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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Suplementos de cálcio aumentam risco de infarto

O cálcio deveria voltar a ser um mineral presente numa "dieta equilibrada
e não uma panaceia barata para o problema universal da osteoporose na menopausa"
Risco de infarto foi 86% maior entre pessoas que consumiam suplementos de cálcio regularmente, mostrou estudo

Suplementos de cálcio aumentam em 86% o risco de infarto e devem ser usados "com precaução", segundo um relatório publicado nesta quarta-feira no "British Medical Journal".

Uma dieta rica em cálcio não significa "nenhum benefício cardiovascular significativo, já os suplementos de cálcio podem aumentar o risco de um ataque do coração e devem ser tomados com precaução", alertou em seu artigo a pesquisadora Sabine Rohrmann, da Universidade de Zurique, na Suíça.

Os suplementos de cálcio, que costumam ser recomendados para prevenir a osteoporose em idosos e mulheres na menopausa, também aumentam o risco de acidente vascular cerebral (AVC) e de mortes causadas por problemas coronarianos. O estudo foi feito realizado em Heidelberg, Alemanha, com 24 mil pessoas entre 35 e 64 anos.

Durante onze anos, os pesquisadores contabilizaram 354 infartos, 260 apoplexias e 267 mortes por estas doenças. O risco de sofrer um infarto foi 86% maior entre pessoas que consumiam suplementos de cálcio regularmente.

Além disso, os participantes que tomaram mais de 1.100 miligramas diárias de cálcio não experimentaram nenhum benefício para sua saúde cardíaca e seu risco de infarto foi 31% maior em relação aos que ingeriram uma quantidade moderada, de 820 miligramas.

Os especialistas indicaram que o cálcio procedente de uma dieta equilibrada é ingerido em pequenas quantidades ao longo do dia, o que facilita sua absorção pelo organismo, enquanto os suplementos provocam aumentos bruscos dos níveis do elemento no sangue.

O pesquisador Ian Reid, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, afirmou na revista que o cálcio deveria voltar a ser um mineral presente numa "dieta equilibrada e não uma panaceia barata para o problema universal da osteoporose na menopausa".

Fonte iG

Coqueluche: adultos também devem fazer de reforço na vacina

Uma vez confirmada a doença, o tratamento é feito com antibióticos
Imunização feita na infância deve ser reforçada na vida adulta, a cada 10 anos

Com a chegada do frio, o aumento da permanência em ambientes fechados ou com pouca circulação de ar faz crescer a incidência de doenças respiratórias, especialmente as infecciosas – causadas por vírus e bactérias.

A coqueluche, infecção respiratória causada pela bactéria Bordetella pertussis, é um exemplo de doença que pode surpreender durante os meses de frio porque causa os mesmos sintomas de outras enfermidades das vias respiratórias (nariz, garganta e pulmões): febre, coriza, espirros e tosse.

A diferença, explica o clínico geral Alfredo Salim Helito, é que na coqueluche o sintoma mais distintivo são os episódios frequentes de tosse intensa e incontrolável, que pode causar vômitos e até morte por insuficiência respiratória.

“É importante ficar atento ao processo gripal que vai se prolongando e for acompanhado de aumento da tosse. Passou uma semana e a gripe se foi, se a tosse continua, o melhor a fazer é procurar o médico” orienta Helito.

O diagnóstico da coqueluche normalmente é feito por meio do exame clínico e de testes de laboratório para detectar a presença da Bordetella pertussis no sangue ou nas mucosas. Uma vez confirmada a doença, o tratamento é feito com antibióticos.

Embora a tosse comprida – o nome popular da coqueluche – seja particularmente perigosa em crianças, os adultos e os idosos também podem adoecer, especialmente se o esquema de vacinação, que deve ser iniciado na infância, for falho.

“As formas graves de coqueluche ocorrem mais frequentemente nas crianças porque elas, muitas vezes, ainda não têm as defesas contra a bactéria. Com o passar dos anos, no entanto, a imunidade adquirida com a vacina pode ir diminuindo” explica o infectologista Jean Gorinchteyn, do Instituto de Infectologia Emilio Ribas, de São Paulo.

Vacinação falha e redução da imunização feita na primeira infância, dizem os especialistas, podem ser a explicação para o recente aumento nos casos da doença nos Estados Unidos. Um alerta do Centro de Controle de Doenças daquele país divulgado na semana passada, contabilizou mais de mil casos da doença desde o início do ano no estado de Washington, a pior epidemia a atingir a região em 70 anos.

A única forma de prevenção da coqueluche é a vacinação. Em crianças, a vacina tríplice (contra difteria, coqueluche e tétano) deve ser feita aos dois, quatro e seis meses de vida, com reforços entre 15 e 18 meses e entre quatro e seis anos.

Em adultos e idosos que receberam todas as doses da infância, a recomendação é de que um novo reforço seja feito a cada 10 anos. O reforço para adultos ainda não é disponibilizado na rede pública de saúde, mas pode ser encontrado em hospitais e clínicas da rede privada.

Fonte iG

O que comer antes e depois dos exercícios

O que estimula é atividade física, a alimentação é um coadjuvante para o exercício
Especialistas indicam opções para equilibrar o corpo e potencializar os resultados da malhação

Para que a malhação ou qualquer atividade física tenha um bom resultado, é importante saber combinar a atividade com uma dieta adequada.

Segundo Camila Gracia, nutricionista responsável pelo esporte check-up do Hospital do Coração (HCor), alimentar-se antes e depois dos exercícios ajuda a manter o organismo equilibrado e acelera o metabolismo, elevando a eficácia dos treinos.

