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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue é comemorado nesta segunda

Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue é comemorado nesta segunda Carlos Macedo/Agencia RBS
Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS
Gioovani Maciel Solari, 49 anos,  é um dos mais assíduos
 no  Hemocentro do RS
O cadastro do Hemocentro do Rio Grande do Sul, localizado na Avenida Bento Gonçalves, em Porto Alegre, contabiliza 10 doações de sangue dele. Só neste ano, Giovani Maciel Solari (O+), 49 anos, já foi quatro vezes ao local. Em uma das tentativas, quase foi barrado por ter retornado apenas 24 horas depois do período de espera de 60 dias após a última doação.

- Vou como voluntário, tem gente que vai só quando precisa - diz Solari.

Nesta segunda-feira, hemocentros públicos e privados comemoram o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, como forma de homenagear as pessoas que, no ano passado, realizaram cerca de 300 mil doações no Estado e ajudaram a salvar vidas.

Destinada para diversos fins, uma única bolsa de sangue, recheada de glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, entre outros, é utilizada em quatro situações clínicas importantes. Pode socorrer, por exemplo, pacientes que sofreram acidentes, passaram por cirurgias, transplantes ou por incontáveis horas de radioterapia e quimioterapia.

Rosane de Oliveira: doação de sangue, antes tarde do que mais tarde Solari começou a doar para compensar a ajuda que a filha de 21 anos recebe de remédios industrializados, feitos a partir de componentes do sangue, para controlar um problema de coagulação. Desde então, vestiu a camisa e se tornou um dos doadores mais assíduos do hemocentro.

Na sexta-feira, quando voltou ao local pela quarta vez no ano, não foi autorizado a doar. A pressão alta o impediu pela primeira vez. Com exigências que vão desde idade até a proibição de ter feito uma tatuagem nos últimos 12 meses, há dificuldades para arrecadar voluntários aptos.

- Tinha que vir mais gente, mas falta a cultura da doação, do ato solidário - comenta a psicóloga Sandra Garcia Bueno (A+), coordenadora do núcleo de atendimento ao doador do Hemocentro RS.

Foram as restrições que impossibilitaram coletas de sangue de seis amigos da advogada Thatiana Antunes Marranghello (A-), 28 anos. Ela foi aprovada e, na sexta-feira, estreou a vida de doadora. Chegou até o hemocentro movida pela necessidade de reposição de sangue para a mãe de uma amiga, internada na UTI. É desta forma que a maioria das pessoas chega até a confortável poltrona onde o braço será esticado e a coleta, realizada. Tatiana enfrentou o medo de ver sangue e saiu sorridente, com vontade de retornar.

- É bem tranquilo. Saí com a sensação de fazer o bem - relatou a advogada.

Foto: Carlos Macedo, Agência RBS 
Thatiana apesar do medo, Thatiana Antunes Marranghello achou tranquila a primeira doação

Almeri Marlene Balsan (A-), médica do banco de sangue do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, diz que o ideal seria que os centros de coleta não precisassem depender da doação de reposição - quando é solicitado um número de doadores para compensar as bolsas utilizadas por uma pessoa internada.

- Se não houver um doador de sangue, de onde vamos tirar? É um produto que não é comprado, não está à venda na prateleira das farmácias e não tem indústria que produza que não seja o nosso organismo - ressalta a médica.

Conheça os requisitos para ser doador e os mitos sobre este gesto solidário

Em vídeo, veja o passo a passo da doação comentado pela colunista e doadora voluntária Rosane de Oliveira:

Idade máxima agora é de 69 anos
Se a regra não tivesse mudado, o militar da reserva do Exército Carlos Henrique Bohmer Conrado (B+), 66 anos, teria apenas mais um ano para seguir a rotina de doar sangue. Antes mesmo de vestir a farda verde pela primeira vez, há quase meio século, ele já sentia o prazer de ajudar quem nem conhecia.

