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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Google e Sanofi fazem parceria por tratamento da diabetes

O Google e a farmacêutica francesa Sanofi disseram que farão uma parceria para desenvolver ferramentas para melhorar o gerenciamento e o tratamento da diabetes
 
A Sanofi trabalhará com a equipe de ciências da vida do Google para coletar, analisar e compreender informações que causem impacto na diabetes, que deve afetar 592 milhões de pessoas até 2035, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes.
 
A linha de produtos para diabetes da Sanofi arrecadou 1,9 bilhão de euros em vendas, contribuindo em cerca de 20 por cento para a receita total da empresa no segundo trimestre. O faturamento desta unidade estratégica tem sido atingido por contínua pressão de preços nos Estados Unidos.
 
A unidade de ciências da vida do Google já está colaborando com a farmacêutica suíça Novartis para o desenvolvimento de lentes de contato que ajudem diabéticos a acompanhar níveis de glicose no sangue ou restaurar a habilidade de foco do olho.
 
Além disso, a área de ciências da vida do Google fez aliança com a DexCom para desenvolver um aparelho do tamanho de um curativo para ser usado sobre a pele para monitoramento de glicose. A companhia também está trabalhando com a Biogen para estudar a progressão da esclerose múltipla.
 
A divisão de ciências da vida do Google é parte dos laboratórios Google X, que está testando carros que não precisam de motoristas.
 
Exame

Whey protein pode causar diabetes

Estudos mostram que os aminoácidos presentes nos suplementos whey protein e BCAA agem no metabolismo resultando no acúmulo de insulina no sangue — o que pode causar a doença
 
Estudos mostram que a ingestão de suplementos como whey protein (suplemento à base de proteína) e BCAA (suplemento de aminoácidos de cadeia ramificada) pode provocar mudanças no metabolismo da glicose e resistência à insulina, o que pode levar ao desenvolvimento de diabetes no futuro.
 
A suplementação alimentar se popularizou com a moda fitness, provocando um aumento no consumo de whey protein e BCAA por atletas e frequentadores de academia. Os suplementos são conhecidos por estimular a síntese proteica e favorecer a retenção de proteínas no corpo, levando ao aumento de massa muscular. As substâncias também podem aumentar a perda calórica e promover a saciedade.
 
O problema é que a leucina, o aminoácido responsável por todos os benefícios citados acima, também prejudica a regulação da glicose no organismo, aumentando a resistência à insulina.
 
Segundo um estudo realizado pelo pesquisador Christopher B. Newgard, da Universidade Duke, nos Estados Unidos, a leucina estimula a proteína mTOR, que regula a resistência à insulina e induz o ganho de massa muscular. Quando estimulada de maneira prolongada e consumida em altas doses, porém, a substância pode favorecer a resistência à insulina. Isso diminui a captação de glicose pelas células e a insulina se acumula no sangue, causando a hiperinsulinemia.
 
“Uma dieta rica em gordura combinada à ingestão de leucina e BCAA são fatores que aumentam essa resistência do organismo à insulina. Por isso, o mais indicado é uma dieta balanceada. A resistência à insulina afeta o pâncreas, podendo levar o organismo a desenvolver um quadro de diabetes”, explica Maria Fernanda Barca, endocrinologista da Universidade de São Paulo (USP).
 
De acordo com a endocrinologista, os principais sintomas da resistência à insulina são: cansaço, sensação de moleza, tonturas e sudorese, principalmente após jejuns prolongados ou após grande ingestão de carboidratos. Algumas pessoas também podem mostrar escurecimento da pele na região do pescoço, axila e virilha. Se não tratada, a resistência à insulina pode levar ao pré-diabetes e, ainda mais grave, ao diabetes que exigirá um tratamento para o resto da vida.
 
Jacqueline Anvers, nutricionista, explica que os suplementos podem ser consumidos desde que os adeptos da atividade física regular façam acompanhamento médico. “A maioria das pessoas que frequenta a academia não faz uma quantidade de exercícios que justifique a suplementação alimentar e acaba ingerindo uma dose muito alta dessas substâncias. Consultar um profissional para recomendar a dosagem correta é essencial para evitar problemas futuros”, explica.
 
Veja

Veneno de vespa brasileira tem poder de exterminar o câncer, diz estudo

Toxina de vespa brasileira é esperança para nova classe de medicamentos anticâncer
Mario Palma/UNESP (Universidade Estadual Paulista)
Toxina de vespa brasileira é esperança para nova classe de
medicamentos anticâncer
Toxina de vespa ataca células cancerosas mantendo as células saudáveis intactas; pesquisadores estão estudando mais sobre o veneno para que ele possa ter uso clínico contra a doença
 
A vespa Polybia paulista se protege contra predadores produzindo um veneno conhecido por conter um ingrediente poderoso contra o câncer. Um estudo publicado nesta terça-feira (01) no Biophysical Journal revela exatamente como a toxina do veneno, conhecida como MP1 (Polybia-MP1), seletivamente mata as células cancerosas sem danificar as células saudáveis. O MP1 interage com lipídios que são anormalmente distribuídos na superfície das células de câncer, criando buracos que permitem que moléculas cruciais vazem.
 
“Terapias contra o câncer que atacam a composição lipídica da membrana da célula farão parte de uma nova classe de drogas anticâncer”, diz, em comunicado, o autor do estudo Paul Beales, da Universidade de Leeds, no Reino Unido.
 
“Esse estudo poderá ser útil para desenvolver novas combinações de terapia, em que múltiplas drogas são usadas simultaneamente para tratar o câncer atacando diferentes partes das células cancerosas ao mesmo tempo”, completa.
 
