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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Estresse diário e excesso de tecnologia aumentam problemas de insônia, diz médica

Deitar e dormir pode não ser tão simples assim nos dias de hoje
Pesquisa diz que 40% dos paulistas têm dificuldades para dormir
 
A vida moderna tem afetado diretamente a qualidade do sono das pessoas. O estresse do dia a dia e o excesso de tecnologia ao nosso redor estão fazendo com que cada vez mais gente brigue com o travesseiro à noite.
 
A constatação é de Dalva Poyares, médica diretora de pesquisa clínica do Instituto do Sono de São Paulo.
 
— As queixas de insônia aumentaram de maneira geral, pois a vida se tornou mais complexa e temos cada vez mais coisas para fazer. Tudo isso interfere na manutenção do sono.
 
 
Entre as coisas que mais afetam a qualidade do sono estão os estímulos tecnológicos. Dormir com o celular embaixo do travesseiro, passar horas navegando na internet na cama e trocar momentos de descanso para dar atenção à equipamentos eletrônicos contribuem para o surgimento de novos casos da doença. Não por acaso, segundo a especialista, uma das faixas que mais têm se queixado de insônia é a dos jovens.
 
Alguns passos antes de ir para a cama podem melhorar a briga com o travesseiro:
 
— Vá para cama apenas quando estiver com sono.
 
— Se não dormir, levante e faça alguma atividade relaxante em um ambiente de pouca luz.
 
— Evite luz intensa durante a noite, pois elas são estimulantes.
 
— Estabeleça horários regulares para dormir e acordar. A rotina favorece o sono.
 
A médica destaca ainda que a insônia não é apenas a dificuldade em pegar no sono. O despertar durante à noite também caracteriza a doença.

R7

Relator quer equilíbrio em MP que flexibiliza presença de farmacêuticos

Manoel Junior foi designado para dar parecer à medida e quer realizar audiências públicas com representantes do setor para chegar a um consenso
 
Designado nesta quarta-feira (8) relator da Medida Provisória (MP) 653/14, que flexibiliza a exigência da presença de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento das farmácias, o deputado Manoel Junior (PMDB-PB) afirmou que buscará, para a elaboração de seu relatório, o equilíbrio entre as condições das pequenas localidades brasileiras e as garantias legais para o bom atendimento à população.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) foi eleita, também nesta quarta, presidente dacomissão mista que analisará a MP, e o deputado Francisco das Chagas (PT-SP), vice-presidente. O senador Paulo Davim (PV-RN) será o relator revisor do texto.

Desde que foi editada, a medida provisória dividiu opiniões entre as entidades do setor farmacêutico, e o relator quer realizar audiências públicas para ouvir os segmentos envolvidos. A MP foi editada em 8 de agosto, no mesmo dia da sanção da Lei 13.021/14, que regulamenta o exercício das atividades farmacêuticas, determinando a presença obrigatória de farmacêutico por todo o tempo em que a farmácia estiver aberta ao público.

A MP flexibilizou essa regra para farmácias caracterizadas como micro ou pequenas empresas, que poderão funcionar com a presença de um prático inscrito no conselho da categoria, desde que o órgão sanitário de fiscalização local confirme a inexistência de farmacêutico na localidade e licencie o estabelecimento em nome do interesse público e da necessidade da existência de farmácia ou drogaria.

Divergência
Enquanto a Associação Brasileira de Comércio Farmacêutico (ABCFarma) considera a flexibilização essencial para a sobrevivência de pequenas farmácias, o Conselho Federal de Farmácia afirma que a medida expõe os consumidores ao risco de atendimento inadequado pela falta de orientação de um farmacêutico.

“Temos que encontrar um ponto de equilíbrio. Exigir, por exemplo, que uma farmácia em Coxixola, na Paraíba, que tem três mil habitantes, tenha um farmacêutico de plantão o dia todo é uma dose muito grande, até porque faltam profissionais nessas cidades pequenas, no Brasil inteiro. Dizer também que essas farmácias podem arbitrar sem uma assistência técnica, sem um acompanhamento, também é um relaxamento da legislação”, disse o relator.

