Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Atualizada lista de produtos com canabidiol importados

Nova lista amplia o número de produtos com canabidiol que Anvisa pode autorizar a importação de forma mais simples. Canabidiol é um dos derivados da maconha

Foi publicada nesta segunda-feira (5/12) a atualização da lista de produtos com canabidiol que possuem um processo mais simples de autorização pela Anvisa. A lista inclui os produtos mais frequentemente importados por pacientes brasileiros que precisam de acesso ao canabidiol. A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 128/2016 acrescentou ao Anexo I da RDC 17/2015 mais produtos à base de Canabidiol em associação com outros canabinóides. A importação desses produtos pode ser realizada por pacientes com prescrição médica que indique esta opção de tratamento, mediante avaliação e aprovação prévia da Anvisa, caso a caso.

A nova norma inclui sete produtos à base de Canabidiol, em associação com outros canabinóides, na lista de produtos da RDC 17/2015, publicada em 6 de maio do ano passado. Com isso, a importação excepcional de canabidiol por pessoa física fica mais simples e o cidadão pode ter acesso mais rápido ao produto.

A relação abaixo traz a lista atualizada dos 11 (onze) produtos à base de canabinóides que passarão a constar do Anexo I da RDC 17/2015. Nenhum destes produtos tem registro no Brasil ou passou por teste clínico aprovado pela Anvisa, são apenas produtos que já tiveram autorização de importação anterior por parte da Agência.

Nome do Produto 
  Nome da Empresa 
CibdexHemp CBDComplex 
 HempMedsPx 
HempBlend 
 BluebirdBotanicals 
Real Scientific Hemp Oil (RSHO) CBD 
 HempMedsPx 
RevividLLC HempTincture 
 Revivid 
CBDRX CBDOil  
 CBDRX 
Charlotte Web HempExtract 
 CWBotanicals 
EndocaHempOil  
 Endoca 
ElixinolHempOilCBD 
 Elixinol 
EVR HempOilCBD 
 EVR 
Mary’s Elite CBD Remedy Oil 
 Mary’sNutritionals 
PurodiolCBD 
 PurodiolLimitedUK 

Para mais informações sobre os procedimentos para a solicitação da importação excepcional desses produtos, acesse o link: http://portal.anvisa.gov.br/importacao-de-canabidiol.

ANVISA

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Prostatectomia: Saiba quais são os critérios para a retirada total da próstata

Não conseguir mais ter relações sexuais é uma das preocupações dos homens que se submeteram a prostatectomia radical, uma cirurgia indicada para os pacientes que tiveram câncer de próstata e precisaram retirá-la para evitar o avanço da doença

A boa notícia é que, com o tratamento adequado, a vida sexual do paciente pode ser retomada após o procedimento. Valter Javaroni, urologista do Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, explica que o tratamento oferece desde o uso de medicamentos contínuos, injetáveis , implante de uma prótese peniana, fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e até mesmo a reabilitação peniana com exercícios específicos.

“Quanto mais cedo se inicia a reabilitação sexual, maiores são as chances de recuperação. A variação entre os estados de flacidez e de ereção do órgão masculino é importante para a manutenção da saúde do tecido erétil. Se o paciente fica sem estímulo para a relação sexual, a recuperação se torna mais difícil”, explica Javaroni.

Os medicamentos, no entanto, nem sempre podem ser recomendados. A principal contraindicação é para aqueles que têm algum tipo de complicação cardiológica . Existem, ainda, situações oftalmológicas raras que podem contraindicar o uso dos medicamentos para disfunção sexual, como a retinite pigmentar e a neurite do nervo óptico.

Quando o paciente não responde ou não se adapta a nenhum dos métodos recomendados, a alternativa é o implante de uma prótese peniana. O processo é irreversível e, portanto, deve ser empregado em último caso. A taxa de satisfação com a prótese, porém, atinge mais de 95% dos pacientes.

