Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



domingo, 25 de agosto de 2013

Amamentação influencia saúde das crianças a longo prazo

Amamentação: estudo acompanhou crianças por três anos
Estudo preliminar francês acompanhou por três anos um grupo amamentado pela mãe e outros alimentados com fórmulas
 
A saúde de bebês não amamentados pode sofrer consequências em longo prazo, segundo um novo estudo francês. Pesquisadores compararam o crescimento, a composição corporal (gordura X massa magra) e a pressão arterial de três grupos de recém-nascidos. O primeiro foi amamentado durante os primeiros quatro meses de vida, enquanto os outros dois receberam um dos dois tipos de mamadeira: a primeira de baixo teor proteico, com 1,8 gramas de proteína por cada 100 quilocalorias; a segunda de alto teor proteico, com 2,7 gramas de proteína por cada 100 quilocalorias. O conteúdo proteico de ambas as mamadeiras estava dentro da quantidade recomendada.

 Após quatro meses, os bebês do segundo e terceiro grupo continuaram a receber o mesmo tipo de mamadeira, enquanto que os amamentados passaram para a mamadeira de baixo teor proteico, se necessário. As 234 crianças foram acompanhadas pela equipe de pesquisa durante os três anos seguintes.

Até os 3 anos de idade, a pressão arterial média e diastólica dos bebês que receberam a mamadeira de alto teor proteico foi mais alta do que dos bebês amamentados pelas mães. Mesmo assim, ambos os índices de pressão arterial se mantiveram dentro da faixa considerada normal.

Crescimento              
As crianças amamentadas pelas mães também apresentaram diferente padrão de crescimento e perfil metabólico em comparação àquelas alimentadas com fórmulas. As primeiras apresentaram níveis mais baixos de insulina no sangue aos 15 dias e 4 meses de vida, mas não aos 9 meses. Elas também tiveram padrão de crescimento diferente durante o primeiro ano de vida, mas aos 3 anos de idade não foram observadas diferenças de altura, peso e composição corporal.

Mesmo que ainda não se saiba o significado de tais diferenças ao longo da vida, pesquisadores dizem que elas podem representar evidências do “efeito de programação metabólica”, ou seja, o conceito de que experiências nutricionais em momentos críticos do início da vida podem influenciar no metabolismo e na saúde do indivíduo no futuro.

“Comparada à amamentação materna, a alimentação por mamadeira aparentemente induz a diferenças em alguns perfis hormonais e padrões de crescimento. Ainda não sabemos as consequências em longo prazo de tais mudanças, mas elas podem exercer um papel importante na saúde ao longo da vida. Por isso é necessária a realização de estudos bem planejados, com longos períodos de acompanhamento”, disse o médico Guy Putet, um dos autores do estudo, em um boletim da Academia Americana de Pediatria.

O estudo foi apresentado na semana passada, durante o encontro anual das Sociedades Americanas de Pediatria, em Denver. Os dados e conclusões do mesmo devem ser considerados preliminares até serem confirmados em estudos mais longos.

Delas

Amamentação pode passar bactérias benéficas da mãe para o bebê

Bactérias encontradas no leite materno podem ajudar a estabelecer
 um equilíbrio nutricional crítico no intestino do bebê
Leite materno fornece bactérias boas do intestino da mãe para o sistema digestivo do bebê, aponta novo estudo
 
Pesquisadores suíços descobriram que as mesmas cepas de vários tipos de bactérias benéficas encontradas no leite materno também estavam presentes nas fezes das mães e dos bebês. Essas bactérias podem ajudar a estabelecer um equilíbrio nutricional crítico no intestino do bebê e podem ser importante para evitar distúrbios intestinais, de acordo com os autores do estudo publicado na edição de agosto da revista "Environmental Microbiology".
 
"Estamos muito entusiasmados com essa descoberta, pois essas bactérias podem realmente viajar do intestino da mãe para o leite materno", afirma Christophe Lacroix, do Instituto de Alimentação, Nutrição e Saúde, em Zurique. "A comunidade saudável de bactérias no intestino da mãe e do bebê é muito importante para a saúde do intestino e para o bom desenvolvimento do sistema imunológico da criança", explicou.
           
"Não temos certeza da rota que as bactérias percorrem até o leite materno, mas usamos cultura, isolamento, sequenciamento e métodos de recolhimento de impressões digitais para confirmar que são definitivamente as mesmas cepas", Lacroix acrescentou.
 
Mais pesquisas são necessárias para determinar como as bactérias são transferidas através do leite materno da mãe para o bebê. Uma maior compreensão de como as crianças adquirem uma população de bactérias benéficas no seu sistema digestivo pode levar ao desenvolvimento de uma fórmula de leite mais parecida com o leite materno, ressaltam os pesquisadores.           
 
