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terça-feira, 10 de julho de 2018

CPI revela contratos milionários entre servidores e gestoras de hospitais

Médicos estaduais de São Paulo são sócios de empresas prestadoras de serviços para Organizações Sociais na área de Saúde que administram instituições

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A Comissão Parlamentar de Inquérito que mira Organizações Sociais de Saúde na Assembleia Legislativa de São Paulo identificou 22 médicos do Estado que também são donos de empresas que prestam serviços para entidades responsáveis pela gestão de hospitais públicos de São Paulo em contratos milionários.

Um dos médicos que estão nesta situação, Michel Fukusato pediu exoneração após ser convocado para esclarecimentos na Assembleia Legislativa de São Paulo. Ele é dono da SAM Clínica Médica, que foi contratada pela Cruzada Bandeirante São Camilo, que administra o Hospital Geral de Carapicuíba, e pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), que administra os hospitais Pirajussara e Guarulhos.

Em três contratos com as entidades, que recebem do Estado para administrar hospitais, a empresa dele levou R$ 11,7 milhões. Questionado pelo deputado estadual Carlos Neder (PT) sobre sua situação atual, ele afirmou ter deixado a carreira no estado. “Eu achei por melhor pedir para não ter nenhum problema para mim ou para a organização”.

Em contradição, depois, acabou dizendo que inicialmente não via conflito em ser servidor contratado como empresário para a prestação de serviços a hospital público. “No meu entendimento, servidor não poderia ter duplo vínculo. Ser servidor e, ao mesmo tempo, prestar serviços como PJ [pessoa jurídica] na mesma unidade”, alegou.

O depoimento de Fukusato se deu no dia 6 de junho. Ele alegou que nunca foi chamado pelo Estado a prestar esclarecimentos sobre o ‘duplo ganho’. No entanto, Ronaldo Laranjeira, que é presidente da SPDM, desmentiu o ex-médico do estado. “Temos um manual de compliance. E lá está escrito que a pessoa assina e o próprio Sr. Michel Fukusato que veio a essa reunião esqueceu que ele tinha assinado a seis meses atrás, e eu vou passar ao Presidente que ele tinha assinado nosso manual de compliance e que não poderia ser servidor”.

Além de ser servidor público e prestar serviços a duas entidades, na área privada, Fukusato afirmou ainda ter um terceiro emprego, como dirigente de um outro hospital em Mogi das Cruzes, quando questionado pelo presidente da Comissão, Edmir Chedid (DEM). Além de Fukusato, outros quatro médicos do Estado, que recebem salários de R$ 7 mil até R$ 13 mil são sócios da SAM. Outro contrato, no valor de R$ 172 mil, foi firmado entre a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), que gere o hospital Pirajussara, e a empresa Ped Care, que está em nome de oito médicos concursados do Estado que ganham em torno de R$ 7 mil mensais de salário.

Ao Estado, o advogado da PED Care afirmou que seus clientes têm apenas cotas de serviços na sociedade e que não atuam em cargos de gerência. “Quanto à sociedade, ela é uma cota de trabalho. A cota é para receber somente o honorário médico do trabalho dele.

O que poderiam verificar é se o horário de plantão não bate com os outros de trabalho, e não batem, nós tivemos esse cuidado”, afirmou Wilson Carlos Teixeira Júnior, que defende a Ped Care e entregou à reportagem documentos da constituição da empresa que mostram os sócios da empresa apenas integrando ‘cotas de serviço’.

A OSS Fundação ABC, que administra o hospital Estadual Francisco Morato, contratou a empresa NAM, que tem quatro médicos do Estado em seu quadro societário, para o gerenciamento de sua UTI Neonatal, por R$ 3,1 milhões.

Quatro médicos do Estado também integram o quadro societário da Ortis Cirurgia Ortopédica, que presta serviços em um contrato de R$ 5,1 milhões para a OSS Serviço Social da Construção Civil, administradora do hospital Geral de Itapecerica da Serra.

CPI
O TCE havia encaminhado à CPI das OSs (Organizações Sociais de Saúde), na Assembleia Legislativa, relatório em que aponta 23 irregularidades na execução de convênios do Estado e de municípios de São Paulo com entidades sem fins lucrativos habilitadas a administrar hospitais públicos.

Os apontamentos se referem apenas a contratos no interior. Entre as constatações estão contratos com parentes de dirigentes das ONGs envolvendo dinheiro público e suspeita de fraudes nas folhas de ponto dos hospitais. As chamadas ‘quarteirizações’ – contratações terceirizadas pelas OSSs para atividades-fim – também foram identificadas pela Corte.

A reportagem tentou contato com as entidades e empresas citadas. O espaço está aberto para manifestação.

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Saiba como aliviar cólicas e acalmar o bebê

bebeBebês de até cinco meses que sofrem com cólicas são quase unanimidade. É raro o caso daqueles que não sentem dor e choram desesperadamente por isso. Não é?

