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domingo, 30 de junho de 2013

Coca-Cola causou problemas cardíacos em uma mulher?

Há 16 anos ela não ingeria água, apenas Coca-Cola
Em Mônaco, uma mulher de 31 anos de idade deu entrada no hospital depois de sofrer períodos de arritmia e desmaios. Seus níveis de potássio estavam bastante baixos, mas ela não tinha histórico familiar de problemas cardíacos.
 
O motivo para os problemas cardíacos: há 16 anos ela não ingeria água, apenas Coca-Cola.
 
Cientistas resolveram estudar o caso e descobriram que a razão da internação foi um perigosa queda no nível geral de potássio, um mineral essencial cuja absorção pelo organismo é auxiliada por água, mas que fica prejudicado pelo excesso de açúcar ou pelo alto consumo de cafeína.
 
“[Assim] a primeira coisa a destacar é que o caso já relatado é excepcional”, disse o autor do estudo, Dr. Naima Zarqane, cardiologista do Centro Hospitalar Princesa Grace, em Mônaco. “A paciente tinha ingerido apenas Coca-Cola desde os 15 anos de idade, e isso é bastante incomum”.
 
Ele ainda acrescenta que após ela parar de ingerir o refrigerante, tudo voltou ao normal. “Não há motivos para que os consumidores entrem em pânico. Entanto, os pais devem estar atentos sobre o consumo de Coca-Cola dos seus filhos”.
 
Em uma revisão de estudos anteriores, os pesquisadores descobriram outros seis casos relatados destacando os efeitos adversos à saúde do excesso de consumo de Coca-Cola.
 
O caso também lembra o filme “Super Size Me”, em que o personagem se alimenta apenas de lanches MC Donald’s durante um mês inteiro e percebeu o quanto isso fez mal para a saúde, mesmo em pouco tempo. Então imagine beber Coca durante 15 anos…
 
Zarqane e seus colegas acreditam na possibilidade de que os problemas de saúde desta mulher eram um resultado direto do consumo excessivo do refrigerante, uma vez que altos níveis de açúcar podem interferir na absorção de água no intestino, provocando diarreia e perda de potássio em massa. Além disso, a cafeína pode igualmente impedir a absorção de potássio causando disfunção renal.
 
Mas, embora os cardiologistas tenham informado das complicações relacionadas com o consumo de refrigerante, a equipe reconheceu que “há claramente uma necessidade de mais pesquisas sobre o tema, já que atualmente temos apenas sete relatos sobre o assunto”.
 
O Dr. Kishore Gadde, diretor do programa de ensaios clínicos de obesidade na Universidade Duke (EUA), disse que é importante entender que o culpado chave nesse caso não é consumo baixo de potássio, mas sim a diarreia que provoca uma alta perda da substância.
 
“É extremamente raro que as pessoas desenvolvam hipocalemia devido à ingestão inadequada de potássio. Principalmente, hipocalemia é causada por perda excessiva de potássio que é causada por diarreia, sudorese excessiva e uso indevido de laxantes ou diuréticos prescritos”, disse ele.
 
Gadde ainda sugeriu que a ingestão excessiva de cafeína pode ser tão problemática quanto a de muito açúcar. “As pessoas que consomem grandes quantidades de café e outras bebidas com cafeína, especialmente as chamadas bebidas energéticas, podem estar em risco de queda nos níveis sanguíneos de potássio”, ele advertiu.
 
Os atletas são particularmente vulneráveis, Gadde disse, dado o excesso de transpiração que acompanha a atividade vigorosa. “As pessoas que estão tentando perder peso muitas vezes mudam de bebidas açucaradas para bebidas dietéticas, o que também pode aumentar o risco de redução dos níveis de potássio, quando consumido em grandes quantidades, devido ao aumento acumulado no consumo diário de cafeína”, disse ele.
 
Fonte Hypescience

15 fatos interessantes sobre a epilepsia

Muito se fala sobre essa condição. Mas, em um país onde todo mundo é um pouco médico e treinador de futebol, os conceitos que andam por aí sobre a epilepsia nem sempre estão corretos.
 
Segundo Nic Swaner, portador de epilepsia, ela é um distúrbio convulsivo, uma condição médica séria em que uma pessoa sofre um súbito aumento na atividade elétrica do cérebro, afetando a maneira que ela age ou sente. Existem muitas representações desta doença na televisão (a maioria completamente errada, e só por causa do roteiro).
 
