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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Médicos e clínicas particulares podem ser credenciados para atender SUS

Serviço seria prestado mediante compensação por crédito tributário da União

A Câmara dos Deputados analisa projeto que regulamenta o credenciamento de médicos e clínicas particulares pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento em nível ambulatorial (PL 6951/13).

A proposta, do ex-deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS), permite o credenciamento de médicos especialistas, clínicas de especialidades médicas, empresas e profissionais que realizam serviços de exames de diagnósticos, mediante compensação do serviço por crédito tributário da União.

Atualmente, não há uma legislação específica que trate da contratação de médicos e clínicas particulares para o atendimento na rede pública de saúde. Estados e municípios utilizam-se dos critérios da inexigibilidade de licitação (Lei 8.666/93) para a contratação desses profissionais, como forma de suplementar a rede básica de saúde. Hoje, em regra, os valores são tabelados e pagos por meio de repasse do SUS.

Remuneração

Pelo texto, os profissionais e as empresas deverão atender os pacientes nos seus consultórios e clínicas. O valor a ser pago como compensação tributária custeará o serviço realizado e a infraestrutura do profissional e de sua clínica, sem direito a nenhum outro valor adicional.

De acordo com a proposta, o valor por consulta será até dez vezes aquele determinado pela tabela do SUS. Já a remuneração dos exames ambulatoriais realizados nos consultórios será de duas vezes o valor estipulado pela rede pública.

Segundo a proposição, o crédito será repassado aos profissionais após a declaração do Imposto de Renda do ano seguinte ao atendimento. Caso os créditos gerados pela prestação dos serviços sejam maiores que o valor do imposto que o profissional tem a pagar, ele terá direito a receber o benefício por meio de restituição da Receita Federal. O valor, no entanto, não poderá exceder a 75% do valor prestado na declaração de Imposto de Renda do ano anterior.

Consultas

Pelo projeto, as consultas serão organizadas pelo serviço de regulação municipal ou estadual, e o atendimento será registrado em prontuário eletrônico. Cada paciente poderá se consultar com o mesmo profissional duas vezes por ano, com intervalo de um mês. Cada consulta dará direito a uma reconsulta, sem nenhuma cobrança adicional. Dependendo da especialidade, o gestor público poderá autorizar um número maior de consultas, limitando a quatro esse número.

Conforme a proposta, 70% das consultas serão destinadas ao município do profissional e 30% para os municípios da região.

Os exames complementares realizados pelo profissional no consultório deverão ser autorizados pelo gestor público antes de sua realização. Já as medicações indicadas deverão ser feitas pela denominação genérica, em duas vias.

Credenciamento

 O credenciamento dos profissionais, conforme a proposta, se dará por meio de edital público e terá duração de dois anos, renováveis por igual período. Pelo texto, o credenciamento não cria vínculo trabalhista público dos profissionais ao gestor público.

Os profissionais e as clínicas deverão ofertar pelo menos 30 consultas ou exames complementares mensais. No caso de afastamento das atividades em razão de férias ou tratamento de saúde, o profissional fica dispensado do cumprimento da cota de consultas.

Descredenciamento

O descredenciamento do profissional poderá ser realizado a qualquer momento, por decisão da administração pública, se houver comprovação de ato contra o interesse público, só podendo ser recredenciado após cinco anos.

De acordo com a proposição, o médico poderá solicitar o seu descredenciamento a qualquer momento, com um prazo mínimo de dois meses, e só poderá se recredenciar após um ano de intervalo.

O projeto proíbe a substituição de profissional credenciado por outro profissional não credenciado, sendo esse ato passível de descredenciamento.

Fiscalização

 A proposta estabelece que o gestor público seja responsável pela fiscalização da prestação do serviço, pelo credenciamento e pela limitação financeira de atendimento. Caberá ainda à autoridade sanitária competente do SUS realizar a avaliação, a qualificação, o acompanhamento e a auditoria de todo o atendimento de pacientes em nível ambulatorial no Brasil.

Ronaldo Nogueira afirma que é notória a escassez de médicos especialistas no setor público, seja pela falta de atrativos remuneratórios ou pela falta de profissionais disponíveis no mercado. Com a medida, segundo Nogueira, o Brasil vai economizar nos investimentos em infraestrutura e nos de natureza organizacional e operacional, “que têm sido elementos impeditivos para que o SUS cumpra com seus objetivos em sua plenitude”, afirmou.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Saúde Web

Stent farmacológico: Ministério adota nova tecnologia para prevenir infartos em diabéticos

Stent farmacológico é indicado principalmente para pacientes diabéticos e deverá beneficiar cerca de 38 mil pessoas 

Conhecida como a principal causa de infartos, a Doença Arterial Coronariana (DAC), passará a contar com uma nova opção de tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Após avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS (Conitec), o Ministério da Saúde aprovou a incorporação do stent farmacológico método indicado principalmente para pacientes diabéticos ou com lesões em vasos finos. A expectativa é que a nova tecnologia beneficie cerca de 38 mil pacientes ao ano.

A Doença Arterial Coronariana é responsável pelo entupimento de vasos sanguíneos que levam sangue e oxigênio ao coração. Por esse motivo, o dispositivo intra-coronariano, ou stent, é fundamental para a prevenção do infarto do miocárdio, redução da mortalidade e dos sintomas. Aproximadamente 300 mil pessoas sofrem infarto do miocárdio por ano no Brasil e destas 84 mil pessoas morrem.

Segundo o coordenador de Média e Alta Complexidade do Ministério da Saúde, José Eduardo Fogolin, as doenças do aparelho circulatório são as que mais matam no mundo. “Os pacientes com diabetes tem maior risco de desenvolver a DAC e para eles percebe-se um grande benefício no uso do stent farmacológico. Também é possível constatar uma importante redução no fechamento da artéria do coração nesses pacientes”, explica.

