Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quinta-feira, 21 de junho de 2012

6 sinais de que você está desidratado

No frio é fácil esquecer de beber água. Aprenda a reconhecer os sinais de que o corpo precisa de mais líquido

A desidratação ocorre quando o corpo não tem fluidos em quantidade suficiente para continuar funcionando adequadamente.

Se não ingere quantidade suficiente de líquido o corpo sofre mais risco de desidratação, especialmente em caso de diarreia.

Esse quadro pode ser particularmente perigoso para idosos e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido.

O Sistema Nacional de Informações sobre Doenças Digestivas, dos Estados Unidos, orienta: qualquer pessoa com os sinais listados a seguir deve ser encaminhada para avaliação médica, pois pode estar desidratada. São eles:
    1. Sede
    2. Urina escura ou pouco frequente
    3. Pele seca
    4. Desmaios ou tonturas
    5. Cansaço
    6. Pele que não retorna ao normal depois de ser beliscada

Fonte iG

Os remédios do futuro

Medicamentos biológicos prometem dar forma à tão sonhada medicina personalizada

Uma nova classe de medicamentos, os chamados remédios biológicos, é a grande promessa para o futuro terapêutico de doenças graves como câncer, artrite reumatoide, esclerose múltipla, hepatite C, doença de Crohn, entre outras.

Produzidos a partir de organismos vivos que interagem com proteínas humanas – daí a origem do nome – os biológicos têm sido chamados de “medicamento do futuro”, mas já vêm sendo utilizados em todo o mundo há pelo menos cem anos.

As vacinas são bons exemplos, assim como a insulina – aplicada em diabéticos desde 1982, quando entrou no mercado norte-americano –, e os interferons, prescritos para pacientes com esclerose múltipla ou hepatite C. O lado inovador, no entanto, está na formulação e também na possibilidade de tratamentos mais personalizados. Hoje estima-se que um quinto dos remédios que chegam ao mercado são biotecnológicos.

“Produtos biológicos têm um histórico de sucesso no tratamento de muitas doenças crônicas e que trazem risco à vida“, afirma Gilberto Castañeda, professor de farmacologia do centro de pesquisa e estudos avançados do Instituto de Política Nacional do México e membro do conselho consultivo do Centro Latino Americano de Pesquisa em Biológicos (ClapBio).

Em comparação com os medicamentos sintéticos convencionais, como a maioria dos analgésicos, a produção de um biológico é muito mais complexa, já que as substâncias terapêuticas só podem ser feitas por sistemas vivos e têm uma estrutura molecular extensa e heterogênea.

“As células vivas atuam como uma fábrica”, explica a Agencia Nacional de Vigilância Sanitaria (ANVISA), na cartilha O que se deve saber sobre medicamentos.

Personalização
Os biológicos têm um diferente mecanismo de ação, pois são capazes de restringir a área de atuação e agir de forma pontual e específica contra determinadas doenças. É justamente essa característica que permite uma personalização do tratamento.

“Essa nova tecnologia é específica. Em vez de uma cobertura sistêmica, que atua no corpo todo, passamos a trabalhar com receptores particulares, reduzindo os efeitos adversos e atuando no mecanismo da doença”, afirma Denizar Vianna, professor do departamento de clínica médica da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

A precisão da terapia é um importante caminho para pacientes com câncer, por exemplo. Agindo de forma mais inteligente do que a quimioterapia, as terapias-alvo atingem apenas as células tumorais e conservando as saudáveis.

“Esse é o caminho para o futuro. Logo, e já existem medicamentos em estudo nesse sentido, não precisaremos mais da quimioterapia para tratar um câncer, poderemos apostar apenas nos biológicos”, prevê o médico. Vianna ressalta, no entanto, que a substituição dos sintéticos pelos biológicos não deve acontecer em todas as terapêuticas.

“Na cardiologia, por exemplo, temos alguns mecanismos – como a pressão alta e o colesterol – já bem resolvidos. Por isso, nessa área permaneceremos como estamos”, acredita.