- Quem me convenceu a doar foi meu irmão. Ele disse que estavam pedindo doações de sangue pelo rádio, porque tinha ocorrido um acidente envolvendo um ônibus, com várias pessoas feridas - relembra Conrado.

Desde então, o militar não parou mais e, neste mês, descobriu que terá mais uns anos para continuar fazendo o ato que considera ser um gesto de solidariedade. Na terça-feira, 12 de novembro, o Ministério da Saúde ampliou a idade máxima de doação de sangue para 69 anos, 11 meses e 29 dias, o que aumenta em 2 milhões o público potencial de doadores. Até então, a faixa etária para doação era de 16 a 67 anos.

A médica Almeri Marlene Balsan (A-), do banco de sangue do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, explica que o sangue não envelhece e que os limites de idades ocorrem por uma questão de proteção ao doador.

- A nossa qualidade de vida está melhor, o cuidado com a saúde se aperfeiçoou e, hoje, vivemos por mais tempo, por isso temos condições de doar sangue. O sangue não envelhece, tanto em um indivíduo de 30 anos quanto em um de 70, o glóbulo vermelho tem uma sobrevida de 120 dias na circulação e, na bolsa, se conservado de 2°C a 6°C, de 35 dias - diz a médica.

O santa-mariense Conrado, que nunca precisou receber sangue e esbanja uma pressão sob controle, comenta que, enquanto tiver com a saúde boa, vai continuar abastecendo os bancos do Estado. Morador de Canoas, ele já tem um programa para esta semana: ir ao Hemocentro de Porto Alegre doar vida.

Zero Hora

CDPI tem 38 trabalhos científicos aprovados no maior congresso de radiologia do mundo


A Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI) mais uma vez conquista destaque entre as instituições brasileiras na Assembleia Científica e Encontro Anual da Sociedade de Radiologia da América do Norte (RSNA 2013), que chega a sua 99ª edição. Isso porque os especialistas que representarão a clínica tiveram 38 trabalhos aprovados no maior evento de radiologia do mundo, que ocorre entre os dias 1º e 6 de dezembro, em Chicago, nos Estados Unidos.

Segundo Emerson Gasparetto, diretor médico da CDPI, o investimento em ciência e tecnologia é uma premissa da clínica, que vem sendo reconhecida há vários anos pelo volume de trabalhos aprovados na RSNA. “A equipe médica da CDPI gera grande contribuição para o intercâmbio científico e a produção de estudos de alta qualidade sobre inovação na prática da medicina diagnóstica”, afirma.

O congresso reunirá especialistas em busca de aperfeiçoamento científico e vai apresentar as principais novidades do setor de radiologia e diagnóstico por imagem. Entre os 38 estudos que serão mostrados pela CDPI, a área de neurologia obteve destaque com trabalhos inovadores, como o case intitulado Diffusion Tensor Imaging and Neuropsychological Study of Abstraction/Executive Impairment in HIV-infected Patients, que traduz inovação e avanço tecnológico, pois permite relacionar o grau de comprometimento neuropsicológico de pacientes infectados pelo HIV e possíveis alterações cerebrais.

O diferencial dessa técnica é a utilização da difusão das moléculas de água, que não seriam percebidas em um exame convencional de ressonância magnética”, salienta Rafael Ferracini, radiologista da CDPI e um dos autores do trabalho científico. 

Juliana Xavier
Jornalista
Assessora CPDI
(21) 7892-8299

Café da manhã ideal controla a vontade de comer doces no final da tarde

Caprichar num café da manhã balanceado ajuda a controlar a
fome no final da tarde
Primeira refeição é essencial e ajuda o organismo com os nutrientes necessários para não sentir aquela fome incontrolável no fim do dia
 
Pular o café da manhã não é uma boa ideia. A falta da alimentação matinal também está ligada àquela fome incontrolável no final da tarde, em que é praticamente impossível resistir à tentação de comer doces.
 
