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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Hérnia de disco

Definição
A hérnia (deslocamento) de disco ocorre quando todo – ou parte de – um disco espinhal é forçado a atravessar uma parte mais fraca do disco. Isso gera pressão nos nervos vizinhos.

Nomes alternativos
Radiculopatia lombar; Radiculopatia cervical; Hérnia de disco intervertebral; Prolapso de disco intervertebral; Deslocamento de disco; Ruptura de disco; Hérnia de núcleo pulposo

Causas, incidência e fatores de risco
Os ossos (vértebras) da coluna vertebral descem pelas costas conectando o crânio à pelve. Esses ossos protegem os nervos que se originam no cérebro e descem pelas costas formando a medula espinhal. As raízes dos nervos são nervos longos que se ramificam a partir da medula espinhal e saem da coluna vertebral entre cada vértebra.

  • As vértebras espinhais estão separadas por discos preenchidos com uma substância mole e gelatinosa. Esses discos protegem a coluna vertebral e o espaço entre as vértebras
  • Esses discos podem ter hérnias (se deslocar) ou rupturas devido a um trauma ou esforço. Quando isso acontece, os nervos espinhais se comprimem, causando dor, dormência ou fraqueza
  • A hérnia de disco ocorre com mais frequência na região lombar da coluna. Os discos cervicais (do pescoço) são afetados em 8% das vezes. Os discos da parte superior e média das costas (torácicos) raramente estão envolvidos
Radiculopatia se refere a qualquer doença que afete a raiz dos nervos espinhais. A hérnia de disco é uma causa de radiculopatia (ciática).

A hérnia de disco ocorre mais frequentemente em homens de meia idade ou mais velhos, especialmente aqueles envolvidos em atividades físicas extenuantes. Outros fatores de risco são doenças presentes no nascimento (congênitas) que afetam o tamanho do canal lombar.

Sintomas
A dor lombar ou no pescoço pode variar amplamente. Pode ser formigamento suave, dor surda ou sensação de palpitação ou queimação. Em alguns casos, a dor é tão forte que você não consegue se mexer. Você também pode sentir dormência.

A dor ocorre mais frequentemente em um lado do corpo.

  • Com uma hérnia de disco lombar, você pode sentir uma dor aguda em uma parte da perna, quadril ou nádegas, e dormência em outras partes. Você também pode ter essas sensações na parte posterior da panturrilha ou na planta do pé. Você também pode sentir fraqueza na perna afetada
  • Com uma hérnia de disco cervical (pescoço), você pode sentir dor ao mover seu pescoço, dor profunda próximo à escápula, ou sobre ela, ou dor que se irradia para o braço, antebraço ou dedos (raramente)
A dor em geral começa gradualmente. Ela pode piorar:
  • Depois de ficar em pé ou sentar
  • Durante a noite
  • Ao espirrar, tossir ou rir
  • Ao se dobrar para trás ou andar por alguns metros, principalmente se for causada por estenose espinhal
 
Você também pode sentir fraqueza em certos músculos. Às vezes, você pode até nem perceber até que seu médico o examine. Em outros casos, pode ser difícil levantar a perna ou o braço, ficar na ponta de um dos pés, apertar forte com uma das mãos ou outros problemas.

A dor, a dormência ou a fraqueza, em geral, desaparecem ou melhoram muito em um período de semanas a meses.

Exames e testes
O exame físico e um histórico de dor pode ser tudo o que o médico precisa para diagnosticar uma hérnia de disco. O exame neurológico avalia a força, a sensação e os reflexos musculares. Em geral, o exame da coluna revela uma diminuição da curvatura da coluna na área afetada.

A dor na perna que ocorre quando você se senta em uma mesa de exames e levanta a perna esticando-a normalmente sugere uma hérnia de disco na região lombar.

O teste de Spurling por compressão do forame é usado para diagnosticar radiculopatia cervical. Nesse teste, você deve inclinar a cabeça para frente e para os lados enquanto o médico a pressiona levemente para baixo. O aumento da dor ou da dormência durante esse teste normalmente é um sinal de radiculopatia cervical.

