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sábado, 7 de setembro de 2013

Restringir a lactose pode reduzir sintomas da síndrome do intestino irritável

Restringir a lactose pode reduzir sintomas da síndrome do intestino irritável Piotr Marcinski/Deposit Photos
Cólicas que passam e voltam estão entre os sintomas da síndrome
 do intestino irritável
Doença é psicossomática, ou seja, não tem causas anatômicas
 
Restringir a lactose pode ajudar na melhora de pacientes com Síndrome do Intestino Irritável (SII), uma doença psicossomática, ou seja, que não tem causa anatômica específica, mas é reflexo de perturbações no organismo como estresse, ansiedade e possíveis infecções anteriores. É o que apontou uma pesquisa desenvolvida na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).
 
O estudo englobou dois grupos de pacientes portadores da síndrome, sendo que um deles também possuía o diagnóstico de má digestão de lactose. Uma dieta com restrição de lactose em foi aplicada em todos os participantes e avaliou-se se havia alguma melhora com a inserção da dieta.
 
O acompanhamento médico dos pacientes foi capaz de comprovar que ambos os grupos com SII, tanto os com má-digestão de lactose e os que digeriam a lactose obtiveram algum tipo de melhora com a dieta de restrição de lactose. Os resultados surpreenderam a nutricionista Marília Pinheiro César, autora da pesquisa, e deram respaldo para outros estudos que visam entender melhor a relação da digestão da lactose e a SII.
 
— O que me surpreendeu foi o fato de que todos pacientes melhoraram com a dieta com restrição de lactose, o que provavelmente defende o fato de serem outros componentes do leite que não a lactose que causem melhora nesses pacientes, ao serem retirados — comenta Marília.
 
A SII é uma doença que afeta até 25% da população brasileira e, dentre eles, de 70% até 80% possuem alguma intolerância alimentar. Portanto, é de extrema necessidade que a SII seja tratada de forma adequada e de acordo com as tolerâncias do paciente, sem restrições alimentares muito rígidas, que podem provocar deficiências de nutrientes importantes.
 
— Trata-se de um estudo de importância no cenário brasileiro contemporâneo — considera a nutricionista.
 
Os sintomas da SII são cólicas que passam e voltam, gases que provocam distensão do abdômen, crises alternadas de diarreia e prisão de ventre, sensação de que o intestino não foi plenamente esvaziado após a evacuação.
 
Entre as possíveis causas da SII, estão as ineficiências nos movimentos intestinais ou o intestino pode sofrer com sensibilidade no alongamento. A sua detecção depende da exclusão de outras doenças que possuem causas aparentes.
 
Agência USP

Conheça a polêmica dieta paleolítica

Proposta é comer apenas aquilo que se pode caçar, coletar ou tirar da terra. Ou seja, alimentos como arroz, feijão, trigo e cevada são excluídos
 
Você já viu um leão comendo vegetais? Ou uma vaca se alimentando de carne? Certamente não, já que esses produtos não fazem parte da dieta natural destes animais. Se eles ingerissem esses alimentos, ficariam doentes ou não teriam energia suficiente para viver. E qual seria a dieta natural do homem, aquela para a qual estamos biologicamente evoluídos e, portanto, preparados e adaptados para seguir?
 
Conheça a polêmica dieta paleolítica Ilustração de Fernando Gonda/Arte ZH
Foto: Ilustração de Fernando Gonda / Arte ZH
Comparação entre a pirâmide alimentar tradicional e a pirâmida da dieta paleolítica
 
A resposta para essa pergunta é o principal mote de uma forma de alimentação que está ganhando adeptos em todo o mundo: a dieta paleolítica, ou, simplesmente, a paleo.

Segundo seus defensores, a melhor dieta para o homem é aquela praticada pelos nossos ancestrais pré-históricos. Ou seja: coma apenas aquilo que você poderia caçar, matar, colher ou tirar da terra, como um homem das cavernas.

Um dos mentores da dieta paleolítica é o médico e professor da Universidade Estadual do Colorado (EUA) Loren Cordain. Apesar de ter conquistado popularidade recentemente, a teoria surgiu em um estudo publicado em 1985 no The New England Journal of Medicine. O artigo argumentava que o genoma humano não teve tempo de se adaptar a alimentos que não faziam parte da nossa dieta antes do advento da agricultura.

— Estamos na Terra há mais de 2 milhões de anos, e a agricultura foi desenvolvida há menos de 10 mil anos, o que corresponde a apenas 0,5% do tempo da nossa existência. A agricultura, portanto, é muito recente do ponto de vista evolutivo, e é evidente que estamos geneticamente adaptados à alimentação do período paleolítico, e não à que temos hoje — sustenta o médico urologista e autor de um blog sobre o tema José Carlos Souto.

