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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

É possível ter um parto normal depois de duas cesarianas?

O risco de rompimento do útero se torna maior após cesarianas, e mesmo de outras intervenções cirúrgicas nesse órgão
 
Por Dr. Cláudio Basbaum Ginecologista e Obstetra - CRM 11665/SP
 
A cesariana é o procedimento cirúrgico que, quando bem indicado e tecnicamente bem realizado, reduz significativamente a morbidade (possibilidade de agravamentos da saúde) assim como os índices de mortalidade da mãe e do bebê. 
 
O que é potencialmente prejudicial em nosso meio é a elevada incidência, indiscriminada e desnecessária, desta forma de parto cirúrgico sem justificativa obstétrica, cujos riscos são sabidamente maiores que no parto vaginal. Devemos sempre lembrar que o antigo conceito de "uma vez cesárea, sempre cesárea", mencionado há um século, atualmente deve ser sempre questionado e reavaliado com todo critério, analisando cada caso individualmente. Vem crescendo na literatura médica trabalhos evidenciando a tendência a pratica do parto vaginal após uma, duas ou mesmo três cesáreas (conhecidos pelas siglas: PVAC1, PVAC2 e PVAC3). 
 
O histórico de apenas uma cesárea anterior tecnicamente bem realizada, em princípio, não eleva o risco de complicações materno-fetais, girando em torno de menos de 0.5%. Além de ser mais seguro, previne a ocorrência de problemas consequentes às cesáreas de repetição, como por exemplo, a inserção baixa da placenta e o acretismo placentário (condição na qual a placenta se implanta e adere ao músculo uterino, impedindo sua separação do útero no pós-parto, tanto vaginal quanto cesariano), causa de grandes hemorragias que expõe a parturiente até mesmo a uma histerectomia (retirada do útero) no pós-parto imediato; ato de grande complexidade e com elevada incidência de óbito materno. Tanto mais cicatrizes uterinas, maior a possibilidade de ocorrer a placenta acreta e com grande probabilidade de repetição, numa gestação futura.                           
 
Há mais de 20 anos, pesquisas já destacavam que uma rotina cuidadosa no acompanhamento do trabalho de parto através do partograma, em mulheres com uma cesárea prévia, reduzia pela metade o índice de intervenções cirúrgicas com esta indicação. Observações mais recentes mencionam até mesmo 70-80% de sucesso para parto vaginal, inclusive após uma segunda cesárea, embora com um percentual de rotura uterina até cinco vezes maior.                             
 
Mas temos que enfatizar que toda incisão realizada num útero, seja para retirada de mioma uterino (miomectomia) ou para uma cesariana, pode fragilizar a parede uterina naquele local e predispor a uma ruptura uterina, mesmo antes do trabalho de parto. Isto pode levar a uma condição dramática e com elevado risco de morte materna e fetal. Fica sempre a questão: a parede uterina ficou bem restaurada e suficientemente elástica para exercer sua função de contenção? E após duas ou três cesáreas?                            
 
Desta forma, pretender um parto vaginal após uma segunda ou terceira cesárea prévia e, portanto, com um útero já dupla ou triplamente manipulado e cicatrizado, sim, é possível, mas questiona-se se é suficientemente seguro e se é prática obstétrica rotineira recomendável, pelos motivos expostos.                             
 
Embora não se possa garantir o sucesso, já é consenso, de acordo com os mais variados autores, que o antecedente de uma cesárea anterior não impede o trabalho de parto em uma futura gestação (PVAC1), desde que obedecidos certos princípios tais como: paciente estar em início de trabalho de parto espontâneo (ou responder positivamente à "prova de trabalho de parto"), manter sob atenta e constante vigilância a evolução do trabalho de parto e o monitoramento das condições fetais, saber qual a técnica prévia utilizada (por exemplo, cesárea com incisão anterior segmentar transversa oferece menor risco para uma ruptura uterina num parto subsequente) ou mesmo ter tido um parto vaginal prévio anterior à cesárea.                             
 
O músculo uterino bem suturado desde a primeira vez, com uma remodelação anatômica eficiente (menor área de fragilidade) permite que possamos abrir as possibilidades para que a mulher tente o parto vaginal, até mesmo numa segunda ou terceira gestação; entretanto, dentro da perspectiva da medicina baseada em evidências disponíveis e os dados sobre as consequências a curto e longo prazo ainda sejam escassos, a abertura de discussões sobre o PVAC, principalmente PVAC2 e PVAC3, deverá ser estimulada, objetivando a redução do exagerado número de cesarianas realizadas em muitos países e em particular no Brasil.                             
 
Particularmente, não recomendo um parto normal após duas ou mais cesáreas anteriores.          
 
