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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Saúde Pública no Brasil? Ninguém merece!

Vitaminas e Avitaminoses

O termo vitamina surgiu em 1911 e deve-se ao bioquímico polaco Kazimierz Funk, tendo resultado da junção da palavra latina vita (vida) com o sufixo amina – pensava-se que estes nutrientes naturais, essenciais à vida, eram aminas. As vitaminas são nutrientes importantes para o funcionamento do organismo, e protegem-no contra diversas doenças. A maior parte das vitaminas não são sintetizadas pelo organismo humano, embora o seu metabolismo normal dependa da presença de 13 vitaminas diferentes. A deficiência de vitaminas contribui para o mau funcionamento do organismo e facilita o aparecimento de doenças – avitaminoses. Vitaminas Hidrossolúveis Como a designação sugere, são vitaminas solúveis em água. São absorvidas pelo intestino e transportadas pelo sistema circulatório para os tecidos onde são utilizadas. O grau de solubilidade é variável e tem influência no seu trajecto através do organismo. Podem ser armazenadas no organismo em quantidade limitada, e a sua excreção efectua-se através da urina. As vitaminas hidrossoluveis mais importantes para o homem são: B1, B2, B5, B6, B12, C, H, M e PP. Vitaminas Lipossolúveis As vitaminas lipossoluveis são solúveis em gorduras. São absorvidas pelo intestino humano através da acção dos sais biliares segregados pelo fígado, e são transportadas pelo sistema linfático para diferentes partes do corpo. O organismo humano tem capacidade para armazenar maior quantidade de vitaminas lipossolúveis, do que hidrossolúveis. As vitaminas lipossoluveis mais importantes para o homem são: A, D, E, K. As vitaminas A e D são armazenadas sobretudo no fígado, e a vitamina E nos tecidos gordos e órgãos reprodutores. A capacidade de armazenamento de vitamina K é reduzida. Vitamina A (Axeroftol – Retinol) Grupo: vitaminas lipossoluveis. Fonte: acerola, vegetais verdes e amarelos (alface, couve, espinafre, salsa, batata-doce, cenoura), gordura, leite, manteiga, queijo, ovo, fígado e outras vísceras, sardinha. Função: importante para o crescimento e formação dos ossos, indispensável para a qualidade da visão, da pele e do cabelo. Avitaminose: xeroftalmia (secura dos olhos). Sinais e Sintomas: cegueira nocturna, fotofobia (hipersensibilidade à luz), hemorragia ocular, cegueira (casos mais graves), parosmia, alteração do paladar, desidratação da pele (com hiperqueratose e atrofia das glândulas sebáceas), desidratação das mucosas (com infecções frequentes). Vitamina B1 (Aneurina – Tiamina – Vitamina F) Grupo: vitaminas hidrossoluveis. Fonte: arroz integral, brócolos, ervilha, espargo, feijão, noz, pão integral, fígado, rim, carne de porco, peixe, ovo (gema). Necessidades diárias: entre 1 mg (crianças e mulheres) e 1,4 mg (homens). Função: importante para o metabolismo celular, sistema nervoso e músculos. Avitaminose: beribéri e encefalopatia de Wernicke-Korsakoff. Sinais e Sintomas: Carência: alteração do tacto, anorexia, depressão, dispneia, dor abdominal e torácica, fadiga, irritação fácil e nervosismo, palidez, palpitações, perda de peso, parestesias (sensação de picadas no corpo), sensação de calor nos pés (sensação de queimadura), obstipação, vómitos; Beribéri: atrofia muscular, polineuropatia, cianose, taquicardia, hipertensão sistólica, hipotensão diastólica, distensão das veias cervicais; Encefalopatia de Wernicke-Korsakoff: apatia, desorientação, amnésia, ataxia, nistagmo. Vitamina B2 (Riboflavina – Vitamina G) Grupo: vitaminas hidrossoluveis. Fonte: cereais em grão, levedura de cerveja, vegetais de folhas verdes (couve-flor, espinafre, repolho), vegetais amarelos, leite, queijo, carnes de boi, porco e aves, fígado e rim (vaca), ovo. Necessidades diárias: entre 1,5 mg (mulheres) e 1,7 mg (homens). Função: importante para o metabolismo dos prótidos, lípidos e glúcidos. Avitaminose: neuropatia. Sinais e Sintomas: ardor e prurido ocular, fotofobia (hipersensibilidade à luz), aumento da vascularização da córnea, desidratação da pele, estomatite, glossite, depressão, letargia. Vitamina B3 (Ácido nicotínico – Niacina – Nicotinamida – Vitamina PP) Grupo: vitaminas hidrossoluveis. Fonte: amendoim, cereais em grão, noz, ervilha, fava, feijão, legumes, leite, queijo, carne de aves, fígado. Necessidades diárias: cerca de 18 mg. Função: importante para as funções dos sistemas nervoso e digestivo, fígado e pele, acção reguladora da colestrolemia. Avitaminose: pelagra. Sinais e Sintomas: cefaleias, fadiga, insónia, irritabilidade fácil, dermatite (sobretudo na região cervical anterior) com descamação, edema e hiperpigmentação cutâneas, diarreia, gengivite, estomatite, demência e outras alterações cerebrais (alucinação, ansiedade, depressão, psicose, estupor). Vitamina B5 (Ácido pantoténico) Grupo: vitaminas hidrossoluveis. Fonte: cereais em grão, cogumelos, legumes, milho, abacate, leite, carne de aves, fígado, ovo. Necessidades diárias: cerca de 6 mg. Função: importante para a produção de anticorpos e hormonas supra-renais (esteróides e cortisona), importante