No paleolítico, os fatores geográficos eram determinantes, e diversas dietas eram seguidas pelos humanos. Os esquimós alimentavam-se basicamente de carne de baleia, peixe e poucas frutas. Os aborígenes australianos, de diversos tipos de caças. Os habitantes da floresta amazônica tinham uma farta oferta de frutas, raízes e folhas, mas poucas carnes.

Alimentos "plantados", como arroz, feijão, trigo e cevada, são excluídos
A dieta paleolítica proposta para os dias atuais opta por encontrar pontos em comum a todas essas versões: a ausência de grãos, de óleos extraídos de sementes (soja, algodão, canola e milho) e de produtos processados e artificiais. A presença do leite é polêmica: alguns aceitam, outros rejeitam.

— A dieta paleo contém raízes e tubérculos como batatas (doce ou inglesa), aipim e todos os tipos de carne. O que não faz parte são os alimentos plantados: cereais (aveia, trigo, centeio, cevada, arroz, milho) e leguminosas (feijões, lentilha, ervilha), além, é claro, dos industrializados — diz o nutricionista e bioquímico Gabriel de Carvalho.

Comida de verdade
Apesar de considerarem a dieta de nossos ancestrais a mais apropriada para o organismo dos humanos modernos, os seguidores da paleo ressaltam que o modo de vida e o atual acesso aos alimentos tornam impossível comer hoje o que um homem das cavernas comia.

— É absolutamente impossível seguir a dieta paleolítica com rigor. Hoje, você compra a carne no supermercado, e ela não tem nada a ver com a carne paleolítica. Vem de animais estressados, que não recebem sol, não têm vida livre, comem ração. A composição da carne e da gordura do animal é completamente diferente. Só aí já acabou a dieta — enfatiza o nutricionista e bioquímico Gabriel de Carvalho.

A saída estaria em apostar em alimentos de procedência mais natural possível. Dar preferência a vegetais orgânicos, à carne de animais criados no pasto, a ovos de galinhas não confinadas e que não comam ração. E rejeitar tudo que for processado e industrializado.

— Desconfie de todos os alimentos processados que venham dentro de uma embalagem, com rótulo e ingredientes impronunciáveis. As pessoas devem se focar no que chamamos de comida de verdade. Se eu perguntar como se faz um bife com ovo, todo mundo sabe a resposta. Mas para fazer um salgadinho de pacote é preciso uma fábrica, processos industriais, corantes, conservantes, enfim, não é comida de verdade — afirma Souto.

Trigo, o vilão da vez
Base para alimentos fartamente consumidos, como pães, massas, bolos e pizzas, o trigo tem uma alta capacidade de "viciar" os consumidores. Isso poderia ser a causa de uma série de doenças e seria a razão principal da epidemia mundial de obesidade

— Com sua tradição italiana, a gastronomia do Rio Grande do Sul teria uma perda considerável se fosse banido do cardápio todo e qualquer alimento feito de trigo. Pizzas, lasanhas, massas e até o sagrado pãozinho ficam de fora da chamada dieta paleolítica. Isso porque, segundo os que acreditam nesta corrente, o trigo é um dos principais vilões da alimentação moderna.

— Lançado este ano no Brasil, o livro Barriga de Trigo, do cardiologista americano William Davis, embasa cientificamente essa teoria ao trazer argumentos que dão suporte ao fato de que doenças como a obesidade, o diabetes, problemas imunológicos e neurológicos, como a doença celíaca, a artrite reumatoide e a demência, além de doenças do intestino e do coração, podem estar associadas ao consumo exagerado do grão.

— De acordo com o autor, as mudanças genéticas responsáveis por tornar o trigo resistente a pragas e mais produtivo nas lavouras também influenciaram para torná-lo prejudicial à saúde humana. Outro motivo é a alta capacidade do alimento de viciar os consumidores e elevar o índice glicêmico — em certas ocasiões, para níveis mais altos até do que alguns doces.

— Depois de prescrever um regime sem trigo para mais de 2 mil de seus pacientes em situação de risco e observar resultados satisfatórios, o cardiologista concluiu que não é a gordura, o açúcar ou o sedentarismo que está causando a epidemia mundial de obesidade, mas sim o trigo.

Muita carne e nada de grãos
Longe de ser unanimidade, a dieta paleolítica já conquistou a antipatia de muita gente. Os pontos mais controversos são a total liberação de carnes e a exclusão dos grãos. A desconstrução da pirâmide alimentar, que tradicionalmente tem como base os cereais, pães, tubérculos e raízes, é um dos princípios da paleo.