Para oferecer um parto vaginal com maior segurança, em particular após a primeira cesárea (PVAC1), são recomendados alguns requisitos indispensáveis tais como:                             
 
- Histórico da primeira cesárea
 
- Avaliação obstétrica e fetal detalhada
 
- Ambiente hospitalar adequado
 
- Equipe obstétrica, de neonatologia e anestésica, competente disponível todo o tempo
 
- Condições clínicas e obstétricas satisfatórias, sobretudo com o Índice de Bishop favorável - índice que avalia o status do colo uterino e que sinaliza a probabilidade de um parto vaginal, através de dados como dilatação, apagamento, consistência e posição
 
- Peso fetal e bacia materna compatíveis e controle evolutivo meticuloso através do partograma com monitoragem fetal.
 
A ultrassonografia pélvica transvaginal pode ser usada para avaliação das condições do colo uterino bem como da cicatriz da cesárea anterior e do segmento uterino atual, local onde será realizada a abertura para retirada do feto.                            
 
Após duas cesarianas anteriores, os requisitos e cuidados mencionados deverão ser redobrados, pelo maior aumento no risco de rotura do útero, mesmo antes de entrar em trabalho de parto; se a gestante com este antecedente, já tiver dado a luz uma vez por parto normal, as perspectivas são um pouco melhores. Importante mencionar que a cesárea de repetição também é uma condição de maior risco, além de predispor a maiores dificuldades cirúrgicas em razão das aderências locais.                             
 
A ocitocina é a substância mais utilizada para condução e indução do parto. Nas cesáreas anteriores seu uso para tentar um parto normal após cesárea deve ser visto sempre com cautela, avaliando riscos e benefícios. Sabe-se que mesmo em partos vaginais espontâneos, a incidência de rotura uterina é de 0,4%, com o uso da ocitocina para indução de casos com cesárea anterior é duas vezes e meia maior (cerca de 1%) em função da maior fragilidade da zona de abertura uterina da cesárea anterior (cicatriz cirúrgica). 
 
Minha Vida

Estudo encontra no café proteína com efeito analgésico

Os efeitos da substância duraram seis vezes mais do que o da morfina
 
Sob a coordenação do pesquisador Carlos Bloch Júnior, o estudante Felipe Vinecky descreveu as propriedades das moléculas em sua tese de doutorado, desenvolvida no Departamento de Biologia Molecular da Universidade de Brasília (UnB) e na Embrapa.
 
Ele identificou os peptídeos quando procurava genes de café associados à melhora na qualidade do produto, num projeto da Embrapa com o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad, na sigla em francês).
 
Os fragmentos de proteína peptídeos presente no café tem efeito similar ao da morfina, apresentando qualidades analgésicas e ansiolíticas. Os efeitos da substância duraram seis vezes mais.
 
Os experimentos foram feitos com camundongos e durante os testes não foram registrados efeitos colaterais, enquanto a morfina pode causar, entre outros problemas, a dependência, de acordo com Vinecky.
 
Os fragmentos da proteína podem ser usados não só para evitar dor, como também regulam a ansiedade, ajudando até a emagrecer — acrescenta o especialista.
 
O Globo

Pela primeira vez, doença de Alzheimer é revertida em pacientes

doença de Alzheimer é revertida em pacientes pela primeira vez
Estudiosos canadenses reverteram doença de Alzheimer em
 seis pacientes, fato inédito em tratamentos até então
Uma equipe de estudiosos canadenses da Universidade de Toronto, liderada por Andres Lozano, conseguiu reverter o Mal de Alzheimer em seis pacientes, segundo estudo publicado na Annals of Neurology
 
O Mal de Alzheimer é uma doença degenerativa, mais comum após os 65 anos de idade, e caracteriza-se pela perda progressiva de células neurais, o que leva a demência.
 
Atualmente a doença é responsável por 50% a 80% dos casos de demência no mundo. Existem vários tipos de demência e elas comprometem o funcionamento cognitivo como atenção, memória, linguagem, raciocínio, pensamento, percepção, entre outras funções neurais, além da capacidade físico-espacial.
 
Em dois dos casos citados, a deterioração da área do cérebro relacionada à memória parou de encolher, mas não somente, também voltou a crescer. Nos outros quatro, o processo de deterioração estagnou-se completamente.
 
As pessoas que têm o Alzheimer perdem a memória recente e é comum a desorientação. Isso acontece porque uma das primeiras regiões afetadas pela doença é a do hipocampo, responsável pela memória. A região sofre um processo de encolhimento.
 
Imagens do cérebro revelaram que o lobo temporal, região onde se encontram o hipocampo e o cingulado posterior, passam a usar menos glicose que o normal como se estivessem “desligadas,” e como ambas desempenham um papel importante na memória, elas têm o seu funcionamento comprometido.
 
