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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Vacina reduz pela metade infecção por HPV nos EUA

A introdução da vacina para prevenir o câncer do colo do útero
em 2006, nos Estados Unidos, reduziu as infecções pelo papiloma
 vírus humano (HPV)  pela metade
Redução nas taxas de infecção pelo vírus pode proteger até quem não recebeu a vacina, dizem cientistas. Entenda
 
A introdução da vacina para prevenir o câncer do colo do útero em 2006, nos Estados Unidos, reduziu as infecções pelo papiloma vírus humano (HPV) – o responsável pelo desenvolvimento da doença – pela metade entre meninas e jovens mulheres daquele país, afirmaram autoridades de saúde dos EUA nesta quarta-feira (20).
           
Os resultados foram melhores do que o esperado e podem até mesmo sugerir que mesmo as pessoas não vacinadas estão se beneficiando da vacinação por conta da queda no número de infecções que circulam no país, relataram os pesquisadores no Journal of Infectious Diseases.
 
“Este relatório deve funcionar como um toque de despertar para o nosso país proteger a próxima geração aumentando as taxas de vacinação contra o HPV”, disse Thomas Frieden, diretor dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (DCD).
 
Frieden disse que apenas um terço das mulheres americanas com idades entre 13 e 17 anos foram totalmente vacinadas contra o HPV – as vacinas são da Merck e da GlaxoSmithKline.
 
“Nossas baixas taxas de vacinação representam 50 mil tragédias evitáveis. Representam 50 mil meninas vivas hoje que vão desenvolver câncer do colo do útero durante a vida, algo que teria sido evitado se tivéssemos 80% de cobertura vacinal”, disse Frieden.
 
Na pesquisa, uma equipe liderada por Lauri Markowitz, do CDC, usou dados de um grande estudo epidemiológico para comparar as taxas de infecção por determinadas cepas do vírus HPV entre as meninas e mulheres com idades entre 14 e 19 anos no período de quatro anos antes da introdução da vacina (2003-2006) e, após a introdução do imunizante (2007-2010).
 
O estudo reflete em grande parte o impacto a vacina da Merck. Em 2006, ela tornou-se a primeira imunização contra o HPV a ganhar a aprovação dos EUA. Ela protege contra quatro tipos de HPV que podem causar câncer cervical e verrugas genitais. A vacina da Glaxo ganhou a aprovação dos EUA em 2009 e protege contra duas das cepas mais comuns causadoras de câncer.
 
Os pesquisadores descobriram que a vacina funcionou ainda melhor do que o esperado, reduzindo em 56% o número de infecções causadas por cepas de HPV cobertas pela vacina entre mulheres e meninas com idades entre 14 a 19.
           
Markowitz disse que o aumento inesperado na taxa de resposta pode ser o resultado da chamada “imunidade de grupo”, situação em que a vacina também reduz infecções entre aqueles que não são vacinados. Outra hipótese é de que a vacina seja eficaz mesmo entre as mulheres que não receberam o total de três doses, situação de cerca de 49% das mulheres estudadas.
 
O CDC recomenda a vacinação de rotina HPV para meninos e meninas de 11 e 12 anos de idade. Apenas metade de todas as meninas dos EUA recebeu pelo menos uma das três doses recomendadas, e um número muito menor de meninos receberam apenas a primeira dose.
 
De acordo com o CDC, as infecções pelo HPV causam cerca de 19.000 cânceres a cada ano entre as mulheres nos Estados Unidos, dentre os quais o mais comum é o câncer de colo do útero. Infecções de HPV também causam cerca 8.000 casos de câncer entre homens, sendo os cânceres de garganta os mais comuns.
 
Fonte iG

Massagens quentes para o frio

Divulgação
Candle massagem: feita com velas especiais
Conheça as principais técnicas para relaxar e esquentar o corpo no inverno
 
Bastam os termômetros marcarem menos de 20°C para todo mundo abaixar a cabeça, encolher os ombros e unir os braços na frente do tronco.
 
A posição, adotada mesmo por quem está quentinho dentro de blusas de lã e casacos, é uma tentativa de escapar do frio, mas prejudica a coluna, trazendo dores nas costas, ombros, pescoço e cabeça.            
           
