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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Homens: idade pode não ser única causa da queda de testosterona

Declínio da produção deste hormônio estaria mais relacionado à deterioração da saúde do que ao tempo de vida, sugere pesquisador

Em forma: apesar da idade, homens saudáveis não apresentaram declínio na produção de testosterona, mostrou estudo

Um novo estudo sugere que a queda na produção de testosterona em homens não está necessariamente relacionada à idade, mas pode ocorrer com mais frequência entre homens cuja saúde geral está em declínio.

Em oposição a pesquisas anteriores que indicavam que a deficiência de testosterona relacionada à idade contribui para o declínio na saúde, o aumento de fadiga e a perda de libido, pesquisadores australianos constataram que a quantidade de testosterona no sangue não diminuiu em homens mais velhos em bom estado de saúde.

Os dados fazem parte da pesquisa americana Healthy Man Study e devem ser apresentados nesta quinta-feira (9), durante o encontro anual da Sociedade Americana de Endocrinologia, em Boston (EUA).

“Nossa interpretação é de que a idade em si não reduz a taxa de testosterona no sangue. Mas, o acúmulo de distúrbios provenientes da idade – alguns que podem ser prevenidos e outros não, alguns de origem genética e outros ambientais – acabam tendo um impacto, mesmo que bastante modesto”, disse David Handelsman, professor de endocrinologia reprodutiva da Universidade de Sidney e autor do estudo.

“Com isso, cairiam por terra os tratamentos de reposição de testosterona, amplamente adotados em virtude de uma provável queda na produção do hormônio proveniente da idade. Mas, é claro que poderíamos estar errados”, complementou Handelsman, que também dirige o Instituto de Pesquisa ANZAC, da própria universidade.

Em um período de três meses, a equipe comandada por Handelsman colheu amostras de sangue por nove vezes de 325 homens com mais de 40 anos que se diziam em excelente estado de saúde. Homens que tomavam qualquer medicamento que afetasse a produção de testosterona foram excluídos da pesquisa. Enquanto que a idade não apresentou efeitos sobre a concentração de testosterona, os cientistas observaram uma relação entre a obesidade e um pequeno declínio do hormônio.

Ronald Swerdloff, chefe da divisão de endocrinologia do Harbor-UCLA Medical Center, de Los Angeles, ressaltou que outros estudos já haviam documentado uma queda maior de testosterona entre homens mais velhos, referindo-se à pesquisa de Handelsman como “uma peça de um quebra-cabeça”.

“Muitas pessoas concordam que doenças crônicas têm efeitos adversos sobre os níveis de testosterona na circulação, então isto não é nenhuma surpresa. Mas, existem reduções que parecem ser independentes de condições co-mórbidas. A questão é: com a idade, vem uma queda nos níveis de testosterona. Mas, o nível da queda é diferente de um estudo para outro, por isso tal variação poderia ser proveniente de diversos fatores”.

Swerdloff diz que ele não apoia empresas que tentam lucrar com os temores de homens mais velhos em relação à queda de testosterona ao vender suplementos e vitaminas que supostamente compensam a queda.

“Teoricamente, eles estão explorando a população e tirando vantagem de uma condição que pode até ser real, mas não é universal, visando o ganho financeiro”, disse ele.

Como o estudo será apresentado em um encontro médico, seus dados e conclusões devem ser considerados preliminares até serem publicados em um periódico revisado por profissionais da área.

Saiba evitar problemas no joelho

Entidade médica dá dicas para preservar a integridade dos joelhos, especialmente ao praticar esportes


Joelho de corredor é um termo abrangente usado para qualquer problema que cause dor na parte frontal dos joelhos.

É comum entre ciclistas, jogadores de futebol e outros cujos joelhos estão sob constante tensão.