— A pirâmide alimentar está completamente equivocada, não tem nenhuma base em ciência. Ninguém vai perder peso adequadamente com uma alimentação cuja base são farináceos, pães, massas, bolos e mingaus — diz o médico José Carlos Souto.N A fonte para os nutrientes que seriam fornecidos pelos cereais e grãos é substituída por outros alimentos na dieta paleo, explica o nutricionista Gabriel de Carvalho.

— O consumo de grãos pode ser eliminado. Não existe nutriente presente exclusivamente nestes alimentos. O que temos no trigo, na aveia, na cevada, no arroz, obtemos nas raízes como batata-doce, que é muito saudável, batata inglesa, aipim, carnes, frutas, sementes, folhas, legumes, tubérculos, cenoura, beterraba.

Embutidos e frituras são o problema
A alta ingestão de carnes, outro ponto fundamental da dieta paleolítica, também gera controvérsia. A gordura saturada das carnes seria um dos principais problemas, o que, segundo Carvalho, não passa de um mito.

— A gordura saturada não mata do coração. A maioria dos estudos recentes não relaciona o consumo de gorduras saturadas de carnes gordas, mas sim de embutidos, com a morte cardiovascular. Embutidos são um problema grave na alimentação. Óbvio que ninguém está recomendando comer carnes fritas, que também é um problema comprovado. Embutidos e frituras são o problema, não a gordura em si — defende Carvalho.

Nem todos concordam. A nutricionista e especialista em nutrição clínica Joselaine Sturmer vê com desconfiança tanto a liberação total das carnes quanto a exclusão dos grãos.

— Eu não indicaria essa dieta para ninguém. Temos que ter cuidado porque, ao excluir grupos alimentares, podemos retirar nutrientes que fazem falta ao organismo. Não comer carboidrato pode levar à perda de massa magra e de fonte de energia. Tem uma hora em que o corpo tem necessidade de uma fonte de energia. Além disso, comer carnes à vontade é perigoso, porque elas têm gordura e podem roubar nutrientes de nosso organismo. A proteína em exagero pode roubar cálcio, e você acaba consumindo mais sódio, o que pode causar uma sobrecarga renal — afirma.

O nutricionista e professor de bioquímica e nutrição esportiva do Unilasalle Joelso dos Santos Peralta também tem ressalvas às restrições da dieta paleo.

— A deficiência de carboidratos afeta o cérebro e aumenta o catabolismo proteico, onde os indivíduos verdadeiramente perdem peso, mas muitas vezes à custa de massa muscular — afirma.

A adaptação genética também é discutível, afirma o professor de História da UFRGS Anderson Vargas. Sendo o homem onívoro desde sempre, não há regra para determinar a dieta natural do ser humano, diz ele.

— Penso que a medicina não tem condições de determinar nossa dieta conforme nossa misteriosa biologia. Historicamente, posso dizer que o homem não tem sido determinado pelo DNA nesse aspecto. Se os homens das cavernas se preocupassem com seu DNA, talvez ainda estivéssemos morando nas mesmas cavernas", pondera Vargas.

Balança e exames em dia
Os possíveis malefícios de optar por uma dieta do tempo das cavernas não foram sentidos pelo programador Leonardo Pires, 28 anos. Seguindo as premissas da paleo há um ano e três meses, ele viu o ponteiro da balança, o colesterol ruim e os triglicerídeos caírem. Acostumado a seguir diversas dietas e sempre ser vítima do efeito sanfona, ele conseguiu emagrecer cerca de 30 quilos, manter o peso e a saúde sem sofrimento.

— Meu neurologista ficou impressionado com a evolução dos meus exames e achou inacreditáveis os resultados com o tanto de gordura saturada que eu como — conta.

Apesar de parecer bastante restritiva, Leonardo conta que não sente dificuldade em segui-la. Ele optou por limitar a quantidade de carboidratos diários e deixar que a fome ditasse o que e quanto come.

— A principal diferença entre as dietas que eu segui anteriormente é que tudo era baseado em contagem de calorias: eu comia menos calorias do que precisava para viver, meu corpo passava fome, e eu emagrecia. E eu cortava tudo o que eu gostava, só podia comer alimentos que para mim não têm gosto — conta.

Satisfeito com o resultado positivo na balança e na autoestima, Leonardo encara a sua nova alimentação como um estilo de vida, sem prazo para acabar.

— Não faz sentido eu voltar a comer carboidratos indiscriminadamente se eu sei que é algo que faz mal para a minha saúde. É só ver meus exames, estou muito melhor hoje — declara.