“Sofrendo da forma mais comercialmente tratável da doença, a ideia mais precisa que eu posso dar a vocês [de um ataque] é que tentem enrijecer ao máximo todos os músculos, além do ponto do desconforto. Você está começando a sentir cãibras, não está? Agora tenha em mente: enquanto seus músculos estão tensos, você está batendo repetidamente com as extremidades e cabeça contra objetos sólidos (não tente fazer isso). É angustiante testemunhar um homem tentando ficar em pé, mas com seus músculos tão tensionados qualquer movimento é doloroso”, conta Nic.
 
Para ajudar a você entender um pouco mais sobre a epliepsia, a seguinte lista tem 15 fatos que ele aprendeu sobre a doença através de pesquisa, trauma e tratamento.
 
Confira:
1. Hipócrates (460 a.C. – 370 a.C.) escreveu o primeiro livro sobre a epilepsia, “Sobre O Mal Sagrado”, cerca do ano 400 a.C., reconhecendo que se tratava de uma desordem cerebral e apontando que as pessoas que sofriam de epilepsia não tinham o poder da profecia.
 
2. Ataques simples de epilepsia Tônico-Clônica Generalizada (também conhecido como Grande Mal) duram menos de 5 a 10 minutos, e não causam danos cerebrais, contrário à crença geral. Os danos que eventualmente aparecem são provavelmente resultado de traumas na cabeça (batidas).
 
3. Você não pode engolir sua língua durante um ataque. Você não consegue engolir ela agora, consegue?
 
4. Existem algumas implicações recentes que fazem crer que a epilepsia está relacionada com a ansiedade e depressão.
 
5. Da mesma forma que um diabético pode ser confundido com um motorista bêbado, epiléticos podem apresentar ataques que se manifestam como comportamento bizarro, como: repetição da mesma palavra, não responder a perguntas, falar bobagens, retirar a roupa ou gritar (no caso de Nic, ele foi considerado uma grande ameaça a toda uma classe de alunos quando estava sofrendo de um ataque desta natureza).
 
6. No início do século 19, pessoas com epilepsia severa recebiam tratamento em asilos. Mas uma das razões pelas quais eles eram mantidos separados dos pacientes psiquiátricos era pela noção equivocada de que os ataques eram contagiosos.
 
7. Todo mundo nasce com um limiar de ataque. Se o limiar é alto, é pouco provável que você sofra um ataque. Entretanto, certas atividades ou coisas, conhecidas como gatilhos, podem baixar seu limiar, como ingestão de álcool, privação do sono, estresse, doenças, luzes piscando e hormônios (principalmente para mulheres).
 
8. Somente em cerca de 30% dos casos de epliepsia a causa é determinada. Nos outros 70%, a causa permanece sem resposta, caso em que é chamada de epilepsia idiopática.
 
9. Cerca de 1 em 20 epilépticos são sensíveis a luzes piscantes, ou epilepsia fotossensitiva. O contraste, ou mudança na iluminação, pode disparar um ataque.
 
10. A cor oficial da Consciência da Epilepsia é lavanda, na cor pantone PMS 2593.
 
11. No início do século 20, alguns dos estados dos EUA tinham leis proibindo pessoas com epilepsia de casar ou se tornar pais, alguns até permitindo a esterilização.
 
12. Os ataques tem um início, meio e fim. O início, chamado de aura, pode apresentar sinais do ataque que está vindo, como cheiros, sons, sabores, cabeça leve, dejá vu ou jamais vu (o contrário do dejá-vu, o sujeito sabe que já presenciou a situação ou visitou o lugar outras vezes, mas tem a sensação de que é a primeira vez). O meio é o ataque em si, seja ele um ataque de grande mal ou um ataque parcial simples. O fim do ataque é chamado de fase pós-ictal e é a fase que o cérebro está se recuperando, que pode levar de alguns segundos a horas e geralmente é acompanhada de desorientação e perda de memória.
 
13. O tratamento apropriado para alguém com ataque tônico-clônico não é que você vê na TV (muitas pessoas pressionando com o corpo uma pessoa que está sofrendo ataque). O que você deve fazer: preste atenção ao tempo de duração do ataque, mova os objetos que a pessoa em ataque pode atingir, e apenas bloqueie o caminho para impedir que ela se mova muito longe (ou caia dentro da água, ou caia da cama, etc). Coloque-os de lado depois do episódio e não coloque nada na boca. Se durar mais de cinco minutos chame uma ambulância.
 
14. Diastat, ou diazepan, é o medicamento usado para tratar um ataque prolongado ou ataques grupados. É um gel fornecido em um aplicador plástico que, por azar, tem que ser aplicado por via retal.
 