A Sociedade Americana de Cirurgiões Ortopédicos sugere formas de reduzir o risco de joelho de corredor:

1) Faça exercícios regularmente para se manter em forma e evitar o ganho de peso;
2) Delicadamente estique os músculos antes de qualquer exercício;
3) Aumente a intensidade ou a duração de seus exercícios de forma gradual - não todos de uma vez;
4) Quando você corre, use tênis apropriados para corrida, com um suporte robusto;
5) Corra com a postura correta: Flexione os joelhos e incline seu corpo levemente para frente.

Pré-eclampsia mata três mulheres por dia

Doença está entre as principais causas diretas de mortalidade materna

Perigo: inchaço e pressão alta podem ser sinais de pré-eclâmpsia

A pré-eclampsia está entre as principais causas de mortalidade materna do país. “São três mortes por dia, sendo que para cada morte existem outras dez mulheres que sobrevivem com sequelas”, afirma Nelson Sass, professor de obstetrícia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

No ranking paulistano, a doença também aparece. “É a principal causa direta de mortalidade”, aponta Carlos Eduardo Vega, obstetra e ginecologista da Secretaria Municipal de Saúde. Causas diretas são geradas a partir da gestação, como abortos e pré-eclampsia, enquanto causas indiretas estão relacionadas a doenças anteriores à gestação, como diabetes e hipertensão.

Para piorar a situação, não há como prever nem como tratar a pré-eclampsia. Cabe aos médicos tratar os sintomas e combater os efeitos do problema. “Adotamos medidas paliativas. Buscamos uma redução de danos”, comenta Sass.

Mas afinal, o que é essa doença? Trata-se de um processo inflamatório que surge no início na gestação e vai aumentando gradualmente com o passar das semanas. A partir da 25ª semana surgem os primeiros sinais mais ameaçadores.

A gestante pode ter inchaços pelo corpo e pressão arterial elevada, o que pode prejudicar órgãos como rins, coração é cérebro. Ao atingir o cérebro, a mulher acaba tendo convulsões (a tal da eclampsia) que comprometem o funcionamento do órgão e podem até matar. Há risco também de descolamento da retina. As sequelas podem ser graves.

“Quem teve pré-eclampsia tem mais risco de AVC (derrame cerebral) e, se tiver sofrido danos nos rins, a probabilidade de precisar de diálise é 30 vezes maior em três décadas”, alerta Sass.

Esperança

A primeira impressão da pré-eclampsia pode ser um tanto assustadora, mas há como escapar da doença. Não há tratamento para a causa, mas existem medidas que tornam a gestação viável até que o feto se torne maduro suficiente para o parto.

O trabalho começa com o controle da pressão arterial, que pode requerer a internação da mãe para um acompanhamento constante. Repouso também é fundamental.

Quando a doença atinge estágios mais avançados, os médicos podem recorrer ao sulfato de magnésio, que retarda o risco de eclampsia (convulsões). “O problema dessa substância é que ela é muito tóxica para o organismo. É preciso usá-la com muita cautela”, adverte Sass.

Novos diagnósticos

Estudos estão em andamento para se estabelecer novos métodos de diagnóstico, capazes de identificar a doença em estágios bem prematuros. Hoje, uma das formas de ter a suspeita de pré-eclampsia confirmada é com um teste de proteína na urina.

Mas este sintoma surge quando a doença já adquiriu um determinado estágio, no qual o organismo da mulher já está sendo atacado pelo processo inflamatório. “Temos uma frente de pesquisa para identificar marcadores de angiogênese e anti-angiogênese”, revela Sass.

O médico explica que em mulheres com pré-eclampsia acontece uma anomalia no processo de formação dos vasos sanguíneos da placenta. E essa anomalia pode ser detectada pela presença de alguns marcadores no sangue.

Assim, tendo um diagnóstico precoce, a partir da 20ª semana, seria possível antecipar os cuidados paliativos e reduzir ainda mais os danos à mãe e ao feto, reduzindo o risco da gestação.

A origem obscura

Os médicos têm dificuldade em criar um tratamento eficaz para a origem do problema porque ele, infelizmente, ainda é pouco compreendido. Na gestação, o feto tem aspectos semelhantes aos de um órgão transplantado. Ele carrega genes estranhos ao corpo da mãe, provenientes do organismo paterno. Isso faz com que seja necessária uma série de adequações imunológicas no organismo materno. É neste processo que acontecem as falhas na mulher que irá desenvolver pré-eclampsia.