O fotógrafo Luis Felipe Ulbrich, 41 anos, segue a dieta paleolítica há oito meses. A indicação veio a partir do diagnóstico de uma neuropatia periférica, doença que afeta os nervos das extremidades do corpo, como as mãos e os pés.

— Eu comecei a sentir os dedos dormentes e perder o equilíbrio. Busquei um especialista em coluna, mas ele não conseguiu diagnosticar a problema. Me indicou outro médico, que me propôs um teste: retirar o glúten da minha alimentação por um mês. O resultado foi absurdo, já me senti muito melhor —conta.

Após o teste, Luis passou a seguir a dieta paleolítica completa. Perdeu 15 quilos, mesmo sem considerar que estava acima do peso, melhorou da neuropatia e voltou a praticar esportes.

— Sempre que como algo fora da dieta, os sintomas da neuropatia aparecem imediatamente. Estou bem entusiasmado com o que estou fazendo, eu tive uma melhora bem grande.

Zero Hora

Alimentação inadequada pode prejudicar a audição

Alimentação inadequada pode prejudicar a audição Mateus Bruxel/Agencia RBS
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS
Cafeína em excesso é um dos vilões da audição
Conheça outros hábitos que fazem mal ao ouvido
 
Possuir uma boa audição é normal até os 40 ou 50 anos. Entretanto, após essa idade, a capacidade auditiva diminui devido ao envelhecimento natural das estruturas do ouvido, assim como qualquer outra parte do corpo. Isso ocorre por causa da exposição a ruídos ou sons altos e hábitos errados, como a má alimentação ou o uso constante do fone de ouvido e, em alguns casos, doenças específicas.
 
Porém, existem algumas medidas que fazem com que a perda auditiva seja sentida cada vez antes pelas pessoas e, assim como existem os males causados por essas atitudes, existem também aquelas ações que podem ser feitas para impedir esse envelhecimento precoce da audição.
 
— Uma das principais, senão a principal causa da perda auditiva precoce, ainda mais nessa nova geração, é a utilização de fones de ouvidos com volumes muito altos durante um período muito longo. Ouvir música, mesmo sem fone de ouvido, em um volume acima de 80 decibéis por mais de uma hora, pode causar um trauma acústico, que vai se somando com o tempo constante de exposição aos altos volumes e se torna uma espécie de "lesão progressiva" — comenta a otorrinolaringologista e otoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães
 
A especialista explica que, com o barulho em excesso, ocorrem alterações vasculares da microcirculação do ouvido interno, com privação de oxigênio e demais nutrientes para as células sensoriais auditivas do ouvido interno. Esta condição pode resultar na morte ou degeneração das células ciliadas, aquelas responsáveis por perceber o som, “o que pode resultar em perda auditiva, dificuldade no entendimento dos sons da fala e zumbido”, ressalta.
 
Outro fator que não parece estar diretamente ligado com a audição, mas pode causar danos ao aparelho auditivo é o vício no cigarro. Isso porque, graças às mais de cinco mil substâncias químicas presentes nele, as toxinas inaladas podem causar danos definitivos às estruturas sensíveis do ouvido. A começar pelo sintoma zumbido:
 
É um problema que não causa a perda de audição, mas sim o contrário: a perda de audição causa o zumbido — frisar Rita.
 
Segundo estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pessoas que fumam pelo menos cinco cigarros por dia há mais de um ano têm quatro vezes mais chances de sofrer com zumbido.
 
A cafeína e os carboidratos em excesso também podem ser vilões para a audição. Por isso, ter uma alimentação balanceada, com pouca cafeína e sem exageros em glicose e sódio é o primeiro passo para a manutenção do bom funcionamento auditivo. Uma solução é reformular o cardápio a fim de consumir alimentos naturais e integrais, como frutas, legumes e produtos lácteos, além de frutas, vegetais frescos e bebidas, como água e chá de ervas sem cafeína, que previnem o zumbido, as vertigens e as dores de cabeça.
 
— Dessa forma, a pessoa pode se prevenir de um problema que vai além da audição, já que o excesso de ruído leva a perda auditiva e pode ainda causar o estresse, insônia e até doenças psiquiátricas — conclui Rita.
 
Zero Hora

Começam nos EUA testes de implantes de vacina anticâncer

A abordagem, que demonstrou eficácia em ratos de laboratório em 2009, consiste em inserir uma implante esponjoso do tamanho de uma unha sob a pele, onde ele reprograma as células imunológicas do paciente para encontrar células cancerosas de melanoma e matá-las
 
WASHINGTON - Uma vacina experimental para tratar o câncer de pele começou testes preliminares em humanos, como parte de um esforço crescente para treinar o sistema imunológico a combater tumores, afirmaram cientistas esta sexta-feira (6/9).