Papais e mamães de primeira viagem ou até mesmo os experientes sofrem junto, e às vezes por horas, especialmente durante a madrugada. As cólicas acontecem porque o sistema digestivo dos recém-nascidos ainda não está totalmente formado e, mesmo com medidas preventivas, como amamentação correta das mães, esse incômodo pode ocorrer.

A boa notícia para pais e cuidadores é que hoje existem técnicas que ajudam a aliviar os sintomas da cólica e acalmar os bebês para que consigam ter um bom sono. Ajudando assim, a aliviar o sofrimento da família inteira.

O Blog da Saúde selecionou três destas técnicas: charutinho (também conhecida como rolinho), massagem shantala e banho de ofurô (ou balde). Conhece alguma? Aprenda como usar estas técnicas a seu favor nos vídeos da TV Saúde. E saiba: elas podem ser feitas todas no mesmo dia. Uma complementando a outra.

Shantala Trata-se de uma massagem indiana, que pode ser feita nos primeiros dias de vida do bebê e mais de uma vez ao dia. Ela usa movimentos leves que acalmam a criança, aliviam as dores e aumentam a ligação com quem a faz, como pais e mães. A massagem shantala é uma Prática Integrativa reconhecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Tutorial: aprenda a Shantala, que traz inúmeros benefícios aos bebês


Charutinho (rolinho) A técnica do charutinho ou rolinho, como também é conhecida, consiste em enrolar o bebê recém-nascido em uma manta de pano elástico e macio. Dessa forma, a criança fica confortável e protegida. Depois, a mãe, o pai o quem quer que esteja cuidando do bebê pode apertá-lo, sem machucar, é claro, de forma carinhosa, junto ao peito. Movimentos de balanço completam a prática que, que contribuiu para deixar a criança calminha durante crises de cólica.
 

Banho de Ofurô (balde) Para completar, a terceira técnica usada para amenizar as cólicas é o banho de ofurô ou de balde mesmo. A primeira regra é comprar um ofurô próprio ou um balde exclusivo para esta finalidade. Não vale pegar o mesmo usado na limpeza da casa. O banho deve ser feito com bastante cuidado para que não haja acidente algum. Mas, não tem muito segredo. É fácil fazer e vale a pena, desde a primeira semana de vida da criança.
Ofurô: prática alivia dores e acalma bebês
 
Gostou das técnicas? Se conhecia alguma, vale a pena experimentar as demais. Como dito, apesar de terem a mesma finalidade, elas se completam. É só ter cuidado e respeitar o bebê, caso ele apresente desconforto com alguma destas práticas. Para finalizar, a amamentação é uma das melhores aliadas para acalmar o bebê no momento de dor.
Erika Braz, para o Blog da Saúde

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Para 89% dos brasileiros, saúde é considerada péssima, ruim ou regular

Resultado de imagem para saúde no brasilAvaliação é compartilhada por 94% dos que possuem plano de saúde e por 87% dos que dependem do SUS

Oitenta e nove por cento dos brasileiros classificam a saúde – pública ou privada – como péssima, ruim ou regular. A avaliação é compartilhada por 94% dos que possuem plano de saúde e por 87% dos que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS), segundo dados apresentados hoje (26) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

A pesquisa, realizada pelo Instituto Datafolha, tem abrangência nacional e ouviu 2.087 pessoas – 59% delas residentes no interior. A amostra, composta por homens e mulheres com idade superior a 16 anos, respondeu a um questionário estruturado que dispõe ainda sobre a expectativa dos brasileiros sobre a atuação dos próximos governantes e parlamentares em relação à assistência médica.

Para os entrevistados, os políticos que vencerem o pleito deste ano devem adotar medidas que combatam a corrupção na área da saúde (26%); reduzam o tempo de espera por consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos (18%); aperfeiçoem a fiscalização dos serviços na rede pública (13%); fomentem a construção de mais postos e hospitais (11%); e garantam melhores condições de trabalho e de remuneração para médicos e outros profissionais da área (9%).

SUS como prioridade
A valorização do SUS como política social relevante aparece com ênfase na pesquisa. Os números mostram que, para 88% dos entrevistados, o sistema deve ser mantido no país como modelo de assistência de acesso universal, integral e gratuito para brasileiros, conforme previsto em seus princípios e diretrizes legais.

Falta gestão e recursos
De acordo com o estudo, 83% das pessoas ouvidas acreditam que os recursos públicos não são bem administrados; 73%, que o atendimento não é igual para todos; e 62%, que o SUS não tem gestores eficientes e bem preparados. Entre os 14 serviços disponíveis em postos e hospitais analisados pelo estudo, 11 foram alvo de críticas.

Dificuldade de acesso
Os dados mostram que, entre os itens com maior dificuldade de acesso na rede pública estão: consultas com médicos especialistas (74%); cirurgias (68%); internação em leitos de UTI (64%); exames de imagem (63%); atendimento com profissionais não médicos, como psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas (59%); e procedimentos específicos como diálises, quimioterapia e radioterapia (58%).

Principais gargalos
A análise dos dados sugere que, de forma geral, a percepção de mau atendimento decorre de problemas registrados ao longo do processo, como o tempo de espera para ter uma resposta do SUS para uma demanda encaminhada, item apontado por 24% dos entrevistados.