Existem fatores que podem aumentar o risco da doença, como idade (ter mais de 40 anos), obesidade, histórico familiar, diabetes e hipertensão.

Algumas estratégias preventivas também estão sendo estudadas. Usar doses leves de ácido acetilsalicílico poderia reduzir em 10% o risco de ter a doença, de acordo com as primeiras pesquisas. Ingerir ao menos um grama de cálcio na alimentação diária também parece uma boa alternativa para combater o processo inflamatório.

Em contrapartida, a obstetra Leila Katz, do Instituto Materno Infantil de Pernambuco, afirma que reduzir a ingestão de sal pode não trazer benefícios diretos contra a pré-eclampsia. Contudo, a recomendação ainda é válida por diversos outros motivos.

Pré-eclâmpsia

A pré-eclâmpsia é uma doença gestacional em que, após a 20ª semana (fim do 2º ou 3º trimestre), a gestante desenvolve hipertensão e desenvolve proteína na urina.


É o desenvolvimento de inchaço, pressão sanguínea elevada, aumento rápido e repentino de peso e proteína na urina durante a gravidez.

A causa exata é desconhecida, mas ocorre em cerca de 5% da população

Nomes alternativos
Toxemia; hipertensão induzida pela gravidez

Causas, incidência e fatores de risco
A causa exata da pré-eclâmpsia ainda é desconhecida. As possíveis causas incluem:

Doenças autoimunes
Problemas nos vasos sanguíneos
Dieta
Genes

A pré-eclâmpsia ocorre em uma pequena porcentagem das gestações. Os fatores de risco incluem:

Primeira gestação
Gestação múltipla (gêmeos ou mais)
Obesidade
Idade superior a 35 anos
Histórico anterior de diabetes, hipertensão ou doença renal
Sintomas
Geralmente, as mulheres diagnosticadas com pré-eclâmpsia não se sentem doentes.

Possíveis sintomas da pré-eclâmpsia:

Inchaço nas mãos e rosto/olhos (edema)
Ganho de peso
Mais de um quilo por semana
Ganho de peso súbito em um ou dois dias
Observação: apresentar um pouco de inchaço nos pés e tornozelos é considerado normal durante a gravidez.

Sintomas de pré-eclâmpsia mais grave:

Dor de cabeça constante ou latejante que não desaparece
Dor abdominal, sentida principalmente no lado direito, abaixo das costelas. Também é possível sentir dor no ombro direito ou confundi-la com azia, dor na região da vesícula biliar, vírus estomacal ou chutes do bebê
Agitação
Diminuição da quantidade de urina, não urinar com muita frequência
Náusea e vômito (sinal preocupante)
Alterações na visão, como perda temporária da visão, sensação de luzes piscando, auras, sensibilidade à luz, manchas e visão embaçada

Sinais e testes
O médico realizará um exame físico e solicitará testes laboratoriais. Possíveis sinais de pré-eclâmpsia:

Hipertensão, geralmente maior do que 140/90 mmHg
Proteína na urina (proteinúria)

O exame físico também pode indicar:

Inchaço nas mãos e no rosto
Ganho de peso
Também serão realizados exames de sangue e de urina. Os possíveis resultados anormais incluem:

Proteína na urina (proteinúria)
Nível de enzimas hepáticas mais alto do que o normal
Contagem de plaquetas inferior a 100.000 (trombocitopenia)

O médico também solicitará outros testes para verificar a coagulação do sangue e monitorar a saúde do bebê. Alguns testes que monitoram o bem-estar do bebê incluem ultrassom de gravidez, teste sem estresse e perfil biofísico. Os resultados desses testes ajudarão o médico a decidir se o parto do bebê precisa ser realizado imediatamente.