Segundo a nutricionista Paola Nunes, da clínica Super Healthy, a primeira refeição do dia também garante a reposição da energia perdida durante o sono. “Para que as funções vitais sejam mantidas enquanto dormimos, o corpo usa o glicogênio (reserva de glicose), que é armazenado no fígado.
 
Temos uma reserva de 12h, mas quando acordamos, o corpo libera uma série de hormônios no organismo e é necessário repor essa glicemia usada. Algumas pessoas que pulam o café da manhã podem ter hipoglicemia, outras já têm aquela fome absurda no final da tarde”, explica. “Aí a pessoa tem vontade de comer doce ou carboidratos brancos, pois o corpo precisa de uma energia rápida”, alerta.
 
Paola explica que o café da manhã ideal precisa conter três grupos alimentares: energéticos, construtores e reguladores. Na prática, segundo Brunna Reis, nutricionista do Dietas Delivery, se transformam em uma fruta, um carboidrato integral (pão integral) e uma proteína magra (queijos magros ou iogurte desnatado, leite desnatado).
 
“Os carboidratos são os energéticos que atuam no controle da glicemia. Os construtores são as proteínas, que são importantes para a manutenção da massa magra, os músculos, além de serem essenciais para o cabelo e unhas. Por fim, vêm os reguladores, que são as frutas, importantes pelas vitaminas e minerais”, explica Paola.
 
Quando se trata de carboidratos, o ideal é optar pelos integrais. “Eles ajudam no controle glicêmico, isso ajuda na prevenção e/ou controle do diabetes, além de controlar o colesterol. E os integrais trazem uma saciedade maior do que os refinados, isso ajuda a controlar a fome durante o dia”, explica Brunna. “Podem ser pães, biscoitos ou bolos integrais”, acrescenta Paola.
 
Já as proteínas são compostas por leites, queijos, e iogurtes, todos com baixo teor de gordura. “Não vale ser aqueles queijos amarelos, bem gordurosos. Já existem no mercado alguns tipos de mussarela com um teor proteico mais alto e com menor taxa de gordura, que podem ser consumidos no café da manhã”, explica a nutricionista da Super Healthy.
 
Brunna também ressalta que as frutas são essenciais para um bom café da manhã. “O consumo de vitaminas e minerais devem ser variados, alternando sempre os alimentos para que a pessoa tenha bastante variedade desses nutrientes na alimentação. Quanto maior rotatividade dos alimentos, mais variedades dessas vitaminas”, explica.
 
Paola acrescenta: “Até se pode substituir a fruta por um suco, mas isso diminui a quantidade de fibras. O ideal é enriquecer o suco com chia, linhaça ou biomassa de banana, que doam a fibra sem alterar o sabor. A quantidade diária de fibras recomendada é de 25 a 30 gramas, mas pode variar de acordo com o peso da pessoa”, explica.
 
iG

Cuidados com a perda de memória devem começar cedo

Hábitos simples como exercícios e aprender coisas novas turbinam o cérebro
 
Estima-se que nas próximas décadas, no Brasil, o número de pessoas com mais de 65 anos duplique, o que trará um impacto socioeconômico para o qual ainda não estamos preparados. Em se tratando de saúde pública, surge a preocupação com doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, e de que forma evitá-las.
 
Infelizmente, ainda não existem tratamentos que mudem a história natural de doenças neurodegenerativas. Mas seria possível, através de hábitos saudáveis, brecar a perda neurológica com o passar da idade, por exemplo, a perda de memória e atenção?
 
Em primeiro lugar, um conceito fundamental da neurobiologia diz que "basta nascer para morrer".
 
Isto significa que a cada dia que passa temos menos neurônios em nosso cérebro e, portanto, existe um processo de involução "natural" de nossa massa encefálica. Entretanto, e isto a grande maioria das pessoas esquece, cada neurônio que antes fazia 10 mil conexões, agora, aos 50 ou 60 anos, faz 100 mil conexões. Por isso, essa faixa etária pode dizer que atingiu seu ápice de funcionamento cognitivo. Logo, o conceito aqui trata de "qualidade" das conexões nervosas e não "quantidade".
 
