Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Grupo estuda novo método contraceptivo masculino

Universidade australiana propõe frear a ejaculação sem prejudicar o orgasmo
 
Há anos fracassando na tentativa de desenvolver um método contraceptivo masculino eficaz e com efeitos reversíveis, os cientistas podem ter encontrado um caminho.

A esperança vem do trabalho de um grupo da universidade australiana Monash, que foi tema de uma reportagem do jornal espanhol El País.

O método, testado em ratos, ataca a produção de espermatozóides por meio de coquetéis hormonais que bloqueiam o sistema nervoso que ativa a ejaculação. Desta forma, a ejaculação é freada, mas não o orgasmo.

Mas o método, que está em fase de testes, ainda ocasiona efeitos colaterais importantes, como aumento do colesterol.

Por enquanto, os únicos métodos contraceptivos masculinos que demonstraram eficácia são a camisinha e a vasectomia.
 
A Notícia

Tecnologia é aliada dos atletas para melhor aproveitamento dos exercícios

Tecnologia é aliada dos atletas para melhor aproveitamento dos exercícios Bruno Alencastro/Agencia RBS
Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS
Atletas usam a tecnologia para melhor seus desempenhos
Sensores para medir gordura queimada e tatuagens que alertam para o risco de exaustão física são alguns exemplos
 
Malhação é para quem tem paciência. O resultado do sacrifício físico só costuma aparecer algum tempo, depois de muito esforço e de horas de suor. Mas não é necessário esperar a calça ficar folgada ou o músculo crescer para ver a transformação. Modernos sensores podem ser incorporados ao corpo e fornecer informações em tempo real sobre a queima de gordura, os sinais vitais ou mesmo as transformações químicas durante o exercício. A tecnologia wearable para atletas já é uma realidade, e vem em forma de pulseiras, sensores, presilhas para tênis e até mesmo tatuagens eletrônicas.
 
No ar
Pesquisadores japoneses desenvolveram um sensor que mede a quantidade de gordura queimada depois de um exercício. Em vez de recorrer a complicados exames médicos e a cálculos de massa corporal, a pessoa sopra numa espécie de bafômetro por seis segundos e espera pelo resultado. Em instantes, um aplicativo de smartphone informa a quantidade de massa eliminada durante o treinamento. Quando o usuário deposita o ar na máquina, dois sensores estimam a quantidade de acetona presente no hálito. O elemento serve como referência para o rendimento físico, pois é liberado no sangue e nos pulmões com a queima de gordura.
 
O aparelho, que pesa apenas 125 gramas, detecta a acetona em concentrações entre 0,2 e 50 partes por milhão, e funciona com baterias. Pode ser usado na pista de corrida ou na academia.
 
— Os resultados são automaticamente enviados para um smartphone com sistema Android por conexão bluetooth ou um cabo e são exibidos com dicas de dieta na forma de um indicador de queima de gordura — explica Satoshi Hiyama, do laboratório NNT Docomo e principal autor do estudo.
 
No entanto, alerta Hiyama, o método costuma exigir uma máscara de respiração para medir a proporção de dióxido de carbono e de oxigênio consumido. Não seria adequado para uso diário por pessoas em dieta.
 
Na pele
Para alguns atletas, o mais importante é quebrar recordes. Contanto que o corpo aguente, não importa quantas calorias ficarão para trás. Nesse caso, outro tipo de sensor é necessário: um que avise quando o organismo chega ao limite, evitando que o exercício excessivo tire mais dos músculos do que eles possam dar. O alarme de segurança contra exaustão, de acordo com especialistas em nanoengenharia da Universidade da Califórnia, pode ficar na própria pele, em forma de tatuagem. O adesivo flexível desenvolvido pela equipe norte-americana conta com um biossensor que avisa quando o usuário atingiu o ponto de exaustão física, e precisa dar uma pausa no exercício. O dispositivo faz isso com base no nível de ácido láctico presente no suor do atleta, substância produzida pelo corpo quando o esforço supera a capacidade respiratória.
 