Para ele, são dois extremos que precisam ser evitados. Manoel Junior informou que na próxima reunião da comissão mista apresentará um calendário para realização de audiências públicas, de forma a poder votar seu relatório até o dia 15 de novembro. A presidente do colegiado, senadora Vanessa Grazziotin, aguarda a sinalização do relator para agendar o próximo encontro do grupo e para marcar as audiências públicas. A MP perderá validade se não for votada pelas duas casas do Congresso até o dia 5 de dezembro.

Vanessa, que é farmacêutica, foi relatora do projeto que deu origem à Lei 13.021/14, aprovado em julho pelo Senado, após mais de 20 anos de tramitação no Congresso. A senadora destacou os esforços que permitiram a aprovação da nova lei, envolvendo a construção de um amplo entendimento entre todos os setores envolvidos.

Para a busca de acordo em torno da MP, a comissão ouvirá os donos de farmácias, os farmacêuticos e o governo. Em nota, o Ministério da Saúde se posicionou sobre o assunto e negou que a MP dê a todas as farmácias que sejam micro ou pequenas empresas o direito de funcionar apenas com um técnico de nível médio. Conforme afirma, essa possibilidade será aberta apenas àquelas localizadas em região onde se confirme a ausência de farmacêutico e onde se ateste o interesse público para que o estabelecimento exerça suas atividades.

Já a integrante da comissão parlamentar do Conselho Federal de Farmácia Gilcilene Chaer argumenta que essas dificuldades das pequenas cidades hoje são resolvidas por meio da assinatura de Termos de Ajuste de Conduta (TAC), não sendo necessária previsão legal. Ela afirma ainda que toda a demanda por farmacêuticos em breve estará atendida, uma vez que o número desses profissionais já passa de 180 mil e a cada ano mais dez mil novos farmacêuticos são formados e buscam uma vaga no mercado de trabalho.

A íntegra da proposta pode ser lida no site da Câmara.

* Com informações da Agência Senado

Saúde Web

O que muda na relação entre o homem e a máquina?

Gartner revelou dez previsões tecnológicas que vão afetar não só as estruturas das organizações, mas a forma de prestar serviços – inclusive em Saúde
 
O Gartner revelou suas principais previsões para o setor de Tecnologia da Informação (TI) em 2015 e nos próximos anos. As tendências apontadas pelo instituto de pesquisas indicam uma mudança nas antigas relações entre o homem e a máquina devido ao surgimento de negócios digitais – o que afeta significativamente também o setor de Saúde.

"Há algum tempo registramos mudanças em curso nos papéis que as máquinas desempenham em nossas vidas", comenta Daryl Plummer, vice-presidente e analista do Gartner. "Máquinas baseadas em computação serão agora usadas para experiências que ampliam os esforços humanos. Elas assumem características mais humanas e criam um relacionamento mais personalizado com os seres humanos”, completa. Segundo ele, esse cenário mostra que, em um futuro próximo, máquinas e seres humanos serão colegas de trabalho e, possivelmente, até mesmo codependentes.

Veja abaixo dez previsões do Gartner para os próximos anos:

1) Em 2018, negócios digitais vão demandar 50% menos trabalhadores focados em processos de negócios e 500% mais profissionais para tarefas-chave de negócios digitais em comparação com os modelos tradicionais
No final de 2016, 50% das iniciativas de transformação digitais serão incontroláveis devido à falta de competências de gestão de portfólio, levando a uma perda de market share por parte das empresas. A rápida evolução das mídias sociais e de tecnologias móveis vão conduzir o comportamento do consumidor. Essas tendências vão mudar significativamente a forma como vivemos. Por exemplo, geladeiras vai solicitar alimentos assim que eles acabaram, robôs vão recolher os mantimentos e drones vão entregá-los em sua casa, eliminando a necessidade de funcionários em supermercado e motoristas para entrega. O novo ambiente de negócios digital irá mudar profundamente os processos de negócios.

2) Em 2017, um negócio digital disruptivo será criado a partir de um algoritmo de computador
Até 2015, a previsão do Gartner é a de que as ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) mais valorizadas envolverão empresas que combinam mercados digitais com logística física para desafiar ecossistemas empresariais legado físicos.