para o metabolismo dos prótidos, lípidos e glúcidos (conversão em energia), acção facilitadora no controlo do stress. Elemento essencial da coenzima A. Sinais e Sintomas: cãibras, dores e cólicas abdominais, fadiga, insónia, mal-estar geral, redução na produção de anticorpos. Vitamina B6 (Adermina – Piridoxina) Grupo: vitaminas hidrossoluveis. Fonte: arroz integral, aveia, batata, cereais em grão, trigo, leguminosas, banana, atum, carne de porco, vísceras. Necessidades diárias: cerca de 2 mg. Função: importante para o metabolismo celular (respiração celular) e das proteínas. Sinais de carência: anemia, dermatite, gengivite, glossite, náuseas, nervosismo. Vitamina B9 (Ácido fólico – Vitamina Bc – Vitamina M) Grupo: vitaminas hidrossoluveis. Fonte: vegetais de folhas verdes (couve-flor, espinafre, repolho), levedura de cerveja, fígado. Necessidades diárias: cerca de 200 μg. Função: ajuda a formar o ácido tetrahidrofólico, que actua como uma coenzima no metabolismo dos aminoácidos, na formação dos ácidos nucleicos, das hemácias e do tecido nervoso. Avitaminose: anemia (megalobástica). Sinais e Sintomas: fadiga, lassidão, palpitações, cefaleias, dispneia, irritabilidade, perda de peso, diarreia, esteatorreia, estomatite, glossite, anemia, taquicardia, palidez (quadro clínico inespecífico). Vitamina B12 (Cianocobalamina – Cobalamina – Cobiona) Grupo: vitaminas hidrossoluveis. Fonte: leite, carnes vermelhas, ovo. Necessidades diárias: cerca de 1 μg. Função: necessária à eritropoiese, e importante para o metabolismo dos aminoácidos e ácidos nucleicos. Avitaminose: disfunções neurológicas e hematológicas (anemia). Sinais e Sintomas: anemia (megaloblástica), palidez, fraqueza muscular e astenia, perda de peso, dispneia, cefaleias, palpitações, ataxia, neuropatia periférica com Sinal de Romberg positivo e diminuição ou exacerbação dos reflexos, depressão, paranóia, amnésia, demência. Vitamina C (Ácido ascórbico) Grupo: vitaminas hidrossoluveis. Fonte: acerola, ananás, laranja, limão, mamão, manga, melão, morango, batata, vegetais de folhas verdes (couve-flor, couve galega, espinafre, repolho), pimentão. A acerola é o fruto mais rico em vitaminas A e C (a quantidade de vitamina C é cerca de trinta vezes superior à da laranja). Necessidades diárias: cerca de 60 mg. Função: importante para várias reacções bioquímicas celulares. A principal função é a hidroxilação do colagénio, uma proteína que aumenta a resistência de ossos, dentes, tendões e paredes dos vasos sanguíneos. Tem efeito antioxidante, é usada na síntese de hormonas e neurotransmissores, e contribui para o fortalecimento das defesas imunológicas do organismo. Avitaminose: escorbuto. Sinais e Sintomas: cicatrização difícil de ferimentos, secura da boca e dos olhos, alopécia, dentes fracos, dores articulares, gengivite, hemorragias, perda de peso, fraqueza geral, letargia, lesões escorbúticas (folículos hiperqueratósicos com halos hemorrágicos, nos membros e tronco). Vitamina D (Calciferol – Colecalciferol e Ergocalciferol) Grupo: vitaminas lipossoluveis. Fonte: fígado, ovo, peixes de água salgada, sol (favorece a produção de calciferol pelo organismo). Necessidades diárias: cerca de 10 mg ou 400 UI. Função: importante para o crescimento, facilita a fixação de cálcio nos ossos e dentes. Avitaminose: raquitismo. Sinais e Sintomas: atraso no crescimento, amolecimento do crânio, deformações ósseas, protrusão esternal, curvatura acentuada dos membros inferiores, malformação e envelhecimento precoce dos dentes, osteomalácia, raquitismo. Vitamina E (Tocoferol) Grupo: vitaminas lipossoluveis. Fonte: abacate, avelã, aveia, batata doce, brócolos, cereais integrais, noz, trigo. Necessidades diárias: cerca de 10 mg. Função: importante para a actividade muscular, formação de células sexuais e sanguíneas, acção antioxidante (estabilizadora das estruturas celulares). Avitaminose: esterilidade. Sinais e Sintomas: distrofia muscular e fraqueza, eritema papular, descamação cutânea, anemia, catarata, derrames, disfunção neurológica (sistema nervoso, olhos e músculos); os sinais e sintomas são inespecíficos. Pensa-se que esta avitaminose favorece o aparecimento de certo tipo de neoplasias malignas (cancros). Vitamina H (Biotina – Vitamina B8) Grupo: vitaminas hidrossoluveis. Fonte: fígado, ovo, vegetais. Função: importante para o metabolismo dos lípidos. Sinais e Sintomas: problemas cutâneos. Vitamina K (Filoquinona – Naftoquinona) Grupo: vitaminas lipossoluveis. Fonte: arroz integral, ervilha, tomate, vegetais de folhas verdes (couve-flor, espinafre, repolho), óleos vegetais, carne, fígado, leite, microflora intestinal (fornece cerca de 50% das necessidades diárias). Necessidades diárias: 2 mg por quilo de peso. Função: importante na coagulação do sangue. Avitaminose: hemorragias. Sinais e Sintomas: aparecimento fácil de hematomas, epistaxis, hemoptises, hematuria e outros problemas hemorrágicos (sem causa aparente) Bibliografia Wikipedia - Vitaminas Hurst W. Medicine for the practicing physician. Butterworth Publishers, Woburn 1993.
http://www.saudepublica.web.pt/05-PromocaoSaude/051-Educacao/Vitaminas.htm

