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sábado, 7 de dezembro de 2013

O que são aftas e lesões bucais?

Aftas
Inchaços, manchas ou feridas na boca, lábios ou língua merecem atenção
 
O que são aftas e lesões bucais?
 

São inchaços, manchas ou feridas em sua boca, nos lábios ou na língua. Há vários tipos de feridas e de enfermidades bucais. As mais comuns são as aftas, o herpes simples, a leucoplasia (placa branca) e a candidíase (sapinho). Estes problemas serão abordados abaixo.

Se encontrar uma ferida em sua boca, não se preocupe. Cerca de um terço de toda a população sofre ou sofrerá com isso em algum momento da vida. Contudo, as irritações e inflamações bucais podem ser muito dolorosas e interferir na fala e na mastigação.

Qualquer ferida que persista durante uma semana ou mais deve ser examinada pelo seu dentista. Às vezes, é recomendável que se faça uma biópsia (retirada de tecido para ser examinado) para que se possa detectar a causa da ferida, e para que se possa eliminar a possibilidade de doenças sérias como o câncer e AIDS.
 
Aftas: são inflamações pequenas e brancas cercadas por uma área avermelhada. As aftas não são contagiosas, mas muitas vezes são confundidas com herpes, causado por um vírus contagioso. As aftas ocorrem dentro da boca, principalmente em mucosa, enquanto o herpes aparece no lado de fora da boca, por exemplo, no canto dos lábios. As aftas podem sumir e reaparecer.

Podem também ser pequenas ou grandes e aparecer agrupadas ou isoladas. As aftas são comuns e recorrentes. Embora sua causa seja incerta, alguns especialistas acreditam que estão ligadas a problemas do sistema imunológico, a bactérias ou a vírus. Fatores tais como o estresse, trauma, alergias, cigarro, deficiências de ferro ou vitaminas e tendências genéticas também tornam a pessoa mais susceptível às aftas.

Como saber se tenho uma ferida ou uma lesão bucal?
Os seguintes sinais podem indicar a existência de uma ferida ou lesão bucal:

O herpes simples ou herpes labial se apresenta em grupos de bolhas dolorosas que aparecem ao redor dos lábios e, às vezes, debaixo do nariz e ao redor do queixo. Essas bolhas são causadas por um tipo de vírus e são altamente contagiosas.

A primeira infecção muitas vezes aparece em crianças, às vezes até sem sintomas e pode ser confundida com um resfriado ou uma gripe. Uma vez que a pessoa é infectada, o vírus permanece no corpo, causando, de tempos em tempos, ataques recorrentes. Em algumas pessoas, porém, o vírus permanece inativo.

A leucoplasia tem uma aparência esbranquiçada e pode aparecer no lado interno da bochecha, na gengiva ou na língua. Muitas vezes é associada ao fumo, ao uso de tabaco de mascar, embora outras causas incluam também dentaduras mal ajustadas, dentes quebrados e mordidas na bochecha.

Se considerarmos que mais ou menos 5% dos casos de leucoplasia se tornam câncer*, é possível que seu dentista recomende uma biópsia. A leucoplasia muitas vezes desaparece quando se abandona o tabaco.

A candidíase (ou sapinho) é uma infecção fúngica causada por cândida albicans. Pode ser reconhecida por sua cor branca, amarelada ou avermelhada nas superfícies úmidas da boca. Os tecidos situados sob a mancha podem ficar muito doloridos.

A candidíase é comum em pessoas que usam dentaduras, em recém nascidos, em pessoas debilitadas por alguma doença e cujo sistema imunológico não funcione de maneira adequada. Também são susceptíveis pessoas que se queixam de boca seca que acabaram de fazer, ou estão fazendo, tratamentos com antibióticos. Adote uma dieta equilibrada, com pouco açúcar e pouco amido.

Coma os alimentos com açúcar e amido durante as refeições e não como "lanchinhos", para minimizar o número de vezes que seus dentes estão expostos ao ácido.
 
