Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quarta-feira, 22 de maio de 2013

“Congresso deve garantir mais recursos à saúde ainda este ano”

“A medida virá, com o governo querendo ou não. Então, o governo precisa sentar-se à mesa, juntamente com os parlamentares e os movimentos sociais”, observou o senador Humberto Costa (PT-PE) em audiência pública
 
O Congresso deverá aprovar ainda este ano proposta destinada a ampliar a parcela dos recursos do Orçamento da União para o Sistema Único de Saúde (SUS), conforme previsão do senador Humberto Costa (PT-PE). Depois de afirmar que a medida legislativa é inevitável, em audiência nesta quinta-feira (16), ele acrescentou que já alertou integrantes do governo para esse fato, levando em conta a importância da participação do Executivo no debate.
 
“A medida virá, com o governo querendo ou não. Então, o governo precisa sentar-se à mesa, juntamente com os parlamentares e os movimentos sociais”, observou.
 
A audiência pública foi promovida pela comissão especial temporária destinada a propor soluções ao financiamento do sistema de saúde do Brasil, da qual Humberto Costa é o relator. Para o senador, as negociações podem tornar possível solução que seja “suportável” para as condições orçamentárias do país, mas que ao mesmo tempo represente um “incremento significativo” dos gastos com saúde.
 
Hoje, a União destina ao setor recursos da ordem de 7% das receitas orçamentárias anuais brutas, o equivalente a cerca de 4% do PIB. Convidados da audiência reivindicaram a elevação para 10% do PIB, reverberando pleito do movimento social pela saúde. Pessoalmente, o senador disse ser favorável à vinculação de 10% das receitas orçamentárias anuais da União. Ainda para o senador, estados e municípios já participam no financiamento à saúde dentro do possível, muitas vezes ultrapassando os percentuais obrigatório de aplicação (pela ordem, 12% e 15% das receitas líquidas).
 
Indicações de relatório
Mesmo apontando a necessidade de melhorias na área de gestão e no controle social dos gastos, os convidados reconheceram que a carência de recursos é de fato o maior problema enfrentado pelo SUS. Depois, apoiaram que a medida seja incluída com destaque no relatório final da subcomissão, que iniciou seus trabalhos no ano passado.
 
Luziana Carvalho Maranhão, vice-presidente do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, também defendeu ampla articulação para pressionar o governo – especialmente a área econômica – a favor de concessão condizente com as necessidades do sistema de saúde. Conforme disse, os profissionais de saúde possuem grande “capilaridade” em todo o território do país, podendo amplificar a causa e o recolhimento de assinaturas em documentos de apoio para a garantia de mais recursos.
 
“Essa é uma questão de responsabilidade social. Hoje o financiamento é muito reduzido, bastando levantar o gasto de outros países, na comparação com a renda per capita, para mostrar que estamos muito abaixo”, disse Luziana Maranhão.
 
Para a representante do conselho, o relatório deverá ainda enfatizar os gastos na atenção básica, onde ocorre o atendimento primário, diagnóstico precoce e a prevenção das doenças.  Segundo ela, boas equipes do programa Saúde na Família estão conseguindo reverter situação de doenças que evoluiriam para quadros graves. Sem prevenção, observou, os serviços de média e alta complexidade, onde os gastos são mais onerosos, continuarão sobrecarregados por atender doentes em fase mais difícil.
 
“Se a gente não tiver como alvo uma atenção básica forte, não vamos minimizar custo algum”,  alertou.
 
Dinheiro do petróleo
Ivone Evangelista Cabral, representante da Associação Brasileira de Enfermagem, lembrou o debate atual sobre a destinação dos recursos que vão reforçar os cofres da União, estados e municípios, por conta da exploração das reservas de petróleo e gás da camada pré-sal. Como um dos caminhos para aumentar os gastos em saúde, ela sugeriu a reserva de parte desses recursos para a saúde – o governo vem defendendo aplicar os royalties apenas em educação.
 
A expositora também defendeu maior empenho na cobrança, aos planos de saúde, de recursos gastos pela rede do SUS com o atendimento a seus associados. Observou que os planos limitam o número de sessões para serviços de recuperação funcional, como exemplo, fisioterapia. Ao fim das contas, disse que os pacientes também recorrem ao SUS quando necessitam de tratamentos de alta complexidade com tecnologia avançada, como no caso dos transplantes.
 
“Os planos empresariais e populares não dão cobertura ou, outras vezes, limitam o atendimento, o que leva a população a saltar para o SUS”,  comentou.
 
A representante da associação também citou a necessidade de investimentos na capacitação de gestores para o sistema de saúde, o que, a seu ver, deve elevar a qualidade da aplicação dos recursos. Depois de lembrar que o último relatório de prestação de contas do Ministério da Saúde foi aprovado com ressalvas, ela disse que um dos motivos foi a não aplicação de recursos repassados a municípios, isso muitas vezes acontecendo pela falta de equipes preparadas para elaborar projetos.
 