— Vários sensores de lactato, que dependem de amostras de sangue retiradas do dedo, estão disponíveis no mercado. No entanto, as desvantagens são a invasividade e a inconveniência, especialmente durante a atividade física — ressalta o pesquisador Joseph Wang, em artigo publicado na revista especializada Analytical Chemistry, no qual ele descreve o biossensor.
 
De acordo com o engenheiro, o método exige várias coletas de sangue, separadas por intervalos, que podem atrapalhar o treinamento. Além da praticidade que dispensa exames laboratoriais, o sensor tatuado também é flexível e continua colado à pele durante séries constantes de exercício. Os componentes eletrônicos resistem a movimentos repetitivos. O próprio suor do atleta age como condutor elétrico para o dispositivo, que envia os resultados da medição para o computador, sem necessidade de fios. O sistema foi testado com pessoas de diferentes níveis de condicionamento e pôde prever quando eles atingiam o limite da exaustão física.
 
Desempenho
Já existem acessórios usados para cronometrar uma corrida e para contar passos e metros gastos no percurso. No entanto, o valor tende a ser incerto, pois as passadas de cada usuário são diferentes, e elas não podem ser comparadas com pedaladas, por exemplo. O desafio de proporcionar a desejada exatidão para todos os tipos de atletas foi aceito por uma equipe do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que criou um conjunto de pulseira e presilha para tênis sensível a todo o tipo de movimentos.
 
O produto, batizado de Amiigo, não apenas consegue diferenciar quando a pessoa está correndo, nadando ou levantando pesos como também cria uma avaliação detalhada de cada exercício. A inteligência do acessório está em um algoritmo de diferenciação, que muda a forma de contagem assim que o atleta alterna o esporte ou o treinamento.
 
Com os resultados dos exercícios em mãos, só resta saber como melhorar o desempenho. Essa é a proposta de Brooks Kindle, um aluno da Universidade de Washington que trabalha na criação de um bracelete que faz o papel de treinador. Preso ao braço do usuário, o sensor mede a aceleração e a orientação do exercício, e compara os dados com os modelos usados em um computador. A máquina, por sua vez, emite um aviso sonoro que explica ao atleta quando corrigir a série, e como fazê-lo. A invenção, inicialmente para exercícios de fisioterapia, está em fase de desenvolvimento e só consegue corrigir quatro tipos de movimentos.
 
Correio Braziliense

Descubra oito motivos para incluir o feijão na dieta

Feijão na tigela - Foto: Getty ImagesO grão é aliado do emagrecimento e age até na prevenção do câncer
 
Ele faz falta no prato dos brasileiros e é o primeiro a despertar saudade no caso de quem visita um país do exterior.
 
Não bastante o sabor delicioso e a variedade de combinações possíveis no preparo, o feijão ainda é muito bem visto por especialistas da saúde.
 
No relatório do Sistema Vigitel do Ministério da Saúde, o feijão aparece na lista de fatores de proteção contra câncer e outras doenças crônicas.
 
Já o Guia Alimentar para a População Brasileira (BRASIL, 2005) recomenda a ingestão de, pelo menos, uma porção diária de feijão ou outra leguminosa, como ervilha seca, lentilha e soja.
 
A boa reputação deve-se à grande quantidade de nutrientes que o alimento possui, resultando em benefícios para a dieta e para o corpo todo.
 
Quer saber o que seu corpo ganha a cada porção? Os especialistas contam com detalhes:
 
Feijão na tigela - Foto: Getty ImagesFonte de proteínas
As proteínas vegetais que o feijão fornece são formadas por aminoácidos chamados lisinas. "Como o corpo humano não consegue produzir esse tipo de proteína sozinho, é preciso incluir o feijão e outros alimentos na dieta que forneçam esse nutriente", afirma a nutricionista Juliana Menezes, de São Paulo. Ela conta que as proteínas são essenciais para a saúde dos tecidos do corpo (osso, pele, órgãos e músculos).