Como tratar irritações/lesões bucais?
O tratamento varia de acordo com o tipo de problema. Para os tipos mais comuns, descritos acima, os tratamentos são os seguintes:

Aftas: quase sempre desaparecem depois de 7 a 10 dias, e as erupções recorrentes são as mais comuns. Para um alívio temporário, pode se aplicar pomadas analgésicas. A lavagem com enxagüantes antisépticos pode ajudar a reduzir a irritação. Às vezes, prescreve-se antibióticos para reduzir uma infeção secundária.

Herpes simples: as bolhas geralmente desaparecem em uma semana. Como não existe cura para as infecções herpéticas, as bolhas podem reaparecer em momentos de instabilidade emocional, exposição ao sol, alergias ou febre. Anestésicos tópicos podem proporcionar um alívio temporário. Os medicamentos antivirais, vendidos com receita médica, podem reduzir este tipo de infecção. Consulte seu médico ou dentista.

Leucoplasia: o tratamento começa com a remoção dos fatores que causam as lesões. Para alguns pacientes isto significa deixar de usar tabaco. Para outros, significa remover as dentaduras mal ajustadas e substitui-las por dentaduras apropriadas. Seu dentista fará o acompanhamento do tratamento, com exames em intervalos de três a seis meses, dependendo do tipo, local e tamanho da lesão.
 
O tratamento da candidíase consiste em controlar as condições que causam o seu aparecimento.

É importante limpar as dentaduras para evitar os problemas causados por elas. Remover as dentaduras antes de dormir também pode ajudar.

Se a causa for um antibiótico ou um anticoncepcional oral, a redução da dose ou a mudança do tratamento podem ajudar.

Produtos que substituem a saliva deixam a boca mais úmida. Medicamentos contra fungos podem ser usados quando a causa principal é inevitável ou incurável. Em todos os casos, a boa higiene bucal é essencial.

* The Complete Guide to Better Dental Care, Jeffrey F. Taintor, D.D.S., M.S., and Mary Jane Taintor, 1997.  
 
Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2013 Colgate-Palmolive.
 
Minha Vida   

O que esperar da cirurgia de reconstrução da mama?

Ela restaura a forma, aparência e tamanho da mama, mas pode deixar cicatrizes
 
Por Dr. Wagner Montenegro
 
Os seios têm uma representação simbólica muito forte para a mulher, pois eles têm relação direta com a feminilidade, autoestima, sexualidade e maternidade, fatores intimamente presentes no universo feminino. Uma mastectomia - cirurgia para a retirada total ou parcial da mama para tratar a paciente com câncer de mama - pode afetar psicológica e emocionalmente a vida de uma mulher, nesse sentido, o procedimento cirúrgico para a reconstrução da mama se torna fundamental.
 
A reconstrução de mama é a cirurgia que irá restaurar a forma, aparência e tamanho da mama e está diretamente relacionada ao tipo de cirurgia de mastectomia que foi realizada. Embora em alguns casos não seja possível fazer a mastectomia e a reconstrução na mesma cirurgia, hoje é usual que se façam simultaneamente. Muitos fatores interferem nessa decisão, como a dimensão do câncer, tipo de tumor, se será necessário quimioterapia ou radioterapia e as condições clínicas da paciente.
 
Como é feita a reconstrução mamária
Em geral, é preciso fazer a reconstrução de mama em mais de um tempo cirúrgico. A maioria dos casos exige uma segunda intervenção e outros, uma terceira, até que se alcance um formato e aparência satisfatórios para a mama. A primeira etapa cirúrgica é de proporções grandes, posteriormente são feitas uma ou duas etapas menores. Apesar de a reconstrução ser uma cirurgia grande, mais agressiva do que as demais cirurgias plásticas nas mamas, a recuperação da paciente é normal, podendo ser comparada à cirurgia de redução de mamas.
 
