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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Adolescentes criam camisinha que muda de cor ao detectar DSTs

Reprodução/Teen Tech Awards
"S.T.EYE" permite a identificação de contaminação pela
mudança de cor no presevertivo
Indicador no preservativo permite a identificação de micro-organismos causadores de doenças

Um grupo de adolescentes britânicos inventou uma camisinha que muda de cor quando detecta a presença de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como sífilis e clamídia. Com um indicador que mostra diferentes cores de acordo com o tipo de bactéria ou infecção encontrada, a invenção recebeu o nome de “S.T.EYE” (uma brincadeira com sigla em inglês STI, Sexually Transmited Infections).
 
Os estudantes da escola britânica Isaac Newton Academy Daanyaal Ali, 14, Muaz Nawaz, 13, e Chirag Shah, 14, ganharam o prêmio da área de saúde no Teen Tech Awards em Londres pela invenção. “Nós a criamos para ajudar o futuro de uma nova geração.
 
Nós queríamos algo que detectasse essas doenças prejudiciais da maneira mais segura possível para que as pessoas pudessem tomar ação imediata na privacidade de suas casas, sem a necessidade de procedimentos médicos invasivos” afirma Daanyaal Ali sobre o objetivo da criação.
 
Como recompensa pelo prêmio, a escola concedeu o valor de 1.000 libras esterlinas (aproximadamente R$ 4,847) a cada estudante. Fora isso, receberam convites para uma recepção especial no Palácio Buckingham.
 
Outras invenções de destaque no Teen Tech incluíam um par de sapatos que cria, ao andar, energia suficiente para carregar dispositivos eletrônicos e uma ferramenta capaz de administrar o uso da água que poderia ser usado pelas comunidades rurais africanas para administrar o sistema de água.
 
iG

Operadoras conscientizam o paciente de sua responsabilidade

wearable-aplicativos-vestíveisComo discutir a saúde do futuro diante dos problemas do sistema de saúde do presente?
 
Por Maria Carolina Buriti
 
Sem dúvida, um desafio com três importantes fatores em seu caminho: o envelhecimento da população; a mudança do perfil epidemiológico; e o bônus demográfico, momento único para os países no qual a maioria da população está em idade ativa para trabalhar. Este último, ilustra um cenário preocupante: se no futuro, a maioria da população terá mais de 60 anos, não se terá um grande contingente para financiar os sistemas de saúde e previdência, ao contrário de outras nações que já passaram pelo fenômeno. “Os países europeus enriqueceram para envelhecer e nós estamos envelhecendo sem enriquecer”, analisou a consultora Denise Eloi, que integrou junto com a Diretora Técnica Médica e Rede Credenciada da Sul América, Tereza Veloso, e o presidente da Central Nacional Unimed, Mohamad Akl, o painel “Saúde do Amanhã”, durante o Saúde Business Forum.
 
Parte da solução deste dilema pode estar na mudança de atuação do próprio indivíduo com a sua saúde, na qual ele assume um papel de protagonista. Os dados corroboram este urgente envolvimento, pois o estilo de vida corresponde a 50% dos determinantes de saúde. O restante é dividido em: 10% cuidado e acesso à saúde, 20% fatores genéticos e 20% exposição ao ambiente. “A grande missão é trabalhar o empoderamento e a inclusão do beneficiário como um ator e não só como consumidor”, analisa Denise, acrescentando que isso ocorrerá com educação, informação e orientação ao usuário.
 
Atenta a este cenário, a SulAmérica usa tecnologia e comunicação para engajar os usuários. Há 13 anos, a empresa implantou o Saúde Ativa, programa que iniciou apenas com cuidado a pacientes crônicos e hoje atende a outros três grupos divididos em: pessoas identificadas com risco de desenvolver alguma patologia; doentes de alta complexidade; e os indivíduos saudáveis. “Acima de tudo, o programa atua para impulsionar mudanças sustentáveis e contribuir para a melhora e manutenção da saúde da população”, explica Tereza.
 
Sem custo para as empresas participantes, o Saúde Ativa monitora e analisa informações de saúde, os hábitos dos beneficiários e, o melhor de tudo, disponibiliza conteúdo de saúde para os participantes do programa e aos interessados no geral. Alguns projetos do Saúde Ativa, como o de doentes crônicos, obteve redução de sinistro de 24% em 2013. (veja box abaixo).
 
A Central Nacional Unimed também vê na tecnologia e na informação ao beneficiário o caminho certo para o engajamento. Por esta razão, a empresa está desenvolvendo um aplicativo com funcionalidades como conversa entre médico e paciente via whatsapp; agendamento de consultas e exames; jogos de saúde e monitoramento dos sinais vitais dos beneficiários. “O aplicativo vai aumentar o envolvimento do paciente com o autocuidado e a eficiência [do controle] das doenças crônicas”, conta Akl, citando o dado que no Brasil há 1,3 celulares por habitante. Além disso, acrescenta o executivo, o aplicativo será mais um canal de relacionamento e ajudará a cooperativa a ter mais controle sobre a duplicidade de exames, por exemplo.
 