Uso clínico
A toxina age contra agentes microbianos maléficos por ruptura da membrana celular bacteriana. O antimicrobiano se mostra promissor para proteger humanos contra o câncer, e ele pode inibir o crescimento da próstata e câncer de bexiga, bem como células de leucemia resistente a múltiplas drogas. Até agora, no entanto, não estava claro como a toxina da vespa destruiria seletivamente as células cancerosas sem danificar as normais.
 
Beales e o brasileiro João Ruggiero Neto, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), que é um dos autores do estudo, suspeitam que ela pode ter algo a ver com as propriedades únicas das membranas celulares. Nas membranas de células saudáveis, os fosfolipídios são encontrados na membrana interior da célula. Em células cancerosas, no entanto, esses compostos ficam incorporados na célula e se localizam na membrana externa da célula.
 
"Formados em apenas alguns segundos, esses grandes poros são grandes o suficiente para permitir que as moléculas críticas, tais como o RNA e proteínas, possam escapar facilmente das células”, diz Neto, em comunicado. Segundo ele, a melhoria da permeabilidade das membranas foi surpreendente.
 
Em estudos posteriores, os pesquisadores planejam alterar a sequência de aminoácidos da toxina da vespa para examinar como sua estrutura pode se transformar em usos clínicos. “Entender o mecanismo de ação desse peptídeo vai ajudar outros estudos a avaliar ainda mais o potencial dele, podendo assim, ser utilizado na medicina”, diz Beales.
 
Por ser uma toxina seletiva, que ataca as células cancerosas e não as células normais, esse peptídeo tem potencial de ser seguro, mas outros estudos serão necessários para provar isso.
 
iG

Medicamento Evoterin é suspenso após empresa comunicar recolhimento voluntário

Após comunicado de recolhimento voluntário feito pela empresa Evolabis Produtos Farmacêuticos Ltda., a Anvisa determinou a suspensão de alguns lotes do medicamento Evoterin (cloridrato de irinotecano tri-hidratado) nas apresentações de 40 mg (20 mg/ml sol inj ct fa vd amb x 2 ml) e 100mg (20 mg/ml sol inj ct fa vd amb x 5 ml)

A empresa informou que recebeu reclamações envolvendo a presença de precipitados nos frascos de 40 mg e de 100 mg do medicamento.

A determinação vale para os lotes descritos na tabela abaixo, distribuídos a partir de dezembro de 2013, até junho de 2015 fabricados por Fármaco Uruguayo S.A.


PRODUTO
LOTE
VALIDADE
EVOTERIN 100 MG
25054
NOV-15
25055
NOV-15
25057
FEB -16
25058
FEB -16
25059
APR -16
25060
APR -16
25061
MAY -16
25062
MAY -16
25063
MAY -16
25064
MAY -16
25065
MAY -16
25066
MAY -16
25067
JUN -16
25068
JUN -16
EVOTERIN 40 MG
26028
DEC - 15
26029
FEB -16
26030
MAY -16
26032
JUL - 16
 
Além de suspender a distribuição, comercialização e uso dos lotes citados a Anvisa decidiu também que a empresa deve promover o recolhimento do estoque existente no mercado.
 
A medida tomada pela Anvisa está na Resolução 2.476/2015 publicada nesta quarta-feira (2/9) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Unimed Paulistana está falida e tem 30 dias para repassar clientes, decreta ANS


Planos de saúde
Elza Fiuza/Agência Brasil
Clientes devem manter o pagamento de seus boletos para garantir o direito à migração para uma nova operadora
 
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou nesta quarta-feira (2) que a Unimed Paulistana repasse sua carteira de clientes para outras empresas de planos de saúde. A alienação compulsória foi estabelecidade após a agência entender que a empresa está quebrada e sem capacidade de operação.
 
A resolução operacional nº 1.891 foi publicada nesta quarta-feira (2) no Diário Oficial da União e ainda suspende a comercialização de planos ou produtos da operadora.
 
"Como a operadora não conseguiu sanear os problemas, a ANS determinou que a Unimed Paulistana deve negociar a transferência da totalidade de sua carteira de beneficiários no prazo de 30 dias corridos após o recebimento da intimação. A interessada deverá possuir situação econômico-financeira adequada e manter as condições dos contratos sem prejuízos aos consumidores", afirma a ANS em comunicado em seu site.

De acordo com dados de julho, a Unimed Paulistana possui aproximadamente 744 mil beneficiários, em sua maior parte residente no município de São Paulo, e dos quais 78% estão em planos coletivos (empresariais e por adesão).
 
Caso não realize a alienação nesse prazo, a ANS fará uma oferta pública para que operadoras interessadas ofereçam propostas de novos contratos aos beneficiários da Unimed Paulistana.
 
Segundo a ANS, a situação da operadora vem se agravando desde 2009, quando foram instaurados quatro regimes especiais de direção fiscal (acompanhamento presencial feito por agente nomeado pela ANS em decorrência de anormalidades econômico-financeiras graves) e dois regimes de direção técnica (acompanhamento presencial feito por agente nomeado pela ANS em decorrência de anormalidades assistenciais e administrativas graves).
 
Como ficam os clientes durante esse período de alienação?
É importante ressaltar que a operadora continua tendo obrigação de manter a assistência aos seus beneficiários até que a transferência para outra operadora seja finalizada. Os beneficiários devem manter o pagamento de seus boletos para garantir o direito à migração para uma nova operadora.
 
Em caso de dúvidas ou denúncias, os beneficiários podem entrar em contato pelo Disque ANS (0800 701 9656), pela Central de Atendimento no portal da agência ou pessoalmente, nos Núcleos da ANS presentes em 12 cidades.
 
Em nota, a Unimed Paulistana informou que o atendimento aos clientes atuais continuará normalizado e que as demais copperativas Unimed trabalham para dar apoio a esses serviços.
 
iG