Tipos de reconstrução mamária que podem ser feitos
Nos casos em que foi preservada grande parte de pele e gordura na mastectomia, o cirurgião plástico poderá utilizar apenas uma prótese de silicone para a reconstrução, atingindo um resultado satisfatório. Já nas mulheres em que foi retirada uma quantidade maior de pele e gordura (mas não toda), ainda há um pouco de cobertura, porém não existe espaço suficiente para a colocação de uma prótese comum, logo o cirurgião implanta uma prótese com expansor. Esse dispositivo funciona como se fosse uma bexiga, é uma prótese vazia que vai sendo preenchida aos poucos e consequentemente vai aumentando o volume da pele, esticando-a. Quando a mama alcança o volume apropriado, o expansor é retirado e dá lugar a uma prótese de silicone definitiva.
 
Nas situações em que foi retirada uma quantidade ainda maior de gordura e pele - incluindo muitas vezes a aréola e o mamilo - a reconstrução tem que ser feita através de um retalho, uma parte da pele de outra região do corpo, que é utilizada para cobrir o local em que há escassez de tecidos. Para este tipo de reconstrução existem várias técnicas, uma delas é feita com a pele do abdômen, onde o cirurgião faz uma plástica de abdômen (abdominoplastia) na paciente, e retira o excesso de pele que ela tenha abaixo do umbigo. Dessa forma a pele e gordura removidas da barriga dão formato e tamanho à mama restaurada. Da mesma forma pode ser usada pele das costas, da região do grande dorsal, que está localizada na linha acima da cintura.
 
É possível associar o uso de retalho abdominal ou de grande dorsal com a prótese de silicone. Quando é feita a plástica de abdômen e a tira da pele do abdômen vai para a mama, há em geral um grande volume de gordura, então é raro usar a prótese, já quando é usado o retalho do dorso, em geral, também é necessária a colocação da prótese.
 
Opções que a paciente tem
Na cirurgia de reconstrução a paciente pode optar por corrigir ou aumentar a mama que não passou pela mastectomia. Por exemplo, existem pacientes que tem uma mama com gigantomastia de um lado, ou seja, uma mama grande e caída e do outro lado realizaram a mastectomia. Nesse caso, na cirurgia pode ser feita a simetrização, que associa a reconstrução de uma mama e a redução com elevação da outra. Nas situações em que a paciente tem histórico familiar de câncer de mama, o mastologista, em conjunto com o cirurgião plástico, pode optar pela retirada da glândula mamária da mama que não tem tumores, com o intuito de uma medida profilática, prevenindo com que ela tenha câncer também nessa mama. O cirurgião plástico faz a cirurgia e a paciente fica com duas próteses de silicone no lugar das glândulas mamárias.
 
Resultados
O resultado final da cirurgia de reconstrução de mama pode ser muito satisfatório, minimizando o impacto físico e psicológico da paciente, porém, a mama não ficará como era antes. É possível comparar seu resultado com o de uma redução de mamas, em que a mama fica com um bom resultado, entretanto há a presença de cicatrizes. O tamanho da cicatriz depende basicamente da cirurgia que foi feita para retirar o câncer. Se for preciso fazer uso de retalhos de pele na reconstrução, sempre vão ficar cicatrizes na mama. São cirurgias grandes e as cicatrizes podem ficar redondas, quadradas, dependendo da ausência de pele que havia ali.
 
MSN Minha Vida

Excisão de pele: cirurgia é indicada para retirar tumores cutâneos

Procedimento retira o câncer mais uma margem de pele saudável

O que é?
 

 
 
Excisão é um procedimento cirúrgico de remoção de uma lesão por meio do corte da pele ao redor desta lesão, permitindo sua retirada. É usada tanto para remoção de lesões benignas quanto malignas.
 