Indicações políticas
Houve também críticas à escolha política de gestores de secretarias e unidades de saúde, sob o argumento de muitas vezes os indicados não possuem as qualificações necessárias para os cargos que ocupam. Também foi enfatizada a necessidade de reforço na fiscalização dos gastos em saúde.
 
Para o vice-presidente da comissão, senador Paulo Davim (PV-RN), as indicações políticas não são um problema em si. Porém, disse se sentir “indignado” quando isso acontece sem o “balizamento da formação e o conhecimento técnico na área”.
 
Davim, que dirigiu a reunião no lugar do presidente, Vital do Rêgo (PMDB-PA), também se mostrou otimista com a possibilidade de aprovação no Senado, em pouco tempo, do projeto da chamada Lei da Responsabilidade Sanitária, sugerido por Humberto Costa. De acordo com ele, os gestores poderão ser punidos por atos em desacordo com as diretrizes para a saúde.
 
Participou ainda da audiência Tarcísio Pinto, representando a Associação Brasileira de Odontologia. Ele apelou para que, na educação básica, todos tenham acesso a conhecimentos sobre cuidados preventivos. Como disse, isso pode evitar gastos de “rios de dinheiro” em tratamentos no futuro. Além disso, cobrou melhor formação para os profissionais de saúde. Observou que os erros de diagnóstico e tratamento são elevados, causando agravos e pressionando os gastos.
 
Fonte Saudeweb

SP lança 1° PPP de indústria farmacêutica do País

Crédito: Prefeitura de Américo Brasiliense
Edital da parceria público privada (PPP) para a fábrica da Furp - maior fabricante público de medicamentos do Brasil - será na modalidade de Concessão Administrativa, pelo prazo de 15 anos
 
A Fundação para o Remédio Popular (Furp), unidade da Secretaria de Estado da Saúde, anunciou nesta segunda-feira (20/05) o lançamento do edital de Concorrência Internacional de Parceria Público Privada (PPP) da fábrica da FURP de Américo Brasiliense.
 
De acordo com a Secretaria, com esta PPP haverá uma importante ampliação da lista de medicamentos oferecidos à população, além da transferência de tecnologia para novos produtos e investimentos na fabricação de genéricos.
 
A contratação da parceria se dará na modalidade de Concessão Administrativa, pelo prazo de 15 anos, com investimentos privados da ordem de R$ 130 milhões nos cinco primeiros anos. “Com o novo parceiro, a fábrica será mais competitiva atingindo sua plena operação e com registro de novos medicamentos”, afirmou o órgão em comunicado.
 
O vencedor da licitação formará uma Sociedade para Propósito Específico (SPE) e será responsável pela gestão da fábrica, além de produzir medicamentos e assessorar a Furp em novos registros de medicamentos. A estimativa é que sejam produzidas anualmente 1,26 bilhões de Unidades Farmacotécnicas (UFs) e produzidos 96 novos medicamentos.
 
“Esta será uma PPP de gestão administrativa, onde a produção e a fábrica são da Furp e o setor privado deverá trazer novos produtos”, explica Flávio Vormittag, superintendente da Furp.
 
A previsão é que o contrato da PPP seja assinado ainda este ano e a expectativa é que a fábrica esteja funcionando sob essa nova modalidade no prazo máximo de dois anos a contar da data da assinatura. Após a publicação do edital, as empresas interessadas terão o prazo de 60 dias para apresentar propostas para a licitação.
 
“Esta é a primeira PPP de indústria farmacêutica do país. O objetivo do governo do Estado é buscar todas as possibilidades de ampliar e melhorar o atendimento à população não só no atendimento hospitalar, como na produção de medicamentos e insumos”, afirma Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde de São Paulo.
 
Furp
A Fundação para o Remédio Popular (Furp) “Chopin Tavares de Lima” é o laboratório farmacêutico oficial do Estado de São Paulo. Vinculada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, é o maior fabricante público de medicamentos do Brasil e um dos maiores da América Latina.
 
A Furp ocupa posição estratégica nas políticas públicas de saúde, dedicando-se ao desenvolvimento, produção, distribuição e dispensação de medicamentos e insumos.
 
As duas unidades, uma em Guarulhos, na Grande São Paulo e outra em Américo Brasiliense, no interior paulista, atuam em mais de três mil cidades brasileiras, com cerca de seis mil clientes cadastrados, entre secretarias estaduais de saúde, hospitais públicos, consórcios de municípios, prefeituras, instituições estaduais, federais, municipais e filantrópicas, além de sindicatos e fundações. A Furp também administra 17 unidades Farmácia Dose Certa, responsáveis por ampliar o acesso da população do município de São Paulo aos medicamentos do Programa Dose Certa.
 
Atualmente, a Furp dispensa mais de 70 produtos, entre antibióticos, antiretrovirais, anti-hipertensivos, dermatológicos, diuréticos e medicamentos para transplantados e controle da diabetes. Além de produzir medicamentos para tratamento de transtornos mentais, tuberculose e hanseníase, entre outros.
 