O alto custo do medicamento, no entanto, tem sido uma das grandes desvantagens em comparação com os demais tratamentos. Reduzir o potencial tóxico também.

“Hoje já conhecemos marcadores que nos indicam se há mais chance de problema cardíaco. Nesses casos, é necessário um acompanhamento bem de perto ou até mesmo uma discussão a fim de avaliar se esse paciente é elegível para esse tratamento”, diz Vianna.

O desafio dos biossimilares
Com a quebra de patente de alguns medicamentos, a indústria começa a discutir agora a fabricação dos fármacos similares também no campo dos biológicos. Uma discussão inteiramente nova.

“Não é possível replicar a matriz. Por isso, os similares não são – e nem podem ser – entendidos como genéricos. O próprio nome já diz: é parecido, não a mesma coisa”, explica Gilberto Castañeda.

O professor compara os remédios à produção de vinhos. “Temos vinhos de uma mesma região, com a mesma variedade de uvas, mas que apresentam diferenças no teor alcoólicos entre as marcas. Com os biofármacos o raciocínio é o mesmo. É improvável termos a mesma molécula, porque ela será feita de forma diferente”, explica.

O surgimento de similares, no entanto, é bem-visto e esperado. “Eles devem aumentar o acesso a esse tipo de remédio, barateando os custos. Mas eles precisam atender aos critérios estabelecidos, não justifica colocarmos a vida dos pacientes em risco”, ressalva o professor.

Em 2009, a Organização Mundial de Saúde definiu critérios que devem ser seguidos na produção dos similares. Entre eles, destacam-se a garantia da qualidade do medicamento, avaliação não-clínica seguida de estudo clínico controlado e supervisão posterior de possíveis efeitos adversos.

“Por isso os similares devem fazer seus próprios estudos com números de pacientes suficientes a fim de adequar doses e outros fatores”, completa.

Fonte iG

Medicamentos contra o câncer estão ficando mais precisos e menos tóxicos

Uma nova classe de medicamentos está mudando o tratamento quimioterápico e melhorando a qualidade de vida dos pacientes com a doença

O câncer de mama avançado de Fern Saitowitz foi controlado por cerca de um ano pelo medicamento Herceptin e um agente quimioterápico tóxico. Mas o cabelo dela caiu, as unhas ficaram pretas e ela se sentia constantemente cansada.

Saitowitz mudou de tratamento e começou a se submeter a um método experimental, que também consistia em tomar Herceptin e um agente quimioterápico. Dessa vez, porém, as duas drogas estavam ligadas uma à outra, mantendo o agente tóxico inativo até que o Herceptin o levasse diretaente ao tumor. Os efeitos colaterais, com a exceção de náuseas temporárias e algumas cãibras musculares, desapareceram.

“Eu posso ter uma vida normal. Meu cabelo não caiu”, diz Saitowitz, de 47 anos, mãe de dois filhos, que vive em Los Angeles.

O tratamento experimental, chamado T-DM1, prenuncia uma nova classe de medicamentos contra o câncer que podem ser mais eficazes e menos tóxicos do que muitos tratamentos existentes. Ao se ligar a anticorpos para distribuir cargas tóxicas para células cancerígenas, enquanto as células saudáveis são, em grande, parte poupadas, os medicamentos estão mais perto das “soluções mágicas” contra o câncer, originalmente imaginadas por Paul Ehrlich, alemão laureado com o Nobel, cerca de 100 anos atrás.

“É quase como se estivéssemos mascarando a quimioterapia", explica Edith Perez, especialista em câncer de mama da Clínica Mayo, de Jacksonville, Flórida.

Uma dessas drogas, o Adcetris, desenvolvido pela Seattle Genetics, foi aprovado em agosto passado para o tratamento de linfoma de Hodgkin e outro câncer raro. O T-DM1, desenvolvido pela Genentech, pode chegar ao mercado americano no ano que vem.