As mulheres que, no início da gestação, tinham pressão arterial muito baixa, mas apresentaram um aumento significativo, precisam ser monitoradas cuidadosamente para verificar a ocorrência de outros sinais de pré-eclâmpsia.

Tratamento
A única forma de curar a pré-eclâmpsia é realizar o parto do bebê.

Se o bebê já estiver bem desenvolvido (geralmente com 37 semanas ou mais), o médico pode optar pelo parto para que a pré-eclâmpsia não piore. A gestante pode receber diferentes tratamentos para ajudar a iniciar o trabalho de parto ou pode ser necessário realizar uma cesariana.

Se o bebê não estiver totalmente desenvolvido e a pré-eclâmpsia não for grave, a doença geralmente pode ser controlada em casa até que o bebê tenha uma boa chance de sobreviver após o parto.

As possíveis recomendações médicas para isso são:

Repouso absoluto, deitada sobre o lado esquerdo o tempo todo ou a maior parte do tempo
Beber bastante água diariamente e reduzir o consumo de sal
Realizar consultas mais frequentes com o médico para garantir que você e o bebê estão bem
Tomar medicamentos para diminuir a pressão arterial (em alguns casos)
Procure o médico imediatamente se você ganhar mais peso ou apresentar novos sintomas.

Em alguns casos, a gestante com pré-eclâmpsia é internada em um hospital para que a equipe médica possa monitorar cuidadosamente a mãe e o bebê.

O tratamento pode incluir:

Medicamentos administrados por via intravenosa para controlar a pressão arterial e evitar convulsões e outras complicações
Injeções de esteroide (após 24 semanas) para ajudar a acelerar o desenvolvimento dos pulmões do bebê
Você e o médico continuarão discutindo o melhor momento para realizar o parto do bebê, levando em consideração:

A proximidade da data prevista para o nascimento. Quanto mais avançada estiver a gravidez antes do parto, melhor será para o bebê
A gravidade da pré-eclâmpsia. A pré-eclâmpsia pode causar muitas complicações graves para a mãe.
A situação do bebê dentro do útero
O parto do bebê deve ser realizado se você apresentar sinais de pré-eclâmpsia grave, como:

Exames (ultrassom, perfil biofísico) que mostram que o bebê não está se desenvolvendo bem ou não está recebendo a quantidade adequada de sangue e oxigênio
O valor mais baixo de pressão arterial apresentado pela mãe for superior a 110 mmHg ou for maior do que 100 mmHg continuamente durante 24 horas
Exames alterados da função hepática
Dor de cabeça intensa
Dor abdominal
Eclâmpsia
Líquido nos pulmões da mãe (edema pulmonar)
Síndrome de HELLP
Baixa contagem de plaquetas (trombocitopenia)
Diminuição da função renal (pequena quantidade de urina, grande quantidade de proteína na urina, aumento no nível de creatinina no sangue)

Evolução (prognóstico)
Geralmente, a hipertensão, a proteína na urina e os outros efeitos da pré-eclâmpsia desaparecem por completo em até seis semanas após o parto. Entretanto, em alguns casos a hipertensão piora nos primeiros dias após o parto.

Uma mulher com histórico de pré-eclâmpsia corre o risco de apresentar a doença novamente em futuras gestações. Geralmente, ela não é tão grave como na primeira gravidez.

As mulheres que apresentaram problemas de hipertensão em mais de uma gravidez têm mais chances de apresentar hipertensão ao envelhecer.

A morte da gestante por pré-eclâmpsia é rara nos Estados Unidos. O risco de morte do bebê depende da gravidade da doença e da prematuridade do bebê quando ele nasce.

Complicações
A pré-eclâmpsia pode se transformar em eclâmpsia se a mãe tiver convulsões. Podem ocorrer complicações para o bebê se o parto for realizado de forma prematura.

Outras possíveis complicações graves para a mãe:

Problemas de hemorragia
Separação prematura da placenta e do útero antes do nascimento do bebê (descolamento da placenta)
Ruptura do fígado
Derrame
Morte (raramente)
Entretanto, essas complicações não são comuns.