No entanto, a nutróloga e reumatologista Sylvana Braga, de São Paulo, lembra que o feijão não pode ser a única fonte de proteínas da dieta. "As melhores fontes do nutriente são carnes em geral e laticínios", afirma. De acordo com a Tabela de Composição Química dos Alimentos da Unifesp, 100 gramas de feijão cozido apresentam 8,6 gramas de proteína. Já 100 gramas de peito de frango cozido possuem 31 gramas ? uma diferença e tanto! 

Sorriso sem cáries - Foto: Getty ImagesAjuda a prevenir cáries
O casamento de arroz e feijão proporciona uma dose diária de flúor que pode ajudar no controle de cáries nos dentes, segundo um estudo da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Unicamp (SP). Os pesquisadores acreditam que esses alimentos absorvem o flúor presente na água tratada que costumamos utilizar para o preparo. Esse mineral fica concentrado na saliva de quem consome o arroz e o feijão, aumentando a proteção dos dentes. 

Mulher medindo a barriga com fita métrica - Foto: Getty ImagesControle do peso
Inserir o feijão em uma dieta balanceada pode ajudar no emagrecimento. É preciso moderação no consumo, já que o alimento é rico em carboidratos e pode engordar - 100 gramas apresentam 22 gramas do nutriente, semelhante à quantidade encontrada no arroz (28 gramas). Mas o feijão leva vantagem por ter boas quantidades de fibras: 6,4 gramas na mesma porção. "Depois de ingeridas, essas fibras formam um gel e permanecem mais tempo no estômago, aumentando a sensação de saciedade", explica Juliana Menezes. Dessa forma, você vai demorar mais para sentir fome. 

Homem com a mão ba barriga e com intestino preso - Foto: Getty ImagesContra o intestino preso
As fibras são famosas por aumentarem o volume das fezes, dando um empurrãozinho para o intestino funcionar melhor. A nutricionista Juliana ainda traz mais um benefício: as fibras solúveis presentes no feijão servem de base para a formação de substâncias chamadas ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). "Eles fornecem energia para que as células do intestino desempenhem bem as suas funções", afirma. 

Controle do diabetes - Foto: Getty ImagesDiabetes
 Esta é mais uma vantagem das fibras do feijão: fazer com que a glicose presente nos alimentos seja absorvida aos poucos. "Dessa forma, não há picos de hiperglicemia e o paciente de diabetes consegue manter a glicemia estável por mais tempo", explica Juliana Menezes.

Consulta médica - Getty ImagesPrevine câncer e doenças degenerativas
"O feijão é fonte de compostos fenólicos, substâncias antioxidantes que ajudam a reduzir o risco de alguns tipos de câncer, doenças degenerativas e problemas cardiovasculares", afirma a nutricionista Mariana Exel, do Hospital Samaritano de São Paulo. Ela também conta que as fibras do feijão ajudam a combater a obesidade e controlar os níveis de colesterol e de glicemia do sangue - problemas que aumentam as chances de doenças crônicas. 

Vários tipos de feijão - Foto: Getty ImagesFonte de minerais
Por ser rico em ferro, o feijão é uma das principais armas do combate à anemia ferropriva, que é a diminuição do número de células vermelhas (hemoglobina) do sangue causada pela falta do mineral. "Sem hemoglobinas, o sangue não consegue transportar oxigênio para que as células do corpo produzam energia", afirma Mariana Exel. O grão também contém boas quantidades de zinco e magnésio. O primeiro é importante para inúmeras reações químicas que ocorrem no organismo e a sua falta pode causar desde problemas de memória e até convulsões. "Já o magnésio é fundamental para a saúde dos ossos, músculos, cérebro e sistema nervoso", conta a nutricionista do Hospital Samaritano. 

Gestante e menina - Foto: Getty ImagesVitaminas do complexo B
Entre as vitaminas presentes no feijão, há destaque para o folato, também chamado de ácido fólico e vitamina B9. "Esse nutriente é muito importante durante a gestação para evitar deformidades no feto", afirma Mariana Exel. Segundo a nutricionista, a falta dessa vitamina pode causar alterações de humor e até anemia, com sintomas parecidos ao da anemia ferropriva, como cansaço e fraqueza. Uma porção de 100 gramas de feijão contém aproximadamente 130 microgramas de ácido fólico.  
 