  • Pode ser feita uma radiografia da coluna para excluir outras causas de dor nas costas ou no pescoço. Entretanto, não é possível diagnosticar uma hérnia de disco somente pela radiografia
  • A ressonância magnética e a tomografia computadorizada evidenciam a compressão do canal espinhal pela hérnia de disco
  • Pode ser feita uma eletromiografia para determinar exatamente a raiz de nervo em questão
  • O teste de velocidade de condução do nervo pode ser feito
  • O mielograma pode ser usado para determinar o tamanho e a localização da hérnia de disco
 
Tratamento
O primeiro tratamento para a hérnia de disco é um período curto de repouso com medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios seguido por fisioterapia. A maioria das pessoas que segue esses tratamentos se recupera e retorna a suas atividades normais. Poucas pessoas precisam de mais tratamento, que pode incluir injeções de esteroides ou cirurgia.

MEDICAMENTOS
Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e drogas analgésicas narcóticas podem ser administradas a pessoas com uma hérnia de disco súbita causada por algum tipo de lesão (como um acidente de carro ou carregar um objeto muito pesado) que é imediatamente seguido por dor grave nas costas e na perna.

Se você tiver espasmos nas costas, provavelmente receberá relaxantes musculares. Em raras ocasiões, podem ser recomendados esteroides, tanto em pílulas quando diretamente no sangue por meio de uma injeção intravenosa.

Os AINEs são usados para controlar a dor a longo prazo, mas podem ser receitados narcóticos caso a dor não responda aos anti-inflamatórios.

MUDANÇAS NO ESTILO DE VIDA
Dieta e exercícios são cruciais para melhorar a dor nas costas de pacientes com excesso de peso. A fisioterapia é importante para quase todas as pessoas com hérnia de disco. Os terapeutas ensinam como levantar objetos, se vestir, caminhar e realizar outras atividades corretamente. Eles trabalham para fortalecer os músculos que ajudam a sustentar a coluna. Você também conquistará flexibilidade da coluna e das pernas.

INJEÇÕES
As injeções de esteroides nas costas na região da hérnia de disco podem ajudar a controlar a dor por vários meses. Essas injeções ajudam a reduzir o inchaço ao redor do disco e a aliviar muitos sintomas. As injeções espinhais normalmente são aplicadas de forma ambulatorial, usando radiografia ou fluoroscopia para identificar a área onde a injeção é necessária.

CIRURGIA
A cirurgia pode ser uma opção para aqueles poucos pacientes cujos sintomas não desaparecem com outros tratamentos e o tempo. Ela é feita enquanto o paciente está em sono profundo e sem sentir dor (anestesia geral). No procedimento é feita uma incisão na parte inferior das costas, na linha média.

O osso que cobre a medula (lâmina) e se curva ao seu redor é removido (laminectomia) e o tecido que está causando pressão sobre o nervo ou a medula é removido. O orifício pelo qual o nervo passa pode ser ampliado para evitar mais pressão sobre ele. Às vezes, um pedaço de osso (enxerto ósseo), um dispositivo intercorporal (gaiola) ou pedúnculos podem ser usados para fortalecer a área da cirurgia.

Normalmente, os pacientes precisam de fisioterapia para otimizar a mobilidade espinhal após a cirurgia da coluna lombar. Os resultados são variáveis, dependendo da doença tratada. Nem todos os casos de hérnia de disco requerem cirurgia. Pergunte a seu médico quais são as melhores opções de tratamento para você.

Evolução (prognóstico)
A maioria das pessoas melhora com o tratamento conservador. Uma pequena porcentagem pode continuar tendo dor nas costas mesmo depois do tratamento. Pode levar de vários meses a um ano para restabelecer todas as atividades sem dor ou tensão nas costas. As pessoas com determinadas profissões que implicam tensão nas costas ou carregamento de peso podem necessitar mudar de atividade laboral para evitar lesões recorrentes nas costas.

Complicações
  • Dor nas costas a longo prazo
  • Perda de movimento ou de sensação nas pernas e nos pés
  • Perda de funcionalidade de intestinos e bexiga
  • Lesão medular permanente (muito raro)
 
Ligando para seu médico
Ligue para seu médico se:
  • Você desenvolver uma dor grave e persistente nas costas
  • Se tiver qualquer dormência, perda de movimento, fraqueza ou alterações de hábitos urinários e intestinais
 
Prevenção
Práticas seguras de trabalho e jogo, técnicas adequadas de levantamento de peso e controle do peso corporal em algumas pessoas para prevenir lesões nas costas.

Alguns médicos recomendam o uso de órteses para as costas para ajudar a sustentar a coluna. Essas órteses podem ajudar a prevenir lesões em pessoas que têm que carregar objetos pesados no trabalho. Porém, o uso excessivo desses dispositivos pode enfraquecer os músculos abdominais e das costas, piorando o problema.