A fim de reverter o quadro, a equipe de Lozano passou a estimular o cérebro dos pacientes enviando impulsos elétricos através de eletrodos implantados. Sua equipe instalou os dispositivos numa região próxima a do fórnix (um conjunto de neurônios que são responsáveis por transmitir sinais ao hipocampo) dos pacientes com a doença. Os pequenos impulsos elétricos eram enviados 130 vezes por segundo.
 
O resultado dos testes após o período de um ano mostraram que a redução da glicose foi revertida nas seis pessoas.
 
Embora pareça pouco, a descoberta é surpreendente e estimulante, uma vez que pode contribuir para os novos caminhos do tratamento do Alzheimer,. Esta foi a primeira vez em que se viu este tipo de resultados.
 
Para avançar nos estudos, os cientistas iniciaram uma nova etapa na pesquisa, que contará com 50 pessoas.
 

Surto de sarampo no Ceará atinge quase 700 pessoas

Tomaz Silva/Agência Brasil
A vacina é o único preventivo contra o sarampo
Casos estão espalhados em 29 cidades do Estado, de acordo com secretaria
 
Um surto de sarampo no Ceará já atingiu 691 pessoas, de acordo com o último balanço divulgado pela Secretaria de Saúde do Governo do Estado do Ceará. Os casos estão espalhados em 29 cidades do Estado.
 
De acordo com a secretaria, dos 691 casos, 187 são em crianças com menos de um ano de idade. E 64 casos são de bebês com menos de seis meses de vida.
 
 O Ceará ficou 15 anos sem registro da doença até ter um caso registrado no fim de 2013.
 
A vacinação é a única maneira de prevenir o sarampo, e é recomendável que a primeira dose da vacina seja realizada assim que a criança complete seis meses.
 
A vacina preventiva é realizada em três estágios, chamada tríplice viral, e depois das três doses, a criança já esta protegida contra o vírus do sarampo. As vacinas são de fácil acesso em qualquer posto de saúde.
 
Sintomas do sarampo
O sarampo é uma doença viral grave, infecciosa e contagiosa. É mais comum na infância, especialmente em crianças com menos de 1 ano de idade.
 
Febre alta acima de 38°C, tosse, coriza, conjuntivite são os principais sintomas da doença.
 
R7

Porque devo comer de 3 em 3 horas?

Porque devo comer de 3 em 3 horas?Não importa qual o seu objetivo. Seja ganhar massa muscular ou perder gordura, comer de 3 em 3 horas os alimentos corretos de maneira bem distribuída é peça-chave para o sucesso da hipertrofia muscular
 
De nada adianta malhar de forma intensa ou correr 1 hora por dia, se a alimentação não está adequada.
 
Há muito tempo que o mito de que parar de comer faz perder peso já caiu por terra. Na verdade, esse tipo de dieta acaba tendo o efeito inverso, é como dar um tiro no próprio pé. O corpo entende que não há comida e começa a poupar energia. Então você passar a gastar menos calorias do que realmente precisa.
 
Os benefícios de comer de 3 em 3 horas
 
As vantagens de se comer de 3 em 3 horas são muitas:
 
Acelera o metabolismo
Quando o organismo sente que há sempre comida disponível, ele gasta o máximo de energia que pode para que qualquer tarefa no corpo seja feita da melhor forma possível.
 
Evita comer besteiras
Ficar muitas horas sem comer é um grande risco porque quando você finalmente para em frente a um restaurante pede a comida mais calórica, menos nutritiva e em grande quantidade. Assim, você vai engordar facilmente.
 
Disposição por 24 horas
Comendo nos horários certos e os alimentos certos, você tem sempre energia pronta para ser consumida, mesmo que seja para treinos intensos ou apenas para trabalhar. Dessa maneira você pode malhar a qualquer hora. Deu uma folga na agenda e já pode correr para a academia sem se preocupar.
 
Evita o catabolismo
Quem trabalha duro para conseguir músculos quer evitar, a todo custo, que ocorra o catabolismo (perda de massa magra). Para desenvolver e manter os músculos é necessário escolher os alimentos que te ajudem nessa construção muscular: muitas proteínas, carboidratos complexos, vitaminas e outros nutrientes.
 
Regula a insulina
Comer de 3 em 3 horas faz com que a quantidade de insulina excretada pelo pâncreas seja na medida correta. Ou seja, não haverá uma grande quantidade dessa substância circulando na corrente sanguínea, e assim, não haverá um volume significativo de gordura sendo acumulada no tecido adiposo.
 
Agora que você já sabe a importância de se comer de 3 em 3 horas não tem porque fazer as coisas da forma errada. É claro que não é só comer no horário certo, é também comer os alimentos corretos, que lhe ajudarão a desenvolver bons músculos. Comer os alimentos certos, na quantidade adequada e na hora marcada.
 
Malhar Bem