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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Pés: veja como evitar o ressecamento, aparecimento de bolhas e proliferação de micoses

Todo cuidado é pouco para manter os pés longe dos problemas típicos do verão

A estação mais quente do ano chegou e é praticamente impossível usar sapatos fechados nesse calor que bate recordes de temperatura. Ainda mais com meias! No verão, a tendência é usar sandálias rasteiras e chinelos. Andar descalço, em certos lugares e ocasiões, chega a ser lei. Mas, expostos, os pés podem sofrer com os problemas típicos do verão, como ressecamento, aparecimento de bolhas e proliferação de micoses. Nesse sentido, todo cuidado é pouco nesta época, dizem especialistas.

O agravamento desses problemas pode ocasionar fissuras nos pés e até sangrar, formando uma porta de entrada para bactérias, além de causar muita dor. Segundo Magnum Braz Silva Queiroz, podólogo e professor do Instituto Educacional e Clínica São Camilo, para não correr esse risco, os pés precisam estar sempre muito bem hidratados no verão.

O profissional explica que a hidratação tem de ser endógena (de dentro para fora) e exógena (de fora para dentro). “Como estamos no verão, a pele tem tendência de ficar cada vez mais ressecada. Por isso, é importante se preocupar com a hidratação. Inicialmente, é preciso beber muita água e sucos naturais. Depois, tem de se preocupar com o uso de cremes específicos, porque a pele dos pés é mais espessa.”

Além do aparecimento das fissuras, há ainda a possibilidade do aparecimento das calosidades. “Alguns calçados que são usados nesta época favorecem o aparecimento dos calos. Quando isso ocorre, é necessário avaliação de um médico ou de um podólogo para definir a causa e tratar o problema da melhor forma.”

A princípio, segundo Magnum, o uso do calçado que causa o atrito deve ser suspenso. “Esse é o ponto principal. A pessoa tem de detectar o sapato que provocou a calosidade e parar de usar. Depois, deve buscar ajuda de um profissional para verificar qual será o tratamento mais adequado.”

Em todos os casos, o acompanhamento podológico é fundamental. “É o profissional capacitado quem vai checar a causa das rachaduras, por exemplo, a fim de detectar se elas são resultado apenas da falta de hidratação ou de patologias como diabetes, hipertensão, problemas vasculares, obesidade e até mesmo de cardiopatias.”

O aparecimento de micoses também é comum no verão. Elas podem ser adquiridas na areia da praia, em piscinas, vestiários dos clubes e saunas. O tratamento dessas doenças requer tempo. Sendo assim, o melhor, de acordo com o professor, é prevenir. A micose pode piorar com o tempo e ainda abrir caminho para outras doenças, pois deixa a área afetada bastante frágil e com baixa imunidade.

“Micoses são comuns no verão, são provocadas pelos fungos, que gostam de ambientes quentes e úmidos. Quando a gente vai ao clube, por exemplo, fica com os pés constantemente úmidos. Então, alguns cuidados devem ser tomados. Nunca devemos entrar na sauna, por exemplo, sem chinelo. E ainda tomar cuidado ao sentar nos degraus para não pegar micose na virilha.”

Frieira
Segundo o especialista, a micose mais comum é a interdigital, a famosa frieira. “Ela é ocasionada pelo calor excessivo e pela umidade dos pés. Para eliminá-la, é só lavar o local com um sabonete antisséptico e enxugar bem entre os dedos.”

Magnum acrescenta que nunca se deve usar pomadas para esse tipo de micose. “O erro das pessoas é passar pomadas, que deixam o ambiente ainda mais úmido, piorando a situação. Se for necessário, o recomendado é o uso de soluções à base de álcool, aerossol... de líquidos que vão secar o local. Há aerossóis antifúngicos específicos.” Há ainda a micose plantar, que surge debaixo dos pés. “Nesse caso, utiliza-se um creme antifúngico. Não pode ser um creme comum, porque ele vai alimentar os fungos”, explica o profissional.

As micoses das unhas, conhecidas como onicomicoses, também podem surgir no verão. “A melhor solução para o tratamento desse problema é à base de esmalte ou aquosas. O remédio vai penetrar melhor. Óleos essenciais também, porque são puros e de fácil penetração. Um exemplo é o óleo de malaleuca, antifúngico potente, que mata uma grande gama de fungos.”

O especialista afirma, ainda, que os famosos escalda-pés devem ser evitados quando as pessoas são portadoras de doenças de base, como a diabetes. “Depende do paciente e da indicação. O escalda-pés não é indicado para qualquer pessoa. Pode ser feito por profissional habilitado para promover o relaxamento dos pés, mas nunca para quem tem doença de base.”

