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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Doença da vesícula biliar

Definição
A doença da vesícula biliar consiste em inflamação, infecção, cálculos ou obstrução da vesícula biliar.

Nomes alternativos

Doença biliar

Causas, incidência e fatores de risco

A vesícula biliar é uma bolsa localizada sob o fígado. Ela armazena e concentra a bile produzida no fígado.
A bile auxilia na digestão de gordura e é liberada pela vesícula na parte superior do intestino delgado (duodeno) em resposta ao alimento (principalmente gorduras).
Entre os tipos de doenças da vesícula biliar estão:
  • Colecistite (inflamação da vesícula biliar)
  • Cálculos biliares (colelitíase)
  • Doença da vesícula biliar de cálculos crônicos (na qual os movimentos naturais necessários para o esvaziamento da vesícula não acontecem corretamente)
  • Gangrena ou abscessos
  • Formações de tecidos (pólipos) na vesícula
  • Defeitos da vesícula biliar presentes no nascimento (congênito)
  • Colangite esclerosante
  • Tumores da vesícula biliar e do ducto biliar
Fonte iG

As lesões mais comuns em cada esporte

Atividade física exige cautela para evitar dores e machucados. Veja os mais recorrentes

Vôlei: entorse no tornozelo é a lesão mais frequente, nas ações de bloqueio ou ataque.

Tênis: os praticantes estão mais expostos às luxações nos braços, mãos e punhos, além de distensões na panturrilha.

Taekwondo: os golpes desse esporte tornam mais frequentes as contusões nos pés e nos dedos.

Natação: nesse esporte os traumas musculares são mais frequentes, em especial nos ombros, braços e punhos, além de dores na lombar.

MMA: hematomas e contusões são frequentes nessa mistura de artes marciais. Rompimento de ligamentos nos joelhos e fraturas nas costelas também são recorrentes.

Judô: a prática do esporte favorece o surgimento de contusões nos ombros e lesões nos joelhos.

Halterofilismo: lesões das grandes articulações (principalmente ombro, costas e joelho) são as mais recorrentes desse esporte.

Ginástica: nas mulheres, a maioria das lesões envolve torções no tornozelo. Nos homens, é mais comum haver lesões nos ombros e torções de punho e tornozelo.

Futebol: os jogadores sofrem com mais regularidade torções, distensões e contusões nos tornozelos e joelhos.

Esgrima: são frequentes nessa modalidade as lesões por esforço repetitivo, especialmente as tendinites em mãos e punhos.

Ciclismo: traumas decorrentes de quedas são as lesões mais comuns do ciclismo, especialmente as abrasões na face.

Caratê: os golpes dessa modalidade geram mais contusões nas mãos e nos dedos.

Basquete: por envolver a ação de saltar, está associado a torções de tornozelos, que ficam vulneráveis durante a finalização do salto.

Atletismo: as tendinites, principalmente da região do joelho, são os problemas mais recorrentes desse esporte.

Fonte iG

Osteoporose é causa líder das 334 fraturas de quadril diárias no País

Pesquisa mostra ainda que, no Brasil, 20% não sobrevivem após a quebra e 45% perdem a independência

Todos os dias, 334 brasileiros sofrem fraturas no quadril e cada um deles dá início a um tratamento que tem custos estimados em R$ 7 mil – valor destinado para sanar as sequelas acarretadas após o tombo.

Os dados fazem parte da primeira auditoria sobre osteoporose, realizada pela International Osteoporosis Foundation (IOF) no Brasil e em outros 13 países latino-americanos.

Segundo o reumatologista Cristiano Zerbini, pesquisador responsável por coletar os dados brasileiros, esta doença que fragiliza a estrutura óssea do organismo é a principal responsável pelo excesso de quebras do fêmur e da bacia.

As mulheres com mais de 50 anos, muitas que nem sabem ser portadoras do problema, são as principais vítimas. “O diagnóstico e a intervenção médica precoce na osteoporose seriam as maneiras mais eficientes de reduzir esta epidemia de fraturas, que é muito grave e vai além da necessidade de imobilização”, disse Zerbini no evento que reuniu médicos de todos os países envolvidos no levantamento na América Latina.

“Os nossos registros – conseguidos por meio da revisão dos 8 principais estudos nacionais sobre osteoporose – mostram que dois em dez pacientes que quebram o fêmur morrem no primeiro ano após o tombo (a maioria exige hospitalização e fica vulnerável às embolias, infecções e sedentarismo) e 45% deles perdem a independência até para tomar banho sozinhos”, completou o especialista.

A fisioterapeuta e diretora executiva da IOF, Judy Stenmark, reforça que este impacto devastador da osteoporose nos pacientes brasileiros foi semelhante ao encontrado em todos os países envolvidos na auditoria (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Uruguai e Venezuela).