Fonte iG

Exames que comprovam a infertilidade

Infertilidade examinadaSer mãe é o sonho de muitas mulheres e, de repente, tudo parece estar em seu lugar: o companheiro certo, boas condições financeiras, a idade ideal. Mas simplesmente não acontece. Enquanto algumas mulheres engravidam com tanta facilidade, outras sofrem com a dificuldade de engravidar sem que, aparentemente, haja qualquer problema com a saúde.

Bem, nessas horas não adianta ficar martelando a cabeça com “porquês”, o negócio é procurar um médico e fazer os exames que confirmarão ou não a infertilidade.

Até os 35 anos, manter relações sexuais com frequência sem usar nenhum método contraceptivo durante cerca de um ano sem conseguir engravidar é considerado normal, e não denota quaqleur problema com a saúde. Acima deste tempo, entretanto, a investigação de infertilidade já começa a ser indicada. Como a fertilidade cai com o passar dos anos, acima desta idade a recomendação é que os exames sejam feitos após seis meses com dificuldade de engravidar.

A investigação deve levar em conta cinco fatores: problemas hormonais e de ovulação, responsáveis por 50% dos casos de infertilidade feminina, entre outros realizado também através de exames de ultrassonografia transvaginal seriada e biópsia do endométrio; pesquisa de integridade anatômica do aparelho reprodutor (útero, colo uterino, aderências e trompas) através do histerossalpingografia, um tipo de raios-x; incompatibilidade entre os gametas femininos e masculinos; e endometriose.

Há vários tipos de exames que comprovam a infertilidade e procuram abranger todos os aspectos possíveis na detecção do problema. O exame de Dosagens Hormonais Seriadas pode ser feito de duas formas, em diferentes fases do ciclo feminino, e verificam os níveis de cinco hormônios (FSH, LH, estradiol, prolactina e progesterona). O exame analisa a reserva ovariana, a ovulação e os níveis hormonais que determinam a fixação do embrião.

Para detectar a infertilidade e verificar os motivos da difculdade de engravidar são feitos ainda os exames de glicose, insulina e HOMA; dos hormônios da tireóide (TSH e T4 livre); do CA125, que é um marcador de endometriose principalmente nos ovários, endometrioma, cistos e tumores; dos hormônios ligados ao hiperandrogenismo (aumento dos hormônios masculinos); e ainda uma investigação sobre trombofilia em casos de ocorrências relatadas de eventos como trombose e pré-eclampsia em gestação anterior.

Para uma investigação de infertilidade completa há indicação ainda de exames como hemograma completo, lipidograma e sorologias para doenças sexualmente trasmissíveis (DSTs), como chlamydia, HIV, sífilis e hepatite B. O importante é conversasr bastante com o seu médico e levar a ele seu histórico detalhado de forma que ele econtrará a melhor opção para detectar qualquer problema de infertilidade.

Fonte mamaes.net

Magreza e obesidade dificultam a gravidez

Conheça outros motivos de saúde que podem responder à eterna pergunta: Por que não consigo engravidar?

Se depois de um ano de tentativas frequentes a barriguinha ainda não apareceu, é bom começar a investigar o que está dificultando ou impedindo a realização do desejo de ser mãe. Conheça oito causas que podem estar dificultando a vinda do bebê:

Peso muito baixo
Não que as magrinhas não possam engravidar, mas mulheres com o peso muito abaixo do saudável podem estar comprometendo a própria ovulação. “Não engravida como também não menstrua”, afirma o ginecologista e obstetra Newton Eduardo Busso, da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp).

Esses casos, no entanto, são mais comuns entre bailarinas ou maratonistas: o corpo deixa de ovular porque a mulher muito magra não tem condições de gestar um filho, explica o ginecologista e obstetra Fúlvio Basso Filho. Uma rata de academia que não se alimenta bem, portanto, deve tomar cuidado. E não deixar que o índice de massa corporal fique muito abaixo do padrão saudável.

Peso muito acima do saudável
Uma mulher que quer engravidar deve estar em dia com a saúde e, também, com a alimentação. De acordo com a obstetra Sandra Maria Alexandre, do Departamento de Obstetrícia da Unifesp, a obesidade – um problema de saúde pública – pode dificultar a chegada do bebê por fatores femininos e masculinos: a gordura em excesso prejudica a produção de espermatozoides e o funcionamento normal dos ovários.

