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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Para pressionar governo, CAS aprova teto de 18% das receitas da União para Saúde

Projeto de lei que determina que porcentagem para ações e serviços públicos de saúde seja atingida em quatro anos
 
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou projeto de lei que determina que 18% das receitas líquidas da União devem ser usadas em ações e serviços públicos de saúde. O texto aprovado foi o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 89/2007 – Complementar, na forma de um texto substitutivo apresentado pelo senador Eduardo Amorim (PSC-SE).
 
Uma das emendas aceitas pelo relator, que foi sugerida pelo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), prevê uma graduação para que o piso de 18% seja atingido ao longo de quatro anos. Havia outros três projetos tramitando em conjunto, que foram rejeitados.
 
Um voto em separado, do senador Wellington Dias (PT-PI) não chegou a ser lido porque o autor não se encontrava no momento. A matéria segue agora para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), para decisão terminativa.
 
O senador Humberto Costa (PT-PE) observou que, a rigor, a proposta aprovada é mais um instrumento de pressão para que o governo negocie uma solução para o financiamento ao setor. Ele observou que o debate sobre o tema seria tratado de forma mais efetiva na reunião da CCJ na manhã desta quarta-feira, durante exame da proposta de emenda constitucional que trata do Orçamento Impositivo (PEC 22-A/2000).
 
Humberto explicou que, com o objetivo de regulamentar o piso de recursos da União para a saúde, está sendo sugerida uma emenda ao texto da PEC. Também observou que a emenda é fruto de debate sobre o tema com o movimento social pela saúde.
 
Wellington disse que se sentiu “tratorado” com a votação da matéria antes de sua chegada. Ele informou que estava numa reunião tentando negociar mudanças na sua proposta, para tentar chegar a uma solução mais avançada.
 
Observou que estava acompanhando por telefone para assegurar quando haveria número suficiente de senadores para o início dos trabalhos da CAS e então se deslocar para a reunião. O presidente da comissão, senador Waldemir Moka (PMDB-MS), esclareceu que somente colocou a matéria em votação porque havia quórum.
 
SaudeWeb

Confira os alimentos que podem ajudar na manutenção da memória

Confira os alimentos que podem ajudar na manutenção da memória Divulgação Stévia/Divulgação
Foto: Divulgação
As frutas vermelhas são ricas em antioxidantes, como bioflavonoides,
carotenoides, vitamina E e selênio, ajudando a evitar lesões e
doenças neurológicas
O aumento do consumo de alguns alimentos, como ovos, leite e leguminosas, auxiliam na formação e funcionamento do sistema nervoso
 
Uma alimentação saudável significa manter o corpo e a mente em forma. Se você vem enfrentando alguns lapsos de memória com frequência, talvez esteja na hora de mudar seus hábitos, principalmente aqueles relacionados ao cardápio.

Trocar os fast foods, por exemplo, por peixes de águas frias são estratégias que podem melhorar o funcionamento da sua memória.

— O aumento do consumo de alguns alimentos é importante para a formação e funcionamento do sistema nervoso. Além disso, seguir com um estilo de vida que inclua mudanças na alimentação e exercícios físicos facilita a captação dos neurotransmissores essenciais para preservar a memória — afirma o nutrólogo André Veinert, da Clinica Healthme.

Estudos realizados pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), comprovam que a alimentação saudável contribui tanto para preservar a memória como também na recuperação das funções motoras em portadores da doença de Parkinson, que afeta o sistema nervoso central e é caracterizada por tremores e rigidez muscular. Houve casos de 90% de melhora.

Com o avanço das pesquisas, a lista de compras no supermercado não vai mais se limitar aos peixes, que são famosos por serem ricos em ômega 3 e também por fornecer ácidos graxos que protegem os neurônios contra os radicais livres, notórios destruidores de células.

Isso porque carnes, aves, oleaginosas, grãos integrais, leguminosas, leite e derivados também podem fazer parte da lista de alimentos que garantem o bom funcionamento do cérebro.

Não esqueça das vitaminas
As vitaminas também têm um papel muito importante para o cérebro. Além de essenciais para o organismo, elas também ajudam muito o funcionamento do cérebro.