Fonte Saudeweb

Cade pede condenação de cartel em licitação de ambulâncias

Denúncia dizia respeito a um pregão, realizado em 2005, para a aquisição de 200 ambulâncias de transportes que seriam destinadas a municípios do Estado de São Paulo
 
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou, em parecer publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (20/5), a condenação de três empresas por formação de cartel em licitação para aquisição de ambulâncias destinadas à prestação de serviços no Sistema Único de Saúde (SUS). O caso segue agora para julgamento pelo Tribunal do Cade.
 
O processo administrativo foi instaurado pelo Cade a partir de documentos encaminhados pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, órgão responsável pela condução das licitações. A denúncia dizia respeito a um pregão, realizado em 2005, para a aquisição de 200 ambulâncias de transportes que seriam destinadas a municípios do Estado.
 
A Superintendência do Cade verificou que as três empresas representadas no processo apresentaram propostas com formatação idêntica, inclusive com os mesmos erros de ortografia e digitação, e com intervalos regulares de preços. Também foi detectada a adoção de estratégias em pregões presenciais para garantir que o vencedor da licitação fosse aquele combinado previamente pelo grupo.
 
Tais comportamentos são reconhecidos internacionalmente como indicativos de cartel em licitações, conforme estudo realizado em 2009 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Após análise do caso, a Superintendência-Geral concluiu pela existência de acordo para fraudar o caráter competitivo da licitação.
 
Pela Lei 12.529/11, empresas podem ser condenadas ao pagamento de 0,1% a de seu faturamento no ramo de atividade empresarial em que ocorreu a infração.
 
Fonte: Assessoria de Comunicação do Cade
 
Por Saudeweb

Como aliviar a dor do joanete

Escolher corretamente os sapatos e evitar saltos altos minimiza o problema. Confira outras dicas
 
O joanete é uma deformidade do pé, que pode ocorrer devido ao uso de sapatos apertados ou com saltos muito altos. A articulação na base do dedão do pé se destaca e fica inflamada.
                          
A Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos indica alternativa para aliviar a dor com facilidade:
 
- Escolha sapatos confortáveis e que se encaixam perfeitamente nos seus pés
 
- Use sapatos que tenham sola macia e que nao aperte os dedos
 
- Não use saltos muito altos
 
- Não sapatos muito apertados e pontudos
 
- Proteja o joanete com uma almofadinha acolchoada, produto vendido em casas especializadas
 
Fonte iG

Joanetes são herdados geneticamente, sugere estudo

BBC
Segundo pesquisa, aparecimento de joanetes não
é provocado pelo uso de sapatos
Ao contrário do que se pensa, uso de calçados inadequados não causa o problema, apenas o agrava
 
Um estudo conduzido nos Estados Unidos constatou que o risco de desenvolver joanetes - espécie de calo na parte externa do dedão do pé – está ligado à genética dos pacientes e não ao uso de sapatos.
 
O Framingham Foot Study colheu dados de 1.370 adultos e observou a tendência de a deformidade estar ligada a um histórico familiar.
 
Segundo os autores do estudo, a descoberta indica que as pessoas podem ter uma predisposição genética à formação dos joanetes. Os podólogos britânicos afirmam que o estudo embasa a visão de que os sapatos ajudam a piorar o problema, mas não os causadores dele.
           
O principal sinal do joanete ocorre quando o dedão "aponta" em direção aos outros dedos do pé, forçando o osso para fora, o primeiro metatarso. Essa mudança no formato do pé pode causar inchaço e dor.
 
As mulheres apresentam maior incidência da patologia, o que alimentou a visão de que os culpados pelos joanetes eram sapatos de saltos alto ou outros tipos de calçados pouco confortáveis. Mas embora o seu uso possa exacerbar os sintomas – porque tais calçados friccionam os joanetes e causam dor ou bolhas – estão longe de serem os causadores do problema.
 
Formato do pé
O estudo, conduzido entre 2002 e 2008, colheu depoimentos de pessoas com reclamações constantes nos pés, incluindo joanetes e dedos do pé em martelo, e observaram a incidência das mesmas condições em seus familiares próximos. O resultado comprovou a tese de que há uma correlação entre a genética e o aparecimento de joanetes, em homens e mulheres de todas as idades, mas particularmente em mulheres.
 
Segundo Marian T. Hannan, responsável pelo estudo, "as novas descobertas destacam a importância de aprofundar o nosso entendimento do que causa uma maior susceptibilidade à essas condições podológicas, uma vez que o conhecimento dos motivos levam em última análise à profilaxia".
 
Para o especialista Richard Handford, da entidade britânica Society of Chiropodists and Podiatrists, os pacientes que sofrem com os joanetes precisam ter maior cautela com a escolha dos sapatos.
 
"Trata-se de uma deformidade do osso. Portanto, pacientes que apresentam tais condições não devem tentar enfiar qualquer sapato nos pés custe o que custar", afirmou.
 
"Acima de tudo, é preciso usar um sapato confortável."
 
Fonte iG