Isso porque o avanço da técnica cirúrgica vem diminuindo os índices de lesões aos nervos e vasos envolvidos no mecanismo de ereção do pênis, mas, ainda assim, de 70 a 80% dos pacientes submetidos à prostatectomia radical sofrem com algum nível de perda de potência sexual.

Apesar da preocupação dos médicos em preservar a atividade sexual dos pacientes, Javaroni alerta: “Antes de tentar preservar a potência sexual do paciente, o cirurgião deve se preocupar em remover completamente o tumor”.

Na verdade, a prostatectomia pode não ser a única causa da perda da potência sexual. “Comorbidades como diabetes e hipertensão, além do impacto psicológico provocado pelo diagnóstico do câncer e, claro, a própria idade do paciente, também devem ser levados em conta na hora de buscar a recuperação da saúde sexual do homem”, explica Javaroni, que também reforça a importância do acompanhamento médico desde a descoberta do tumor e a confiança no especialista é fundamental para garantir o melhor prognóstico ao paciente. 

Gustavo Maia, para o Blog da Saúde

PHZ Indústria tem 20 suplementos alimentares proibidos

Além da proibição dos 20 suplementos da indústria de produtos naturais PHZ, Anvisa suspende propagandas irregulares de 3 empresas

Um total de 20 produtos fitoterápicos e suplementos vitamínicos da empresa PHZ Indústria e Comércio de Produtos Naturais Ltda tiveram fabricação proibida. Os produtos não possuíam registro na Anvisa e, portanto, não podem ser comercializados no mercado. A empresa será responsável pelo recolhimento do estoque de todos os produtos listados na resolução RE 3.243/16.

Além desta proibição, a Agência suspendeu a publicidade e propaganda irregular de 3 empresas de produtos e suplementos alimentares. As propagandas não autorizadas atribuíam propriedades de saúde e terapêuticas não comprovadas aos produtos comercializados.

A suspensão do marketing irregular vale para publicidades veiculadas online e em quaisquer outros tipos de veículo.

As três empresas são:
Clube Saúde & Bem Estar Ltda
Gradar Produtos Farmacêuticos Ltda
Qualydadevida Comércio Varejista de Produtos para o Bem Estar Ltda

Todas as medidas sanitárias foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) da última sexta-feira (02/12).

ANVISA

Planos de Saúde com comercialização suspensa

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu a venda de 69 planos de saúde, de 11 operadoras de todo o país

De acordo com a ANS, os planos foram suspensos por causa das reclamações referentes à cobertura assistencial negada, demora para marcação de consultas, exames e cirurgias. Todas as reclamações foram recebidas pelo órgão no 3º trimestre de 2016.

Os planos suspensos apresentam, no total, 692 mil beneficiários. Segundo a ANS, os clientes continuam a ter assistência regular a quem têm direito, ou seja, continuam protegidos, visto que as operadoras terão que sanar os problemas assistenciais para que possam receber novos beneficiários.

Além de terem a comercialização suspensa, as operadoras que negaram impropriamente atendimento podem receber multas de R$ 80 mil a R$ 250 mil reais.

Os ciclos de monitoramento são realizados a cada três meses e punem os planos de saúde que não cumprem as normas de atendimento.

Os planos terão até o próximo ciclo, para resolver seus problemas e voltar a ser comercializados ou terem a suspensão estendida.

Das 11 operadoras com planos suspensos neste ciclo, uma já tinha planos suspensos no período anterior, e 10 não constavam na última lista da ANS.


Saúde Business

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Ministério da Saúde e UNA-SUS lançam Programa de Qualificação

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), integrante da Rede Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS), e a Coordenação Geral de Regulação e Avaliação (CGRA) do Ministério da Saúde lançaram, na quarta-feira (30), o Programa de Qualificação para Profissionais de Regulação do Sistema Único de Saúde

O Programa é composto por cinco cursos, que totalizam 180 horas/aula e traz a discussão não só da base conceitual da Regulação em Saúde e suas dimensões de Sistemas, Atenção e Acesso, mas também busca introduzir a discussão técnica e operacional da Regulação do Acesso, visando facilitar aos profissionais o entendimento de como planejar, implantar e executar as ações de regulação no SUS.