Esse problema é causado por um desequilíbrio nos hormônios sexuais femininos. De acordo com o ginecologista Gustavo Kröger, da Clínica Genics de Reprodução Humana, os principais sintomas são o ciclo menstrual irregular – ocasionado por alterações na ovulação –, aumento nos pelos corporais (por conta do excesso de hormônios masculinos) e ganho de peso. É importante ressaltar que ter um ou outro cisto é algo bem diferente de ter a síndrome, esclarece o especialista. O tratamento da SOP depende da gravidade do problema e é feito de forma individual.

Endometriose
Uma das principais causas da infertilidade feminina, a endometriose é o crescimento do tecido que reveste a parede interna do útero fora dele – nas trompas, na cavidade abdominal e nos intestinos. Quando a doença obstrui as trompas, impede o encontro do óvulo com o espermatozoide. A obstetra Sandra Maria Alexandre explica que o tratamento da endometriose dependerá da gravidade do quadro (pode ser necessário cirurgia). Em casos mais leves, de acordo com a especialista, medicamentos podem funcionar.

Infecções pélvicas prévias
Para Gustavo Kröger, infecções pélvicas prévias e não tratadas corretamente podem trazer dificuldades para engravidar. A clamídia, por exemplo, pode causar infecção nas trompas e impedir a fecundação. E o pior: a clamídia é uma doença silenciosa, ou seja, muitas mulheres podem ter sido contaminadas e não sabem. Vale ficar alerta e manter as visitas ao ginecologista em dia.

Estresse
Vida agitada, ritmo exagerado de trabalho e noites de sono comprometidas também podem dificultar a ovulação e comprometer a qualidade do espermatozoide, afirma Sandra Maria Alexandre. E tem mais: levando uma vida agitada demais, como o casal terá uma frequência adequada de relações sexuais? Para a especialista, o ideal para quem quer engravidar é fazer sexo de três a quatro vezes por semana – isso aumenta as chances de incidência com os períodos férteis da mulher.

Idade
O ginecologista Newton Eduardo Busso é taxativo: quanto mais avançada a idade, mais difícil será engravidar. “Depois dos 35, 40 anos, a ovulação começa a ficar mais escassa”, comenta Sandra Maria Alexandre. Quem espera demais, corre o risco de necessitar de fertilização in vitro para ter um filho.

Varicocele
Atenção mulheres: essa causa é masculina e está entre os fatores mais comuns de infertilidade no casal. A varicocele (varizes na região da bolsa escrotal) altera a produção de espermatozoides. Diagnosticá-la e tratá-la é trabalho do urologista. “É possível identificar a varicocele em fase inicial, por isso é necessário criar o hábito da prevenção e ir ao médico periodicamente”, diz Sandra Maria Alexandre.

Fonte iG

Prevenção da aids é vetada por 85,5% das empresas brasileiras

Apesar de lei trabalhista exigir campanhas contra o HIV no mercado corporativo, preconceito e falta de informação afastam prevenção dos trabalhadores

“Aqui só trabalham evangélicos”; “Todos os funcionários são casados”; “Temos apenas um homossexual no quadro de funcionários”, foram algumas das justificativas usadas por 85,5% das empresas que vetam programas de prevenção à aids no Brasil, conforme mostrou pesquisa inédita feita pelo governo federal.

Os dados foram colhidos pelo Ministério da Saúde com 2.440 empresas de pequeno e médio porte de todas as regiões do País. As informações ainda são parciais e foram divulgadas durante o Congresso Brasileiro de Prevenção as DSTs e Aids, realizado em São Paulo na última semana.

O preconceito e falta de informação no ambiente coorporativo acenderam o alerta vermelho para os especialistas, já que a aids não tem cura e mata 33 pessoas por dia no País .

O contágio não tem nenhuma relação com religião, orientação sexual ou estado civil. Para ser vulnerável, reforçam as pesquisas, basta ter relações sexuais sem camisinha. Na faixa-etária maior de 60 anos, por exemplo, 80% das mulheres infectadas são casadas . Entre as pessoas de 18 e 45 anos, 56% são heterossexuais.

“O cenário que encontramos nas empresas está martelando em nossa cabeça. Ainda precisamos aprofundar os estudos, mas já identificamos que as estratégias de prevenção ao vírus HIV estão distante dos trabalhadores”, lamentou Neusa Burbarelli, presidenta do Conselho Empresarial Nacional para a Prevenção ao HIV/Aids. A entidade reúne 17 empresas de variados setores do Brasil e atua em parceria com o governo federal para levar a prevenção da doença ao ambiente de trabalho.