Delas

Projeto social substitui troco de bala por doação para crianças com câncer

Divulgação/Casa Hope
Crianças em sala de aula na sede da Casa Hope, no Planalto
Paulista, em São Paulo
Iniciativa do grupo Ongoing e da Abrasel visa reunir fundos para nova unidade da Casa Hope
 
O troco que os consumidores geralmente recebem em bala pode ser revertido em uma doação para a Casa Hope, lar de crianças com câncer, e ainda resultar em um prêmio de até R$ 100 mil pela Loteria Federal.
 
Esses são os pilares do Troco Solidário Premiado, projeto social lançado há três semanas e idealizado pelo grupo Ongoing, holding que administra o iG , em parceria com a Abrasel-SP, associação do setor de alimentação fora do lar.
 
Ao comer em um dos restaurantes participantes do projeto na capital paulista, o consumidor pode doar entre R$ 0,01 e R$ 10 e participar automaticamente de um consórcio para ganhar 10 mil vezes o valor do troco. A cada 100 mil doações, um sorteio é realizado.
           
O objetivo é angariar fundos para a construção de uma nova unidade da Casa Hope, em Campo Belo, voltada para os adolescentes com câncer. Em 12 meses, a previsão é que a campanha destine R$ 2,5 milhões para a instituição.
 
Segundo Izilda Moribe, diretora técnica da Casa Hope, o terreno da nova unidade foi doado pelo governo no mês passado. O espaço total é de 1.350 m² —a  sede da instituição tem 3.700 m².
 
“Esperamos angariar dinheiro suficiente para construir e manter o projeto. A campanha Troco Solidário é perene, não apenas pontual”, avalia Moribe.
 
Ao visitar a Casa Hope e conhecer as crianças nesta sexta-feira (23), o presidente e CEO do iG , André Chaves, se impressionou com o trabalho da entidade e se dispôs a ajudá-la. "Um projeto como esse tem tudo para dar certo devido à seriedade da instituição", afirmou aos presentes.
 
Divulgação/Casa Hope
Sede da Casa Hope, em São Paulo
De acordo com Marshall Garcia, idealizador do projeto e presidente da Holyrock, consultoria empresarial do grupo Ongoing, atualmente dez restaurantes participam do projeto, entre eles Rei do Bacalhau, Livorno e Ancona.
 
“Já entramos em contato com mais de 100 outros estabelecimentos na capital paulista e a expectativa é que a gente feche parceria com a Abrasel de outros Estados para levar o projeto para o Brasil inteiro”, afirma Garcia.
 
Após efetuar a doação, o consumidor recebe uma nota da qual constam o nome da instituição filantrópica e a data do sorteio. “Tudo é bastante transparente. Também enviamos no final do ano um relatório anual com as doações realizadas para o consumidor deduzir o valor do Imposto de Renda”, destaca o idealizador do projeto.
 
Restaurantes
Os restaurantes participantes também ganham ao aderir à campanha, segundo Joaquim Saraiva de Almeida, presidente da Abrasel-SP. A cada doação feita pelo consumidor, uma porcentagem é destinada ao estabelecimento para cobrir custos administrativos — índice não revelado pela entidade. Além disso, o garçom do cliente premiado ganha mil vezes o troco doado.
 
“O interesse dos comerciantes na verdade está em participar de uma ação solidária. É como se eles fossem voluntários”, explica Almeida, que também é presidente do conselho nacional da Abrasel.
 
iG

Governo tem 'segurança jurídica' sobre o Programa Mais Médicos, diz Padilha

Luiz Fabiano/Futura Press
Primeiros cubanos desembarcam neste sábado no Brasil
Associações entraram, de novo, com ação no STF para suspender programa que importa médicos para o País
 
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lamentou as ações judiciais contra o Programa Mais Médicos. Na sexta-feira (23), a Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) entraram com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o programa. “O governo já ganhou todas as medidas judiciais. Temos muita segurança jurídica do que estamos fazendo. Quem quiser pode fazer sugestões para aprimorar, agora não venham ameaçar a saúde da nossa população que não tem médico. O que move o Ministério da Saúde é levar médicos aonde a população não tem médicos”, disse Padilha.
      
Na petição, as entidades alegam que a contratação de profissionais formados em outros países sem que sejam aprovados no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida) é ilegal. “A medida retira dos conselhos regionais de Medicina a competência para avaliar a qualidade profissional do médico intercambista, na medida em que suprime a possibilidade de fiscalizar o exercício profissional por meio da análise documental para o exercício da medicina”, informa o documento.
                                   
