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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Perfil da Aids em São Paulo muda, diz pesquisa

Queda drástica da mortalidade e aumento da sobrevida de pacientes está mudando o perfil da doença e provocando mudanças nas estratégias de atendimento

A disponibilização do acesso universal e gratuito ao diagnóstico e tratamento da Aids em São Paulo a partir de 1996 resultou em uma queda de, em média, 30% da mortalidade e em um aumento de 50% na prevalência (número de pessoas vivendo com a doença) no estado nos últimos anos.

Essa queda drástica da mortalidade e aumento da sobrevida de pacientes com Aids está mudando o perfil da doença e provocando mudanças nas estratégias de atendimento dos pacientes em São Paulo, que tende a se tornar muito diferente da que o sistema de saúde conhecia e estava acostumado a lidar.

As constatações são de um projeto realizado por pesquisadores de quatro instituições no Estado de São Paulo, incluindo as Faculdades de Medicina e Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), o Instituto de Saúde e a Coordenação Estadual de DST/Aids da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

Financiado pela FAPESP por meio do Programa de Pesquisa em Políticas Públicas, o objetivo do estudo foi criar uma sistemática de diagnóstico de vulnerabilidade à Aids em São Paulo por meio da seleção de indicadores sociais, individuais e programáticos, com a finalidade de identificar comunidades e segmentos populacionais em áreas geográficas no estado que devem merecer políticas públicas e intervenções específicas.

Para isso, os pesquisadores avaliaram o impacto da introdução dos antirretrovirais altamente potentes no estado a partir de 1996, analisando três indicadores epidemiológicos: taxa de mortalidade, prevalência e incidência (número de casos novos).

Alguns dos principais apontamentos do estudo foram que, em função da introdução do programa, houve uma queda da mortalidade por Aids em todo o Estado de São Paulo e a incidência também passou a cair a partir de 1998.

“Entre 1998 e 2005, que foi o último ano que analisamos, a queda da taxa de mortalidade foi de, em média, 30% e, dado que o tratamento não cura, verificou-se um aumento da prevalência de cerca de 50%. Também houve uma melhora da qualidade de vida dos pacientes”, disse Eliseu Alves Waldman, pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da USP e coordenador do projeto, à Agência FAPESP.

De acordo com o pesquisador, de modo geral, o programa estadual de prevenção e controle de DST/Aids tem sido bem-sucedido em 93% dos municípios paulistas que apresentam casos de Aids. Entretanto, o desempenho do programa não é igual em aglomerados urbanos pequenos, médios e grandes.

O programa apresenta desempenho melhor nos centros urbanos médios e grandes, que dispõem de melhores serviços de assistência básica à saúde, maior número de serviços especializados e onde os níveis de escolaridade da população são mais elevados, o que aumenta a probabilidade de diagnóstico precoce e introdução do tratamento.

Já nos municípios muito pequenos, que correspondem a, aproximadamente, 5% das regiões analisadas no estudo, os resultados do estudo apontam a necessidade de estratégias específicas de intervenção.

“São municípios tão pequenos que, muitas vezes, não dispõem de serviços próprios de atendimento especializado e o diagnóstico e tratamento dos casos acabam sendo tardios”, explicou Waldman. “Para isso, há tentativas de se trabalhar com consórcios, em que um ambulatório especializado atenderia um conjunto de pequenos municípios.”

Na Grande São Paulo, por exemplo, que foi uma das áreas homogêneas estudadas na pesquisa, a taxa de mortalidade e incidência de Aids nos últimos anos caiu, aproximadamente, 60%, e houve um aumento mais acentuado da prevalência.

“Esses resultados são equivalentes aos dos programas de prevenção e controle de Aids/DST desenvolvidos nos principais centros urbanos norte-americanos e europeus”, destacou Waldman.

Mudança de perfil
Segundo Waldman, entre alguns dos resultados mais bem-sucedidos do programa paulista estão a expressiva diminuição da transmissão vertical (de mãe para filho) no Estado de São Paulo e um aumento da sobrevida de pacientes que já nasceram infectados.