Várias outras empresas, desde gigantes farmacêuticas até pequenas startups, estão pesquisando esses tratamentos, conhecidos de diferentes maneiras, desde medicamentos conjugados de anticorpos e anticorpos armados até anticorpos aditivados.

“Acho que todas as farmacêuticas de médio ou grande porte que têm interesse no câncer. As que não têm um programa de pesquisa voltado para esses medicamentos estão lutando para colocá-lo em prática”, afirma Stephen Evans-Freke, sócio-gerente da Celtic Therapeutics, uma empresa de investimentos que recentemente destinou 50 milhões de dólares à criação de uma nova startup, a ADC Therapeutics, para desenvolver medicamentos conjugados de anticorpos.

Cerca de 25 dessas drogas estão passando por testes clínicos em uma variedade de empresas, de acordo com Alain Beck, pesquisador farmacêutico francês que acompanha de perto o campo. Só a Genentech está conduzindo oito ensaios clínicos, além do T-DM1 e outros 17 em estágios iniciais de desenvolvimento.

Muitas das drogas utilizam a tecnologia da Seattle Genetics, com sede em Bothell, Washington, ou da ImmunoGen, de Waltham, Massachusetts, que forneceu a toxina e o agregador usados no T-DM1.

Os anticorpos armados não funcionam para todos os pacientes e não estão totalmente livres de efeitos colaterais. O T-DM1, por exemplo, pode diminuir os níveis de plaquetas no sangue. As drogas também podem custar caro. O Adcetris custa mais de 100 dólares por uma conduta típica de tratamento.

Os medicamentos biotecnológicos chamados de anticorpos monoclonais, como Herceptin, Rituxan e Erbitux, já são pilares do que é conhecido como terapia direcionada de câncer. Essas moléculas, produzidas em laboratório, imitam os anticorpos produzidos pelo sistema imunológico do ser humano para combater infecções. Mas, em vez de atacar agentes patogênicos, esses anticorpos se ligam a proteínas específicas na superfície das células cancerígenas.

Porém, os anticorpos em si têm uma capacidade limitada de matar os tumores. Assim, os anticorpos normalmente recebem mais medicamentos quimioterápicos convencionais, que matam as células. Só que como que eles também podem atacar as células saudáveis, causam efeitos colaterais. O novo método acopla quimicamente uma toxina ao anticorpo, aumentando seu poder de matar os tumores e reduzindo a necessidade de administrar drogas tóxicas separadamente. Após o anticorpo se ligar a uma célula cancerígena, ele é levado para dentro da célula como um cavalo de Troia, e a toxina é liberada.

Embora os anticorpos armados sejam por vezes comparados a mísseis guiados com ogivas tóxicas, eles na verdade não podem se guiar sozinhos aos tumores. Em vez disso, flutuam pela corrente sanguínea, colidindo contra várias células. Mas aderem apenas às células portadoras da proteína-alvo.

“São como minas marítimas flutuantes que, quando chegam a um porto específico, explodem”, explica K. Dane Wittrup, professor de Engenharia Química e Biológica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Menos de 1% da droga chega realmente ao tumor, estima ele.

O anticorpo utilizado na Adcetris, que se liga a uma proteína de células malignas chamada CD30, teve pouco efeito sobre o câncer quando testado isoladamente, mesmo em doses 20 vezes mais elevadas que a utilizada agora. Porém, quando ligado a uma toxina, diminuiu os tumores de pessoas com linfoma de Hodgkin em 75%.

Aimee Blaine, engenheira petroquímica de Bakersfield, Califórnia, que tinha linfoma de Hodgkin desde 2004, estava praticamente sem opções após se submeter, sem sucesso, a uma quimioterapia tradicional e a um transplante de células-tronco. Porém, quatro dias depois de tomar Adcetris em um ensaio clínico, o insuportável prurido que acompanhava a sua doença desapareceu, contou ela. Assim como o câncer, sem seguida.