Na avaliação de Judy, de fato, melhorar a rede de atendimento clínico para a população que está cada dia mais velha seria mesmo a forma ideal de prevenção.

Mas a professora aposentada Vera Matilde Magalhães, 83 anos, que há cinco anos descobriu possuir ossos frágeis, evidencia a fragilidade do serviço de saúde.

“Já tinha quebrado o punho, o fêmur, o pé e todos os ortopedistas que passei nunca nem sequer desconfiaram da osteoporose”, diz ela que, apesar dos acidentes, não deixou de ser ativa.

“Até que um dia, quando estava fazendo musculação (Vera adora puxar ferro e fazer ginástica), senti uma dor muito forte na coluna.”

“Nenhum remédio ajudava, até que a quinta doutora que eu visitei, pediu o exame que detectou a doença”, lembra.

“Precisei mudar de vida e fui proibida de fazer mil coisas. Mas como sou um pouquinho desobediente, voltei a fazer metade daquilo que a médica não deixa mais”, diz tentando esconder a bota de salto alto que vestia no dia e falando baixinho ao confessar que ainda faz faxina na casa que mora sozinha em São Paulo – só dois exemplos das 500 desobediências confessadas pela aposentada.

Se os médicos mostraram desconhecimento ao atender Dona Vera, a “bronca” também pode ser estendida aos educadores físicos que trabalham na academia de ginástica frequentada pela aposentada. Nenhum exame clínico ou atestado de saúde foi pedido antes dela começar a musculação.

Sueli Roitman, presidente da Federação Nacionação de Pacientes com Osteoporose (Fenapco) faz o alerta: a atividade física é uma excelente forma de prevenir a saúde dos ossos, mas também é necessária uma cautela maior por parte das academias.

“Não são raros os idosos, cada vez mais ativos, nos contarem que nenhum cuidado com a osteoporose existe por parte dos treinadores.”

Prevenção desde sempre
Capacitar os médicos de todas as especialidades, sensibilizar os olhares dos educadores físicos e ampliar o acesso aos exames que detectam a osteoporose – densitometria óssea é o principal – estão na esteira de cuidados preventivos da doença junto com a melhora dos hábitos de vida, avalia Bruno Muzzi Camargos, ginecologista e presidente da Associação Brasileira de Avaliação da Saúde Óssea (ABraSSo).

“Também é preciso disseminar na população, homens e mulheres, que o passar dos anos aumenta o risco de osteoporose devido a mudança hormonal, assim como o fumo, o hábito de beber álcool, o baixo peso e a obesidade, além do sedentarismo e da influência genética”, explica Camargos.

“A alimentação também é fundamental. Há uma deficiência de cálcio e vitamina D, dois nutrientes essenciais para os ossos saudáveis. Ao mesmo tempo, os pratos têm excesso de sal (sódio), um dos grandes vilões.”

A médica do Centro Especializado do Uruguai, Diana Wiluzanski, acrescenta que a prevenção precisa começar desde cedo. “Osteoporose é uma doença que começa na infância mas só se manifesta anos mais tarde. Os meninos e meninas que só ficam no computador, não comem direito, não tomam sol e não fazem exercícios provavelmente terão problemas no futuro”, diz.

O professor do Instituto de pesquisa Metabólica de Buenos Aires (Argentina), José Zanchetta – um dos responsáveis pela auditoria na América Latina – alerta que caso esta cultura preventiva não seja adotada a projeção é que o número de fraturas no quadril cresça 16% até 2020 e 32% até 2050.

“A queda é um desequilíbrio em toda a vida do idoso. Compromete o bem-estar e impede que eles desfrutem os anos extras que o aumento da expectativa de vida trouxe”, diz.

A aposentada Vera Matilde sabe dos prejuízos da fratura e diz que a principal mudança após saber que tem osteoporose é que, agora, vive com medo de cair.

“Mas mantenho uma dieta adequada, não falho na medicação, vou sempre ao médico. E pago R$ 2 mil reais todo mês pelo medicamento, não coberto pelo plano de saúde e não distribuído pelo governo. É caro. Mas o preço para eu conseguir fazer ginástica e outras desobediências”, brinca.

Fonte iG

Latino-americanos bebem menos que europeus e norte-americanos, diz estudo

Média anual de consumo dos latinos é de 5,5 litros per capita, enquanto nos EUA é de 9,4 e na Europa chega a 13

Nove países latino-americanos consomem menos álcool do que a Europa e a América do Norte, revelou a Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso) em um relatório apresentado em ocasião da 65ª Assembleia Mundial da Saúde, principal órgão decisório da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizada esta semana em Genebra.

A pesquisa foi feita com base em pesquisas de porta em porta em Brasil, El Salvador, República Dominicana, Costa Rica, Peru, Nicarágua, Venezuela, México e Colômbia e é um trabalho independente sobre padrões de consumo de álcool nos países mencionados, representativos da região latino-americana.

