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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Automedicação: escolha perigosa

“Precisamos de um sistema de saúde que, na prática, seja tão eficaz quanto o SUS é na teoria. E nesse sentido não podemos deixar de considerar a falta da relação médico-paciente”
 
Por Antonio Carlos Lopes*
 
Atualmente intensificou-se bastante a discussão sobre o aumento da rigidez na venda de medicamentos, sobretudo de anti-inflamatórios. Isso porque, lamentavelmente, a automedicação tem se tornado cada vez mais comum, prejudicando tratamentos, agravando sintomas e piorando quadros clínicos.
 
Nem sempre o médico toma conhecimento dos fármacos que o paciente usou antes de chegar ao consultório e a interação medicamentosa possui consequências que podem ser perigosas.
 
O Brasil é um dos países que mais consome anti-inflamatórios comercializados sem receita médica no mundo. Esses remédios são muitos úteis e eficazes quando administrados adequadamente e mediante diagnóstico preciso. Mas o que notamos é o aumento indiscriminado do uso desses medicamentos. E esse abuso pode causar, entre outras coisas, hemorragias do aparelho digestivo, diabetes, insuficiência cardíaca e piora na função renal e hipertensiva. Existem na literatura médica relatos até de óbitos ocasionados pela medicação exagerada.
 
Informar a população sobre os perigos atribuídos à automedicação é o primeiro passo que precisa ser dado. Portanto, uma campanha de conscientização se faz mais do que necessária. O ideal seria inserir esse assunto nos meios de comunicação, usando esses veículos como uma ferramenta a favor da saúde pública e, dessa forma, alcançar o maior número possível de pessoas.
 
O mais recomendável é que haja a exigência de receita médica para todos os anti-inflamatórios, e não apenas para alguns. Esse tema inclusive pautará discussões na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e estamos no aguardo de resoluções.
 
No entanto, não é apenas dificultando a compra do medicamento na farmácia que será sanado o problema. O desafio é muito maior. Além do viés cultural, de ensinar a população sobre a importância do parecer do médico, também deve ser garantido o fácil acesso ao atendimento, e aí já entramos no mérito da busca pela valorização do Sistema Único de Saúde.
 
Devido às longas esperas para marcar consultas, a pessoa acaba recorrendo aos palpites de conhecidos ou se baseando em prescrições anteriores: uma decisão que compromete seu bem estar.
 
Precisamos de um sistema de saúde que, na prática, seja tão eficaz quanto o SUS é na teoria. E nesse sentido não podemos deixar de considerar a falta da relação médico-paciente e a diminuição da competência profissional, fatores que muitas vezes prejudicam tanto quanto a automedicação.
 
Quando os brasileiros tiverem de fato acesso universal e integral à assistência de qualidade, a automedicação terá enfim seus dias contados.
 
*Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira De Clínica Médica
 
Fonte Saudeweb

Braço de ferro: médicos versus planos de saúde

“Não é difícil concluir que a bandeira dos médicos deve ser também carregada pela população. Não se duvida que a valorização dos honorários vá incidir em um melhor atendimento pelos profissionais”
 
Por Sandra Franco*
 
Não se trata de uma ameaça, mas sim de um alerta. Médicos em todo o Brasil informam aos 48 milhões de usuários de planos de saúde que poderá haver a suspensão de serviços daquelas operadoras que não cumprirem as reivindicações mínimas expostas pelas entidades da classe: CFM (Conselho Federal de Medicina), AMB (Associado Medica Brasileira) e FENAM (Federação Nacional dos Médicos). O dia marcado é 25 de abril, que será conhecido como o Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde.
 
Os médicos não pretendem apenas o reajuste nos valores das consultas e dos procedimentos, desejam a hierarquização dos procedimentos com base na CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) e a criação de um indexador que permita o reajuste da tabela de serviços com a mesma periodicidade do aumento das mensalidades dos usuários. O objetivo da classe médica é não ficar sempre refém da economia e da boa vontade das operadoras em negociar.
 
Outro problema, que possibilita inclusive punições arbitrárias pelas operadoras, são os descredenciamentos unilaterais e sem justificativa. Por fim, os médicos querem a extinção de uma prática temerosa que traz problemas aos usuários, aos profissionais e aos estabelecimentos de saúde: as glosas de procedimentos médicos realizados e que estejam previstos no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ou da operadora ou que tenham sido objeto de autorização prévia.
 
Como se trata do terceiro ano em que os profissionais se organizam pela mesma causa, em razão da resistência das operadoras em negociar, vários desistiram da luta e resolveram simplesmente se descredenciar, o que não deixa de ser a mais contundente das medidas que o médico poderia tomar. Por outro lado, a operadora credenciará outro profissional que se submeterá a perceber uma baixa remuneração, o pode ser aceito por recém-formados, mas não por profissionais mais experientes.
 
No entanto, não se pode dizer que a operadora ganhe nessa equação: médicos inexperientes gastam mais com exames desnecessários, além de haver mais riscos de os pacientes precisarem de mais consultas para que seja diagnosticada a doença dos pacientes. Ou seja, não se quer que as operadoras sejam “boazinhas” ou desempenhem atividade sem lucro, mas uma justa prestação de serviços, em que todos ganhem em qualidade e eficiência.
 
