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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Alívio para dor nas costas difere conforme a maneira como ela se manifesta

Reumatologista diz o que se deve fazer em cada caso


Dor nas costas é a doença crônica mais comum no Brasil. Segundo um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública, ligada à Fiocruz, 36% dos brasileiros sofre com esse problema. O estudo, que ouviu mais de 12 mil pessoas com mais de 20 anos em todo o país, revela que, do total de pessoas acometidas pela dor nas costas, apenas 68% buscam tratamento médico. O estudo brasileiro reforça as estatísticas da Organização Mundial da Saúde, que estima que 80% da população mundial teve, tem ou terá dor nas costas.

Na maioria dos casos, o tratamento é simples: tomar um analgésico. Em outros, pode existir uma causa mais séria para a dor constante. Conforme o reumatologista Sérgio Lanzotti, sentir dor nas costas diariamente pode ser sintoma de tuberculose ou até mesmo de câncer. O médico enumera algumas prováveis razões para o aparecimento das dores nas costas e diz que tipo de ajuda se deve procurar.

:: Minhas costas doem quando eu tenho que ficar em pé por muito tempoEste pode ser um sintoma de osteoartrite — ou artrose —, um distúrbio crônico das articulações caracterizado pela degeneração da cartilagem articular e do osso adjacente, podendo causar dor e rigidez articulares. Afeta muitos indivíduos em torno dos 70 anos de idade. Alguns podem apresentar rigidez articular após um período de sono ou de inatividade, mas, normalmente, a rigidez desaparece 30 minutos após a articulação começar a ser movimentada. À medida em que a lesão causada pela osteoartrite piora, a articulação pode se tornar menos móvel e, finalmente, ela pode congelar em flexão.

Alongamento, musculação e exercícios posturais ajudam a manter a cartilagem saudável, aumentam a amplitude dos movimentos da articulação e fortalecem os músculos circunvizinhos, de modo que eles possam absorver melhor os choques. É mais provável que a imobilização de uma articulação piore a osteoartrite ao invés de aliviá-la.

O uso de cadeiras, poltronas reclináveis, colchões e assentos de carro excessivamente macios pode piorar os sintomas. Comumente, recomenda-se o uso de cadeiras de encosto reto, colchões duros e estrados de cama inteiriços. Quando o quadro é grave, pode ser necessário o uso de suportes ou coletes ortopédicos para as costas.

:: Não são apenas as minhas costas que doem, minhas pernas tambémDor nas pernas, dormência ou fraqueza que se inicia na região lombar e desce até o nervo ciático na perna são conhecidas como ciática. A dor tende a ser constante em um lado da nádega ou da perna e é agravada quando a pessoa senta. A ciática é geralmente causada por uma hérnia de disco, ou seja, quando os discos da coluna vertebral, que agem como amortecedores entre os ossos de movimento da coluna, pressionam os nervos.

A maioria das hérnias discais resolve-se espontaneamente, sem necessidade de cirurgia. O simples ajuste da posição de dormir traz efeitos positivos: um travesseiro sob a cintura e outro sob o ombro podem ajudar quem costuma dormir de lado. Um travesseiro sob os joelhos pode ajudar aqueles que dormem de costas. A aspirina e outros anti-inflamatórios não-esteroides também ajudam a aliviar a dor. A dor intensa é tratada com analgésicos opioides.

:: Minhas costas e o meu pescoço doem muito, particularmente pela manhãA dor pode indicar a presença de uma espondilite anquilosante, um tipo de inflamação que afeta os tecidos conectivos, caracterizando-se pela inflamação das articulações da coluna e grandes articulações, como os quadris, ombros e outras regiões. Ela se caracteriza pelo surgimento de dores na coluna de modo lento ou insidioso, durante algumas semanas, associadas à rigidez matinal da coluna, que diminui de intensidade durante o dia.

Alguns pacientes se sentem cansados, perdem apetite e peso e podem ter anemia. Normalmente, os primeiros sintomas surgem no final da adolescência ou no início da idade adulta, sendo muito rara sua manifestação após os 40 anos de idade.

Não há cura para a espondilite anquilosante e, embora a doença tenda a ser menos ativa conforme a idade avança, o paciente deve estar consciente de que o tratamento dura para sempre, com uso de medicamentos, fisioterapia, correção postural e exercícios.

Porto Alegre terá serviço pioneiro de atenção a hepatites

Serviço será prestado no Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas


Profissionais da Secretaria de Saúde de Porto Alegre (SMS)  conheceram nesta segunda-feira o projeto de implantação do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) em Hepatites Virais, que foi instalado no Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas (HMIPV). O serviço será o primeiro do Brasil a oferecer assistência a todas as necessidades dos portadores de hepatite crônica no mesmo local, com estrutura mantida por governo municipal.

A apresentação do projeto será feita durante o Seminário de Integração SAE – Hepatites Virais, que começará às 14h, no Hotel Coral Tower (avenida Protásio Alves, 2966), com abertura feita pelo secretário municipal de Saúde, Carlos Henrique Casartelli. Vinculado à Área Técnica de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids) da SMS, o novo serviço será prestado por uma equipe multiprofissional, composta por oito médicos gastroenterologistas, mais infectologistas, psiquiatra, psicólogo, dois radiologistas, quatro enfermeiros, nutricionista, assistente social, dois farmacêuticos, terapeuta ocupacional e dois funcionários administrativos.

Os pacientes receberão atendimento individual e poderão participar de grupos de apoio que vão tratar de cuidados terapêuticos de hepatites, proteção da saúde em geral, medicações e nutrição. Contarão ainda com exames de endoscopia.