A vitamina do complexo B, por exemplo, protege os tecidos nervosos contra a oxidação. Já a D, auxilia na regeneração dos neurônios e regula a fixação do cálcio em receptores importantes para a memória. As C e E, por sua vez, são antioxidantes que combatem e neutralizam os radicais livres.

Confira quais são os alimentos que ajudam o cérebro

Ovo
A gema do ovo é uma das principais fontes de colina, que ajuda a reparar as células cerebrais. Além disso, ainda se constitui de acetilcolina, neurotransmissor responsável pelo aprendizado e memória. Segundo Veinert, uma gema tem cerca de 130 mg de colina. Salmão, soja, fígado, germe de trigo e feijão também apresentam o nutriente, porém, em concentrações menores.

Peixes
Salmão, sardinha, anchova, atum, arenque e cavala fornecem ácidos graxos, do tipo ômega 3, que são benéficos ao cérebro e à memória, já que contêm ação anti-inflamatória.

Arroz
O arroz é responsável por regular a glutationa, um dos protetores celulares contra a ação dos radicais livres. Além disso, também contém magnésio e outros receptores que existem no hipocampo, onde se dá a formação da memória.

Leguminosas
Possuem vitamina B6, considerada importante para a formação de neurotransmissores (mensageiros do cérebro).

Frutas vermelhas
Ricas em antioxidantes, como bioflavonoides, carotenoides, vitamina E e selênio, as frutas também têm a sua parcela de responsabilidade em relação ao cérebro. O seu consumo ajuda a evitar lesões e doenças neurológicas. Para usufruir dos benefícios, procure consumir acerola, morango, amora, pitanga e também outros tipos de frutas como laranja, limão, manga e maçã.

Oleaginosas
Castanhas, nozes, amêndoas, avelãs e amendoim são alimentos ricos em vitamina E e selênio, também fontes de antioxidantes. Além disso, elas ainda contém vitamina B3, B2 e B1, que regulam a glutationa e ainda participam da manutenção de substâncias químicas nervosas e hormônios que protegem a memória.

Carnes e aves
As carnes magras e os frangos, por exemplo, são ricos em vitamina B3 (niacina) e podem ser consumidos durante as refeições. Somente a carne vermelha deve ter um consumo moderado.

Leite e derivados
Ricos em vitamina B12 e ácido fólico, que participam de forma conjunta da síntese do DNA, o consumo diário de leite e derivados pode ser muito benéfico para a formação da memória.

O que evitar?
Gorduras saturadas, açúcar e o consumo de álcool são grandes vilões quando se trata do cérebro.

O nutrólogo alerta que a gordura saturada em excesso acelera a perda de memória devido ao seu processo inflamatório que afeta o funcionamento das células nervosas. Em relação ao açúcar, ele pode aumentar a produção de insulina rapidamente no organismo, promovendo reações químicas que podem danificar as células cerebrais.
 
Zero Hora

Desinfecção de legumes pode prevenir intoxicação alimentar em bebês

Desinfecção de legumes pode prevenir intoxicação alimentar em bebês Charles Guerra/Agencia RBS
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS
Legumes, que muitas vezes ficam expostos, devem ser devidamente
lavados antes de serem preparados, especialmente para crianças
Alimentos que compõem as papinhas caseiras podem conter bactérias nocivas à saúde
 
A transição do leite materno para a alimentação sólida é uma fase importante da vida das crianças, pois é a partir desse período que elas passam a necessitar de um cardápio balanceado. Para isso, uma alternativa comum aderida por pais e mães é o uso das papinhas caseiras, mas, se os legumes e verduras que compõem a mistura não estiverem devidamente desinfetados, as papinhas que não forem cozidas corretamente podem ser grandes vilãs para a saúde dos bebês.
 
— Folhas e legumes podem conter bactérias causadoras de gastroenterites DTA's (Doenças Transmitidas por Alimentos) e, por isso, é extremamente importante que os pais criem o hábito de desinfetá-los— explica a farmacêutica Adriana Coppola Faria.
 
Para proteger a saúde a especialista indica o uso de bactericidas à frio, que não necessitem de enxágue e que tenham eficácia comprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
 
Segundo ela, somente assim o alimento fica 100% livre de bactérias, pronto para ser utilizado em papinhas caseiras. O mesmo procedimento serve para as frutas, que também podem causar as DTA's.
 