Enquanto o aplicativo não vem, a cooperativa difunde alguns jogos para tablets e celulares, nos quais as pessoas aprendem com dicas de saúde; instala tótens para os beneficiários responderem a questionários sobre a saúde, que são posteriormente disponibilizados para a empresa com o perfil global dos funcionários; e envia boletins com dicas de qualidade de vida e saúde aos departamentos de recursos humanos dos clientes.
 
Por meio de uma análise, que envolveu informações de diferentes fontes como médico do trabalho, relatórios do uso do plano; entre outras, que a CNU conseguiu identificar 21 mil beneficiários que estavam em “desequilíbrio de saúde”. Destes, 4 mil com o quadro considerado grave aderiram ao Programa de Atenção Primária, cujos resultados incluem a redução do custo mensal per capita da saúde. (box abaixo).
 
Mesmo com as iniciativas das operadoras, Denise ressalta que é importante tratar a questão de forma sistêmica. “Precisamos fazer uma grande transformação, uma revolução sobre qual o modelo assistencial que a sociedade deseja. É preciso enxergar o sistema integrado e com o beneficiário no centro”, pondera Denise.
 
Sul América
Saúde Ativa é uma plataforma online de bem-estar e saúde composto de um programa no qual as empresas participantes podem ajudar seus colaboradores a controlar e identificar doenças e ter hábitos de vida mais saudáveis.

 A plataforma tem uma parte aberta aos interessados no geral, com conteúdo e testes sobre saúde e qualidade de vida. O programa não é de exclusividade dos associados da seguradora, podendo ser adquirido por autogestões e outras empresas interessadas.
 
O programa de Gestão de Crônicos em 2013, com 30 mil pessoas, reduziu 24% o sinistro da população. Subtraindo o custo do programa, a média é de 18 a 19% da redução do sinistro.

 O programa Idade Ativa, que propõe o envelhecimento saudável, tem 6 mil participantes e atingiu 6% de sinistralidade.
 
Central Nacional Unimed
Mapeamento dos beneficiários em sete linhas de cuidado: neoplasia; doença do cérebro e cardiovascular; mente saudável; obesidade; doença respiratória; doença renal e diabetes.
 
21.204 beneficiários foram eleitos com “desequilíbrio de saúde” em uma das sete linhas de cuidado.
 
4.937 considerados com “desequilíbrio grave de saúde” entraram no programa de atenção primária. Iniciaram o programa ao custo de R$ 350 no mês per capita e tiveram redução no custo mês a mês, chegando a R$ 150 reais no mês per capita.
 
Saúde Web

Fornecimento de remédio que trata sífilis volta em 15 dias, diz ministra

Penicilina benzatina, conhecida por Benzetacil, está em falta no mercado. Crise de abastecimento foi provocada por escassez de matéria-prima
 
A ministra interina da Saúde, Ana Paula Menezes, disse nesta terça-feira (23) que o fornecimento da penicilina benzatina, muito conhecida pelo nome comercial Benzetacil, deve voltar ao normal em até 15 dias.

O antibiótico, usado para tratar sífilis e outras infecções, está em falta no setor público e privado. A crise de abastecimento, segundo o ministério, é provocada pela escassez de matéria-prima.

“Daqui 15 dias a situação estará normalizada", disse a ministra interina" disse ela ao G1, em um evento sobre saúde realizado em São Paulo nesta manhã. “Não teve nenhuma falha de compra dos gestores. O produtor teve problema com a matéria-prima e isso atrasou a sua distribuição. O ministério sentou com os laboratórios com a perspectiva de que possam retomar, da maneira mais rápida, a distribuição do medicamento”, afirmou Ana Paula.
 
Atualmente, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), existem no Brasil quatro empresas com registro válido para produzir a penicilina benzatina, também conhecida como benzilpenicilina benzatina ou penicilina G benzatina. A Eurofarma, que produz o remédio com nome comercial Benzetacil, a Fundação para o Remédio Popular (Furp), o Laboratório Teuto Brasileiro S/A e a Novafarma Indústria Farmacêutica LTDA.
 
Problema mundial
Segundo o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), que representa boa parte das indústrias farmacêuticas do Brasil, o desabastecimento de penicilina é um problema mundial e a interrupção do fornecimento dos insumos para a produção foi repentina, o que originou o problema.
 
Além de ser a primeira linha de tratamento contra sífilis, o remédio é ainda usado para tratar outras infecções, como a febre reumática aguda, doença bacteriana que afeta coração, cérebro e articulações.

Em um documento da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2005 sobre o controle de infecções como a febre reumática aguda, o problema do abastecimento de penicilina benzatina já foi citado.
 
"Nos últimos tempos, tem havido problemas tanto em relação à disponibilidade quanto em relação à qualidade da penicilina benzatina ao redor do mundo. Em muitos países, essa medicação é escassa, e frequentemente está indisponível por períodos prolongados. Ainda mais preocupante, a qualidade da medicação é altamente variável."