Hospital abre inscrição para Farmácia Hospitalar Oncológica

por Saúde Business Web 19/01/2011 Ao todo, são 50 vagas destinadas a profissionais formados em farmácia O Programa de pós-graduação do Hospital A. C. Camargo está com inscrições abertas até o dia 5 de fevereiro para o curso de Especialização em Farmácia Hospitalar Oncológica. O curso tem duração de 16 meses, sendo 12 meses de aulas teóricas e quatro de práticas profissionalizantes. As aulas são quinzenais, às sextas-feiras durante a noite e sábados o dia todo. Ao todo, são 50 vagas destinadas a profissionais formados em farmácia. O conteúdo da especialização é dividido pelos seguintes módulos teóricos: Logística Farmacêutico-Hospitalar; Fundamentos de Oncologia Clínica e Farmacoterapia; Manipulação de Fármacos em Farmácia Hospitalar Oncológica; Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica; Legislação e Ética em Farmácia Hospitalar Oncológica. Ao final, o aluno deverá apresentar um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). O processo seletivo é composto de três fases, sendo uma prova, análise de currículo e entrevista. O início das aulas está previsto para 18 de março. Mais informações e inscrições estão no site do A.C. Camargo. http://www.accamargo.org.br/centrodeensino/index.php?area=cursos&curso=lato&idCurso=499