Em todas as regiões do estado, incluindo os pequenos municípios e com maior predominância nos grandes centros, os pesquisadores verificaram que, em consequencia da ampliação da sobrevida, houve aumento no número de adolescentes e adultos jovens vivendo com Aids, que representam um tipo de paciente muito diferente dos que os serviços de assistência à saúde conheciam e estavam acostumados a lidar.

Isso, segundo Waldman, implicará a necessidade de políticas públicas que promovam o desenvolvimento de novas tecnologias e a criação de atendimento adequado a esse tipo de paciente no sistema público de saúde paulista.

“Será preciso acompanhar não só os efeitos colaterais dos antirretrovirais nesses pacientes, mas, à medida que se tem mais pessoas sendo tratadas por longos períodos, precisaremos ter laboratórios que acompanhem, por exemplo, o surgimento de resistência às drogas, que é algo que
tem que ser monitorado porque isso implica, muitas vezes, mudanças nos esquemas terapêuticos”, disse.

Outra constatação do estudo foi que a queda da mortalidade por Aids entre pessoas acima de 50 anos não ocorreu de forma tão intensa como a observada entre jovens, indicando que esse grupo também necessita de cuidados especiais de profissionais e serviços ambulatoriais e demandará estratégias específicas do programa de controle e prevenção de Aids paulista, como as que já vêm sendo implementadas em outros países.

“A pior resposta aos antiretrovirais apresentada por esse grupo etário necessita ser mais estudada. Em parte, ela pode ser atribuída à diminuição natural da resposta imune entre os idosos e também à maior prevalência de co-morbidades, muitas vezes tratadas com medicamentos que deprimem o sistema imunitário”, apontou Waldman.

Segundo o pesquisador, algumas das possíveis implicações em políticas públicas dessas mudanças no perfil da Aids no Estado de São Paulo poderão ser a necessidade de recursos para pesquisa e desenvolvimento tecnológico, que possibilitem condições para a criação de novas estratégias para o tratamento e acompanhamento desses pacientes afetados pela doença, de evolução crônica, e que são vulneráveis, por exemplo, aos efeitos colaterais decorrentes do uso prolongado de medicamentos.

Um dos resultados do projeto foi um conjunto de indicadores sociais, demográficos e programáticos para o monitoramento da epidemia de Aids no estado de São Paulo, que foram disponibilizados na forma de um aplicativo no site do CRT DST/Aids para os gestores municipais, que são responsáveis pela execução do programa no estado.

Fonte SaudeWeb

Arab Health: Indústria da saúde brasileira movimenta US$ 1,1 milhão no Oriente Médio

Para os próximos 12 meses, a expectativa é de US$ 14 milhões em negócios fechados

No mês de janeiro, o Oriente Médio foi o mercado-alvo das ações do projeto Brazilian Health Devices. A indústria da saúde brasileira participou da Arab Health, maior feira do setor na região e a segunda maior do mundo. Na ocasião, foram realizados mais de três mil contatos, gerando negócios da ordem de US$1,1 milhão. Para os próximos 12 meses, a expectativa é de US$ 14 milhões em negócios fechados.

A Arab Health ocorreu entre os dias 23 e 26 de janeiro e contou com a participação de 44 empresas, sendo que cinco destas participaram pela primeira vez do evento. Os resultados da feira deste ano superaram os do ano passado. Em relação à última edição, os contatos aumentaram 27% e em termos de negócios concretizados, o avanço foi de 11%.

“O mercado do Oriente Médio está se tornando cada vez mais importante para as empresas de nosso setor, os resultados da Arab Health deste ano exemplificam a importância desta região. O Brasil se destacou na movimentação de visitantes e procura pelos nossos produtos,” diz, em comunicado, o gerente de projetos internacionais da Abimo, Paula Portugal.