Minha Vida

Sete dicas ajudam a preparar o seio para a amamentação

Dicas para preparar o seio para a amamentarHidratação da pele e banho de sol ajudam a preparar os mamilos para alimentar seu bebê
 
Amamentar é um ato de amor! Aleitar ao seu bebê faz maravilhas para a saúde dele: reforça seu sistema imunológico e reduz as chances de ele se tornar uma criança com obesidade e previne outras doenças como síndrome metabólica, diabetes, hipertensão e doença celíaca. Afinal de contas, ele é o alimento certo para seu filho. E, de quebra, você mesma ganha benefícios, como a redução das chances de câncer de mama e de ovário, além de auxiliar o emagrecimento pós-parto.

Mas tudo isso não significa que a amamentação seja sempre linda e maravilhosa: muitas mães sentem dores e outros desconfortos que podem levá-las a desistir de dar o peito aos bebês. E isso muitas vezes acontece por inexperiência. É muito importante, por exemplo, saber como o bebê deve abocanhar o peito corretamente. "Para uma pega ideal, a mãe deve estar confortável, trazer o bebê ao seu encontro, posicionar o polegar acima da auréola e o indicador abaixo, formando um 'C' para que o bebê abocanhe o mamilo", considera a obstetra Luciane Rodrigues Pedreira de Cerqueira, membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro (SGORJ). "Ao mamar, a boca do bebê deve estar bem aberta, com os lábios para fora, abocanhando quase toda a auréola e não somente o bico do peito", finaliza a especialista.

Quando ocorre dor, pode ser porque o bebê não está fazendo isso da forma correta, ou por algum outro motivo. Por isso mesmo, o ideal é não contar apenas com o instinto da natureza e se preparar para esse o aleitamento. E quanto antes, melhor! "Pesquisas apontam que mulheres que recebem orientações durante o pré-natal, apresentam menor dificuldade e menores índices de complicações durante a amamentação", expõe o mastologista Anastasio Berrettini, presidente da Comissão de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

Além disso, adotar os cuidados certos tornam tudo muito mais fácil.
 
Veja um guia de cuidados pré e pós-natais, que ajudam a tornar a amamentação um ato de cumplicidade e alegria com seu bebê:
 
Mulher amamentando seu filho - Foto: Getty ImagesConheça seu tipo de mamilo
Muitas mulheres afirmam que não podem dar de mamar porque têm os mamilos planos ou invertidos. Mas com as orientações certas, isso não é um grande empecilho. O ideal é que isso já seja identificado por seu obstetra no pré-natal, assim ele já dá as melhores dicas de como amamentar. Você mesma pode verificar isso, inclusive. "Comprima suavemente a aréola cerca de três centímetros atrás do mamilo: se ele for normal irá projetar-se para fora, se for invertido irá retrair-se", descreve a obstetra Luciane Rodrigues Pedreira de Cerqueira, membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro (SGORJ).

Um dos truques para mulheres com esse tipo de mamilo são as chamadas conchas plásticas, para serem usadas durante o pré-natal e mesmo na fase de amamentação. "Essas conchas são formadas por duas partes: uma em forma de anel, com parte do acabamento em silicone e um buraco no meio para que o mamilo se encaixe e venha a se tornar mais projetado devido a uma suave pressão sobre a auréola; a outra parte é arredondada e cobre o anel por cima para ficar dentro do sutiã", descreve a especialista.
 
Mãe e filho, amamentação - Foto: Getty ImagesFaça exercícios para os bicos das mamas
Outra técnica fundamental para mulheres com mamilos planos ou invertidos é um exercício de puxar os bicos dos seios. "É necessário estimulo mecânico, então, com o polegar e indicador em forma de cruz, estende-se o mamilo no sentido vertical e horizontal, com intuito de exteriorizar o mamilo", orienta o mastologista Anastasio Berrettini, presidente da Comissão de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

O ideal é realizar o exercício todos os dias: "A recomendação é que o exercício seja repetido cinco vezes ao dia, no comecinho da manhã, durante o último mês de gestação", alerta a obstetra Luciane.
 
