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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Dermatologista dá dicas para evitar os pelos encravados

Dermatologista dá dicas para evitar os pelos encravados Claudia Baartsch/Agencia RBS
Foto: Claudia Baartsch / Agencia RBS
Uso da cera contribui para o surgimento dos pelos encravados
Calor e umidade do verão favorecem o aparecimento da foliculite
 
As altas temperaturas do verão fazem o corpo ficar mais exposto e, nessa época, o calor e a umidade podem ser grandes vilãs para a pele. A chamada foliculite, inflamação dos folículos (os "poros dos pelos"), torna-se mais frequente, podendo provocar, além de dor no local, um aspecto indesejado na pele, que piora quando há pus.
 
— A foliculite pode acometer qualquer parte do corpo onde existem pelos, mas aparece principalmente onde há maior atrito. A área mais afetada nas mulheres é a virilha e, no homem, o pescoço, por serem locais sensíveis onde o pelo pode nascer e crescer em várias direções, facilitando o encravamento. Para melhorar a inflamação e o incômodo, recomenda-se o uso de pomadas com antibióticos no local — comenta a dermatologista membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology, Anelisa Lamberti.
 
No verão, este tipo de irritação de pele é mais comum, pois além da exposição ao sol ser mais frequente, a umidade favorece a inflamação dos poros. Além disso, a especialista ressalta que a depilação é outro fator causador da foliculite.
 
— A cera quente ou fria, combinada com o uso de roupas apertadas, contribui para o surgimento dos pelos encravados, pois a extração completa do pelo junto com a raiz abre os poros da pele, deixando-os vulneráveis para a entrada de bactérias. No caso dos homens, as lâminas de barbear devem receber também uma atenção especial, pois qualquer machucado ou corte pode permitir a entrada de bactérias que causam inflamações — explica a dermatologista.
 
Anelisa ressalta que o primeiro estágio do pelo encravado é quando ele está embaixo da pele, o segundo é quando ele fica inflamado, provocando inchaço, vermelhidão e o aparecimento de uma secreção amarelada, e o último é quando ele vira um cisto, deixando a região da pele rígida e dolorida.
 
Para prevenir e combater a foliculite, a especialista dá algumas dicas:
— Não faça depilação na véspera da exposição ao sol. O ideal é que seja feita com, no mínimo, 48 horas de antecedência
 
— Caso tenha inflamação no local, utilize antisséptico seguido de uma pomada com antibiótico
 
— Não reutilize a lâmina de depilação, pois isso ajuda a evitar infecções no caso de cortes durante a depilação
 
— Evite o uso de cremes gordurosos ou loções com álcool após a depilação com cera ou lâmina de depilação, pois ela deixa os poros abertos e vulneráveis
 
— Não cutuque o pelo encravado, isso piora a situação e mancha a pele
 
— Proteja os pontos de foliculite do sol para evitar possíveis manchas
 
— Evite roupas apertadas
 
— Evite permanecer com roupas de banho molhadas durante muito tempo
 
— Se o pelo estiver muito profundo, recomenda-se procurar a orientação de um dermatologista para tratamento adequado
 
Zero Hora

Pessoas que ficam com o rosto vermelho após beber têm mais risco de desenvolver hipertensão

Pessoas que ficam com o rosto vermelho após beber têm mais risco de desenvolver hipertensão Rita Juliana/stock.xchng
Associação ocorre independente do tipo de bebida
Pesquisa aponta que rubor facial indica alta sensibilidade ou até mesmo intolerância ao álcool
 
O consumo excessivo de álcool já é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento da hipertensão. Ao mesmo tempo, ficar com o rosto vermelho após beber indica alta sensibilidade ou até mesmo intolerância ao álcool. Um novo estudo avaliou a relação entre esses dois fatores e descobriu que pessoas que ficam vermelhas têm mais risco de ser hipertensas que aquelas que não ficam.
 