Saúde Plena

Na Europa, zika foi confirmado na Itália, Espanha, Inglaterra e Portugal

Itália registrou quatro casos em março de 2015, divulgou imprensa local. Espanha, Inglaterra e Portugal também tiveram casos, além de EUA e Israel

Aedes Aegypti mosquito da dengue (Foto: CDC-GATHANY/PHANIE/AFP)
Foto: CDC-Gathany/Phanie/AFP

A Itália registrou quatro casos de contágio do vírus zika em março de 2015, informou ontem (domingo, 24) a imprensa local. Os pacientes, procedentes do Brasil, recuperaram-se totalmente. Entre os casos, três foram tratados no hospital Lazzaro Spallanzani, em Roma, especializado em doenças infecciosas, enquanto o quarto foi hospitalizado em Florença.

Reino Unido
Neste sábado, o serviço público de saúde da Inglaterra tinha confirmado três casos da infecção em britânicos que retornaram ao Reino Unido após viagens à América do Sul. Eles foram infectados na Colômbia, Suriname e Guiana. O governo britânico ressaltou que o zika vírus "não se encontra de forma natural" nas ilhas britânicas e que "não se contagia diretamente de pessoa a pessoa".

Espanha
Na sexta-feira, a imprensa noticiou que duas mulheres também foram diagnosticadas com zika na Espanha, segundo a agência EFE. Elas são da Améria do Sul e vivem na Catalunha. De acordo com autoridades de saúde, elas foram infectadas durante viagens para seus países de origem no fim do ano passado. Não há risco para a população da região.

Portugal
Já em Portugal, foram confirmados quatro casos de zika em portugueses que voltaram de viagens ao Brasil, segundo comunicado publicado pela Direção-Geral da Saúde do país em 15 de janeiro.

Estados Unidos
Nesta sexta-feira, autoridades de saúde do estado de Nova York, nos Estados Unidos, divulgaram que três pessoas testaram positivo para o vírus da zika. Segundo o jornal New York Times, todos os infectados viajaram para países onde o vírus está se espalhando com rapidez. O Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) informou que, entre 2015 e 2016, 12 casos de zika foram confirmados no país. Em todos eles, os pacientes foram contaminados durante viagens a outros países.

Israel
A imprensa israelense também noticiou na semana passada o caso de uma criança de dois anos diagnosticada com o zika no país depois de uma viagem à Colômbia.

G1

Anvisa determina apreensão de lote de medicamento falsificado

A Anvisa determinou a apreensão e a inutilização do lote 1704 do medicamento genérico Succinato Sódico de Cloranfenicol 1g, pó liófilo para solução injetável intravenosa

O antibiótico apreendido é indicado contra vários tipos de infecções causadas por bactérias.

Tanto o lote 1704 fabricado em julho de 2013, com validade até julho de 2015 como o lote 1704 com data de fabricação em julho de 2014 com validade até julho de 2016, são desconhecidos pela empresa Novafarma Indústria Farmacêutica Ltda., que possui o registro do produto.

O lote citado é uma falsificação do medicamento, já que a empresa desconhece a existência do mesmo.

A medida está na Resolução 211/2016, publicada segunda-feira (25/1), no Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA

Amnésia digital é realidade em um mundo superconectado

Falta de paciência e de atenção é sintoma cada vez mais comum em quem sempre recorre à internet ou ao smartphone para buscar informações

Quando teve seu celular roubado, o publicitário Roger Henrique Ferreira, 22, considerou que o maior trauma foi perder informações e números que guardava no aparelho. Sem o smartphone, ele sentiu como se estivesse faltando um pedaço de sua memória. Com o fácil acesso às informações na palma da mão, estudos recentes demonstram que a falta de paciência dos usuários e o intervalo médio de atenção despencando para apenas oito segundos têm relação com a chamada “amnésia digital”, fenômeno que vem se tornando comum em um mundo cada vez mais conectado.

Esse cenário prejudica a formação das lembranças de longo prazo, segundo a professora Maria Wimber, da Universidade de Birmingham, na Inglaterra. A docente participou de pesquisa feita pela empresa de segurança cibernética Kaspersky Lab, que confirmou ser cada vez mais comum esquecer as informações acessadas a partir de um dispositivo digital ou pela internet.

De acordo com o estudo feito com 6.000 pessoas acima de 16 anos, cerca de um terço dos adultos faz uma busca na internet antes de tentar lembrar a resposta para uma pergunta, e 24% deles esquecem a informação após utilizá-la. Além disso, 91,2% dos entrevistados admitem usar a internet como uma “extensão online do seu cérebro”.

Usar avisos automáticos de celular, notebook e tablet para lembrar-se do que precisa fazer é uma realidade na vida do músico Carlos Eduardo Matias, 29. “Tudo está guardado lá. Em alguns fins de semana, nem lembro onde vou tocar – mas a agenda virtual me informa. Minha cabeça está lá”, brinca ao reconhecer a dependência.