Para aliviar a tensão e o estresse e ajudar a alongar os músculos tão encolhidos nessa época, fizemos uma seleção de massagens que relaxam e ajudam a espantar o frio. Bom proveito!
 
Candle
À primeira vista parece impossível dizer que a massagem com parafina quente realmente relaxa. No entanto, a temperatura da vela que vai sendo derramada sobre o corpo não chega a machucar a pele, mas aquece e alivia a tensão.
                          
A parafina utilizada não é a mesma das velas comuns, em geral ela é acrescida de óleos essenciais de lavanda ou erva-doce que potencializam os benefícios da massagem. Os movimentos são mais leves e lentos.
 
“Além de aliviar as dores musculares, ela hidrata a pele profundamente. É ótima para quem tem psoríase, por exemplo”, explica a massoterapeuta Vanessa Vaz, do Spa Sorocaba, no interior de São Paulo.
 
Pindas chinesas
Pindas são pequenos sacos de linho com ervas diversas aquecidas, de origem oriental. Eles são friccionados na pele com movimentos de diferentes técnicas de massagem. O aroma exalado também ajuda no relaxamento, funcionando como uma terapia complementar.
 
Rogério Voltan/Divulgação
Massagem com pedras vulcânicas que esquentam e relaxam
"Pode ser indicada para um relaxamento profundo. Combate as situações de estresse e no descongestionamento das vias respiratórias, além do relaxamento muscular e aumento da autoestima", explica a fisioterapeuta Thais Gaspar, do Zahra Spa & Estética.
 
Pedras quentes
Para evitar que o corpo resfrie, o ideal é que essa massagem seja feita sobre uma manta aquecida, que vai ajudar a manter a temperatura e a esquentar as extremidades do corpo.
 
Nesta messagem, pedras vulcânicas são colocadas em pontos específicos (os chamados chackras) como na região cervical e na nuca. Com pequenos movimentos ao longo do corpo, a massagem relaxa completamente os músculos tensionados.
 
“As pedras ajudam a realinhar, não apenas superficialmente, mas de maneira profunda, levando a uma sensação intensa de bem-estar”, afirma Marianne Brepohl, do Spa Lapinha, no Paraná.
 
Spa Gourmet de Café
Ideal para quem gosta do cheirinho confortante da bebida e quer mais energia para o dia a dia. A massagem começa com uma esfoliação com pó de café e cosméticos. Uma manta térmica ajuda a deixar o corpo aquecido. Na sequência, um banho aromático com café, chocolate e canela. Depois, a massagem é feita com um balsamo de café, para dar mais energia.
 
"A massagem aumenta a vitalidade, a disposição e retarda o envelhecimento", afirma Marília Estelita, Diretora do Kabanah Spa, em São Paulo.
 
Caldarium
O caldarium é uma espécie de banco de pedra aquecido a 40⁰C por um sistema de água. Ele funciona como uma pré-massagem. Marianne Brepohl, do Spa Lapinha, recomenda que a pessoa fique no local por vinte minutos.
 
“Ajuda a relaxar antes mesmo de chegar a hora da massagem”, indica.
 
Fonte iG

Exercícios contra a depressão

A prática de exercícios pode ser um remédio mágico para
muitas pessoas com depressão e distúrbios de ansiedade
Médicos e terapeutas deveriam indicar atividade física com mais freqüência a seus pacientes, dizem pesquisadores
 
A prática de exercícios pode ser um remédio mágico para muitas pessoas com depressão e distúrbios de ansiedade.
 
Pesquisadores americanos analisaram os resultados de um grande número de estudos publicados e concluíram que a atividade física deveria ser mais frequentemente prescrita por médicos e terapeutas.
 
“Os exercícios geram grandes benefícios para a saúde mental”, diz Jasper Smits, diretor do Programa de Pesquisa e Tratamento da Ansiedade na Universidade Southern Methodist, de Dallas. “Quanto mais terapeutas aprenderem isso, melhor será a condição de seus pacientes.”
 
Smits e Michael Otto, professor de psicologia da Universidade de Boston, basearam suas descobertas na análise de dúzias de estudos populacionais, clínicos e meta-analíticos sobre a relação entre os exercícios e a saúde mental, e sobre a redução da sensação de ansiedade por meio da prática de exercícios. A análise dos pesquisadores demonstrou a eficácia dos programas de exercício na redução da depressão e da ansiedade.
 