Ministério publica diretrizes para farmácia hospitalar

por Saúde Buiness Web 20/01/2011 De acordo com portaria a responsabilidade técnica da farmácia hospitalar é atribuição do farmacêutico O Diário Oficial da União (DOU) publicou, no dia 31 de dezembro de 2010, a Portaria nº 4.283, do Ministério da Saúde, que define as diretrizes e estratégias da assistência farmacêutica em hospitais. O documento, que teve como base os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e a Política Nacional de Assistência Farmacêutica, revoga a Portaria nº 316, de agosto de 1977. De acordo com o anexo da Portaria, a responsabilidade técnica da farmácia hospitalar é atribuição do farmacêutico, inscrito no seu respectivo Conselho Regional de Farmácia. As diretrizes são aplicáveis para farmácias, em hospitais que integram o serviço público, da administração direta e indireta, da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de entidades privadas, com ou sem fins lucrativos, inclusive filantrópicas. Para o Presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF) Jaldo de Souza Santos, a publicação da Portaria é significativa para a atividade profissional. "O Ministério da Saúde não especificou parâmetros e nem delimitou a quantidade de farmacêuticos que devem ser responsáveis por um número específico de leitos. Por outro lado, a Portaria é um grande avanço, pois coloca a farmácia hospitalar sob a responsabilidade técnica do profissional que detém o conhecimento sobre medicamentos: o farmacêutico", afirma Souza Santos. Para assegurar o acesso da população aos serviços farmacêuticos de qualidade, nos hospitais, foram estabelecidas, pelo Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (DAF/SCTIE/MS), diretrizes gerais de gestão; desenvolvimento de ações inseridas na atenção integral à saúde; gerenciamento de tecnologias; manipulação magistral e oficinal; cuidado ao paciente; infraestrutura física e tecnológica; e recursos humanos; entre outras. Histórico Em maio de 2010, durante o Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na cidade de Gramado (RS), o CFF prestou uma homenagem ao Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, pelo trabalho desenvolvido junto ao Sistema Único de Saúde (SUS). Na oportunidade, o Presidente do CFF, Jaldo de Souza Santos, destacou a importância dos serviços farmacêuticos, em hospitais, e lembrou a necessidade da revogação da Portaria GM/Ma nº 316/1977. De acordo com Santos, naquele dia, o Ministro Temporão assumiu o compromisso político e institucional de revogar a Portaria 316. E o compromisso foi cumprido. A primeira reunião para discutir as diretrizes da farmácia hospitalar foi realizada, na sede do CFF, com representantes do Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde (Sbrafh), e a Comissão de Farmácia Hospitalar do CFF, composta pelos farmacêuticos Marco Aurélio Schramm, Ilenir Leão Tuma, Eugenie Desireé Rabelo, José Ferreira Marcos e George Washington Bezerra. Para a elaboração do texto final da Portaria, o DAF/SCTIE/MS coordenou o Grupo de Trabalho integrado por gestores do SUS, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde (Sbrafh), Conselho Federal de Farmácia (CFF), Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Confederação Nacional de Saúde (CNS) e Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar). *Com informações do CFF http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=75161

Veja relação de estabelecimentos e profissionais

por Saúde Buiness Web 20/01/2011 Existem no Brasil cerca de 133 mil farmacêuticos registrados nos CRF´s Confira a quantidade de estabelecimentos farmacêuticos no País e a relação de profissionais registrados, segundo Relatório da Comissão de Fiscalização emitido em dezembro de 2009, com base nos Relatórios de Atividades Fiscais dos Conselhos Regionais de Farmácia. Estabelecimentos farmacêuticos no Brasil Estatísticas Número de farmácias e drogarias - 79.010 Número de farmácias e drogarias em capitais - 18.425 Número de farmácias e drogarias em cidades do interior - 60.585 Número de farmácias com manipulação - 7.164 Número de farmácias homeopáticas - 1.082 Número de farmácias e drogarias de propriedade de farmacêuticos - 19.755 Número de farmácias e drogarias de propriedade de não-farmacêuticos - 45.481 Número de farmácias públicas registradas nos Conselhos Regionais - 8.284 Número de farmácias hospitalares - 5.490 Número de laboratórios de análises clínicas de propriedade de farmacêuticos - 5.497 Número de industriais farmacêuticas - 550 Número de distribuidoras de medicamentos - 3.844 Relação de Profissionais Inscritos Relatório da Comissão de Fiscalização emitido em dezembro de 2009, com base nos Relatórios de Atividades Fiscais dos Conselhos Regionais de Farmácia. Relação de Profissionais Registrados nos CRF´s (Em fase de atualização) Número de farmacêuticos no Brasil – 133.762 Número de farmacêuticos em Capitais – 55.719 Número de farmacêuticos em cidades do interior – 78.043
http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=75160