1938.

Hoje o reclame seria incorreto, por assegurar que o mais forte sempre vence e que mesmo a força moral depende do poder físico. A declaração do médico também seria proibida pelas autoridades da saúde e punida pelo Conselho Federal de Medicina.

Fonte Estadão

Ressonância identifica dislexia em crianças pré-escolares

Em vez de esperar para uma criança sofrer com dificuldades de leitura, os cientistas agora dizem que é possível identificar a dislexia antes mesmo delas entrarem na escola, de eles serem rotulados como maus alunos e começarem a perder a confiança em si mesmos.

Embora tipicamente diagnosticada durante a segunda ou terceira série da escola - cerca de 7 ou 8 anos - uma equipe do Hospital Infantil de Boston disse ser possível ver os sinais da doença em imagens de ressonância magnética cerebrais em crianças com 4 e 5 anos, momento em que estudos mostram que as crianças são mais capazes de responder a intervenções.

"Nós o chamamos de paradoxo da dislexia", disse Nadine Gaab, do Laboratório de Neurociência Cognitiva da Criança, cujo estudo foi publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences - PNAS.

Gaab disse que a maioria das crianças não são diagnosticadas até a terceira série, mas as intervenções funcionam melhor em crianças mais novas, especialmente antes de começarem a aprender a ler.

"Muitas vezes, no momento em que têm um diagnóstico, já se passaram três anos com colegas dizendo que são estúpidos, os pais dizendo que são preguiçosos. Sabemos que eles têm uma baixa auto-estima. Eles estão realmente lutando", disse Gaab em entrevista por telefone.

Seu estudo baseia-se em um entendimento emergente da dislexia como um problema de reconhecimento e manipulação dos sons individuais que formam a linguagem, que é conhecido como processamento fonológico.

Para ler, as crianças devem mapear os sons do idioma falado em letras específicas que compõem palavras. Crianças com dislexia lutam com este processo de mapeamento.

"A beleza é que a linguagem falada pode estar presente antes da linguagem escrita, então que as pessoas podem procurar os sintomas", disse Sally Shaywitz, diretor do Centro de Dislexia e Criatividade da Universidade de Yale.

Sinais iniciais de dislexia podem incluir dificuldade com rimas, palavras, pronúncia embolada e confusão de palavras com som semelhante.

"Esses são todos os sintomas muito iniciais", disse Shaywitz.

A dislexia afeta cerca de 5% a 17% de todas as crianças e até 1 em cada 2 crianças que tenham histórico familiar da doença vai ter dificuldades de leitura, soletração pobre e dificuldade de decodificação de palavras.

Em seu estudo, Gaab e colegas escanearam os cérebros de 36 crianças pré-escolares, enquanto elas fizeram uma série de tarefas, como a tentar decidir se duas palavras começam com o mesmo som.

Eles descobriram que, durante essas tarefas, as crianças que tinham um histórico familiar de dislexia tiveram menor atividade cerebral em certas regiões do cérebro do que as crianças da mesma faixa de idade, inteligência e status socioeconômico.

Crianças mais velhas e adultos com dislexia têm disfunção nestas mesmas áreas do cérebro, que incluem as junções entre os lobos occipital e temporal e os lobos temporal e parietal na parte de trás do cérebro.

Gaab disse que o estudo mostra que quando as crianças predispostas a dislexia fizeram essas tarefas, seus cérebros não utilizaram a área normalmente usada para o processamento dessas informações. Esse problema ocorreu antes mesmo de as crianças começarem a aprender a ler.

"O ponto importante deste trabalho é mostrar a necessidade de procurar por sinais de dislexia o quanto antes", disse April Benasich, diretor do Centro Carter para a Pesquisa neurocognitiva em Rutgers, a Universidade Estadual de Nova Jersey, que não fez parte do estudo.

Benasich estuda processamento de linguagem em crianças ainda mais jovens -bebês que têm uma história familiar de distúrbios de aprendizagem.

"Há evidências que sugerem que o que pensamos ser problemas de leitura está lá antes de as crianças terem dificuldades", disse ela.

Gaab disse que seu estudo é muito pequeno para formar a base de qualquer teste para a dislexia, mas sua equipe acaba de ganhar uma bolsa do Instituto Nacional de Saúde para fazer um estudo mais amplo.

Em última análise, ela espera que os pais sejam capazes de ir ao seu pediatra e pedir para o seu filho para ser avaliado.

"As famílias muitas vezes sabem que seu filho tem dislexia logo no jardim de infância", disse ela em comunicado.

"Se pudermos mostrar que podemos identificar essas crianças cedo, as escolas podem ser incentivados a desenvolver programas de identificação", disse ela.

Fonte Folhaonline