A pré-eclâmpsia grave pode causar a síndrome de HELLP.

Ligando para o médico
Consulte seu médico se você apresentar sintomas de pré-eclâmpsia durante a gravidez.

Prevenção
Embora não exista uma forma conhecida de evitar a pré-eclâmpsia, é importante que todas as gestantes comecem o pré-natal cedo e continuem realizando os exames até o fim da gravidez. Isso permite que o médico descubra e trate doenças como a pré-eclâmpsia o mais cedo possível.

Um pré-natal adequado é essencial. Em todas as consultas, o médico examinará seu peso, pressão arterial e urina (por meio de um teste com fita reativa) para verificar se você apresenta pré-eclâmpsia.

Assim como em qualquer gestação, uma boa dieta pré-natal com vitaminas, antioxidantes, minerais e os grupos básicos de alimentos é muito importante. Também é essencial diminuir a ingestão de alimentos processados e açúcares refinados e cortar completamente a cafeína, o álcool e todos os medicamentos não receitados por um médico. Converse com seu médico antes de tomar qualquer suplemento, incluindo fórmulas fitoterápicas.

Gravidez: vitaminas podem ajudar contra pré-eclampsia

Condição estaria relacionada à deficiência de um aminoácido que ajuda a manter a circulação sanguínea saudável na gestação


Pesquisadores da pré-eclampsia, complicação que ocorre durante a gravidez, dizem que a suplementação de vitaminas antioxidantes combinada com um tipo de aminoácido em gestações de alto risco poderia reduzir a ocorrência da doença.

De acordo com o estudo, publicado no periódico British Medical Journal (BMJ), gestantes que tomaram um suplemento contendo o aminoácido L-arginina e vitaminas se mostraram significantemente menos propensas a desenvolver a pré-eclampsia em comparação àquelas que tomavam apenas suplementos vitamínicos, ou ainda ao grupo placebo.

A pré-eclampsia é uma grave condição de saúde caracterizada por pressão arterial extremamente alta e altas taxas de proteína na urina. O problema afeta aproximadamente 5% das mulheres na primeira gestação, apresentando riscos tanto à mãe quanto ao bebê.

Especialistas calculam que um total de 45 bilhões de dólares são gastos anualmente no tratamento de mulheres com pré-eclampsia nos Estados Unidos, Europa, Ásia, Austrália e Nova Zelândia. Em países emergentes, calcula-se que um total de 75.000 mulheres morra da doença a cada ano.

Quando a mãe e o bebê sobrevivem, a mulher mais tarde apresenta maiores riscos de hipertensão, problemas cardíacos, diabetes ou AVC. O bebê é geralmente prematuro, podendo sofrer complicações ao longo da vida.

O estudo foi conduzido em um hospital da Cidade do México. Gestantes em alto risco de pré-eclampsia foram divididas em três grupos, que receberam diariamente barras de cereais. O primeiro recebeu barras contendo L-arginina e vitaminas antioxidantes; o segundo, barras contendo apenas vitaminas e o terceiro recebeu barras de placebo. A suplementação teve início por volta da vigésima semana de gravidez, continuando até o parto.

A proporção de mulheres que desenvolveram pré-eclampsia foi de 30,2% no grupo placebo, 22,5% no grupo que recebeu apenas vitaminas e de 12,7% no grupo que recebeu a combinação de vitaminas e L-arginina.

“Essa intervenção relativamente simples e de baixo custo pode ser valiosa ao reduzir o risco de pré-eclampsia e de partos prematuros associados ao problema”, escreveram os pesquisadores mexicanos e americanos.

Dois especialistas britânicos comentaram o trabalho no periódico BMJ, ressaltando que a descoberta é importante, mas que ainda restam questões cruciais sem respostas.

Eles dizem que antes que outros estudos sejam conduzidos, pesquisadores deveriam tentar estabelecer como a L-arginina e as vitaminas trabalham em conjunto, quais seriam os possíveis efeitos prejudiciais e como seriam os resultados em populações e lugares diferentes.