Em casos de câncer de pele,   além da lesão, é removido um pedaço de pele normal ao redor da lesão, chamado margem de segurança. A largura desta margem de pele normal removida depende de fatores como o tipo de câncer de pele, tamanho do tumor e sua profundidade. A excisão cirúrgica é o tratamento padrão-ouro para o câncer de pele, ou seja, é sempre a primeira opção para a retirada do tumor, podendo depois ser combinada com outros tratamentos, como a radioterapia ou pomadas imunomoduladoras.
 
Indicações
A excisão cirúrgica simples é indicada para remover o câncer de pele que tem margens bem delimitadas. Lesões mal delimitadas podem requerer procedimentos cirúrgicos mais sofisticados, como a cirurgia de Mohs.
 
Quem não pode fazer
As contraindicações para a excisão cirúrgica de um câncer de pele são as mesmas que para qualquer outro procedimento cirúrgico de mesmo porte. Para lesões pequenas, a cirurgia costuma ser feita com anestesia local, em ambiente ambulatorial, e as contra indicações seriam apenas doenças graves de coagulação, uso de anticoagulantes e alergia aos anestésicos locais. Casos de doenças sistêmicas graves, uso de marca passo e idade avançada devem ser avaliados individualmente. Dependendo do caso, o medico poderá indicar outra forma de tratamento como o uso de cremes ou pomadas com efeito quimioterápico e antitumoral, ou uso de luz sobre pomada especial, como na terapia fotodinâmica.
 
Qual médico realiza a cirurgia?
Um dermatologista pode realizar a excisão cirúrgica de um câncer de pele, desde que tenha habilidade e esteja familiarizado com o procedimento.
 
Exames necessários para fazer a cirurgia
Para casos simples e lesões pequenas, exames pré-operatórios são dispensáveis. Já no caso de procedimentos maiores, o médico provavelmente pedirá uma séria de exames pré-operatórios, incluindo avaliação cardiológica, eletrocardiograma e raio-x do tórax.
 
Preparo para a cirurgia
 
Seu cirurgião pode fazer algumas recomendações pré-cirurgia:                                           
- Parar de tomar certos medicamentos: deixe seu cirurgião saber de quaisquer medicamentos ou suplementos que você está tomando, incluindo remédios para afinar o sangue, como a varfarina ou ácido acetilsalicílico
 
- Alguns suplementos alimentares (como cápsulas de alho, gingko biloba) e vitamínicos (como a vitamina E) também podem interferir na coagulação após a cirurgia, por isso certifique-se de que seu cirurgião sabe sobre esses também
 
- Continue a tomar quaisquer medicamentos de prescrição (principalmente para diabetes e pressão alta) conforme as instruções, a menos que seu médico lhe diga o contrário
 
- Use roupas confortáveis: é recomendável usar roupas que não sejam muito apertadas e sejam fáceis de vestir, para não ter nenhum incômodo.
 
Tipos de anestesia
O tipo de anestesia usada para a cirurgia depende do tamanho, da localização e do tipo do câncer de pele. A remoção dos carcinomas (basocelular ou espinocelular) costuma ser mais tranquila que a remoção de um melanoma, que é o tipo mais agressivo de câncer de pele e exige uma excisão com margem de segurança maior. Cirurgia em cânceres pequenos, facilmente alcançados, pode requerer apenas um anestésico local, enquanto que a cirurgia para tumores maiores podem requerer anestesia geral.
 
Margens são demarcadas antes da cirurgia para a retirada da lesão
Como é realizada
A grande maioria dos casos de excisão de tumores da pele pode ser feita ambulatorialmente, sob anestesia local. Nestes casos, você provavelmente não precisará trocar a suas roupas, mas dependendo do local do câncer o médico ou enfermeiro pode solicitar a troca por um avental cirúrgico. Antes da excisão de pele, o enfermeiro ou médico limpa a área a ser operada, delimitando-a com uma caneta especial. É aplicado um anestésico local na pele, de forma que você não sinta nada durante o procedimento.
 
Antes da incisão, pode ser feita uma curetagem da área, ou seja, a raspagem da pele. Isso pode facilitar a retirada de tumores maiores.
 
