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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Ministério da Saúde abre vagas para o curso ‘Guias de Prática Clínica em Saúde’

O Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) oferecem 100 vagas para o curso online ‘Guias de Prática Clínica em Saúde’, direcionado a profissionais e gestores que atuam no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Os interessados têm até o próximo dia 7 de setembro para se inscrever*; para isso, basta acessar preencher o formulário.
 
O curso
Com carga horária de 60 horas e início previsto para 23 de setembro deste ano, o curso tem como objetivo a difusão de conhecimentos e a capacitação dos participantes para o uso de evidências científicas no âmbito do desenvolvimento, avaliação e implementação de guias e diretrizes clínicas.

Público-alvo: profissionais e gestores de saúde que atuem no âmbito do SUS na elaboração de diretrizes clínicas; que utilizem estes documentos na prática profissional; que atuem em núcleos de avaliação de tecnologias em saúde ou de pesquisa relacionados ao tema
 
Conteúdo:
• Introdução aos guias de práticas em saúde baseados em evidências;
• Planejamento e escopo do guia;
• Composição do grupo elaborador e conflitos de interesses;
• Formulação de perguntas e seleção de resultados;
• Estudos primários e revisões sistemáticas como base dos guias em saúde;
• Pesquisa, avaliação e síntese das evidências;
• Avaliação dos recursos e custos;
• Incorporação de valores e preferências dos pacientes;
• Desenvolvimento e formulação de recomendações;
• Produção, comunicação, atualização e revisão externa;
• Implementação e avaliação.
 
Inscrições*
Período: até 7/9/2015 – inscrição gratuita
 
Como se inscrever: é necessário preencher o  formulário, no qual os seguintes documentos devem ser anexados
 
• Carta de intenção, contendo os motivos pelo quais o curso poderá ser benéfico às atividades profissionais desenvolvidas;
• Carta de anuência do gestor imediato sobre a participação no curso;
• Currículo Lattes atualizado.
 
Requisitos para se inscrever:
• Atuação pro­fissional no âmbito do SUS;
• Atuação pro­fissional na elaboração ou uso de protocolos ou diretrizes clínicas;
• Atuação em núcleo de pesquisa de avaliação de tecnologias em saúde;
• Conhecimentos básicos em Epidemiologia.
 
Texto: Comunicação Interna/ASCOM/GM/MS

Você sabia que uma hora de narguilé equivale a 100 cigarros?

O narguilé, também chamado de cachimbo d’ água, shisha ou Hookah, é um dispositivo para fumar no qual o tabaco é aquecido e a fumaça gerada é resfriada pela água antes de ser aspirada pelo fumante, por meio de uma mangueira

 

O narguilé pode parecer menos nocivo que outros produtos de tabaco, porém, assim como todos os produtos de tabaco fumados, causa câncer de pulmão, boca e bexiga, estreitamento das artérias e doenças respiratórias.
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma sessão de narguilé com duração de 20 a 80 minutos pode corresponder à exposição aos componentes tóxicos presentes na fumaça de 100 a 200 cigarros. Além dos malefícios causados pela fumaça, o compartilhamento do narguilé com outros usuários pode expor o fumante a alguns riscos particulares, como o de contrair doenças infecciosas como herpes, hepatites virais e tuberculose.

Uma possível explicação para a crença do menor risco à saúde é que a água presente no narguilé filtra parte da nicotina, tornando-a menos concentrada na fumaça. No entanto, essa menor concentração de nicotina no narguilé exige que o usuário aumente o tempo de exposição para alcançar o nível necessário da substância capaz de suprir sua dependência. Assim, o narguilé acaba expondo o fumante a níveis mais elevados de compostos químicos que causam câncer e gases nocivos, como monóxido de carbono.

Vale lembrar que o carvão usado para aquecer o tabaco nesse tipo de dispositivo também é fonte de substâncias tóxicas adicionais, dentre elas o benzeno e o alcatrão, aumentando o potencial de toxicidade do narguilé. Mesmo quando o tabaco é substituído por outras folhas ou ervas, o carvão acarreta prejuízos à saúde. Sendo assim, até os narguilés que não contém tabaco também liberam toxinas.

Especialmente usado por jovens, o narguilé tem uma característica peculiar que incentiva o aspecto da socialização. Um único cachimbo pode ser usado por várias pessoas simultaneamente, reforçando o uso em grandes grupos.

Esse é o caso da universitária Thaís Moraes e seus amigos. O narguilé faz parte dos momentos de diversão do grupo, que se reúne aos finais de semanas para confraternizar e fumar. “Fumo há uns três anos. Sempre em momentos de descontração com meus amigos. Temos um grupo de mais ou menos dez pessoas que se reúnem em casa ou em barzinhos”, conta.
 