— O rubor facial depois de beber é sempre considerado um sintoma de alta sensibilidade ao álcool, ou até mesmo de intolerância, ao menos que o paciente esteja tomando um medicamento especial. O vermelho no rosto ocorre geralmente em pessoas que não conseguem geneticamente quebrar o acetaldeído, o primeiro metabólito do álcool — afirma o chefe do departamento de medicina familiar na Universidade de Chungnam, Jong Sung Kim.
 
— Ficar com o rosto vermelho difere entre sexo, idade e grupos étnicos. Em geral, é mais comum em mulheres e idosos — acrescentou o coreano Kyung Hwan Cho, presidente da Academia de Medicina de Família.
 
De acordo com Chon, essa associação ocorre independente do tipo de bebida, mas a quantidade ingerida faz diferença. Beber em excesso durante semanas ou meses pode aumentar a pressão arterial.
 
— No entanto, a relação pode variar de acordo com o gênero, a raça, a etnia ou a presença de outros fatores de risco para a doença cardiovascular. Muitos estudos têm demonstrado reduções significativas da pressão arterial em pessoas que diminuíram a ingestão de álcool — relata Cho.
 
Kim e seus colegas coletaram dados de 1.763 homens, sendo 288 que não consumiam álccol, 527 que ficam vermelhos ao beber e 948 que não ficavam vermelhos.
 
— Após fazer ajustes de idade, índice de massa corporal, prática de exercícios físicos e tabagismo, o risco de hipertensão arterial foi aumentada significativamente quando as pessoas que ficam vermelhas consumiam mais de quatro doses por semana. Em quem não fica vermelho após beber, o risco só aumentou com o consumo de oito doses por semana — afirmou Kim.
 
O pesquisador acrescentou que os resultados da pesquisa indicam que o rubor facil após a ingestão de álcool pode servir como um marcador de risco para a hipertensão associada a bebida.
 
— Médicos e pesquisadores devem considerar esse fator em seus pacientes, bem como a quantidade de álcool ingerida — afirma.
 
Zero Hora

Meditação promete 15 minutos de orgasmo

Divulgação
A prática da meditação orgástica: momento de conexão
Técnica realizada em dupla é utilizada pelos adeptos do movimento “slow-sex” e pode ser feita em casa
 
Nada de mantras ou exercícios respiratórios. A meditação orgástica tem o prazer feminino como seu fio condutor. Para atingir o estado meditativo, o praticante precisa entrar no clima. Cria-se um cenário para a prática, que envolve sempre duas pessoas e um ponto de conexão entre elas: o clitóris. Como nem sempre têm relacionamento afetivo, os pares se tratam como parceiros de vivência.
 
Quem conduz a meditação, devidamente vestido e com luvas e lubrificantes a postos, acomoda a mulher confortavelmente sobre almofadas, de pernas abertas. Durante 15 minutos, ela terá a região clitoriana acariciada (mais precisamente, no quadrante superior esquerdo da vagina). Sem qualquer troca de olhares, bem ao estilo budista.
 
Nuas da cintura para baixo, elas se entregam com o único objetivo de curtir o momento. Isso significa sentir o toque sensual, e claro, atingir o orgasmo. “Deixamos o orgasmo nos dizer o que quer em vez do contrário”, disse ao Delas Eli Bloch, professor e co-diretor do One Taste Urban Retreat Center, centro fundado em 2001 por Nicole Daodone.
 
O centro fica em San Francisco, coração da revolução sexual dos anos 1960, nos Estados Unidos, e funciona como uma comunidade. Lá moram cerca de 40 discípulos de Nicole, líder do movimento “slow-sex”, ou sexo lento, e considerada uma “guru sexual”. Também acontecem aulas e workshops para formar instrutores ao redor do mundo. No Brasil, no entanto, a técnica ainda não é explorada.
 
A prática de OM (orgastic meditation, em inglês, e também conhecida como Oming) ajuda a sensibilizar os órgãos genitais da mulher, sem pressioná-la para chegar ao clímax (sim, orgasmo e clímax são coisas diferentes). “Nós achamos que só quando se remove o objetivo de chegar lá é que as mulheres realmente tornam-se íntimas de seus corpos e com o jeito que eles realmente funcionam”, diz Eli.
 