“Vimos de perto que um dos diferenciais dos equipamentos médico, hospitalares e odontológicos exportados pelo Brasil em relação aos países concorrentes é o reconhecimento do custo/benefício, qualidade e preço competitivo. O crescimento das exportações do Brasil nesse setor vem acontecendo de forma sustentável, fruto da maturidade da indústria que, para competir com os importados, investiu em inovação e tecnologia”, afirma, em comunicado, o presidente da Apex-Brasil, Maurício Borges.

Fonte SaudeWeb

Hospital alcança 97% de satisfação entre usuários no Rio de Janeiro

 
Entre os quesitos avaliados, estão a rapidez e eficiência no atendimento, a limpeza das instalações, a qualidade da alimentação, assim como os procedimentos médicos e da equipe de enfermagem

O Hospital de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu (HTODL), inaugurado em Paraíba do Sul há um ano e meio, avaliou satisfação dos usuários, entre os meses de novembro de 2010 a outubro de 2011, e aferiu o resultado de que 97% dos pacientes estão satisfeitos com o atendimento recebido.

De acordo com o portal Diario Democrático, a pesquisa, aplicada no segundo dia de hospitalização, é realizada enquanto o paciente está no leito. Entre os quesitos avaliados, estão a rapidez e eficiência no atendimento, a limpeza das instalações, a qualidade da alimentação, assim como os procedimentos médicos e da equipe de enfermagem. Participaram desse último estudo cerca de 2.200 pacientes.

A contratação de profissionais especializados, o estímulo à capacitação constante da equipe, a compra de equipamentos e produtos de qualidade, e a manutenção da infraestrutura existente são alguns dos pilares dos bons resultados apresentados pelo Hospital Dona Lindu. Segundo o diretor da unidade, Artur Hummel, o diferencial da entidade está no cuidado com o paciente, priorizado em todos os âmbitos.

e a satisfação do público é a comprovação máxima de que as ações executadas, desde o administrativo até a assistência, vêm atingindo o objetivo e estimulando a prática constante de melhorias – ressaltou o diretor da unidade, Artur Hummel.

Primeiro no atendimento ao trauma
O HTODL fechou o ano passado ocupando o primeiro lugar no ranking nacional no atendimento ao trauma, totalizando cerca de 3 mil procedimentos cirúrgicos somente de janeiro a dezembro de 2011, e segundo na realização de cirurgias ortopédicas de alta e média complexidade.

Com isso, o HTODL vem cumprindo sua função de atender a uma parcela da população que, até então, tinha que se deslocar do interior do Estado para a capital e buscar atendimento no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).

Mensalmente, o HTODL realiza, em média, 250 cirurgias, 2.400 atendimentos ambulatoriais e 15.400 exames, feitos por uma equipe especializada, composta por 264 funcionários, 220 terceirizados e um corpo clínico de 86 médicos. A unidade é composta por 72 leitos (sendo sete de UTI), quatro salas cirúrgicas, seis consultórios ambulatoriais, centro de imagens e ambientes climatizados.

Fonte SaudeWeb

5 táticas de segurança para seguir

Especialistas oferecem uma lista de coisas para fazer e as áreas a monitorizar

Peça a seus profissionais de segurança uma lista de importantes métricas e espere obter uma lista longa com muito debate. No entanto, os gerentes de segurança da informação precisam encontrar uma maneira de acompanhar o seu progresso na proteção da rede, tomando o devido cuidado para evitar situações potencialmente ameaçadoras.

Boas métricas podem ajudar a definir a luta. Embora muitos profissionais possam argumentar que é melhor ter o máximo de informação possível sobre a segurança da sua rede, muita informação pode cegar os praticantes para o que está acontecendo, disse Mike Lloyd, diretor de tecnologia para monitoramento de rede da RedSeal Network.

“Você não tem que ter, nem querer, um painel como o de um avião”, diz ele. “Você tem que querer um painel mais parecido com o de um carro.”

No seu próprio painel para os clientes, RedSeal vai a um extremo: a única pontuação global para o risco de rede. A pontuação é o que revela as métricas específicas que compõem o placar. Um mapa de rede e duas listas de Top 10 completam o painel.