Grávida tomando banho de sol - Foto: Getty ImagesTome banho de sol
Mas não adianta só expor braços, pernas e rosto... Deixar os mamilos tomarem sol é muito importante para melhorar a amamentação. "O calor da luz torna os mamilos mais resistentes e previne as rachaduras", relata a obstetra Luciane de Cerqueira. A orientação é tomar cerca de 30 minutos de sol por dia, antes das 10 horas da manhã e depois das 16 horas da tarde, para evitar os picos dos raios ultravioletas. E caso o tempo esteja nublado ou você não tenha um lugar discreto para fazer isso, lâmpadas são uma boa opção. "A intensidade entre 40W ou 60W é suficiente, e deixe-as próximas do seio a uma distância em que transmitam calor, mas sem desconfortos", ensina a especialista.
 
Bebê na amamentação - Foto: Getty ImagesNão deixe o bebê "chupetar"
Enquanto você amamenta, os seios se tornam mais propensos a rachaduras, principalmente se o bebê fica usando o mamilo como uma chupeta. "Para perceber isso, é importante notar se ele também esta abocanhando a auréola, pois quando ele abocanha somente o mamilo, ele não estimula a produção e escoamento do leite", explica Berrettini. O ideal é nesses casos a mãe interrompa a mamada quando perceber isso, e depois, ao retomar, tenha certeza de que o bebê está abocanhando a auréola também.
 
Moça hidratando o colo e seios - Foto: Getty ImagesHidrate a região
A hidratação também é importante para evitar as rachaduras. Mas cuidado na forma certa de fazer isso. "Deve-se evitar o uso de cremes e hidratantes durante o pré-natal, pois esses produtos levam a uma diminuição da espessura cutânea do mamilo e facilitam fissuras durante a amamentação", ressalta o mastologista Berrettini.

Porém, durante a amamentação, o melhor tipo de cuidado é usar as pomadas com lanolina apenas. "Elas apresentam maior eficácia e menos efeitos colaterais, sendo considerado o padrão ouro para prevenção e tratamento das fissuras", explica o especialista.
 
Moça tomando banho - Foto: Getty ImagesCuide da higiene
Higienizar bem os seios também ajuda a evitar as rachaduras e trazer mais bem-estar na hora de amamentar. E a primeira dica é quase uma pegadinha: evite os sabonetes nos mamilos, já que os seios já tem uma hidratação natural que precisa ser preservada. O mesmo vale para a água quente, que costuma tirar a oleosidade original da pele. A bucha vegetal também é uma inimiga nesse momento: "ela pode promover a esfoliação dos mamilos antes mesmo do final da gravidez, aumentando a chance de traumas mamilares e complicações mais graves, como a inflamação na região", frisa Luciene de Cerqueira.

E antes e depois de amamentar a melhor forma de higienizar o seio é usando o próprio leite. "Ele contém imunoglobulina A, que ajuda a combater processos inflamatórios locais", explica o mastologista Berrettini. Ele também é bactericida e hidratante.
 
Grávida de sutiã - Foto: Getty ImagesEscolha o melhor sutiã
Após o parto as mamas chegam a aumentar até dois números de manequim. Nessa fase, já que você terá que comprar sutiãs novos, vale escolher o produto ideal. "Deve-se utilizar sutiãs produzidos com algodão, sem aro metálico ou bojo e com alças largas", descreve Berrettini. A importância das alças (além de laterais mais largas) é ajudar na sustentação, o que previne com que o leite empedre. Já o material não sintético evitar possíveis alergias, já que os mamilos ficam mais sensíveis nessa fase e o algodão permite maior entrada de ar. Além disso, existem modelos com aberturas, que permitem que a mulher amamente sem retirá-los, o que facilita muito o processo.