— O organismo de bebês e crianças ainda não está totalmente preparado para suportar uma carga bacteriana intensa e é por conta disso que quando eles ingerem alimentos infectados sofrem efeitos nocivos como vômitos, diarreia, desidratação, entre outros — completa Adriana.
 
Os hábitos diários de saúde dos pais como lavar sempre as mãos antes das refeições e após o uso de banheiros são medidas preventivas que podem diminuir as chances das bactérias chegarem aos alimentos dos filhos.

Zero Hora

Descubra as principais diferenças entre os óculos e as lentes de contato

Descubra as principais diferenças entre os óculos e as lentes de contato Pena Filho/Agencia RBS
Foto: Pena Filho / Agencia RBS
Mesmo que alguns fabricantes permitam o uso contínuo das lentes,
sempre é recomendável retirá-las para dormir
Especialista também explica os principais cuidados de higiene e saúde dos olhos
 
Eles têm funções semelhantes, mas cuidados e aparência completamente distintos. Óculos e lentes de contato para correção visual são dois recursos importantes para pacientes com problemas como miopia e hipermetropia.

Embora não seja possível afirmar qual é melhor, já que isso depende de uma série de fatores, o oftalmologista Tadeu Pocai esclarece quais são as principais diferenças entre eles.

Segundo o médico, é preciso ter alguns cuidados no uso pois, se utilizados de forma indevida, podem trazer consequências graves à visão, como desconforto, cefaleia ou até mesmo cegueira. Os problemas de visão mais conhecidos, que são miopia, hipermetropia e astigmatismo, geralmente podem ser corrigidos tanto pela lente como pelos óculos.

— Em alguns casos mais específicos, como no ceratocone ou nas grandes diferenças de grau entre os dois olhos, damos preferência para a lente de contato. Na presbiopia, que é a dificuldade que surge para perto depois dos quarenta anos, geralmente é optado pelo óculos — explica o oftalmologista.

Embora a parte estética seja fundamental, vários fatores devem ser avaliados na hora da escolha. O oftalmologista alerta que as lentes de contato, assim como os óculos, devem ser encaradas como ferramentas que nos ajudam a desempenhar da melhor forma possível nossas atividades diárias.

Por isso, é importante sempre respeitar o olho, não insistir em usar alguma coisa que esteja causando desconforto e procurar orientação médica em caso de dúvidas.

O oftalmologista ressalta que o ideal é a utilização dos dois métodos, que são complementares.

Conhecendo as lentes de contato
— Mesmo que alguns fabricantes permitam o uso contínuo das lentes, sempre é recomendável retirá-las para dormir. É mais saudável e higiênico

— As soluções específicas para a limpeza e o cuidado das lentes nunca devem ser substituídas por água ou soro fisiológico

— As lentes de contato têm prazo de uso específico, que é informado pelo médico durante a adaptação

— É fundamental parar de usar as lentes quando começam a causar desconforto, mesmo que ainda estejam dentro do prazo estipulado

—  Não existe idade máxima para o uso da lente. No caso da idade mínima, se os pais ou responsáveis assumirem os cuidados, elas podem ser utilizadas ainda na infância.

Conhecendo os óculos de grau
— Os óculos têm uma manutenção mais simples e podem durar anos, se bem cuidados

— É fundamental mantê-los limpos. Podem ser lavados em água corrente, com sabão neutro

— Evite deixar os óculos com as lentes para baixo e, preferencialmente, quando não estiver usando, guarde no estojo

— Não exponha ao calor excessivo, como no interior de veículos nos dias mais quentes, já que isso pode causar danos às lentes

— É fundamental consultar seu oftalmologista anualmente para reavaliar sua prescrição

— A durabilidade dos óculos também pode variar muito, de meses a anos. A idade do paciente e as condições da visão são os principais determinantes do tempo que ele deve ser empregado.
 
Zero Hora

Exposição excessiva aos raios do sol pode causar cegueira temporária

Especialistas recomendam o uso de óculos escuros com proteção UV-A e UV-B
Especialistas dão dicas de como se proteger
 
Com a proximidade da chegada do verão, quando os raios UV (ultravioleta) do sol são mais fortes, informar ao público que a exposição excessiva a esses raios pode queimar as córneas, causar dor e até mesmo cegueira temporária se faz necessário novamente.
 