A economia mundial tornou-se madura para a disrupção digital, como evidenciado por empresas como Uber e Airbnb, que estão interrompendo o transporte terrestre e hotéis, respectivamente. Uma vez que tais companhias apresentam efeitos de rede (ou seja, seu valor aumenta a cada novo participante) tendem a formar monopólios naturais, mas são desafiadas por uma dinâmica de regulação e de um mercado complexo.

3) Em 2018, o custo total de propriedade para as operações de negócios será reduzido em 30% com o apoio de máquinas inteligentes e serviços industrializados
De acordo com o Gartner, em 2015, haverá mais de 40 fornecedores com ofertas de serviços gerenciados disponíveis no mercado, aproveitando máquinas inteligentes e serviços industrializados.
Consumidores querem obter melhores produtos e serviços a qualquer hora, em qualquer lugar e em qualquer canal. Esse quadro está alimentando a revolução de negócios digitais. Os processos de negócio e de toda a cadeia de valor vão mudar de um paradigma baseado em trabalho e habilitado para a tecnologia para um modelo baseado no digital e habilitado para o humano.

Máquinas inteligentes não vão substituir os seres humanos, já que pessoas são fundamentais para a interpretação de resultados digitais. A preferência dos consumidores será pelo mundo digital. Por isso, empresas vão direcionar esforços para melhorar a experiência do cliente por meio da simplificação e da automatização. Processos também serão mais inteligentes, minimizando intervenções manuais e permitindo ao consumidor o autoatendimento.

4) Em 2020, a expectativa de vida em todo o mundo vai aumentar meio ano devido à adoção generalizada da tecnologia de monitoramento de saúde sem fio
Em 2017, acredita o Gartner, os custos com cuidados para diabéticos vão cair 10% a partir do uso de smartphones.

Monitores wearables vão sustentar essa promessa. Hoje, uma pulseira simples pode colher dados sobre batimento cardíaco, temperatura, entre outros. Monitoramento cardíaco sem fio, camisas inteligentes e sensores em acessórios prometem ter mais precisão. O Gartner espera que dados de dispositivos de monitoramento remoto forneçam informações valiosas para pacientes e médicos.

6) Em três anos, 50% da receita do comércio digital dos EUA virá do mobile
A curto prazo, isso significa que o pagamento móvel ganhará impulso em 2015, juntamente com a expansão do mobile commerce – que será motivada em grande parte pela entrada do sistema de pagamento mobile Apple Pay no mercado, bem como outros concorrentes, e pela ampliação dos esforços do Google para aumentar a adoção do Google Wallet, baseado em NFC.

O fato é que os dispositivos móveis serão cada vez mais utilizados para a realização de transações à medida que fabricantes e desenvolvedores de aplicações consigam aperfeiçoar questões de usabilidade, funcionalidade e segurança. Por sua vez, provedores de serviços e varejistas deverão ser capazes de oferecer experiências de compra conectadas, independente do canal escolhido.

7) Em 2017, cerca de 70% dos modelos de negócios digitais bem-sucedidos serão baseados em processos flexíveis o suficiente para se adequarem conforme as necessidades dos clientes mudam
Até o fim do próximo ano, 5% das organizações de todo mundo desenharão processos flexíveis que irão garantir vantagem competitiva, estima o Gartner. Esses processos instáveis e capazes de serem manobrados facilmente, como descreve a consultoria, serão criados para se ajustarem às necessidades dos consumidores de maneira ágil. Eles são fundamentais para apoiar interações imprevisíveis do consumidor que, por sua vez, exigem a tomada de decisões para capacitar a continuidade dos processos mais rígidos. Isso contribuirá para a criação de uma organização capaz de mudar de maneira mais fluida para alcançar o sucesso do negócio digital.