Outra questão importante é que mesmo na gestação pode vazar um pouco de colostro dos seios da mulher a qualquer momento. Nesses casos, uma forma de evitar desconfortos é usar absorventes feitos para os seios. "Se for optar por absorvente nos seios, que tem o único intuito de não sujar os sutiãs, deve se ter cuidado em trocá-los com frequência para se evitar a proliferação de bactérias", orienta Luciane.
 
Minha Vida

Álcool, drogas e problemas psiquiátricos: uma combinação perigosa

Pessoas com histórico de doenças emocionais na família tem mais um motivo para evitar essas substâncias
 
Por Dr. Pérsio Gomes de Deus
 
Atualmente a dependência química se constitui num grave problema de saúde pública, com sérias consequências para o futuro dos jovens e sociedade em todo o mundo. Existe uma porcentagem significativa de adolescentes abusando ilegalmente de drogas, tabaco e álcool. Um cada quatro alunos do ensino médio tem usado uma droga ilegal pelo menos uma vez durante ao mês, enquanto cerca de 12% dos alunos da oitava série usaram mais de uma droga ao mesmo tempo no mesmo período. 
 
O pesquisador norte-americano McCaffrey argumenta que, embora a maconha seja a droga mais frequentemente usada, o aumento das taxas de heroína, cocaína e alucinógenos são de particular preocupação devido à natureza mortal destas substâncias. Ele também afirma que milhões de adolescentes fumam e bebem regularmente, fatores de risco para uso de drogas. McCaffrey era o diretor do Escritório de Política Nacional de Controle de Drogas durante a administração do presidente Bill Clinton.
 
O problema, é que muitas vezes o uso dessas substâncias pode estar relacionado à incidência de doenças psiquiátricas. No DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Norte-Americana de Psiquiatria) que engloba o abuso e a dependência a substâncias, encontra-se frequentemente a associação de substâncias psicoativas a outras patologias psiquiátricas. Assim diante de um paciente com uso de drogas, seja dependência ou uso abusivo, deve-se sempre investigar a existência de outra doença psíquica; como causa ou como consequência. 
 
Trabalhos científicos têm mostrado uma elevada incidência de 13% da associação de doença mental com uso abusivo de substâncias. Observações inversas também ocorrem, pois em clínicas especializadas no atendimento ao dependente químico a associação com transtornos mentais também é maior em relação à população geral. Na esquizofrenia e no transtorno bipolar, em quase metade dos pacientes aparece a associação com abuso ou dependência de substâncias psicoativas.
 
Quem nasceu primeiro?
Mas é o uso de drogas pode desencadear quadros psiquiátricos ou quadros psiquiátricos desencadeiam o uso de drogas? 
 
Um dos modelos científicos que tenta explicar esta associação entre o uso de substâncias psicoativas e os distúrbios psíquicos seria uma pré-disposição para a doença mental. Neste caso a droga apenas desencadearia e agravaria os sintomas mentais adormecidos, como já citamos anteriormente. 
 
O segundo modelo mostra que essa associação se dá em função do indivíduo que apresenta algum distúrbio psíquico e busca na droga um alívio ou espécie de "automedicação". Ela aliviaria os sintomas de sua ansiedade, depressão, angústia, medo e outros sintomas desta ordem. Existem mais modelos, mas estes dois são os mais facilmente compreendidos. 
 
Uma explicação mais simples é que as substâncias psicoativas atuam justamente na neurotransmissão do cérebro. Todo nosso trabalho mental: pensamentos, sentimentos, ideias, comportamentos são devido à presença de substâncias no cérebro que são chamados de neurotransmissores (como serotonina, adrenalina, noradrenalina, dopamina entre outros). O aumento destas substâncias no cérebro pode produzir aceleração, euforia, insônia; e ao contrário a diminuição delas causa letargia, fadiga, depressão. As substâncias psicoativas (drogas) agem justamente nesse mecanismo, e com os neurotransmissores alterados podemos ir de um estado de euforia até um estado de psicose (ouvir vozes, ter alucinações) ou em polo contrário, de um simples estado de lentificação mental até a depressão profunda. 
 