Para a primeira turma estão sendo ofertadas 500 vagas. Os participantes foram indicados pelos gestores estaduais, a partir de critérios estabelecidos pela CGRA. Também há uma versão dos cursos com acesso aberto aos demais interessados em seus conteúdos, como visitantes, sem certificação. Nesse primeiro momento, serão disponibilizados dois cursos: Introdução à Regulação no SUS e Regulação nas Redes de Atenção à Saúde.

De acordo com o Coordenador-Geral de Regulação e Avaliação do Ministério da Saúde, João Marcelo Barreto Silva, o Programa está inserido na proposta da Política Nacional de Regulação do SUS, que compreende os processos formativos como importantes estratégias para sua consolidação. “A regulação do acesso exige uma prática que passa por uma série de fluxos e processos que estão, necessariamente, interligados”, explica.

Para João Marcelo a regulação ambulatorial, hospitalar e das urgências exige uma dinâmica de processos que deve responder a um inúmero conjunto de situações de saúde, eletivas e agudas, e requer práticas sistêmicas, organizadas e transparentes de trabalho e ação. “Entendemos que a condução e organização operacional desses processos são diversas e devem responder às realidades e necessidades locais, partindo, contudo, de um modelo operacional que possa ser amadurecido e aperfeiçoado à medida da sua implantação”, afirma o coordenador.

Novo formato – Os cursos do Programa de Qualificação para Profissionais de Regulação do SUS trazem uma novidade: todos serão ofertados no formato coinstrucional, ou seja, não contam com tutores, no entanto disponibilizam recurso para que os participantes possam interagir e compartilhar conhecimentos acerca das temáticas tratadas. Trata-se do “Octopus”, uma nova ferramenta para construção colaborativa do conhecimento desenvolvida pela UFPE.

Segundo a Coordenadora Técnico-pedagógica do Grupo SABER Tecnologias Educacionais e Sociais e da UNA-SUS/UFPE, Josiane Machiavelli, “o Octopus se diferencia dos fóruns costumeiramente utilizados em Ambientes Virtuais de Aprendizagem porque possibilita que os participantes não só façam postagens, mas também avaliem os posts publicados por outros participantes, recomenda publicações a partir do mapeamento dos interesses dos usuários, possibilita interação em tempo real, por meio de chat, e exibe o ranking dos participantes que mais se destacam em determinada oferta educacional”.

O componente “relatório” é outro diferencial da ferramenta, pois permite que a equipe de monitoramento dos cursos tenha acesso a informações como os temas mais discutidos; quem são os usuários que se destacam em determinadas temáticas; quais postagens mais e menos curtidas, dentre outras. Tudo isso ainda com o recorte de localidade como país, região, estado e município. “Acreditamos que o Octopus estimulará a interação entre os participantes dos cursos e também fornecerá importantes subsídios para a melhoria e o planejamento de ofertas educacionais”, complementa Josiane.

O Programa visa contribuir para a consolidação da regulação em saúde, e mais especificamente, da regulação do acesso, como uma ferramenta de gestão fundamental e estruturante para o Sistema Único de Saúde, compreendendo que sua efetividade está associada à qualidade dos profissionais que desempenham suas funções estratégicas.

Após a conclusão da formação, os trabalhadores-estudantes estarão aptos a planejar e conduzir o processo de implantação da regulação ambulatorial, hospitalar ou de urgência, em seu território além de coordenar suas funções técnicas e executar suas ações operacionais.

Para outras informações, clique aqui.

Fonte: UNA-SUS/UFPE