8) Em três anos, metade dos investimentos em produtos de consumo será redirecionado para inovações na experiência do consumidor
O Gartner aponta que já no fim do próximo ano metade dos produtos tradicionais de consumo terão extensões digitais nativas. A competividade, que antes era definida por vantagens oferecidas em produtos e serviços tradicionais, hoje é decidida pela experiência de consumo ofertada. No mercado de produtos de consumo essa pressão é ainda maior, já que hoje consumidores conseguem acesso a informações sobre produtos e preços de commodities de maneira muito fácil, prejudicando a fidelidade à marca. Considerando que não faltam alternativas concorrentes e que a inovação dos produtos está sujeita à maior comoditização, inovar na experiência oferecida ao cliente será a chave para garantir fidelidade.

9) Em 2017, quase 20% dos bens duráveis oferecidos por varejistas on-line vão usar impressão 3D para criar ofertas personalizadas de produtos
Em alternativa a processos fabris tradicionais, a impressão 3D permite a entrega de produtos mais personalizados e customizados com mais agilidade. O recurso já apresenta profundo impacto sobre a ativação de startups, especialmente no que diz respeito à redução dos custos de infraestrutura. É um novo sistema de negócio que exige uma cultura corporativa capaz de suportar produtos com outras conformidades, capacidades de criar novos escritórios "concierge", back office de TI e operações.

10) Em 2020, as empresas de varejo que utilizam mensagens direcionadas combinadas com sistemas de posicionamento internos (IPS) aumentarão as vendas em 5%
Segundo o Gartner, até 2016 veremos um aumento no número de ofertas dos varejistas baseadas na localização do cliente e no tempo de permanência deles na loja. O marketing digital aposta cada vez mais em publicidade móvel e análises avançadas para aproveitar as oportunidades trazidas pelo aumento do uso de dispositivos móveis. Hoje é possível criar anúncios altamente direcionados com base em compras recentes, hábitos de compra, cidade de residência e interesses. Nesse contexto, a localização atual do cliente é um das mais importantes pistas, mas que ainda tem sido pouco aproveitada.

À medida que sistemas de posicionamento internos (como beacons) se popularizam, os profissionais de marketing vão direcionar cada vez mais suas ações pela localização do cliente na loja. Além disso, o IPS presente dentro dos dispositivos móveis mais recentes permitirá identificar a localização para enviar sugestões por meio de anúncios e mensagens direcionadas.
 
Saúde Web

Compulsão por compras geralmente é acompanhada de ansiedade e depressão

Entenda melhor o problema e o que diferencia a compulsão da simples vontade de comprar
 
Por Dr. Pérsio Gomes de Deus
 
Falar sobre compulsão por compras é realmente muito empolgante. Mas para começar,  é importante deixar alguns conceitos claros: sabemos através de estudos da psicologia que nos autoafirmamos satisfazendo duas necessidades opostas: a necessidade de sermos aprovados, amados e aceitos e a necessidade oposta de conquistarmos, dominarmos e conhecermos. 
                           
No processo de amadurecimento normal da personalidade deve haver a satisfação equilibrada destas duas necessidades. Mas nem sempre isto ocorre. Há pessoas que não foram aprovadas ou amadas o suficiente em determinadas fazes importantes da vida, e então se deslocam para o outro polo da autoafirmação suas necessidades: a conquista. E a compra não raro é uma forma desta compensação. Eu compro, eu posso, eu domino! 
                           
Não podemos esquecer ainda que vivemos em uma sociedade que está na era da "economia de mercado", em que o ser humano vale pelo que produz ou por seu poder de compra. Uma sociedade totalmente voltada ao consumo, com o consumismo comunicado por todos os veículos de mídia e basicamente já incorporado como um "valor" social. 
Essa introdução se faz necessária para diferenciarmos o prazer em comprar e a compulsão nas compras.                             
 
O que é a compulsão por compras?
Existe um prazer genuíno em comprar algo que satisfaça nossas necessidades ou mesmo que esteja relacionado a um desejo ou um sonho, desde que dentro de um juízo de realidade. Deve, portanto, produzir prazer e satisfação. Já na compulsão por compras, não existe a satisfação de uma necessidade e nem de um desejo. Na compulsão por compras existe um impulso doentio para consumir sem qualquer objetivo específico ou necessidade, não é acompanhada de prazer, ao contrário, seguida posteriormente de sentimento de culpa. É compra por impulso. 
                           