“Os tratamentos tradicionais como terapia cognitivo-comportamental e a farmacoterapia não atingem a todos que precisam delas”, diz Smits, que também é professor de psicologia.
 
“Exercitar-se pode ser uma opção para pessoas que não podem fazer os tratamentos tradicionais por causa do alto custo ou pela falta de acesso ou mesmo por quem teme ser estereotipado por esses tipos de terapia”, afirma. “Os exercícios também podem complementar os tratamentos tradicionais, ajudando os pacientes a se tornarem mais focados e comprometidos.”
 
Os pesquisadores apresentaram suas conclusões no início do mês passado, em Baltimore, durante a conferência anual da Associação Americana de Transtornos de Ansiedade. O workshop foi baseado no guia terapêutico criado pela dupla chamado “exercícios para transtornos de humor e ansiedade”, que é acompanhado por um livro de atividade para os pacientes (Oxford University Press, September 2009).
 
“Indivíduos que se exercitaram apresentaram menos sintomas de ansiedade e depressão, além de níveis menores de estresse e raiva”, afirma Smits. “A prática de exercícios parece atuar em sistemas neurotransmissores específicos do cérebro, assim como os antidepressivos, e isso tem ajudado os pacientes que sofrem de depressão a restabelecer comportamentos positivos. Para pacientes que sofrem de ansiedade, os exercícios reduzem seus medos do medo e de sensações corporais relacionadas ao medo, como coração acelerado e respiração ofegante.”
 
Depois que os pacientes tenham passado por uma avaliação física, explica Smits, eles devem seguir a dose recomendada pelas autoridades de saúde pública, que é de 150 minutos por semana de atividade moderada ou 75 minutos por semana de atividade física intensa. Em uma realidade em que 40% dos americanos são sedentários, ele diz, psicólogos e terapeutas podem servir como instrutores de ginásticas e motivadores.

“Em vez de enfatizar os benefícios a longo prazo de um programa de exercícios – o que pode ser difícil de justificar – nós pedimos aos profissionais que foquem seus pacientes nos resultado imediatos”, diz Smits. “Com apenas 25 minutos de exercício, o humor melhora, o estresse é reduzido – isso o deixará mais motivado para se exercitar mais no dia seguinte. Mau-humor não é mais um obstáculo para os exercícios, é uma razão para se exercitar.”
 
Fonte iG

Sua tristeza está relacionada a mudanças de estação?

Frio: isolamento e tristeza são sintomas da depressão sazonal
Veja como identificar a depressão sazonal, que ocorre durante o outono e o inverno
 
Picos de depressão que geralmente ocorrem durante o outono e o inverno constituem um problema chamado transtorno afetivo sazonal, ou depressão sazonal.
Apesar do problema melhorar nos meses de primavera e verão, é importante identificá-lo e buscar ajuda.
 
A Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos informa que os sinais de alerta do problema podem incluir:
 
- Sensação de cansaço e dificuldade de concentração à tarde

- Fome acima do normal e ganho de peso

- Dormir mais do que de costume e sentir sono durante o dia

- Perda de interesse no trabalho e em hobbies, falta de energia

- Afastamento social

- Sensação de tristeza e irritação
 
Fonte iG

Uma nova forma de enxergar o autismo

Divulgação
Klin: diagnóstico precoce pode atenuar limitações do autismo
Pesquisador brasileiro radicado nos EUA estuda método capaz de diagnosticar o problema já nos primeiros meses de vida do bebê
 
O autismo é um distúrbio do desenvolvimento que, entre outras consequências, afeta profundamente a capacidade estabelecer relações sociais. O isolamento e o universo absolutamente particular do autista vêm intrigando pesquisadores do tema e são fontes de angústia e sofrimento para pais e familiares de portadores do transtorno.
 
Por que uma criança aparentemente normal começa a se fechar em si até se isolar completamente? A resposta para esse questionamento ainda está longe de ser totalmente elucidada, mas é consenso entre especialistas no tema que o diagnóstico precoce pode interferir no desenvolvimento do distúrbio, atenuando muitas das características que impedem o autista de interagir socialmente.
 