No novo método, as pequenas estruturas - que funcionam como molas para manter a artéria desobstruída - são revestidas com medicamentos que reduzem a chance de estreitamento da artéria. Essas medicações são liberadas nos primeiros 12 meses de implante, com o intuito de diminuir a chance de o vaso fechar novamente. Existem, ainda, os stents convencionais, que apresentam apenas a estrutura metálica - sem medicações. Estima-se que cerca de 30% dos pacientes candidatos a receber um stent tem indicação para receber o farmacológico.

Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, foram muitos os avanços na incorporação de novas tecnologias no SUS. “Fazemos uma avaliação permanente o que torna a política de incorporação tecnológica muito mais ativa. Esse trabalho triplicou a média anual de incorporações. Nos últimos dois anos, o Ministério da Saúde incorporou 95 novas tecnologias, sendo cerca de 70% de medicamentos”, avalia.

Incorporação
A inclusão de qualquer medicamento no SUS obedece às regras da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), que garantem a proteção do cidadão quanto ao uso e eficácia do medicamento, por meio da comprovação da evidência clínica consolidada e o custo-efetividade dos produtos. Após a incorporação, o medicamento ou tecnologia pode levar até 180 dias para estar disponível ao paciente.

“Existe um processo de amadurecimento muito importante na incorporação de novas tecnologias porque antes de decidir iniciar a oferta do medicamento ou tecnologia é preciso ter estudos que garantam a eficácia e a segurança dos procedimentos para garantir que ele proporcione benefícios e não malefícios aos usuários do SUS”, conclui.

Saúde Web

Compra de medicamentos com desconto: Orizon lança app para 12 milhões de beneficiários

Reprodução
Aplicativo lista os medicamentos mais baratos, localiza farmácias mais próximas, gera extrato com histórico de compras e substitui o cartão de identificação do usuário na hora da compra 

A Orizon disponibiliza aplicativo (app) que facilita a compra de remédios para os 12 milhões de pessoas que utilizam o Benefício Medicamento da companhia no Brasil. O app ranqueia os medicamentos pelos maiores descontos (até 60%, calculado sobre o Preço Máximo ao Consumidor), localiza as farmácias mais próximas, fornece um extrato detalhado das compras e substitui o cartão de identificação do usuário no momento da compra.

A superintendente de Marketing da Orizon, Camila von Muller, explica por meio de comunicado que o usuário, além de saber os descontos a que tem direito e a farmácia credenciada mais próxima, vai ter acesso a uma lista com mais de 3.900 itens, podendo acompanhar diariamente o que tem adquirido (com a indicação do valor de tabela, o valor pago com desconto e o montante economizado). “Através deste demonstrativo de consumo e descontos obtidos, o usuário pode controlar seus gastos e a economia obtida, tangibilizando o benefício que lhe é concedido”, ressaltou Camila, em nota.

A consulta dos descontos pode ser feita pelo nome do produto, laboratório fabricante ou princípio ativo. A lista é ranqueada pelo maior desconto. O app também informa as opções de medicamentos genéricos para aquele produto, se existente.

Outra funcionalidade está na possibilidade de pesquisar remédios através do código de barras, ativando a câmera do celular ou tablet para a leitura. Dessa forma, o app vai indicar onde o produto pode ser comprado e quais os percentuais de descontos oferecidos.

Além disso, é possível criar listas de medicamentos e farmácias favoritas, simplificando a busca por informações recorrentes.

Segundo Camila, a ferramenta é a única que substitui o cartão de identificação do usuário no momento da compra.

O aplicativo chama-se Orizon e está disponível nos sistemas operacionais IOS e Android, nas lojas virtuais App Store e Google Play

Saúde Web

Rio de Janeiro recebe evento internacional de urologia

Nos próximos dias 29 e 30, a Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI) marcará presença na XI Maratona Urológica Internacional, a ser realizada no Hotel Windsor Atlântica, em Copacabana, Rio de Janeiro

O evento, que está na sua 11a edição, contará com a presença de convidados nacionais e internacionais, entre eles destacam-se os especialistas Seth Lerner, Mohit Khera e Guilherme Godoy. 

Na oportunidade, a CDPI, referência em exames de diagnóstico por imagem no Rio, divulgará os seus diferenciais para os participantes da maratona, por meio do material de apoio do evento. 

Para mais informações e inscrições, basta acessar o site http://maratonaurologica.com.br/

Rachel Lopes
Assessoria de Imprensa
rachel@saudeempauta.com.br

Reprodução Humana é tema do VIII Congresso Brasileiro de Fisiologia Hormonal e Longevidade

Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Ultrassonografia, o ginecologista e obstetra, Sang Cha, especializado em Medicina Fetal, será um dos 21 palestrantes do VIII Congresso Brasileiro de Fisiologia Hormonal e Longevidade, que acontece nos dias 10 e 11 de outubro de 2014, na Câmara Americana de Comércio de São Paulo

Autor de 300 trabalhos científicos na área de medicina fetal, ultrassonografia e reprodução assistida, o médico irá expor, às 14h do dia 10, como a modulação hormonal isomolecular pode ser um potenciador nos resultados em reprodução humana.

Para saber mais sobre VIII Congresso Brasileiro de Fisiologia Hormonal e Longevidade, evento promovido pelo Grupo Longevidade Saudável em parceria com a Sociedade Brasileira para Estudos da Fisiologia (SOBRAF), acesse www.longevidadesaudavel.com.br/8congresso/. 

Juliana Borel
Jornalista - SB Comunicação
(21) 3798-4357