Predisposição genética
Existem diversos estudos atualmente evidenciando que existe uma predisposição genética ao uso ou de álcool ou de outras drogas. Da mesma forma que nascemos com tendência a apresentarmos diabetes, hipertensão, doenças reumáticas; também apresentamos predisposição genética para uso de drogas. E isto pode ser facilmente pesquisado estudando-se os ancestrais familiares que tinham alguma relação doentia com álcool ou outras drogas. 
 
Portanto quem tem histórico de problema psiquiátrico na família não deve nem pensar em usar essas substâncias. É querer "cutucar a onça com vara curta" no dizer popular. Comunicado de outra forma, podemos ter as tendências a diversas doenças "adormecidas" dentro de nós: se nos colocarmos em situações estressoras, as tendências "acordam" e se manifestam como doenças. 
 
Isto vale também para outras doenças: como exemplo posso ter a tendência hereditária para diabetes, mas se não estiver acima do peso, não fumar, não for estressado, a tendência poderá não se manifestar como doença. Da mesma forma na psiquiatria: posso ter a tendência ao pânico, se usar uma substância essa tendência pode se transformar e se manifestar em doença, no caso a síndrome de pânico. Mais grave ainda quando as tendências hereditárias são para as doenças depressivas, para as psicoses. 
 
Isso depende mais do tempo de uso ou da psique da pessoa?
Essa pergunta é muito relevante: são importantes o tempo de uso, a tendência ou pré-disposição à doença mental, o tempo de uso da substância, a quantidade de substância ingerida, a tolerância à substância química, e ainda a qualidade usada. 
 
Vamos abordar primeiro a tolerância, que é um conceito que ainda não comentamos. Tolerância pode ser definida como a maior ou menor resistência a determinada substância. Usemos o álcool como exemplo: há pessoas que com uma taça de champanhe já se sentem alteradas, e outros podem beber várias taças e não sentem os efeitos nocivos do álcool; isto é válido para outras substâncias psicoativas também. 
 
Outro fato importante é a qualidade da substância ingerida, inalada ou injetada. Sabe-se que grande parte das drogas é extremamente impura e misturada ou refinada com produtos extremamente tóxicos e que podem trazer risco de vida imediato. Tem-se noticiado a ingestão inclusive de bebidas de origem duvidosa, e que tem produzido acidentes fatais. Depois de abordarmos estes dois fatores, vamos pensar em tempo e quantidade de uso. 
 
A predisposição à doença mental também é muito importante não esquecer que a pessoa que possui a tendência a distúrbio psíquico deve ficar longe de qualquer tipo de substância psicoativa, ou de drogas. 
 
Vamos abordar então o tempo de uso e a quantidade de uso e iniciaremos novamente pelo exemplo da ingestão de álcool. Ninguém fica alterado fazendo um brinde com uma taça de vinho ou champanhe; entretanto se a pessoa ingerir uma garrafa de vodca vai certamente ficar embriagada - a quantidade de substância ingerida é extremamente importante. Igualmente relevante é o tempo de uso: o uso esporádico de alguma substância não deverá trazer maiores danos, mas o uso contínuo e por grande período de tempo trará muitos danos ao organismo. Novamente tomando o álcool como exemplo, ele causa repercussões tanto físicas (cirrose, gastrite, câncer) como psíquicas (prejuízo cognitivo, mnêmico, alterações de comportamento e até a demência alcoólica). O exemplo que demos em relação ao álcool é de maneira geral válido para outras drogas.
 
Deve-se salientar que algumas drogas mesmo com pequeno tempo de uso produzem danos irreparáveis - como o crack, a heroína, a cocaína e drogas sintéticas, como certos tipo de anfetaminas e de ácidos. Resumindo: tudo se soma em prejuízo ao usuário de droga: a predisposição a doenças psíquicas, a tolerância, a qualidade da substância, a quantidade de uso e o tempo de uso. 
 
Agora que sabemos como o álcool e as drogas em geral podem causar problemas, no meu próximo vamos falar um pouco sobre como algumas dessas substâncias específicas podem causar danos psiquiátricos nos pacientes. 
 
Minha Vida