Blaine, de 40 anos, está em remissão desde a última dose que tomou, em janeiro de 2011, e recentemente voltou a trabalhar pela primeira vez em sete anos. Como o Herceptin, o T-DM1 se liga ao que é conhecido como a proteína HER2 e se destina a tratar apenas cerca de 20% de casos de câncer de mama, caracterizados por uma abundância dessa proteína.

Em um estudo que envolveu 137 mulheres, incluindo Saitowitz, o T-DM1 mostrou ser mais eficaz e menos tóxico do que uma combinação de Herceptin com o medicamento quimioterápico docetaxel como tratamento inicial contra o câncer de mama metastático.

As participantes que receberam o T-DM1 levaram uma média de 14,2 meses antes que a doença piorasse, comparada à média de 9,2 meses daquelas que utilizaram a combinação das duas drogas. No entanto, apenas 46% das pacientes que tomaram T-DM1 sofreram um efeito colateral grave, metade da taxa do outro grupo.

Embora seja fácil imaginar anticorpos armados, foram necessárias mais de três décadas para torná-los práticos, com muitos fracassos ao longo do caminho. No caso do Mylotarg, primeiro anticorpo armado a chegar ao mercado, a toxina por vezes se soltava do anticorpo antes da hora, causando efeitos colaterais. Aprovado em 2000 para tratar leucemia mieloide aguda, o Mylotarg foi retirado do mercado por seu fabricante, a Pfizer, em 2010, após novos estudos mostrarem que ele não prolongava a vida e apresentava problemas de segurança.

Desde então, dois anticorpos ligados a isótopos radioativos foram aprovados para o tratamento de linfoma não-Hodgkin – o Bexxar, da GlaxoSmithKline, e o Zevalin, da Spectrum Pharmaceuticals. Essas drogas, embora eficazes, são mais difíceis de usar do que os anticorpos ligados a toxinas químicas.

Os pesquisadores primeiro tentaram usar drogas quimioterápicas existentes como carga, mas elas simplesmente não eram suficientemente tóxicas. Isso se deu porque uma quantidade menor da droga chega ao tumor quando transportada sobre um anticorpo do que quando ela aflui no organismo por si só.

A Seattle Genetics e a ImmunoGen utilizam toxinas centenas de vezes mais potentes que os agentes quimioterápicos típicos. Elas são tóxicas demais, de modo que não podem ser administradas isoladamente. Os agregadores se mostraram ainda mais complicados de desenvolver, uma vez que devem manter a toxina ligada ao anticorpo enquanto ambos passam pela corrente sanguínea, mas depois liberar a toxina no interior da célula cancerígena.

“Chegar a esse ponto é realmente uma sensação indescritível”, afirma John Lambert, vice-presidente executivo de pesquisa e desenvolvimento da ImmunoGen.

Fonte iG

Gastos do SUS com atendimento a motociclistas aumentam 113% em quatro anos

Segundo dados do MS, o número de mortes por este
tipo de acidente aumentou 21% nos últimos anos
Brasília - Levantamento do Ministério da Saúde (MS) aponta que o custo de internações por acidentes com motociclistas pagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em 2011, foi 113% maior do que em 2008, passando de R$ 45 milhões, há quatro anos, para R$ 96 milhões, no ano passado.

O crescimento dos gastos acompanha o aumento das internações, que passou de 39.480 para 77.113 hospitalizados no período. Segundo dados do MS, o número de mortes por este tipo de acidente aumentou 21% nos últimos anos – de 8.898 motociclistas em 2008 para 10.825 óbitos em 2010. Homens representaram 89% das mortes de motociclistas, em 2010. Os jovens são as principais vítimas: cerca de 40% dos óbitos estão entre a faixa etária de 20 a 29 anos. O percentual chega a 88% na faixa etária de 15 a 49 anos.

“O Brasil está definitivamente vivendo uma epidemia de acidentes de trânsito e o aumento dos atendimentos envolvendo motociclistas é a prova disso. Estamos trabalhando para aperfeiçoar os serviços de urgência no SUS, mas é inegável que essa epidemia está pressionando a rede pública”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Além do crescimento de fatores de risco importantes, como excesso de velocidade e consumo de bebida alcoólica antes de dirigir, a diretora de Análise de Situação em Saúde do Ministério da Saúde, Deborah Malta, destaca o aumento na frota de veículos como fator para aumento do número de acidentes.

Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o número de veículos registrados cresceu 16,4% entre 2008 e 2010. No mesmo período, os óbitos tiveram alta de 12%. Já a frota de motocicletas foi ampliada em 27%.

O servidor público, José Sebastião Araújo, 52 anos, sofreu acidente de moto há duas semanas. Motociclista habilitado há quase 20 anos, ele usava o veículo para fugir do engarrafamento diário. “Essa foi a forma mais ágil que encontrei para ir trabalhar. Há muitos problemas no trânsito de Brasília e falta opção de transporte público de qualidade”, disse.

Araújo ficará pelo menos um mês afastado do trabalho e passará por três cirurgias devido aos traumas sofridos: fratura exposta na perna esquerda, deslocamento da clavícula e escoriações por todo corpo. A segunda etapa de reabilitação são sessões de fisioterapia durante seis meses. O servidor público afirmou que o uso capacete atenuou a violência do acidente. “Não fosse pelo capacete, certamente não estaria aqui para contar a história. Eu teria morrido”, falou.

De acordo com a Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, que presta atendimento público em Belém, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Macapá, Rio de Janeiro, Salvador e São Luís, no período de janeiro a junho de 2011, 45,8% das internações motivadas por acidente de trânsito se referiram a casos em que os pacientes eram ocupantes de motocicletas.

Esses acidentes produziram, predominantemente, lesões medulares, lesões ortopédicas e lesões cerebrais, representadas, em sua quase totalidade, por traumatismos crânio-encefálicos. A Rede Sarah aponta que 43,1% dos acidentes foram registrados aos sábados e domingos. O horário de pico dos acidentes envolvendo motocicletas ficou em torno das 19h.

Fonte Agência Brasil

Resolução da Anvisa facilita acesso da indústria de genéricos a medicamentos originais

Brasília – Já está em vigor a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que prevê a obrigatoriedade das empresas de remédios de referência a vender exemplares dos medicamentos aos laboratórios interessados em fabricar genéricos ou similares dos produtos.

O objetivo da medida é facilitar o acesso da indústria de genéricos aos medicamentos originais que não estão nas prateleiras das farmácias, como os usados apenas em hospitais ou distribuídos por programas do governo, e agilizar a entrada de novos genéricos no mercado.

As empresas farmacêuticas de genéricos precisam do remédio original para fazer testes de bioequivalência - que comprovam a segurança e eficácia da cópia e, com isso, conseguir o registro da Anvisa para o genérico. No entanto, alguns laboratórios reclamavam da demora, de até seis meses, para conseguir as amostras.

“A empresa detentora de registros de medicamentos de referência que estejam sendo normalmente comercializados no país, mas que não estejam disponíveis no comércio farmacêutico varejista deverá disponibilizá-los para aquisição pelas empresas interessadas no desenvolvimento de medicamentos genéricos ou similares e pelos centros de equivalência farmacêutica e demais centros analíticos habilitados e os centros de bioequivalência/biodisponibilidade relativa certificados para a realização dos estudos, por meio de um distribuidor/estabelecimento comercial autorizado”, diz resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada na edição de terça-feira (19) do Diário Oficial da União.

De acordo com o texto, o laboratório interessado deverá pagar pelas amostras. Quem não conseguir o exemplar deve comunicar à Anvisa. A partir daí, a agência reguladora poderá notificar o fabricante do remédio original para que venda o produto no prazo máximo de dois meses.

No caso de a amostra não ser entregue por falta do medicamento de referência em estoque, a Anvisa pode autorizar a empresa de genérico a comprar o mesmo remédio em outro país e o fabricante será notificado para explicar a ausência do original.

São considerados medicamentos de referência o remédio original e com marca registrada que serve de parâmetro para a fabricação de genéricos e similares.

Fonte Agência Brasil