A Flacso, com sede na Costa Rica, foi criada em 1957 com apoio financeiro intergovernamental da América Latina e da Unesco, organização das Nações Unidas para a Ciência, a Cultura e a Educação.

No momento, as conclusões da Flacso mostraram como resultado que seis em cada dez pessoas entre os 18 e os 65 anos consomem álcool nos países latino-americanos pesquisados, levando em consideração "que beberam, pelo menos, uma taça no último ano", informou à AFP o coordenador do estudo, Carlos Sojo.

O consumo per capita médio durante um ano nos nove países citado é, segundo a Flacso, de 5,5 litros de álcool puro (8,9 para os homens e 2,3 para as mulheres).

Esta cifra é inferior à média de 6,7 litros anuais atribuídos pela OMS aos mesmos países, mas em um cálculo feito apenas com números de venda de bebidas alcoólicas, não por entrevistas pessoais.

Estes números da OMS demonstram que o consumo da população adulta na Europa é de 13 litros de álcool por ano e por pessoa, enquanto nos Estados Unidos o nível é de 9,4 litros, e no Canadá, de 9,8 litros, acrescentou a FLACSO.

A Flacso espera ampliar seu raio de investigação em 2012 para outros cinco países latino-americanos: Honduras, Guatemala, Panamá, Equador e Argentina.

Considerando as disparidades entre os nove países pesquisados, a Flacso acrescentou que 74,5% de seus moradores consomem "pouco ou nada de álcool", ao mesmo tempo em que dos 25% restantes, 20% constituem uma população em alto risco de fazê-lo em grandes doses, embora ocasionalmente, ficando os 5% restantes em risco alto de beber muito a longo prazo.

"É necessário desenvolver políticas públicas baseadas na informação, o que estamos fazendo na Flacso, para que se possa combater o consumo nocivo" no segmento de alto risco, disse Sojo.

A prioridade são "os 5% de pessoas que bebem diariamente entre quatro doses (mulheres) e seis (os homens), o que é nocivo para a saúde", afirmou Carlos Sojo.

"Em termos de prevalência de consumo de bebidas alcoólicas, ao menos uma vez nos últimos 12 meses, a situação da América Latina mostra uma prevalência inferior às da Europa, Estados Unidos e Canadá", acrescentou Sojo.

Segundo informações da OMS, a Flacso abordou a pesquisa com o rigor sociológico da objetividade, condição aceita pela organização "Cervejeiros Latino-Americanos", sem fins lucrativos, que reúne a indústria de cerveja do continente e financiou o trabalho, informou à AFP seu secretário-geral, José Manuel Juanatey, presente na assembleia.

A 65ª Assembleia Geral da OMS foi inaugurada na segunda-feira em Genebra e será celebrada até 26 de maio com, com a participação de 3.000 pessoas de 178 países (de um total de 194 Estados-membros da OMS).

Fonte iG

Exercício físico não melhora colesterol, aponta estudo

Pesquisa constatou que abandonar o sedentarismo na fase adulta para controlar o colesterol e os triglicérides é ineficaz

Abandonar o sedentarismo na fase adulta na tentativa de controlar o colesterol e os triglicérides é ineficaz. Mas o exercício físico, embora não funcione como tratamento contra o problema, pode atuar na prevenção, especialmente se for praticado desde a infância, na intensidade adequada.

Essa é a conclusão de uma tese de doutorado defendida na Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) com base em um levantamento feito com 2.720 voluntários, parte deles da capital.

A pesquisa avaliou as alterações dos níveis de gordura no sangue, disfunção conhecida como dislipidemia, durante infância, adolescência e fase adulta. Esse tipo de problema atinge 12% dos brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia – mais que o dobro do porcentual de diabéticos no País.

“Menos de 5% dos entrevistados que praticaram exercícios na infância e na adolescência e continuaram com suas atividades apresentaram a doença”, diz o autor do estudo, o professor Rômulo Araújo Fernandes, do Departamento de Educação Física da Unesp de Presidente Prudente.

O dado obtido pelo pesquisador evidencia a importância de se incorporar a prática de exercícios à rotina desde cedo.

“O hábito é preventivo e deve ser cultivado, pois os efeitos positivos terão reflexos a longo prazo, na fase adulta ou quando o indivíduo for idoso”, comenta o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, chefe do Serviço de Nutrição do Hospital do Coração (Hcor).

A tendência entre o público infantil, porém, é inversa: as crianças paulistas já estão mais sedentárias do que os adolescentes, segundo um estudo com 2,5 mil estudantes realizado pelas secretarias estaduais da Saúde e da Educação, divulgado pelo Jornal da Tarde em 2011.

As informações são do Jornal da Tarde.

Fonte iG