A compulsão por compras é tratada juntamente com os demais distúrbios de impulso e é considerada um distúrbio quando produz um sofrimento ao paciente, tanto desconforto psíquico quanto ao acarretar prejuízos financeiros e pessoais e interferir nos relacionamentos afetivos e familiares. Tenho pacientes que gastaram mais de oitenta mil reais em basicamente "nada", comprando compulsivamente.                             
 
Que outros sintomas aparecem com esse problema?
Uma compulsão pode vir acompanhada de pensamentos obsessivos ou não. Uma característica muito importante é que as compulsões podem mudar de "objeto". Explicando melhor: uma compulsão por compras pode se associar ou se transformar em compulsão por comida ou compulsão por jogo e assim por diante. 
                           
A compulsão por compras vem sempre acompanhada de ansiedade, quase sempre acompanhada de depressão - são o que chamamos de comorbidades. Podem existir excessos nos períodos de euforia ou de mania nas pessoas com transtorno bipolar, mas não podemos caracterizar como compulsão. Encontramos a compulsão em portadores de Transtornos ObsessivoCompulsivos.                             
 
Qual o tratamento para quem tem esse problema?
Existem diversas abordagens terapêuticas eficazes, desde o uso de modernos fármacos específicos da classe dos novos antidepressivos, alguns ansiolíticos também podem ajudar. Acompanhamento psicoterapêutico com formas de terapia cognitiva-comportamental tem se mostrado bastante eficaz quando combinada com tratamento psiquiátrico. Muito importante salientar o apoio familiar para a superação do problema, ao invés de uma postura crítica e discriminativa. 
 
Minha Vida

Descongestionante nasal pode viciar e causar rinite medicamentosa

Produto tem efeito curto e sua absorção vai sendo reduzida com o passar do tempo
 
Por Dra. Samanta Dall'Agnese
 
O descongestionante nasal é uma medicação vasoconstritora, que diminui o calibre dos vasos sanguíneos. Os princípios ativos dos principais descongestionantes encontrados no Brasil são nafazolina, fenoxazolina e oximetazolina.
 
A mucosa nasal, que é a cobertura que reveste toda a cavidade nasal, é muito rica em vasos sanguíneos, que têm a capacidade de se contrair e se dilatar conforme a necessidade. Esse mecanismo é importante por dois motivos. O primeiro deles é por permitir que o ar seja aquecido e umidificado no nariz até chegar aos pulmões. A segunda razão é aumentar a superfície da cavidade nasal para filtrar partículas nocivas e auxiliar na limpeza da cavidade.
 
Determinadas situações, como uma crise alérgica ou inflamação causada por resfriado e sinusite, levam à dilatação dos vasos sanguíneos e, consequentemente, à sensação de nariz entupido. O descongestionante nasal reduz esta dilatação e leva a um alívio rápido nos sintomas.
 
O problema é que o descongestionante nasal não está tratando a causa do problema, apenas a consequência. Seu efeito é curto e sua absorção vai sendo reduzida com o passar do tempo. A pessoa então sente a necessidade de usar o remédio num intervalo cada vez mais curto.                            
 
Outra questão é que o próprio descongestionante, que em geral está associado a um conservante, gera uma irritação da mucosa nasal, levando ao que chamamos de rinite medicamentosa. O tratamento da rinite medicamentosa exige conscientização do paciente e podem ser usadas medicações à base de corticoides para auxiliar neste processo.
 
O uso excessivo e contínuo do descongestionante significa que o paciente tem dificuldade na respiração nasal e deve procurar um médico. Quadros de rinite e sinusite crônicas e desvio de septo podem ser a causa. Os descongestionantes estão indicados apenas nos quadros agudos, como crises de rinite, sinusite aguda e resfriado, e seu uso não deve exceder cinco dias.
 
Os descongestionantes devem ser evitados em algumas doenças: hipertensão arterial, problemas cardíacos, glaucoma (aumento da pressão intraocular) e idosos com aumento da próstata. Nas crianças, os descongestionantes nasais devem ser usados apenas conforme orientação médica, pois podem ter efeitos graves, como depressão cardiorrespiratória e até morte. 
 
Minha Vida