Isso porque 90% dos soropositivos do Brasil estão em idade produtiva, entre 18 e 45 anos, o que fez a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançar diretrizes para que os empregadores adotassem medidas preventivas. As normas fazem parte, inclusive, das leis trabalhistas. O estatuto que exige a implantação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cisa) pelas empresas prevê que, ao menos uma vez ao ano, sejam realizadas campanhas internas de prevenção à aids.

Resistência
Os dados da nova pesquisa mostram realidade diferente da previstaem lei. Apesar de 68% dos entrevistados terem afirmado considerar que as doenças sexualmente transmissíveis e a aids devem ser discutidas no local de trabalho, apenas 14,5% realizam ações e programas sobre essas doenças.

Os motivos para a resistência das empresas ainda não foram completamente elucidados pelo Programa Nacional de DST/Aids e Hepatites Virais. Além das frases preconceituosas citadas por parte dos empresários, Lucimar Marques, coordenadora da ONG Anima – que tem como objetivo organizar programas preventivos de aids para ambientes coorporativos – traz outros motivos para o assunto ficar de fora do âmbito do emprego.

“Muitas empresas não estão dispostas e nem querem associar seus nomes à causa da aids. Há resistência também. Ainda parece tabu elas aceitarem disponibilizar camisinhas aos trabalhadores em espaços sociais, como os banheiros por exemplo”, pontua Lucimar.

“Os empresários, em geral, não aceitam destinar uma hora por ano para falar do assunto, pois acreditam que tal medida compromete a produção”, completa ela.

Na avaliação do diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais, Ruy Burgos, tal comportamento por parte das empresas compromete o controle da epidemia.

“Primeiro porque os avanços da medicina aumentaram a sobrevivência dos soropositivos. Se eles não tiverem acolhimento no ambiente de trabalho, acabam impedidos de serem produtivos nos anos de vida que conquistaram”, afirma.

“Um outro fator é que hoje 250 mil pessoas no País são portadoras do vírus HIV e não sabem disso. Se as empresas abrissem suas portas para realizar os testes de aids, por exemplo, poderíamos mudar deste quadro e controlar a transmissão e o surgimento de novos casos.”

A experiência de Joddal Simon mostra que é possível mesmo aproximar os trabalhadores dos cuidados preventivos e também do tratamento quando as corporações abrem as portas para as estratégias antiaids.

“Há 16 anos casei com uma mulher e desde sempre sabia que ela portadora do vírus HIV. Na época, eu trabalhava como barman e sofria junto com ela o preconceito para conseguir emprego e falar sobre a saúde com os patrões”, lembra.

Simon então teve uma ideia. Montou a ONG Gapp+ no Pará que trabalha com o seguinte propósito: convida trabalhadores que se assumem soropositivos ou convivem de alguma forma com o HIV (como era o caso dele) para darem palestras em empresas do mesmo ramo de suas carreiras.

“As palestras são rápidas, de 15 minutos, focadas na prevenção, no acolhimento dos soropositivos e de uma forma direcionada para aquela área. Eu mesmo já fiz 1.200 palestras em bares, restaurantes e empresas enormes de todo Brasil.”

Outra iniciativa da Gapp+ foi levar os testes detectores de HIV para indústrias, mineradoras, empresas do ramo de transporte, entre outras.

“Na Serra Pelada tivemos uma experiência bem importante. Dos 71 trabalhadores que foram fazer o teste, 59 tiveram o resultado positivo. Puderam então começar o tratamento que pode salvar a vida deles. Quem demora para procurar ajuda, tem as chances diminuídas.”

Fonte iG

Foi demitido ou quer pedir demissão? Faça as contas de tudo o que tem a receber

Se você foi mandado embora sem justa causa, pode receber ao menos duas vezes o valor do salário, caso tenha ficado um ano na empresa

Graziele Cabral de Almeida, de 30 anos, trabalhava havia quatro anos em uma empresa de transportes de valores localizada em Santos (SP) quando foi demitida. Passada a surpresa, a paulista, moradora da cidade vizinha Guarujá, ficou sem saber como agir e, principalmente, quais benefícios teria que receber. A dúvida de Graziele é muito comum entre os trabalhadores, de acordo com Mihoko Sirley Kimura, sócia da área trabalhista do escritório TozziniFreire Advogados.