As entidades ainda dizem que a medida do governo promove o exercício ilegal da medicina. “A pretensão do governo federal não garante políticas públicas de qualidade e tem o condão de permitir o exercício irregular e ilegal da medicina no Brasil, eis que é sabido de todos que não existe revalidação”. A ação é relatada pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).
 
O programa foi alvo de cinco ações judiciais, três na Justiça Federal em Brasília e duas no STF. O Mais Médicos foi questionado pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) em mandado de segurança sob relatoria do ministro Marco Aurélio Mello. Além da ação de Bolsonaro, havia outro questionamento da Associação Médica Brasileira que foi negado pelo ministro plantonista Ricardo Lewandowski antes mesmo de ouvir as partes envolvidas.
 
Último Segundo

'O dinheiro fica em segundo lugar', diz médico cubano ao chegar em Brasília

Alan Sampaio / iG Brasília
Médico cubano Rodolfo Garcia (esq.) desembarca com
colegas no aeroporto de Brasília
Apesar da polêmica sobre salários, profissionais trazidos pelo Mais Médicos ganham manifestação de boas-vindas
 
"O dinheiro, para nós, fica em segundo lugar. Teremos o suficiente para ficar e trabalhar no Brasil. O dinheiro vai para Cuba, vai para os nossos hospitais porque em Cuba a saúde é de graça", disse neste sábado (24) o médico Rodolfo Garcia ao chegar em Brasília para participar do Programa Mais Médicos, do governo federal. Garcia é um dos 400 médicos importados de Cuba, pelo Ministério da Saúde, para trabalhar em cidades brasileiras onde há falta de  profissionais de medicina.
 
Um grupo de aproximadamente 30 pessoas recebeu os 176 médicos cubanos que desembarcam no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek neste início de noite. À espera dos médicos, estavam integrantes de entidades como a União Nacional dos Estudantes, o Comitê de Defesa da Revolução Cubana Internacionalista e a Associação Médica Nacional. Esta última é formada por médicos brasileiros que se formaram em Cuba por meio de um programa de cooperação entre os dois países.              
 
" Somos médicos por vocação, não nos interessa salário.  diz cubano"
 
Assista ao depoimento do médico cubano Rodolfo Garcia:  



Os manifestantes trouxeram faixas, cartazes e buquês de flores, com o intuito de mostrar aos médicos que são bem-vindos ao país. O grupo gritava “Cubanos, amigos, o Brasil está contigo”.
 
Em meio ao clima receptivo, entretanto, uma médica que passava pelo local se transformou na única voz dissonante. Ginecologista na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Ana Célia Bonfim reagiu ao ato com um grito: “Palhaçada!”
 
Alan Sampaio / iG Brasília
Importação de médicos de Cuba faz parte do Programa
Mais Médicos
O programa
A primeira leva de médicos cubanos, que vai trabalhar no programa Mais Médicos, é formada, a princípio, por 400 profissionais. Eles chegarão em dois aviões fretados pelo governo federal.
 
A previsão é que um outro voo chegue, neste domingo (25). A aeronave pousará primeiro em Fortaleza, às 13h20, depois Recife, às 16 horas, e em Salvador, às 18 horas.
 
Esses médicos se juntarão aos 240 de outros países que começaram a chegar ao Brasil na sexta-feira (23). No caso dos cubanos, porém, a diferença na forma de contratação vem gerando polêmica.     
           
Diferente dos demais, que estarão submetidos às leis trabalhistas brasileiras e receberão um salário de R$ 10 mil pagos pelo governo, o contrato dos cubanos foi fechado com a intermediação da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), que respeitou as condições impostas por Cuba, que vive sob um regime comunista.
 
O contrato se assemelha a outros 58 contratos firmados por Cuba com outros países. O acordo prevê que os recursos serão primeiro repassados, por meio da Opas, para o governo cubano, que é comunista e portanto distribui os recursos de forma igual a toda população. Cuba ficará responsável por pagar os médicos em exercício no Brasil.
 
Dos recursos repassados, cada médico cubano que vier morar aqui deverá receber até R$ 4 mil, de acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O acordo prevê, até o final do ano, a chegada de 4 mil médicos cubanos ao País. Para isso, o governo brasileiro vai pagar, até fevereiro de 2014, R$ 511 milhões à Opas.
 
O ministro informou ainda que esses médicos serão mandados principalmente para municípios que não fizeram parte da escolha de nenhum médico brasileiro inscrito para participar do programa na primeira seleção. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 703 municípios brasileiros foram rejeitados pelos inscritos.
 
Último Segundo