A hepatite C torna-se crônica em 80% das pessoas que contraem a doença e, em 30% desses casos, evolui para cirrose hepática. Há risco também de desenvolvimento de câncer de fígado. Pacientes com hepatite B crônica também estão sujeitos a ter cirrose hepática. Em pessoas vivendo com HIV/Aids, a progressão das hepatites é mais agressiva, o que torna necessário o acompanhamento de um médico infectologista, além do gastroenterologista, que normalmente trata dessas enfermidades. Estima-se que Porto Alegre tenha 25 mil portadores de hepatite C, e que mais de 20 mil não estejam em tratamento.

Fonte Zero Hora

Apoio psicológico ajuda casais em tratamento de fertilização a lidarem com as tensões

Complexidade das emoções que permeiam o tratamento do início ao fim pode prejudicar o sucesso da técnica


A procura por técnicas de fertilização assistida tem aumentado nos últimos anos. Em parte, porque a dedicação ao trabalho nos primeiros anos da fase adulta leva os casais a pensarem em ter filhos depois dos 30 ou até 40 anos de idade, quando a fertilidade já está mais reduzida. Ao optar por um tratamento de fertilização, é preciso estar preparado para lidar com a expectativa e com a pressão para evitar o desgaste emocional.

— O acompanhamento psicológico leva a uma análise mais profunda dos sentimentos e atitudes. É indispensável ver a pessoa em sua totalidade clínica, física, social, emocional e espiritual para prover o suporte adequado, que certamente contribuirá muito para o sucesso do tratamento — diz o médico Assumpto Iaconelli, especialista em reprodução humana.

De acordo com Iaconelli, o casal que opta por fertilização assistida experimenta momentos de tensão que envolvem o amplo entendimento do caso, o conhecimento das opções disponíveis e a realização dos exames. A ansiedade está sempre presente na vida do casal.

— Ao contrário da gestação normal, em que pai e mãe apenas estão juntos durante a realização do ultrassom, o casal em fertilização assistida vivencia cada uma das fases intensamente. O fracasso no tratamento ou a não implantação do embrião parecem denunciar uma alta dose de estresse — comenta.
O médico chama atenção para a complexidade das emoções durante o processo de reprodução humana assistida. O apoio de um psicólogo também será bastante útil para resolver problemas referentes à sexualidade.

— O contato sexual, seja por medo de prejudicar o tratamento, seja porque nessa fase tudo o que se pensa é no bebê, pode se converter numa experiência dolorosa e, às vezes, acaba desencadeando um comportamento hostil ou agressivo por parte dos cônjuges — diz Iaconelli.

O acompanhamento psicológico, nesse caso, é bastante útil não só para garantir o equilíbrio entre o casal, como também para evitar que o estresse ponha o tratamento a perder.

Fonte Zero Hora

Corrida leve pode cansar menos do que uma caminhada

Fisioterapeuta dá dicas para iniciantes na prática de exercícios físicos


Grande parte dos atletas iniciantes escolhem as tradicionais caminhadas para começar a prática de atividades físicas. Mas um estudo recente mostrou que praticar uma corrida em baixa intensidade é menos cansativo e melhor para os músculos do que andar depressa.

Durante o estudo, pesquisadores americanos analisaram pessoas em esteiras enquanto andavam e corriam. Eles concluíram que um músculo da panturrilha funciona como um câmbio de carro, ajudando o corpo a mudar de "marcha". Ele segura o tendão de Aquiles, fazendo com que o corpo gaste energia para esticá-lo. O tendão, por sua vez, libera energia para ajudar no movimento do pé.

— A corrida diminui o mau colesterol e estimula a produção do bom colesterol, fortalece a massa óssea, protegendo contra a osteoporose, ajuda a controlar o estresse, diminui a ansiedade, melhora a capacidade respiratória e o desempenho nas tarefas e atividades que exigem concentração — enumera a fisioterapeuta Luciana Costa, coordenadora do curso de Osteopatia da Faculdade Inspirar, de Curitiba-PR.

Os riscos, segundo ela, são maiores com uso de tênis inadequados ou com excesso de esforço, sem que o praticante repouse entre os treinos.

— Os perigos para a saúde também podem aumentar se você praticar a corrida num ritmo muito forte, em longos períodos e na frequência máxima dos batimentos cardíacos permitidos. Por isso, a corrida em ritmo leve é adequada para quem quer melhorar sua saúde — completa.

Fonte Zero Hora

Descontrole do hormônio corticosteroide representa riscos à saúde

Endocrinologista explica os sintomas e o tratamento dos distúrbios por falta ou excesso dos corticosteroides


Hormônios produzidos pelas glândulas adrenais — localizadas acima dos rins —, os corticosteroides são responsáveis por diversos mecanismos regulatórios que proporcionam um equilíbrio orgânico diante das diversas situações de estresse do dia a dia. Eles acertam o metabolismo dos carboidratos, gorduras e proteínas que têm um efeito inibidor das células de defesa do organismo.

Segundo a endocrinologista Lilian Kanda Morimitsu, fadiga, fraqueza muscular, perda de peso, náusea e vômito após crises de estresse podem ser sintomas causados pela falta do hormônio, típico da doença de Addison, conhecida por não produzir hormônio suficiente para estimular adequadamente as glândulas adrenais.

Já o excesso de corticosteroides gera a Síndrome de Cushing, cujos principais sintomas são o aumento de peso com gordura se depositando no tronco, no pescoço e no rosto, causando vermelhidão nas maçãs do rosto.

— A falta de corticosteroides pode ser tratada pela reposição com hormônios sintéticos e o excesso pode ser contido pela retirada da causa do problema ou tratando tumores que possam causar a doença — explica a médica.

Fonte Zero Hora