É feito um corte na pele com um bisturi ao redor da lesão de câncer de pele visível, juntamente com uma margem de tecido aparentemente saudável. No geral, usa-se uma margem de 1 cm para carcinomas e de até 2 cm para melanomas, em todas as direções.
 
Após a área cancerosa ser removida, a incisão é fechada com pontos ou, para casos menos graves, a ferida pode ser deixada aberta para curar sozinha. Se a incisão for grande, por vezes é necessário um enxerto de pele ou então deslocar a pele de uma área próxima para cobrir a ferida. A cirurgia reconstrutiva pode ser necessária se a excisão criar uma cicatriz inestética.
 
O tecido retirado deve ser examinado histologicamente, permitindo a avaliação das margens laterais e profundas, e a certificação de que todas as células cancerosas foram removidas. É extremamente importante que todo o câncer de pele tenha sido retirado, para reduzir o risco de recorrência.
 
Tempo de duração do procedimento
A duração da cirurgia depende muito do tamanho do tumor que será retirado e a possibilidade de ter alguma complicação. O médico poderá lhe informar melhor sobre o tempo de cirurgia para o seu caso.
 
Cuidados após a cirurgia
As excisões no geral tem uma cicatrização tranquila, sem problemas. Você fará um acompanhamento com seu cirurgião ou médico para monitorar sua recuperação e se certificar de que a ferida está cicatrizando corretamente. Embora a excisão tenha uma alta taxa de cura para o câncer de pele, você sempre vai ter um pequeno risco de recorrência, ou então de desenvolver câncer de pele em outro local. Por isso, é importante manter o acompanhamento regular com o dermatologista para detectar qualquer novo câncer de pele.
 
Possíveis complicações/riscos
 
Riscos do uso de excisão para remover câncer de pele incluem:                        
  • A ferida infeccionar, sangrar e doer
  • Cicatrizes
  • O enxerto de pele pode não cicatrizar
  • Nem todas as células cancerosas terem sido removidas, necessitando de uma nova cirurgia ou outro procedimento.
Como é a recuperação do paciente
A recuperação da cirurgia de câncer de pele varia de acordo com o local de retirada, quanta pele é removida e estado geral de saúde do paciente. Os resultados cosméticos são bons, de uma maneira geral.
 
Grávida pode fazer?
Sim. A excisão de pele pode ser realizada na gravidez, mas nestes casos são avaliados os riscos e benefícios do procedimento. Em alguns casos, pode ser mais prudente esperar até o final da gestação.
 
Custo da cirurgia
Os custos variam muito de acordo com o tamanho do procedimento a ser realizado e o tipo de anestesia usado. Procedimentos pequenos, ambulatoriais e com anestesia local custam a partir de R$400,00 - enquanto cirurgias maiores, com enxertos ou retalhos, sob anestesia geral em ambiente hospitalar podem custar mais de R$30 mil.
 
Regulamentação
A cirurgia é aprovada pelo Conselho Federal de Medicina                                             
 
Referências:
Tatiana Jerez, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia

Paulo Issa, dermatologista coordenador da campanha de alerta para o Câncer de Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional Rio de Janeiro (SBD-RJ)

Selma Cernea, dermatologista do Hospital Israelita Albert Einstein
 
MSN Minha Vida

Hérnia de disco: conheça os tratamentos que ajudam a aliviar dores

Hérnia de disco
Exercícios e medicamentos são aliados no combate à doença que afeta a coluna
 
Carregar bolsas ou mochilas pesadas, postura errada, não se acomodar na cadeira, dirigir muito, ter sobrepeso ou levar uma vida sedentária.
 
Se você se encaixa em uma (ou mais) dessas situações, provavelmente sofre com dores na coluna, que se não forem tratadas corretamente, podem se acentuar e evoluir para doenças mais graves.
 
A coluna vertebral é composta por vértebras, discos intervertebrais, nervos, músculos, medula e ligamentos. É nesse conjunto que acontece a maior parte das disfunções que causam dores nas costas. Entre elas, a hérnia de disco, cujo estágio inicial está presente na coluna de quase 65% da população adulta brasileira.
 