A abordagem, que demonstrou eficácia em ratos de laboratório em 2009, consiste em inserir uma implante esponjoso do tamanho de uma unha sob a pele, onde ele reprograma as células imunológicas do paciente para encontrar células cancerosas de melanoma e matá-las.

"É raro conseguir testar uma nova tecnologia em laboratório e levá-la para testes clínicos em humanos tão rapidamente", disse Glenn Dranoff, professor de Medicina da Escola Médica de Harvard e integrante da equipe de pesquisas do Instituto Wyss de Engenharia Biologicamente inspirada da Universidade de Harvard.

O teste de fase 1 visa a testar a segurança do implante em um número pequeno de pacientes humanos. Depois disso, o dispositivo pode seguir para testes de fase 2 para verificar sua eficácia e testes de fase 3 mais amplos antes de chegar ao mercado.

Os implantes são feitos de um polímero de material biodegradável, altamente permeáveis e que contêm antígenos específicos ao tipo de tumor que é tratado O dispositivo libera uma proteína que atrai as células imunológicas e as envia preparadas para detectar e matar as células tumorais.

Os cientistas dizem que ele funciona diferente de vacinas convencionais anticâncer, que consistem em remover as células imunológicas do paciente, reprogramá-las para atrair a malignidade e reinjetá-las porque elas funcionam dentro do corpo. Um medicamento já comercializado usando o sistema imunológico contra o melanoma, denominado Yervoy, é fabricado pelo laboratório Bristol Myers Squibb e foi aprovado por reguladores americanos em 2011.

Os gigantes farmacêuticos Merck e Roche também têm medicamentos que usam o sistema imunológico para combater o câncer em testes clínicos. A farmacêutica britânica GlaxoSmithKline sofreu um golpe esta semana, quando seu teste de fase 3 de um candidato a vacina MAGE-A3 não estendeu a sobrevida de pacientes com melanoma que receberam a vacina depois que seus tumores foram removidos cirurgicamente.
 
Correio Braziliense

Ouvir o som favorito e se proteger corretamente do frio protege o coração

Usar agasalhos em dias frios é um dos cuidados que evita o infarto (Rafael Ohana/CB/D.A Press - 22/10/11)
Usar agasalhos em dias frios é um dos cuidados que evita o infarto
A baixa temperatura, de acordo com pesquisa do Hospital Universitário Antwerp, na Bélgica, aumenta a ocorrência de infartos
 
Ouvir a trilha sonora favorita e fugir do frio são atitudes que protegem o coração. É o que indicam duas pesquisas apresentadas nesta semana no Congresso Europeu de Cardiologia 2013, realizado em Amsterdã, na Holanda.
 
Os cientistas de ambos os estudos chegaram às conclusões após análises com humanos. A música fortaleceu o tecido endotelial — que reveste as artérias — dos participantes dos experimentos feitos na Faculdade de Medicina da Universidade de Novi Sad, ao norte da Sérvia. Já a baixa temperatura, de acordo com pesquisa do Hospital Universitário Antwerp, na Bélgica, aumenta a ocorrência de infartos.

O trabalho liderado pela pesquisadora Deljanin Ilic avaliou os efeitos de ouvir a música favorita por 30 minutos, em todos os dias da semana, em 74 adultos. Eles foram separados em três grupos: um praticou treinos físicos (33), outro ouviu a música predileta (10) e um terceiro realizou as duas tarefas (31).
 
O experimento durou três semanas. No início e no fim, foram medidos marcadores da função endotelial encontrados na circulação sanguínea, em especial, o óxido nítrico.
 
Após as três semanas, os maiores aumentos foram registrados no grupo que realizou as duas estratégias simultaneamente. A equipe que apenas praticou atividades físicas teve índices mais altos que aquela que se concentrou na música favorita, apesar de a última também ter registrado benefícios.

Segundo Ilic, o treinamento físico já é conhecido por melhorar a função endotelial e é a pedra angular de um programa multifacetado de reabilitação cardiovascular. No entanto, pouco se sabe sobre o papel da música na reabilitação cardiovascular ou sobre os efeitos de ouvir o som favorito na função endotelial.
 
“A combinação de música e treinamento físico levou ao melhor desempenho na função endotelial. Melhorias na função foram associadas com evolução significativa na capacidade de se exercitar.”
 
Depois de três semanas, a capacidade de exercício aumentou em 39% no grupo com música e treinamento, em 29% nos participantes que apenas se exercitaram, e em 19% na última equipe.
 
Correio Braziliense