Isso porque, conforme explica a advogada, o valor pode variar de acordo com três situações previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT): demissão sem justa causa, demissão por justa causa ou pedido de demissão. E o empregado demitido pode receber ao menos duas vezes o valor do salário na rescisão, caso tenha permanecido no mínimo um ano na empresa.

O cálculo mais fácil de ser feito é quando o próprio funcionário pede demissão. “Quando isso acontece, o empregador pode descontar o cumprimento do aviso prévio, e isso já faz uma grande diferença na conta”, explica Dora Ramos, diretora da agência contábil Fharos. O empregado deve dar o aviso prévio à empresa, para informar se vai seguir trabalhando ou se vai ser dispensado antes do término.

A empresa tem o direito também de exigir que o empregado cumpra o aviso prévio, ou então, caso o funcionário não queira cumpri-lo, pode descontar o valor do salário na rescisão. Nessa hipótese, o funcionário recebe as férias não usufruídas e as proporcionais, além do 13º salário do ano proporcional.

Quando pede demissão, o empregado perde direito ao saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) acumulado no período e à multa de 40% que incide sobre o valor. O FGTS descontado mensalmente é de 8% sobre o valor do salário. Ele só poderá resgatar o montante em caso de doença ou para comprar a casa própria. Fora isso, somente após dois anos corridos sem registro na carteira de trabalho.

Você está demitido
Há também a possibilidade de demissão com ou sem justa causa. No primeiro caso, o empregado é mandado embora após cometer uma falta grave, que pode envolver improbidade administrativa, fraude, roubo ou qualquer outra ação dolosa, explica Kimura, do TozziniFreire Advogados. “O empregado perde praticamente todos os benefícios, inclusive o 13º salário e as férias proporcionais. Já as férias vencidas ele recebe de forma indenizada, junto com o um terço sobre as férias vencidas”, explica a advogada. Ele recebe também o saldo do salário, mas não tem direito a seguro-desemprego.

Por outro lado, a demissão sem justa causa dá direito a uma série de benefícios que podem ajudar o ex-funcionário a arcar com suas finanças antes de ser admitido em outra empresa. Nessa situação, o empregador deve informar se deseja que o empregado cumpra aviso prévio ou não. Se optar por dispensá-lo, deve pagar o equivalente a um salário referente aos dias que o empregado foi liberado de trabalhar.

Se quiser que ele cumpra o aviso, deve pagar pelos dias trabalhados. O funcionário pode escolher entre trabalhar 23 dias ou sair duas horas mais cedo do expediente, para ajudá-lo a encontrar novo emprego. Recentemente, o governo aprovou uma nova lei que amplia o prazo máximo de aviso prévio no caso dos trabalhadores demitidos. O tempo mínimo continua sendo de 30 dias, mas, a cada ano adicional trabalhado, o funcionário ganha mais três dias de aviso prévio, até o máximo de 90 dias.

A demissão sem justa causa dá direito também a férias vencidas, férias proporcionais, um terço das férias vencidas e proporcionais, 13º salário proporcional, FGTS e 40% do FGTS, calculado sobre o período em que o funcionário trabalhou na companhia. “Para ter direito a um avo do 13º salário, a pessoa tem que ter trabalhado pelo menos até o dia 15 do mês. Se for demitida antes disso, não recebe”, ressalta Dora Ramos, da Fharos.

Além disso, poderá receber seguro-desemprego por até cinco meses, proporcional ao período trabalhado, no valor máximo de R$ 5.818,80, o que vai depender dos três últimos salários e do número de meses de trabalho. Vale lembrar que quem recebeu seguro-desemprego nos últimos 16 meses não pode contar com o benefício. “É preciso lembrar também que cada sindicato tem sua convenção, que pode incluir outros benefícios em caso de demissão”, alerta Dora.

O que entra nas contas

- Se você pediu demissão :
  • Salário a receber
  • Aviso prévio (se for cumprir)
  • Férias vencidas e proporcionais e um terço sobre as férias vencidas e proporcionais
  • 13º salário proporcional
  • O FGTS vai estar disponível após dois anos ou em caso de doença e para dar entrada na casa própria

- Se foi demitido por justa causa :
  • Saldo do salário
  • Férias vencidas e um terço sobre as férias vencidas

- Se foi demitido sem justa causa :
  • Salário a receber
  • Aviso prévio
  • Férias vencidas e proporcionais e um terço sobre as férias vencidas e proporcionais
  • 13º salário proporcional
  • FGTS + 40% do FGTS
  • Seguro-desemprego

Fonte iG