As vértebras da nossa coluna estão unidas por articulações chamadas de discos intervertebrais, que são constituídos de material fibroso e gelatinoso e desempenham a função semelhante a de um amortecedor, dando mobilidade para locomoção e movimentos de impacto.
 
A hérnia de disco ocorre quando parte do disco, em geral os das vértebras cervical, dorsal ou lombar, escorrega para trás ou para o lado da coluna, comprimindo o nervo, daí a causa das dores. No entanto, essa dor é bem característica, como explica o ortopedista e cirurgião de coluna Ricardo Ueta, da Unifesp: "O sintoma clássico é a dor associada à região lombar que irradia para os membros inferiores, atingindo pernas e pés, ocasionando fraqueza muscular e formigamento", diz o especialista.

Segundo o ortopedista Renato Ueta, não há cura definitiva para o problema. "A hérnia de disco é um processo degenerativo. Os tratamentos feitos visam retirar os sintomas do paciente, porém a hérnia continua lá", diz o ortopedista.
 
Confira os tratamentos disponíveis para esse problema:
 
Medicamentos
Na fase aguda da doença, ou seja, quando você sente aquela dor que incomoda, o tratamento é feito a base de medicamentos analgésicos, e anti-inflamatórios. "A ideia é usar os medicamentos pelo período mais curto possível, e tentar buscar outras formas de evitar a dor", explica o neurocirurgião Manoel Jacobsen Teixeira, coordenador do Núcleo da Dor e Distúrbios do Movimento do Hospital Sírio-Libanês. Segundo o especialista, se o quadro não se normalizar, podem ser receitados outros medicamentos, como antidepressivos e anticonvulsionantes - mas tudo depende do quadro do paciente e recomendação médica. "Todos eles agem diminuindo a dor por meios diferentes, seja diretamente (analgésicos), por diminuir a inflamação (anti-inflamatórios), ou por aumentar o limiar crítico de dor suportado pelo paciente (antidepressivos e anticonvulsionantes)", completa o ortopedista Paulo Borges Alvim, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.                    
 
Injeções
Se o paciente estiver sofrendo uma dor muito intensa, pode-se ministrar um medicamento por injeção. "A aplicação de medicação anti-inflamatória e analgésica por meio de injeções pode ser intramuscular ou diretamente na coluna vertebral", explica o ortopedista Paulo Borges. Quando a injeção é aplicada na coluna, o processo é acompanhado com o auxílio de métodos de imagem, como fluoroscopia ou tomografia em tempo real, geralmente em regime de hospital com anestesia local. "Podem ser injetados medicamentos no próprio disco, no canal por onde sai a raiz nervosa afetada pela hérnia de disco ou dentro do canal vertebral."
 
Evite o repouso
"O repouso absoluto é absolutamente contraindicado em pessoas que tem hérnia de disco", declara o neurocirurgião Manoel. De acordo com o especialista, ao ficar em repouso tanto na fase aguda quando na crônica, o risco de incapacidade aumenta - ou seja, a dor pode voltar ainda mais forte quando a pessoa voltar as suas atividades, ou então nem mesmo cessar com o repouso. É importante que a pessoa não seja afastada do trabalho e continue fazendo suas atividades normalmente, respeitando os limites da dor. "A partir do momento em que ficamos parados a musculatura não trabalha, inclusive a coluna. Por isso, quanto mais repouso maior a atrofia ou hipotrofia muscular, fator que pode agravar a dor."
 