15. A epilepsia geralmente não é uma doença para a vida toda, e somente 25% dos afetados apresentam ataques difíceis de controlar. Em minha experiência, quem tem desordens mais duradouras tem condições mais sérias em andamento.
 
Na internet, existe a Liga Brasileira de Epilepsia, oferecendo informações e apoio para quem sofre desta condição ou tem algum conhecido afetado por ela. Na página da PsiqWeb aparece um outro fato importante: em muitos poucos casos o paciente apresenta, na fase pós-ictal, um furor epiléptico, no qual ele se torna violento e ataca coisas e pessoas em torno dele durante alguns minutos.
 
Fonte Hypescience

Quando deixar de tomar remédios se torna um problema de saúde pública

Um dos maiores problemas de saúde pública mundial é que boa parte dos portadores de doenças crônicas não tem acesso aos medicamentos necessários para o tratamento.
 
Entre os que têm acesso, porém, a baixa adesão ao tratamento é preocupante e constitui uma questão igualmente grave. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), apenas metade dos pacientes com doenças crônicas faz o tratamento corretamente.
 
Estima-se que apenas nos Estados Unidos esse comportamento resulte em 125.000 mortes todos os anos. Os baixos índices de aderência não prejudicam apenas a saúde do próprio paciente.
 
A descontinuidade terapêutica também pesa nos cofres públicos e no bolso do contribuinte. Segundo pesquisa publicada no Journal of Managed Care Pharmacy, uma publicação da Academia de Assistência Farmacêutica Gerenciada dos EUA, a baixa adesão de pacientes diabéticos aumenta em 125% os custos médicos com a doença.
 
No Brasil, as pesquisas sobre o assunto ainda são incipientes, e sabe-se muito pouco sobre como os baixos índices de aderência afetam os cofres públicos.

Fonte veja.com

Lideranças médicas anunciam mobilização nacional contra proposta do governo

16012_big.jpgNo próximo dia 3 de julho, médicos de todo o país realizam o dia nacional de mobilização contra a importação de médicos formados fora do Brasil sem a revalidação do diploma.
 
Esta é uma das ações anunciadas nesta quarta-feira (26), durante assembleia realizada em São Paulo e que reuniu cerca de 200 lideranças médicas de todo o país. Durante o encontro, que contou com membros do Conselho Federal de Medicina (CFM) e conselhos regionais, foi elaborada uma Carta Aberta aos médicos e à população brasileira, que explica: “a reação das entidades médicas simboliza a resistência dos profissionais e dos cidadãos ao estado de total abandono que afeta a rede pública”.
 
“As decisões anunciadas pelo Governo que afetam a saúde pública brasileira demonstram a incompreensão das autoridades ao apelo manifesto nas ruas”, aponta o documento.
 
Como solução para o problema da falta de profissionais de saúde em áreas remotas e nas periferias, as lideranças médicas anunciaram o esforço conjunto pela aprovação imediata da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 454/2009, que cria a carreira médica nos serviços públicos federal, estadual e municipal, semelhante à de juízes e promotores.
 
Segundo as lideranças, a medida evitaria a necessidade de importação de médicos sem aprovação do Revalida e, dessa forma, zelaria pela saúde da população.
 
No documento, os representantes de conselhos, associações, sindicatos e sociedades de especialidades médicas também esclareceram que as medidas que deverão ser colocadas em prática não deverão, sob nenhum aspecto, penalizar o paciente, “já tão prejudicado pelo abandono do Governo”. 
 
Fonte CFM

Os benefícios de uma aspirina diária

Pessoas com mais de 45 anos deveriam cogitar ingerir uma pequena dose diária de aspirina para se proteger contra doenças cardiovasculares e câncer, segundo a conclusão de um painel de analistas participantes de um ato da Real Sociedade de Medicina do Reino Unido.
 
Um estudo de cientistas da Universidade de Oxford, publicado na revista médica The Lancet indica que tomar diariamente 75 miligramas de aspirina durante 5 anos reduz em 25% o risco de adoecer de câncer do cólon e em um terço as mortes por essa causa.
 
O professor Peter Rothwell, neurologista de Oxford que dirigiu o estudo sobre câncer colorretal e participou do debate, disse que ele mesmo havia começado a tomar sua dose diária de aspirina.
 
 “Suspeito que, dentro de 5 ou 10 anos, estaremos receitando aspirinas às pessoas de meia-idade e não só pelos benefícios vasculares que se conhecem”, afirma. 
 
Outros analistas advertem, no entanto, que a substância pode dobrar a incidência de hemorragias gastrointestinais, cuja incidência atual é de uma para mil pessoas por ano.
 
Fonte Estadão