É nesse ponto que entra o trabalho do brasileiro Ami Klin, diretor do Marcus Autism Center, o maior centro de pesquisa e tratamento do distúrbio nos Estados Unidos. Há mais de uma década, Klin e equipe vêm desenvolvendo uma forma de identificar precocemente os sinais do autismo analisando como crianças sem e com o transtorno direcionam a atenção quando expostas a vídeos com situações rotineiras de interação social. Atualmente, o grupo já conseguiu estabelecer padrões de identificação do distúrbio até em bebês de poucos meses.
 
Desde as primeiras semanas de vida, explica Klin, os recém-nascidos preferem escutar a voz humana – preferencialmente de quem cuida deles – e dão mais atenção aos olhos de seus cuidadores do que a qualquer outra coisa ao redor. Essa preferência é algo instintivo, faz parte de um mecanismo de desenvolvimento social no qual a criança precisa estabelecer laços com quem cuida dela, pois disso dependerá nada menos do que a própria sobrevivência. É por meio dessa interação que os bebês vão se tornando sociais e se fazem entender usando o olhar, o choro, o riso, os gritos, os gestos, os primeiros balbucios e finalmente a fala.
 
“Em crianças com autismo, no entanto, tudo o que faz com que elas se relacionem com o seu cuidador é atenuado, não transcorre como deveria”, explica Klin.
 
Essa interrupção no processo de construção da interação social acaba gerando e agravando o isolamento, os problemas de linguagem, o retardo mental e a dificuldade para intuir os sentimentos dos outros em situações de interação. Sem essas habilidades básicas, o autista vai se isolando cada vez mais do mundo das pessoas para mergulhar no mundo das coisas.
 
“A maior parte das incapacitações associadas ao autismo tem a ver com os problemas gerados pela dificuldade de interação social. Aqui nos Estados Unidos o diagnóstico correto do distúrbio ocorre, em média, aos cinco anos. Em classes menos favorecidas isso demora mais ainda. É muito tarde”, diz o especialista.
 
A pesquisa desenvolvida por Klin e equipe se propõe a identificar, por meio de uma técnica chamada eye-tracking , o rastreamento do movimento dos olhos, sinais de que a atenção da criança está mais focada em coisas do que em pessoas – um indicativo da presença do distúrbio.
 
O foco da atenção em objetos e outras áreas que não o rosto (especialmente olhos e boca) do interlocutor, aliás, é uma das primeiras coisas que as mães de crianças autistas percebem de estranho com seus bebês. Quanto mais cedo essa suspeita foi investigada, maiores serão as chances interferir na evolução do transtorno e assim atenuar as características mais incapacitantes do autismo, como o retardo mental, por exemplo.
           
Interromper o caminho em direção ao isolamento não é uma tarefa simples e depende da ajuda de profissionais capacitados, além de um grande envolvimento dos pais e familiares da criança.
 
“Parte do tratamento consiste em ensinar e treinar a mãe para estabelecer essa reciprocidade com a criança, mesmo que ela não esteja interagindo plenamente com essa mãe”, diz o especialista, que também chefia a Divisão de Autismo e Transtornos de Desenvolvimento da Escola de Medicina da Emory University, em Atlanta (EUA).
 
Para Klin, embora o autismo em si seja uma vulnerabilidade na área social, ter o distúrbio não significa que a pessoa não possa desenvolver talentos ou se relacionar com os outros. Autistas têm sim, capacidade intelectual e conseguem aprender com muita facilidade as coisas rotineiras, repetitivas, previsíveis e que têm regras claras. Por isso podem se sair bem em atividades como a área da computação.
 
“Eles têm uma perspectiva bem diferente das coisas. Conheço professores universitários que têm autismo. Eles não têm a capacidade intuitiva, mas conseguem desenvolver uma espécie de engenharia social que os permite funcionar produtivamente.”
           
“Sempre digo aos pais, durante o diagnóstico: um filho com autismo é um desafio, mas hoje há muito a ser feito, dependendo da idade e do perfil do transtorno. Sempre digo a eles para não pensarem no futuro e sim no presente. Digo para não limitarem as próprias aspirações em relação a essas crianças e estimulo-os a tentarem entender as forças e as fraquezas delas, para e focarem em tratar as fraquezas o quanto antes. O objetivo não deve ser curar o autismo, mas criar uma situação em que essas pessoas possam se desenvolver e ser felizes.”
 
Fonte iG