Pratique exercícios
"Depois dessa fase mais dolorosa, é indicada a prática de atividade física para o fortalecimento da coluna, ajudando na prevenção de novos episódios", explica o ortopedista Ricardo Umeta, da Faculdade Santa Casa de São Paulo. Para pacientes que sentem muita dor, o ideal é o acompanhamento com fisiatra ou fisioterapeuta. Alguns aparelhos são indicados para o tratamento da hérnia de disco por simularem o atendimento fisioterápico, como a mesa de tração eletrônica e a mesa de flexão-descompressão. "A mesa de tração eletrônica é uma plataforma com segmentos móveis que consegue, de maneira controlada e eletronicamente, fazer tração em segmentos dos membros inferiores do paciente, reproduzindo técnicas fisioterápicas de distração dos membros para tratamento de dor associada à compressão das raízes nervosas", explica o ortopedista Paulo. A mesa de flexão-descompressão também tem segmentos móveis, só que o paciente é colocado em um determinado posicionamento de modo a flexionar a coluna vertebral. "Essa flexão abre o espaço por onde sai a raiz nervosa acometida, descomprimindo as raízes comprimidas pela hérnia de disco e aliviando a dor", afirma o especialista.

Outros exercícios são indicados para o tratamento da hérnia de disco e prevenção de novas fases agudas, como musculação, pilates e atividades na água. "O ideal é priorizar exercícios que trabalhem principalmente a musculatura abdominal, da área vertebral e dos membros inferiores, visando fortalecimento e alongamento", lembra o ortopedista Ricardo. Os exercícios de RPG também são bem-vindos, afirma o especialista. Entretanto, se você não tiver disponibilidade para fazer essas atividades, não fique parado - caminhar de três a cinco vezes por semana já basta para sair do sedentarismo e manter o corpo ativo. O importante é não ficar parado.
 
Estabilização vertebral
De acordo com o ortopedista Paulo, a estabilização vertebral pode ser feita de diversas formas. "Ela consiste em fundir as vértebras que estão danificadas por meio de consolidação óssea - após a cicatrização do osso, as vértebras se unem em uma só", explica o especialista. Até que ocorra a cicatrização óssea, a estabilidade deve ser mantida artificialmente, seja por meio da colocação de implantes na coluna (parafusos e espaçadores) ou, agora em menor uso, coletes ou órteses. São dois os efeitos esperados no paciente com hérnia de disco: a diminuição da dor na coluna e, em alguns casos, a diminuição da chance de retorno da hérnia.
 
Mudanças cotidianas
Não há qualquer restrição de movimento para o paciente com hérnia de disco. Isso quer dizer que ele deve fazer suas atividades normalmente, dentro dos seus limites - se a dor fica mais forte quando a pessoa abaixa para pegar algo no chão, por exemplo, o ideal é ir com mais calma ou então evitar fazer esse movimento com frequência. No entanto, algumas medidas devem ser adotadas para reduzir a pressão sobre a coluna, consequentemente reduzindo a dor. "Passar muito tempo agachado, usar salto alto e ficar sentado por longos períodos são atitudes que devem ser evitadas no paciente com hérnia de disco", afirma o neurocirurgião Manoel. 
 
Controle o peso
O controle do peso é essencial no tratamento da hérnia de disco, uma vez que é a coluna que suporta boa parte do nosso peso. "Os músculos da barriga e das costas são responsáveis por proteger a coluna, no entanto, mas quanto maior for o sobrepeso, maior é a carga sobre o órgão", afirma o ortopedista Ricardo. 
 
Cirurgia
Cerca de 90% dos pacientes sintomáticos com hérnia de disco melhoram com medidas não cirúrgicas, afirmam os especialistas. "Em um período de quatro até seis semanas o corpo se recupera se ministrados os medicamentos corretamente ou então com a prática de exercícios", diz o neurocirurgião Manoel. Entretanto, há aqueles pacientes que não apresentam melhora apenas com o acompanhamento clínico, e portanto precisam de intervenção cirúrgica. Pacientes com alguma alteração neurológica, perda de força ou perda de movimento em decorrência da hérnia tem indicações para cirurgia. "É feita a localização dos pontos dolorosos em ambiente cirúrgico e depois a ressecção desses locais", explica o ortopedista Ricardo. Hoje em dia é possível fazer cirurgia de ressecção de hérnia com o paciente acordado, contando com a ajuda de um endoscópio. "Tem também as cirurgias maiores que pedem anestesia geral e internação no paciente", afirma o especialista. Quando a cirurgia é bem executada, os resultados são bons e reestabelecem o paciente.
 