A Verizon e sua prática de segurança gerenciada incide mais sobre as métricas de incidentes. Seguir o que der errado pode ajudar um gerente de TI a descobrir onde alocar recursos, disse Christopher Porter, diretor de equipe de risco da Verizon.

“Os tipos de incidentes que você tem em sua organização são uma espécie de indicativo das pessoas, processos e tecnologia que você tem no lugar”, disse ele.

Aqui estão cinco métricas recomendadas pelas empresas:

1. Sua ignorância.
De Sun Tzu para Donald Rumsfeld, generais militares interessados em segurança estão sempre preocupados com o que eles não sabem. Profissionais de segurança devem ter uma página de seus playbooks, disse Lloyd da RedSeal.

Ao medir o que é desconhecido pode parecer um paradoxo na melhor das hipóteses e na pior das hipóteses um exercício de futilidade, ela é tanto factível e importante. Comparando a imagem de que diferentes grupos têm da rede pode levar a encontrar as peças que uma equipe conhece e outra não.

“Você tem que ser capaz de examinar o terreno”, diz Lloyd. “Se você não pode dizer, como um CISO, o quão grande as falhas são em seu conhecimento, então você está em apuros.”

2. Área de superfície de ataque
Uma vez que uma rede foi mapeada, as empresas podem então tentar encontrar os caminhos em uma rede que um invasor pode usar.

A medida da caixa preta geral de um sistema ou de rede pode ser expressa como uma avaliação da área de superfície de ataque – uma medida para ser minimizada. Se a rede é um tabuleiro de xadrez, então os sistemas na rede são peças de xadrez, diz Lloyd. Se alguma for deixada aberta para os atacantes, a caixa poderá estar comprometida.

“Você pode pegar qualquer dado ativo e descobrir como é fácil de entrar”, diz Lloyd. “Um scanner de vulnerabilidade é uma ótima maneira de avaliar o tabuleiro de xadrez da rede. Ele conhece uma enorme quantidade de peças.”

3. Incidentes ao longo do tempo
Quando os incidentes acontecem, erros de configuração do roteador ou ataques de verdade, eles devem ser monitorados, diz Porter da Verizon.

Incidentes de rastreamento podem ajudar o gerente de segurança a ter uma ideia de como a equipe está ciente dos potenciais problemas antes que eles se tornem problemas de verdade.

“Se eu começar a recolher os meus incidentes e tiver a capacidade de ver quais os tipos que estão afetando a organização, poderei ver minhas fraquezas”, diz ele. “Eu posso ver se meus recursos estão fazendo esses incidentes ir para baixo.”

4. Vulnerabilidade dos recursos críticos
Priorizar as questões que necessitam de ação é uma parte necessária do trabalho de qualquer gerente de segurança.

Uma forma de escolher questões de segurança é classificá-las por nível de vulnerabilidade de um ativo e o valor do ativo. Uma vulnerabilidade crítica em um servidor exposto segurando lista de clientes da empresa sensível é muito mais importante do que uma questão de baixa severidade em um servidor de arquivo interno.

“A questão que precisa ser respondida é sobre as ações que têm o maior retorno”, diz Lloyd.

5. Impacto das vulnerabilidades de mitigação
Finalmente, as empresas precisam ser capazes de buscar soluções que podem ser benéficas para múltiplos servidores e estações de trabalho. Uma boa métrica para controlar esse benefício positivo é concentrar-se sobre o impacto da fixação de uma vulnerabilidade particular, diz Lloyd.

“O maior impacto que pode ter não é apenas por remendar os servidores mais críticos. Eu quero encontrar uma maneira de maximizar o impacto.”

Conhecer o impacto de cada ação é fundamental.

Fonte SaudeWeb

Propagandas antigas: Desinfete a bexiga no Carnaval

urotropina

“Conselho de companheiro: dois comprimidos Schering de Urotropina para desinfetar os rins e a bexiga, algumas horas de descanso e amanhã poderemos recomeçar”.

Publicado em 21 de fevereiro de 1925.

Fonte Estadão