Antes de começar, o acariciador descreve o tamanho, a cor e a textura da genitália, chamada durante a prática de “pussy”, termo em inglês que não se traduz exatamente como a denominação anatômica oficial.
 
A escolha pelo termo não é à toa. “A linguagem do sexo nos ajuda a aceitar cada vez mais essa parte de nós mesmos. Além disso, falar vagina não é preciso, pois só se refere ao canal vaginal e deixa de fora peças importantes como o clitóris”, Block explica. Ao fim, os dois participantes trocam suas experiências e se abraçam. Na próxima aula, podem voltar a fazer a parceria, ou não.
 
Divulgação
Eli Bloch, professor do centro: 'só quando se remove o objetivo de chegar lá é que as mulheres realmente tornam-se íntimas
 de seus corpos'
O homem também sente prazer, mesmo não sendo tocado. “São sensações diferentes de tudo que vivi antes de praticar OM”, comenta Eli, que cita um estudo realizado pela Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos, que comprova a eficácia para ambas as partes.
 
“A meditação orgástica ensina homens e mulheres a se render e abrir a sensação entre eles”, salienta Block, que garante: o propósito para os dois participantes não é propriamente o sexo. Tem a ver com a conexão humana. “Hormonal, mental e espiritual”, como define a criadora Nicole em seu site.
 
Os benefícios vêm de dentro da para fora. Ao professor, praticantes relatam o aumento de vitalidade, de energia, prazer durante a relação sexual prolongada e maior sensibilidade e consciência do mundo que nos rodeia. Segundo ele, mesmo mulheres diagnosticadas anorgásticas têm conseguido chegar lá com a técnica. “O que você pode sentir irá levá-lo mais longe do que uma fórmula”, ele define como mensagem central da meditação.
 
Ao entrar no centro, que oferece ensinamentos de rabinos e monges tibetanos, assim como aulas e cursos sobre “sexualidade consciente”, os praticantes devem deixar a vergonha de lado. Os homens são convidados a liberar seus sentimentos, e as mulheres, sua sexualidade.
 
Nesta hora elas não precisam de romance, flerte ou amor. Só precisam de carícias localizadas para se libertarem das tensões e pensamentos que reprimam o orgasmo. Block encerra a entrevista comparando o corpo da mulher a um instrumento musical: “Quando bem tocado, as possibilidades são infinitas”.

Delas

Consumo diário de oleaginosas reduz em 20% risco de morte, diz pesquisa

Prato de longevidade: pesquisadores afirmam que um punhado de
 castanhas por dia reduz risco de morte
Estudo que acompanhou quase 120 mil pessoas por 30 anos desbancou o mito de que castanhas, pistaches, macadâmias e nozes são alimentos que engordam
 
Comer castanhas, pistaches, macadâmia e toda a variedade de oleaginosas faz bem para a saúde e está relacionado com a longevidade. A afirmação é resultado do maior estudo já feito sobre o consumo de oleaginosas e que acompanhou por 30 anos quase 120 mil pessoas nos Estados Unidos. Os pesquisadores descobriram que apenas um punhado por dia de oleaginosa pode reduzir em 20% o risco de morte, ou em 29% os riscos de morte por doenças cardíacas e 11% do risco de morrer de câncer.
 
Além de viverem por mais tempo, os consumidores regulares de oleaginosas que participaram do estudo eram mais magros que os que não tinham o hábitos de consumir o alimento. De acordo com o estudo publicado no New England of Medicine, a descoberta coloca em descrença o mito de que comer muitas castanhas, pistaches ou amendoins acarreta em sobrepeso.
 
Os pesquisadores ainda precisam descobrir como funciona o mecanismo biológico exato que faz com as castanhas sejam tão boas para a saúde. “Ainda é preciso fazer mais pesquisas para entender como este alimento atua no corpo, mas alguns nutrientes como gordura insaturada, proteínas, fibras e vitaminas, fitoquímicos devem conter propriedades anticancerígenas, cardioprotetoras além de efeitos anti-inflamatórios”, disse Ying Bao, um dos autores do estudo e também pesquisador do departamento de medicina do Brigham and Women’s Hospital, nos Estados Unidos.
 