Terceirização da memória
Além da terceirização da memória, a pesquisa demonstrou que a adoção massiva das plataformas móveis tem causado mais impaciência nas pessoas – e essa urgência nos faz reter menos informações, já que, subjetivamente, sabemos que elas poderão ser consultadas novamente e com a facilidade da internet à mão. “Com a agenda de papel a pessoa se forçava a escrever, e esse hábito ajudava o cérebro a guardar os números de maneira mais persistente do que no celular, que hoje, por exemplo, sincroniza a agenda de contatos automaticamente”, observa o analista sênior de segurança da Kaspersky Lab no Brasil, Fábio Assolini.

Segundo o analista, essa facilidade de termos armazenado em um smartphone tudo o que precisamos, e não conseguirmos lembrar os contatos de pessoas próximas, está na lista de sintomas da amnésia digital. Ter muitos e-mails, senhas e números de telefones para memorizar e entrar em pânico só de pensar em perder todas essas informações completa o “diagnóstico”.

Contraponto
Porém, poucas são as evidências de que a utilização de dispositivos eletrônicos perturba realmente a capacidade de formar memórias. Para a neurocientista Kathryn Mills, do Instituto de Neurociência Cognitiva da Universidade de Londres, o esquecimento não é totalmente ruim e é até, muitas vezes, necessário para dar lugar ao acúmulo de mais lembranças no cérebro.

“Não faz mal não se lembrar de algo que você não precisa memorizar. Antes da internet, nós usávamos outras ferramentas, como enciclopédias, para acessar informações. Seja usando a web ou livros físicos, não significa que vamos perder a nossa capacidade de formar memórias”, garante.

Ivan Izquierdo, um dos maiores especialistas mundiais em memória, é ainda mais enfático. “O amplo e bom uso desses dispositivos, pelo contrário, está nos ajudando a usar melhor a capacidade de memória e discernimento que temos. Saber mais coisas certamente ajuda qualquer atividade. Quanto mais velhos ficarmos, mais memórias teremos. A menos que a própria velhice venha acompanhada de doenças degenerativas”, afirma.

E ele completa: “Minha longa experiência me indica que a falta de paciência perturba qualquer operação que requeira o intelecto. Desde ler um texto até o simples ato de comer sem se engasgar”, afirma Izquierdo.

O Dia

Materiais cirúrgicos novos vão para o lixo por passarem da validade, no Rio

Itens estavam abandonados em depósito da Secretaria Estadual de Saúde. Produtos vieram da Alemanha e podem ter custado até R$ 15 mil

Itens fundamentais para cirurgias da rede estadual de saúde estão abandonados dentro da Central Geral de Abastecimento da Secretaria de Estado de Saúde, em Niterói, Região Metropolitana do Rio. Sem uso, a maior parte dos 7,5 mil artigos cirúrgicos vai acabar indo para o lixo. Entre o que será descartado estão próteses e órteses de fêmur e quadril, além de cateter para cirurgia do coração e remédios para HIV, como mostrou o RJTV deste sábado (23).

Avaliado em R$ 2 milhões pela Secretaria de Saúde, todo o material encontrado no depósito da significa evidente desperdício de dinheiro público, de acordo com Grupo de Saúde do Ministério Público do Rio, que descobriu o estoque de produtos. Segundo constataram os promotores do MP, os materiais são importados; muitos vieram da Alemanha e chegam a custar R$ 15 mil. Essa semana o órgão fez uma denúncia à delegacia de Niterói e a central de abastecimento foi interditada.

Alguns dos itens estavam vencidos há cinco anos. Outros estão com data de validade bem próxima, março de 2015, por exemplo. Uma das próteses de quadril encontrada durante a fiscalização do MP venceu em dezembro de 2012. Todo o material está intocado e tem o selo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Enquanto isso, alguns pacientes esperam há meses por uma cirurgia para implante de prótese. É o caso da irmã de Mônica, que está internada desde de 20 de novembro no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, Zona Norte do Rio.

Como Mônica contou ao RJ, a irmã, Simone, escorregou em casa, em Mesquita, na Baixada Fluminense, e não conseguiu mais andar.

Agora, Simone espera uma prótese de quadril. Mônica disse que já procurou a ouvidoria do hospital e a Defensoria Pública. Ela conseguiu uma liminar na Justiça para que a operação fosse feita, mas o hospital alega que não há prótese para que a cirurgia seja feita. Também diz que não há previsão de compra do item.

O secretário de saúde, Luiz Antônio Teixeira Junior, considerou o desperdício lamentável e disse que irá abrir uma sindicância para apurar quem é o responsável por deixar o material vencer. O representante da pasta também informou que um levantamento de todo o material estocado será feito. A resposta, porém, pode ter chegado tarde para Simone, que há uma semana foi transferida para a unidade de tratamento intensivo do Getúlio Vargas.

G1