Acrescente-se a isso o fato de que os médicos já se mostraram contra, em diversas ocasiões, as chamadas intervenções antiéticas exercidas pelas operadoras. Segundo a categoria, os planos de saúde impedem a realização de tratamentos de alto custo, abreviam internações e pressionam os médicos a adotarem medidas de contenção que ameaçam a eficácia do tratamento dos pacientes.
 
Não se pode esquecer que, em 2011, a ameaça de greve dos médicos foi “proibida” pela Secretaria de Defesa Econômica (SDE), ligada ao Ministério da Justiça, com a manifestação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), no sentido de que a os médicos não poderiam cobrar qualquer valor complementar das consultas e de que não poderiam paralisar seus serviços. No entanto, a classe respondeu com medida judicial no sentido de suspender tal proibição. Ainda não há julgamento definitivo.
 
Os médicos se mostram decididos a lutar por seus direitos e por uma saúde melhor. De forma prudente e organizada, para que a sociedade não fosse surpreendida com a manifestação em todos os estados do Brasil, as entidades comunicaram formalmente o Ministério da Saúde, o Ministério da Justiça e a ANS acerca do movimento. No ofício encaminhado às autoridades os médicos ofereceram alguns números do setor: apontam para o fato de que no Brasil, o mercado de planos de saúde cresce mais de 10% ao ano, o que significa 4 milhões de novos usuários no país por período, o que garante grande faturamento às operadoras (cuja receita em 2010 foi de R$ 72,7 bilhões), sendo aplicada na assistência médica, de acordo com a ANS, apenas o montante de R$ 58 bilhões. Restando claro, portanto, que o setor é lucrativo.
 
Não é demais apresentar outra justificativa para que os médicos se mostrem descontentes: nos últimos 11 anos, os índices de inflação acumulados superaram os 119%. Por outro lado, os reajustes dos planos somaram 150%, enquanto os honorários médicos não atingiram reajustes de 50% no período. Os números são ainda mais surpreendentes se comparados com o desempenho crescente do mercado de planos de saúde.
 
O assunto é polêmico, de difícil solução, e ganhou interesse do Legislativo brasileiro. Por exemplo, tramita no Congresso Nacional o PLS 380/2011, que em seu texto determina que as mensalidades dos planos de saúde deverão representar melhoria dos honorários pagos os profissionais de saúde credenciados. Este projeto estabelece ainda que a ANS estipule reajustes regulares para procedimentos e eventos em saúde cobertos pelas operadoras.
 
Outro projeto, o PLS 475/2011, é mais amplo e de grande importância aos pacientes e médicos, uma vez que se refere ao acréscimo ao artigo 1º. da Lei 9.656/1998, no sentido de se determinar que as operadoras respeitem a integralidade das ações em saúde, de acordo com a segmentação contratada, a atenção multiprofissional e a autonomia e integridade física e moral das pessoas assistidas. Evidente que a aprovação desse projeto seria o melhor dos mundos para os usuários e também para os profissionais da saúde. Porém, o fato é que não basta apenas a alteração da lei – é essencial a fiscalização do cumprimento das normas. A ANS tem sido pródiga em criar resoluções que favorecem os beneficiários, mas as reclamações contra os planos só aumentam.
 
Assim, não é difícil concluir que a bandeira dos médicos deve ser também carregada pela população. Não se duvida que a valorização dos honorários vá incidir em um melhor atendimento pelos profissionais, que não gostam e não querem atender o paciente em menos de dez minutos tão somente com o escopo de obter volume de consultas para que recebam valores razoáveis que paguem suas contas a final do mês. A suspensão dos serviços ocorrerá nos seguintes estados: Acre, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Sergipe.
 
Os médicos advertem: é dever de todos buscar a melhoria nos atendimentos, cada qual usando seus meios. A saúde, pública ou privada, é direito de todos!
 
* Sandra Franco é consultora jurídica especializada em Direito Médico e da Saúde, presidente da Comissão de Direito da Saúde e Responsabilidade Médico Hospitalar da OAB/SJC e Presidente da Academia Brasileira de Direito Médico e da Saúde
 
Fonte Saudeweb

UnitedHealth registra lucro 14% menor

A recente incorporação dos resultados da brasileira Amil contribuiu para que a companhia alcançasse US$ 1,6 bilhão em receitas internacionais (fora dos Estados Unidos) no trimestre devido aos novos clientes
 
A americana UnitedHealth, controladora da Amil, obteve lucro líquido de US$ 1,19 bilhão no primeiro trimestre deste ano, uma queda de 14,1% ante o mesmo período de 2012, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (18/04).
 
A receita líquida cresceu 11,2%, registrando US$ 30,34 bilhões. O avanço foi liderado pelo desempenho da Optum, responsável pela parte dos planos de saúde oferecidos pela companhia. De acordo com o grupo, a vitória na concorrência para administrar o Tricare, convênio para militares americanos, também ajudou na alta.
 