G1

Cai em 16% índice de brasileiros que admitem beber e dirigir

Fonte: Igor kisselev
Fonte: Igor Kisselev
Em 2012, a fiscalização da Lei Seca ficou mais rígida. Desde então, o número de pessoas que bebem e dirigem caiu 16%. Essa queda favoreceu a redução de mortes no trânsito. Para se ter uma ideia, entre 2012 e 2013, mais de duas mil vidas foram salvas
 
O bancário Marcos Nofre, por exemplo, está entre os motoristas que deixaram de beber depois que o país passou a ter tolerância zero para aqueles que combinam álcool e direção. “Há uns seis meses atrás eu ainda continuava bebendo e dirigindo naquela velha ideia de ‘não aconteceu comigo e nunca vai acontecer’, Só que com o passar do tempo os meus amigos foram caindo e eu acabei mudando. Acabei pensando que não vou esperar acontecer um acidente ou ser multado e perder a carteira. Hoje a gente vai para as festas de taxi ou então quando tem alguma festa em uma boate perto da casa de alguém a gente dorme lá. São pequenas coisas que a gente vai mudando no dia a dia, mas para evitar uma tragédia maior e para ter uma consciência um pouco mais tranquila na hora de curtir a balada.”
 
A diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta, destaca que a redução no número de pessoas que bebem alcoolizadas no Brasil é significativa. Porém, ela lembra que, além de não beber antes de pegar o volante, é preciso dirigir com responsabilidade.
 
“Nós já podemos contabilizar avanços. Houve um maior conhecimento da população acerca dos perigos entre beber e dirigir. É essencial não associar álcool e direção, não usar celulares, não passar mensagens durante a direção, ter muita atenção nas sinalizações, nas placas, usar o cinto de segurança, usar o capacete. Enfim, eu acho que todas essas são medidas importantes para que a gente possa contribuir nas mortes no trânsito”.
 
O Brasil é um dos 25 países do mundo que estabeleceram a tolerância zero para o consumo de bebida alcóolica entre motoristas e pilotos de motocicletas. Atualmente, no país, quem for flagrado dirigindo alcoolizado pode passar um longo período com a carteira de motorista apreendida. Além disso, o motorista ainda é multado em 1.915 reais.
 
Fonte: Alexandre Penido/ Agência Saúde

Fumantes e ex-fumantes podem sofrer doenças não diagnosticadas

Piso de cigarro (Foto: Greg Wood/AFP Photo)
Foto: Greg Wood/AFP Photo - Piso de cigarro
Estudo diz que eles têm qualidade de vida pior do que quem nunca fumou. Examinar mais cedo doenças pulmonares crônicas ajudaria na prevenção
 
Mais da metade dos fumantes e ex-fumantes que são considerados saudáveis por conseguirem passar por um teste de capacidade respiratória, na verdade sofrem de doenças pulmonares crônicas - de acordo com um estudo divulgado pela revista especializada norte-americana "JAMA Internal Medicine".
 
"Os efeitos do tabagismo crônico nos pulmões e na saúde em geral são muito subestimados", afirmou James Crapo, professor de medicina no National Jewish Health (NJH) de Denver (Colorado, oeste dos Estados Unidos). "As doenças pulmonares são frequentes entre os fumantes cujos testes de capacidade respiratória deram resultados normais", comentou o médico sobre a pesquisa.
 
Ao levar em consideração outros critérios clínicos relacionados a algumas funções físicas e respiratórias, e após realizar exames com um escâner, os autores determinaram que 55% dos participantes do estudo que foram declarados saudáveis na verdade sofrem diversas formas de doenças pulmonares crônicas.
 
Saúde crítica O estudo se baseou em 8.872 indivíduos com idades entre 45 e 80 anos que fumaram pelo menos maço de cigarros por dia durante dez anos. A maior parte deles fumou durante uma média de 35 anos, e alguns até 50 anos. O escâner determinou que 42% dos participantes - cujos pulmões pareciam saudáveis no teste de capacidade respiratória - sofria enfisema ou espessamento das vias respiratórias.
 
Cerca de 23% deles apresentava um espessamento acentuado das paredes respiratórias, em comparação com 3,7% de pessoas que nunca fumaram. Em termos gerais, tanto os fumantes como os ex-fumantes têm uma qualidade de vida bastante pior que aquelas que nunca fumaram.
 
Muitas destas pessoas estão provavelmente nas fases iniciais de uma doença pulmonar obstrutiva crônica, como enfisema e bronquite crônica. Ambas são a terceira causa de morte nos Estados Unidos, de acordo com os investigadores. Estas doenças incuráveis raramente ocorrem em pessoas com menos de 55 anos.
 
Uma pesquisa recente mostrou que o exame com scanner para pessoas que fumaram um maço de cigarros por pelo menos 30 anos pode permitir claramente detectar câncer de pulmão precoce e reduzir a mortalidade em 20%.
 
Um exame mais cedo de doenças pulmonares crônicas também pode permitir melhorar os sintomas e a qualidade de vida, afirmam os pesquisadores.
 
"Esperamos que este estudo ajude a desmascarar o mito do fumante que está em boa saúde e aumentar a conscientização sobre a importante prevenção do tabagismo", disse Elisabeth Regan, professora assistente de medicina no NJH.

G1