Também são vistos como vilões a falta de recursos financeiros para o SUS (15%) e a má gestão administrativa e operacional do sistema (12%). Questões como a falta de médicos (10%) e a dificuldade para marcar ou agendar consultas, cirurgias e procedimentos (10%) completam o topo do ranking.

O tempo de espera é o fator com avaliação mais negativa do SUS – o item é apontado como maior gargalo na rede pública para 82% dos entrevistados que buscam consulta, 80% dos que precisam de um exame de imagem e para 79% dos que aguardam cirurgia.

Na semana de realização das entrevistas (9 a 16 de maio), 39% dos entrevistados declararam estar aguardando algum tipo de atendimento na rede pública, índice nove pontos percentuais maior do que o registrado em pesquisa semelhante realizada pelo CFM em 2014.

Para o presidente do CFM, Carlos Vital, os resultados da pesquisa demonstram claramente uma posição de insatisfação por parte da sociedade brasileira e não devem ser ignorados pelos candidatos ao pleito de outubro. “Esses números falam por si só. Precisamos ter mais sensibilidade política, financiamento mais adequado, gestão mais eficiente”, concluiu.

Exame

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Início do trabalho de parto: conheça os sinais

parto O momento mais desejado pela mãe durante a gravidez é o nascimento do seu filho e o desejo de toda mãe é que a chegada do seu filho aconteça de uma forma tranquila e cheia de amor

O trabalho de parto é um momento que para algumas pode causar muita tensão, ansiedade e marcar para sempre a vida de uma mulher.

O medo e o estresse podem prolongar esse período; sentir-se tranquila e confiante pode ajudar a diminuí-lo. Durante o trabalho de parto, a mulher passa por várias sensações e sentimentos que irá fortalece-la como mulher e mãe. Esse período pode durar em média de 8 a 12 horas. Portanto, é importante que a mulher não se apavore quando surgirem os primeiros sinais, ela terá tempo suficiente para se organizar e chegar ao local do parto.

Veja alguns sinais que indicam o início do trabalho de parto
Você pode sentir dor na região lombar das costas, muitas vezes acompanhada de uma cólica parecida com a pré-menstrual.

• Você pode notar um muco grosso de cor amarela ou marrom escuro (com traços de sangue), o chamado "sinal" ou tampão mucoso. Se seu tampão mucoso, que cobre o colo do útero, sair, o trabalho de parto pode estar começando.

• Se a sua barriga endurecer a cada 5 minutos, por 30 segundos ou mais, permanecendo assim por mais de uma hora, apresentando dor ou incomodo, não obtendo melhora com repouso.

• Se você perder líquido pela vagina, que escorra pelas pernas, molhe a roupa ou a cama (rompimento da bolsa das águas). Neste caso, mesmo que não sinta as contrações, você deve ir à maternidade, pois precisa ser avaliada por um profissional. É possível uma rotura alta, portanto caso a mulher perceba estar mais úmida que o de costume, precisando inclusive de absorvente, esta deve procurar prontamente um serviço de maternidade)

Dicas
• Procure se manter calma e relaxada para ajudar na evolução do seu trabalho de parto e das contrações.

• Faça o que for melhor para ficar tranquila.

• Tome banho morno para aliviar o desconforto e faça atividades, como andar, agachar, para que se possa tornar o trabalho de parto ativo.

• Beber água e comer alimentos leves dão mais força e energia para você e seu bebê. Para o conhecimento da gestante, é fornecido a Caderneta da Gestante que contém informações sobre as boas práticas que devem ser realizadas no pré-natal, parto e puerpério.

Blog da Saúde

Coren-SP e CRF-SP decidem manter ações de fiscalização conjunta

Dra. Renata Pietro, presidente do Coren-SP; Dr. Marcos Machado, presidente do CRF-SP e Dr. Cláudio Silveira, vice-presidente do Coren-SP
Dra. Renata Pietro, presidente do Coren-SP; Dr. Marcos
Machado,  presidente do CRF-SP e Dr. Cláudio Silveira,
vice-presidente do Coren-SP
Os presidentes do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), Dra. Renata Pietro, e do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP), Dr. Marcos Machado, reafirmaram na última segunda-feira (2 de julho), a continuidade da parceria na realização de fiscalizações conjuntas no Estado de São Paulo

Recentemente, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) aprovou o parecer normativo 145/2018. Diante disso, as ações conjuntas de fiscalização entre o Coren-SP e o CRF terão como base os critérios de dimensionamento de profissionais, no sentido de garantir que os trabalhadores de ambas as categorias atuem dentro de suas atribuições, em prol da segurança e qualidade no atendimento da população. A medida visa também combater a sobrecarga de trabalho e outros riscos profissionais.

A fiscalização conjunta teve início em junho na região de Campinas e terá continuidade em outras regiões do Estado. Participou também da reunião o vice-presidente do Coren-SP, Dr. Cláudio Silveira. 

Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo – CRF-SP