No estudo, pesquisadores acompanharam por três décadas 76.464 mulheres e 42.498 homens que de quatro em quatro anos responderam questionários onde indicavam com que frequência eles haviam comido oleaginosas no ano anterior. Paralelamente aos questionários, os pesquisadores também apuraram as causas de morte entre os participantes.
 
“Observamos que aqueles que consumiram oleaginosas sete ou mais vezes por semana tinham uma taxa de mortalidade 20% menor do que os participantes que não comeram. Observou-se também que aqueles que consumiram oleaginosas cinco ou mais vezes por semana tiveram um risco de 29% menor de morrer de doença cardíaca e 11% menor risco de morrer de câncer, em comparação com os participantes que não quis comer oleaginosas”, disse.
 
Estudos anteriores haviam mostrado que o consumo tem efeitos benéficos para vários medidores de doenças crônicas, como a taxa de colesterol no sangue, inflamações e resistência à insulina. “No entanto, poucos estudos haviam relacionado o consumo de oleaginosas com a taxa de mortalidade e nem com uma amostragem tão ampla quanto a nossa”, disse.
 
Ying Bao lembra que mesmo com resultados tão impactantes, as oleaginosas não fazem milagres.
 
“Elas estão relacionadas com a redução da taxa de mortalidade, portanto vale a pena comer um punhado de oleaginosas por dia. Mas é importante destacar que alimentação saudável e atividade física também são fatores importantes que não devem ser esquecidos”, afirma.

iG

Pesquisadores descobrem por que a maconha provoca perda de memória

Maconha para uso medicinal é vendida em Los Angeles
Estudo descobriu ainda que os efeitos colaterais da droga podem ser eliminados com o uso de um anti-infamatório não esteroide, que é um tipo de analgésico
 
Pesquisadores conseguiram acabar com o longo mistério que envolvia o motivo da perda de memória e da dificuldade de aprendizado ao fumar maconha. Agora se sabe que a razão destes efeitos colaterais está no desencadeado aumento de uma enzima.
 
O estudo descobriu ainda que os efeitos colaterais podem ser eliminados ao inibir o acréscimo desta enzima com o uso de um anti-inflamatório não esteróide, que é um tipo de analgésico.
           
No estudo, a equipe de pesquisadores da Universidade do Estado da Louisiana, nos Estados Unidos, descobriu que o ingrediente ativo da maconha, o tetraidrocanabinol, aumentou os níveis da enzima COX-2 em região do cérebro de camundongos ligada à memória e ao aprendizado.
 
A maconha é usada há  anos no tratamento de dores crônicas, esclerose múltipla, câncer, náuseas, anorexia e doenças neurodegenerativas, aliviando a dor e aumentando o apetite de pacientes. Os pesquisadores afirmam no estudo que, embora a droga sejam indicados para estes tratamentos, os efeitos colaterais neurofisiológicos e cognitivos têm limitado seu uso medicinal.
           
“Nosso estudo solucionou o mistério sobre como a maconha causa danos neuronais e da memória”, disse Chu Chen pesquisador da Universidade do Estado da Louisiana e o autor do estudo publicado no periódico científico Cell Press. “Os resultados sugerem que o uso medicinal da maconha poderia ser ampliado caso os pacientes também tomassem anti-inflamatórios não esteroides”, disse.
 
Os pesquisadores descobriram ainda que o tetraidrocanabinol sozinho ou em conjunto com um inibidor da enzima reduzem a concentração de proteína beta-amilóide, evitando assim a formação de placas impenetráveis que afetam à transmissão entre as células nervosas do cérebro e é uma característica neuropatológica da doença de Alzheimer.
 
No entanto, é preciso tomar cuidado antes de sair comprando caixas de analgésicos como anti-inflamatórios não  esteróides. Estes medicamentos quando administrados em excesso podem causar dependência física e levar inclusive à morte. “O estudo foi feito em animais, ainda não foram feitos testes clínicos e a severidade dos efeitos colaterais está relacionada com a quantidade de maconha que é consumida”, disse Chu Chen.
 
iG