— A medida mais simples, e ao mesmo tempo desafiadora, é conscientizar a população sobre a importância de comprar um bom par de óculos escuros, com proteção UV-A e UV-B. Há óculos baratos muito apropriados para fotoproteção e outros modelos bem caros que não oferecem proteção alguma — afirma o oftalmologista Virgílio Centurion.
 
Uma série de estudos científicos indica que anos contínuos de exposição desprotegida ao sol, sem proteção para os olhos, pode causar danos aos olhos, contribuindo para o surgimento da catarata, da degeneração macular relacionada à idade e até mesmo de tumores que podem exigir a remoção cirúrgica.
 
— Um risco menos conhecido da exposição ao sol, no entanto, é o risco mais imediato da exposição sem proteção ao sol: olhos queimados, fotoceratite ou ceratite provocada por exposição à luz ultravioleta também denominada cegueira da neve. Olhos claros estão em maior risco para esta condição, porque eles têm menos pigmentação em múltiplas camadas do olho do que aqueles mais escuros — explica a oftalmologista Meibal Junqueira.
 
Segundo a especialista, nos casos de fotoceratite leve, o paciente pode sentir como se estivesse com algo preso nos olhos, a sensação é causada pelo desfolhamento das camadas da córnea após a queimadura solar. Casos extremos descrevem os sintomas como se seus olhos estivessem em chamas. Ao sentir qualquer um desses sintomas, Meibal recomenda que o melhor é consultar imediatamente um oftalmologista.
 
O tratamento típico para fotoceratite envolve o uso de compressas úmidas e lágrimas artificiais para dor local. Colírios anti-inflamatórios não-esteroides são usados para reduzir a inflamação e a dor nos olhos. Medicação oral pode se prescrita para grandes desconfortos.
 
— Os pacientes afetados deve também buscar isolamento em um quarto escuro, interromper o uso de lentes de contato, evitar esfregar os olhos e usar óculos de sol até que os sintomas melhorem. A recuperação geralmente leva de um a três dias — diz Meibal.
 
A seguir, confira dicas para proteger os olhos contra danos de curto e de longo prazo provocados pelo sol:
 
— Independentemente do custo ou da cor das lentes de seus óculos de sol, só use óculos que ofereçam 100% de proteção UV, certifique-se que seus óculos bloqueiam os raios UV-A e UV-B e use-os a qualquer hora do dia, quando você estiver exposto à luz solar;
 
— Prefira os modelos grandes. Idealmente, os óculos de sol devem envolver todo o rosto e suas têmporas, para que os raios de sol não possam entrar pelos lados;
 
— Aumente a sua proteção. Use também um chapéu com aba de 3 cm de largura para complementar a proteção fornecida pelos óculos de sol;
 
— Cuidado com superfícies reflexivas. Na praia ou na água, lembre-se de que a luz UV refletida na areia, na água ou no pavimento também pode danificar os olhos;
 
— Certos medicamentos podem aumentar os riscos ao sol. Esteja ciente de que determinados medicamentos que você está tomando podem causar aumento da sensibilidade à luz solar (fotossensibilidade). Certifique-se de perguntar isto ao seu médico;
 
— Não confie apenas nas suas lentes de contato. Mesmo se você usar lentes de contato com proteção UV, lembre-se de usar também os óculos de sol;
 
— Não se deixe enganar pelas nuvens. Os raios do sol podem passar através da neblina e das nuvens;
 
— Bronzeamento artificial é pior do que o bronzeamento ao ar livre. Camas de bronzeamento
artificial podem produzir níveis de UV até 100 vezes mais forte do que os raios do sol. Nenhuma entidade médica recomenda o uso desses leitos;
 
— Camelôs, feirantes, agricultores, salva-vidas, jardineiros, lixeiros, mergulhadores, guardas de trânsito, carteiros, motoboys, dog walkers, operários da construção civil, piscineiros, pescadores...
 
Trabalhar ao ar livre exige a consciência de que é preciso se proteger do sol adequadamente. E isto abrange mais do que apenas passar filtro solar. Use chapéu e óculos de sol sempre que possível. O chapéu vai manter o sol para fora da face, pescoço e orelhas. Ele também irá proteger os calvos.
 
Chapéus de abas largas são as melhores escolhas. A aba deve ser de pelo menos 3 cm de largura.
 
Zero Hora