MSN Minha Vida

Veja como o ciclo menstrual e o período fértil interferem na sua vida

Atitudes simples minimizam os sintomas causados pelas alterações hormonais
 
A mulher vivencia todos os meses uma alteração hormonal que se reflete nas diversas fases do seu ciclo menstrual. Mas todas essas mudanças não acontecem sem provocar efeitos no organismo que nem sempre são muito agradáveis.

Conforme explica a ginecologista colaboradora do Grupo de Endometriose do Hospital das Clínicas da USP, Paula Zulian Fagundes, o ciclo menstrual começa no primeiro dia da menstruação. Nesta fase inicial, ocorre uma produção exclusiva de estrogênio pelo ovário. Depois, por volta do 14º dia antes do início da próxima menstruação, acontece a ovulação propriamente dita. "No segundo período, tem início a fase de produção de progesterona, conhecida também como fase lútea", afirma.
  

 
Mas não são apenas esses hormônios que fazem parte do ciclo menstrual. Fagundes esclarece que todo o processo tem início de fato no hipotálamo, região do cérebro humano de onde é secretado o hormônio liberador de gonadotropina (GnRH). Esse hormônio, por sua vez, estimula a hipófise, glândula que libera o FSH, hormônio folículo-estimulante e o LH, hormônio luteinizante, que agem proporcionando um meio adequado ao desenvolvimento dos óvulos e iniciação do mecanismo de ovulação.

Neste processo entra também a produção de testosterona, mais um hormônio que é liberado pelos ovários quando estimulados pelo LH. Ele é responsável, entre outras coisas, pelo aumento do desejo sexual.

De fato, este é mesmo um mecanismo complexo que só o organismo feminino tem. E isso provoca alguns sintomas. A especialista afirma que, principalmente na segunda fase do ciclo, as alterações hormonais podem levar a alguns incômodos como edema (inchaço), dores articulares, dores musculares, dor nas mamas, desconforto abdominal com alteração do hábito intestinal, cefaleia, palpitações, tonturas e aumento da oleosidade da pele e cabelo, com maior predisposição à acne e à seborreia. 
 
"A variação hormonal na mulher também pode levar a uma alteração na produção de neurotransmissores, como a serotonina. Isso está ligado a alguns distúrbios emocionais que ocorrem com mais frequência na segunda fase do ciclo. Caracterizam-se por fadiga e alterações do sono (dificuldade para dormir), irritabilidade, tensão, dificuldade de concentração e problemas de memória, acessos de raiva, choro fácil, mudanças no apetite com ânsia por comida e hipersensibilidade aos estímulos. Além disso pode haver queda da libido", descreve.

É a famosa TPM, tensão pré-menstrual, cujos efeitos podem ser mais leves ou bastante intensos, variando muito de mulher para mulher. Fagundes alerta que se as alterações não forem tão importantes a ponto de necessitarem de ajuda médica, uma mudança de estilo de vida pode ajudar. 
 
"É importante ter por hábito uma alimentação balanceada com bastante ingestão de líquidos, evitando álcool. Principalmente na fase mais próxima da menstruação é recomendável diminuir a ingestão de alimentos ricos em gordura, sal, açúcar e cafeína (café, chá, bebidas a base de cola)", ensina.

Fazer uma dieta rica em cálcio (leite e iogurte desnatado) e magnésio (espinafre) também ajuda bastante. Quanto aos exercícios físicos, a prática regular, especialmente das atividades aeróbicas por, no mínimo, 20 minutos, 3 vezes por semana, pode ser de grande ajuda na qualidade do sono e controle do estresse. 
 
MSN Minha Vida