A recente incorporação dos resultados da brasileira Amil também contribuiu para que a companhia alcançasse US$ 1,6 bilhão em receitas internacionais (fora dos Estados Unidos) no trimestre devido aos novos clientes. A integração deve ser finalizada entre abril e junho, utilizando metade de seu caixa de US$ 3 bilhões.
 
Ainda de acordo com comunicado, a soma dos gastos subiu 13,2%, chegando a US$ 28,2 bilhões, o que reduziu o lucro operacional em 7,7%, para US$ 2,14 bilhões.
 
A companhia também informou que um cliente importante do setor público teve a metodologia de cobrança alterada para benefícios baseados em taxas pré-estabelecidas. Com isso, as perdas em receitas chegarão a cerca de US$ 2,5 bilhões em 2013. Essa conta não estava na projeção inicial de faturamento entre US$ 123 bilhões e US$ 124 bilhões no ano. Assim, a UnitedHealth decidiu baixar a meta para US$ 122 bilhões, aproximadamente – o que, mesmo assim, traria um crescimento de 10% sobre o faturamento de 2012.
 
Fonte Saudeweb

ANS concede portabilidade especial para beneficiários da Unimed Brasília

A partir desta quinta-feira, dia (18/04), os beneficiários da Unimed Brasília terão 60 dias para trocar de plano de saúde sem cumprir carência ou cobertura parcial temporária no plano novo
 
Considerando o grave risco à continuidade da assistência aos beneficiários da operadora Unimed Brasília, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou a portabilidade especial de carências para os beneficiários da operadora.
 
A partir desta quinta-feira, dia (18/04), os beneficiários da Unimed Brasília terão 60 dias para trocar de plano de saúde sem cumprir carência ou cobertura parcial temporária no plano novo.
 
A faixa de preço do plano de destino (representado pelo número de cifrões), para efeito de compatibilidade de planos, deve ser igual ou menor que o número de cifrões do plano de origem. As Resoluções Normativas RN nº 186/2009 e RN nº 252/2011 e Instrução Normativa IN nº 19/DIPRO/2009, que regulamentam a matéria, estabelecem faixas de preços. De acordo com a Agência, os preços variam de acordo com cada operadora e, portanto, não há como garantir o mesmo preço nos planos de origem e destino para efeito de utilização da regra de portabilidade de carências.
 
Para fazer a portabilidade especial do plano de saúde, o beneficiário deverá:
 
1) Consultar o Guia de Planos ANS para identificar planos de saúde compatíveis para fins de portabilidade especial de carências. Para o beneficiário identificar o plano compatível é necessário ter o número do produto, que também pode ser obtido com a sua operadora de origem.

2) Dirigir-se à operadora do plano de saúde escolhido levando o relatório de planos em tipo compatível (que deve ser impresso ao final da consulta em Guia de Planos ANS) e solicitar a proposta de adesão.

3) Apresentar os seguintes documentos na data da assinatura da proposta de adesão: cópia dos comprovantes de pagamento dos três últimos boletos vencidos ou cópia dos comprovantes de pagamento de pelo menos quatro boletos vencidos, referentes ao período de seis meses e, caso o plano de destino seja coletivo por adesão, levar cópia do comprovante de vínculo com a pessoa jurídica contratante.

4) Aguardar a resposta da operadora do plano de destino, que deverá ser dada em até 20 dias após a assinatura da proposta de adesão.

5) Se a operadora do plano de destino não responder no prazo acima, considera-se que ela aceitou a proposta com portabilidade de carências. Nesse caso, recomenda-se que seja feito contato para confirmar o ingresso na nova operadora e solicitar a carteira de identificação do plano.

6) O contrato do plano de destino entra em vigor 10 dias após o aceite da operadora.

7) Os beneficiários de planos anteriores à Lei 9.656 (contratados até 01/01/1999), bem como aqueles que estão com planos suspensos, deverão informar no Guia de Planos ANS o valor da mensalidade constante no boleto de pagamento para a identificação de planos compatíveis.

8) A portabilidade especial poderá ser feita mesmo para o beneficiário da Unimed Brasília que ainda esteja cumprindo carência. Neste caso, a carência restante será cumprida na nova operadora.
 
Fonte Saudeweb

Einstein organiza webconferência para profissionais de saúde

Médicos, enfermeiros, psicólogos, farmacêuticos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos compartilham suas experiências na UTI do hospital
 
O Hospital Albert Einstein está realizando o projeto UTI Compartilhada, que tem o objetivo de disseminar protocolos e tecnologias para profissionais de saúde.
 
Trata-se de uma série de webconferências gratuitas, que acontecem diariamente até 15 de maio.
 
Nos programas, médicos, enfermeiros, psicólogos, farmacêuticos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos compartilham suas experiências na UTI do hospital. Esta é a sexta edição do projeto, que acontece desde 2010.
 
As conferências são transmitidas das 11h às 12h e podem ser acompanhadas pelosite do UTI Compartilhada.
 
Fonte Saudeweb