A especialista explica que não há uma regra geral, a alimentação funciona para cada pessoa de uma forma diferente. A dieta, porém, precisa ser leve e balanceada.

Quem está buscando perder peso, deve tomar cuidado com o que come durante o dia e não pode esquecer de ingerir pelo menos uma fruta após a atividade física. Para aqueles que desejam aumentar a massa muscular, ela recomenda uma combinação de carboidratos e proteínas após os exercícios.

“Quem quer ganhar massa pode comer um pouco a mais de proteína, mas é preciso tomar cuidado com o que é ingerido ao longo do dia. A alimentação brasileira já tem muita proteína. Carboidrato é energia, precisamos comer antes do exercício, principalmente quanto é uma atividade de longa duração. É necessário repor o carboidrato, pra repor energia”, pondera Camila.

Na opinião do fisiologista e médico do Esporte da academina B-Active, Benjamin Apter, é fundamental comer algo leve e hidratar-se logo após o esporte para a recuperação inicial. "Uma refeição completa, café da manhã, almoço ou jantar pode ser realizada assim que a pessoa estiver se sentindo recuperada da exaustão", aconselha.

Para atletas profissionais, a recomendação, segundo Apter, é buscar um especialista que prepare um cardápio bem elaborado. Para outros esportistas que não competem profissionalmente, a avaliação nutricional também é importante, mas em linhas gerais uma alimentação balanceada em carboidratos, proteínas, frutas, verduras e com pouco doce e gordura é a regra básica.

Camila Gracia explica que a digestão da gordura é mais lenta e demanda energia e sangue do organismo. “O corpo precisa estar pronto para o esporte. Por isso que a alimentação leve, com fibras é recomendada. Não pesa e não tira o foco do exercício. O corpo vai trabalhar para potencializar a ação.”

A nutricionista também revela que o alimento ajuda na redução da fadiga, na preservação da massa muscular e recuperação do organismo como um todo, funciona como um complemento. “O que estimula é atividade física, a alimentação é um coadjuvante para o exercício. O que pedimos aos atletas é uma combinação de nutrientes – carboidrato e proteína.”

Para ilustrar as recomendações, a especialista sugere alguns exemplos de alimentação:

Antes do treino:
Alimento fonte de carboidrato: fruta, pão com geléia, bolacha salgada

Após o treino:
Alimento com proteína, vitamina: filé de frango, arroz integral e salada, queijo branco com pão integral, leite batido com fruta

Água: quanto mais, melhor

Beber água não tem contra-indicação, pelo contrario, é ótima para o organismo. A nutricionista do HCor alerta para os benefícios e a importância da hidratação constante.

“É fundamental chegar à academia hidratado e beber água ao longo do treino. Qualquer pessoa precisa de dois litros de líquido por dia pra repor a perda natural que temos através da urina, saliva, lágrima.”

Para quem tem dificuldade para beber água, Camila sugere colocar um pouco de limão no líquido. Também vale acrescentar hortelã ou apostar no chá gelado. Ela alerta, porém, que sucos devem ser evitados. “A água é o melhor hidratante, mas existem outras formas para quem reclama da falta de gosto. Suco não é uma boa opção por ser muito calórico.”

Os isotônicos são interessantes após a atividade física, por que são melhores absorvidos pelo organismo. Segundo Benjamin Apter, os líquidos isotônicos foram elaborados para suprir a necessidade de eletrólitos perdidos com o suor durante exercícios físicos intensos. "Funcionam muito bem, não há contra indicações, e nestes casos tem efeito reparador melhor que a água. Já para exercícios suaves, com duração inferior a uma hora, a água é suficiente para as pessoas com alimentação saudável e balanceada. A quantidade é a mesma de qualquer líquido, o suficiente para saciar a sede."

Bebidas geladas tendem a ser mais facilmente absorvidas pelo corpo humano. A tese, segundo Camila, faz sentido, mas é controversa. “Beber um liquido gelado é interessante porque o organismo absorve mais rápido as propriedades, mas não é obrigatoriedade. É melhor tomar qualquer líquido do que não ingerir nada.”

Fonte iG

Série de alongamento - Repost

12 alongamentos básicos para fazer antes e depois do exercício



Fonte iG

Dicas para evitar as lesões no esporte

Respeite os sinais do corpo, evitando sobrecarregá-lo
Especialistas orientam como fugir das torções, distensões e contusões durante a prática

É certo que quem pratica esportes está sujeito a se lesionar. Mas com um bom preparo físico e alguns cuidados essenciais, é possível reduzir as chances de lesão, independente do nível de desempenho da atividade.

O ortopedista Alexandre Santacruz e o fisioterapeuta Juliano Schwartz listam as regras de ouro para evitar lesões na prática de esportes:

- Consulte um médico antes de iniciar qualquer atividade física

- Sempre passe por avaliação física prévia, para obter orientação adequada sobre os treinamentos

- Respeite seus limites

- Faça aquecimento antes de cada sessão de exercício

- Use roupas e calçados adequados (por exemplo: tênis específicos para a sua pisada)

- Respeite os sinais do corpo, evitando sobrecarregá-lo

- Quando houver dor, é sinal de que algo está errado. Respeite esse aviso

- Coloque gelo caso uma lesão aconteça, o que alivia a dor e o inchaço

- Após o trauma, imediatamente procure um médico. Alívio da dor não significa cura

Fonte iG