Outro ponto importante nesta discussão diz respeito ao fato de algumas pessoas apresentarem uma "perda mais rápida" de seus neurônios com a idade. Algumas vezes, isso pode significar o início de um processo neurodegenerativo. Na verdade, estudos recentes com imagem funcional utilizando tomografia por emissão de pósitrons e radiotraçadores para proteína beta-amiloide estão demonstrando que indivíduos com essa perda mais acelerada estariam em maior "risco" para desenvolver Alzheimer.
 
Nunca é tarde para a prevenção
Finalmente, surge a pergunta sobre como evitar, em uma idade mais avançada, a perda de funções nobres como a memória e a atenção. Aqui, o conceito de "quanto antes melhor" pode fazer toda diferença. Isso significa, então, que devemos nos preocupar aos 20 anos de idade com nosso cérebro de 65. "Quanto antes, melhor"...
 
E as dicas para todos, em particular, aos mais jovens, seriam incluir na dieta mais peixes, pequenas porções de carne vermelha, frutas e legumes, azeite de oliva, uma taça de vinho tinto e grãos da família das nozes, castanhas, etc. Outra dica diz respeito à atividade física regular e atividade social, ou seja, interagir com as outras pessoas, conhecer gente nova, sair de casa e, finalmente, aprender algo novo sempre que puder - seja uma língua estrangeira, dirigir, costurar, qualquer coisa. O cérebro é ávido por informações novas e temos bilhões de neurônios à toa esperando nossas ordens.
 
No fim do dia, aqueles que cuidarem do seu cérebro ao longo de toda a vida terão mais chances de experimentar a terceira-idade com tranquilidade.
 
Minha Vida

Depois de pesar 25 kg, jovem conta que se apaixonar ajudou a superar a anorexia

Reprodução/DailyMail
Jo Thompson chegou a pesar 25 kg
Britânica passou fase em que comia apenas ervilha e tomava água; hoje é mãe de 2 filhos
 
Depois de sofrer anos com anorexia, a britânica Jo Thompson, 21 anos de idade, se recuperou totalmente do transtorno alimentar. Ela resolveu dar a volta por cima, após ter se apaixonado pelo gerente do restaurante onde trabalhava. As informações são do site Daily Mail desta quinta-feira (21).
Com apenas 11 anos, ela começou a sofrer de extrema ansiedade e ataques de pânico e desenvolveu o transtorno alimentar. Em um dos piores de seus momentos, os médicos lhe deram apenas 48 horas de vida. Ela chegou a pesar 26 kg.
 
De acordo com o site, Jo sofreu por seis anos com a doença. Em certa fase, ela conta que  chegou a comer apenas ervilha e tomar água.
 
Aos 17 anos, Jo percebeu que a única maneira de tentar se recuperar seria se acostumar a ver as pessoas comendo ao seu redor. Por isso, pediu um emprego em uma famosa rede de fast food.
 
— Certo dia, depois me encontrar com os meus amigos, percebi que eu não queria passar a minha vida toda dentro do hospital. Queria mostrar a todos que poderia vencer a anorexia. As pessoas ficaram chocadas, mas tinha que provar que poderia vencer meus demônios.
 
Reprodução/DailyMail
 
Foi no restaurante que Jo conheceu o gerente Zoheb Khan, 25 anos. Segundo ela, foi ele quem a ajudou a combater a doença.
 
— Quero que minha história sirva para mostrar que qualquer um pode se tornar anoréxico. Não é uma escolha meninas fazem, é uma doença que controla todos os aspectos de sua vida. Anorexia não me controla mais. Eu tenho meus dois filhos lindos para cuidar agora e nunca vou me deixar ficar doente novamente.
 
R7