O uso do cachimbo pode durar horas. “Dependendo do ânimo do pessoal, podemos passar a noite fumando. Na sexta-feira passada, por exemplo, começamos por volta das oito e fomos até meia noite”, fiz Thaís. A jovem de 22 anos já anda preparada para estes momentos. “Tenho meu próprio narguilé. Ando com ele no porta-malas do carro para fumar quando quiser”, disse.

O tabaco do narguilé é regularmente adocicado e aromatizado e o cheiro e gosto doces da fumaça podem explicar porque algumas pessoas, em especial os jovens, que de outra forma não fumariam cigarro, começam a usar o cachimbo. Adolescentes fumantes têm alta probabilidade de se tornarem adultos fumantes, sendo a experimentação o primeiro passo para uma futura adesão ao consumo regular dos produtos de tabaco e de outras drogas. Quanto mais cedo se estabelece a dependência do tabaco, maior o risco de câncer e de outras doenças crônicas não transmissíveis, morte prematura na meia idade ou na idade madura.

De acordo com a pesquisa Vigilância de Tabagismo em Escolares (Vigescola) do Ministério da Saúde, realizada em 2009 pelo Ministério da Saúde, o consumo de narguilé por jovens de três capitais (São Paulo/SP, Campo Grande/MS e Vitória/ES) foi elevado tanto em meninas quanto em meninos, atingindo prevalências semelhantes às encontradas nas regiões orientais do Mediterrâneo. A prevalência do consumo do narguilé em São Paulo foi a mais alta: 93,3% dos entrevistados que consumiam outros derivados do tabaco fumado, além do cigarro industrializado, declararam usar o narguilé com maior frequência.

A boa notícia é que o ato de fumar está cada vez menos popular entre os brasileiros. O número de fumantes permanece em queda. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE, revela que o índice de pessoas que consomem cigarros e outros produtos derivados do tabaco é 20,5% menor que o registrado cinco anos atrás. Em 2013, do total de adultos entrevistados, 14,7% afirmavam fumar. Esse índice era de 18,5% em 2008, conforme a Pesquisa Especial de Tabagismo do IBGE (PETab).
 

Ministério da Saúde alerta população sobre perigos do narguilé

Para conscientizar a população sobre os malefícios do fumo do narguilé, o Ministério da Saúde levou as informações da campanha do Dia Nacional de Combate ao Fumo para perto da população
 
Um shopping de Brasília (DF) recebeu um totem para alertar que, ao contrário do que muita gente pensa, o narguilé pode causar diversas doenças, como câncer de pulmão, boca e bexiga, estreitamento das artérias e doenças respiratórias. Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma hora de uso o narguilé equivale a fumar 100 cigarros.
 
A ação faz parte da campanha nacional “Da Saúde se Cuida Todos os Dias”, que tem como objetivo incentivar as mudanças individuais e de comportamento, reconhecendo que a saúde não é fruto apenas da vontade própria, mas também dos contextos social, econômico, político e cultural em que estão inseridos.
 
O estudante Daniel Barros, de 22 anos, conta que quando soube desta informação parou fazer uso no narguilé. “Fiquei preocupado em saber disso e foi o que me motivou parar de fumar”, disse.

Deglaucir Teixeira, de 42 anos, observa que se as informações sobre os malefícios do narguilé chegarem a mais gente, o número de usuários diminuirá. “Tem gente que fuma o narguilé pensando que é o contrário, que é melhor fumar ele do que o cigarro. Principalmente por causa dos aromatizantes que existem. Por isso, quanto mais gente souber, melhor”, disse.

O totem com as informações viajará pelo Brasil e será exposto em várias cidades brasileiras. Para saber mais sobre tabagismo e como parar de fumar, visite o site do Instituto Nacional do Câncer.
 

E como será a transferência de clientes da Unimed Paulistana?

Foto: Reprodução
Acometida por uma crise financeira há anos, os serviços da Unimed Paulistana foram definitivamente encerrados nesta quarta-feira (02). A ANS anunciou que os mais de 740 mil beneficiários da operadora terão que ser transferidos para outros planos em 30 dias. Apesar do prazo, alguns hospitais e laboratórios já deixam de atender o convênio
 
A maior parte dos clientes da Unimed reside na cidade de São Paulo. Segundo dados da ANS, 75% fazem parte de planos coletivos e empresariais. Para dar mais detalhes sobre essa transferência de carteira, o advogado e especialista em direto do consumidor, Vinicius Zwarg, falou ao Saúde Business:
 
1. Como funcionará a abertura da carteira de clientes para outra empresa?
A Unimed Paulistana terá 30 dias para fazer uma alienação compulsória da carteira. Em não ocorrendo, a ANS fará uma oferta pública, isto é, oferecerá a carteira no mercado para empresas interessadas. A carteira pode ser adquirida por uma única empresa ou divida em dois ou mais players. Tudo vai depender do valor da carteira e de como ela ficará ao final do prazo em termos de valor. Se por um lado a portabilidade é boa, pois possibilita a migração de consumidores, por outro, diminui o valor de mercado da carteira, eis que ficarão somente aqueles com dificuldade de migração.
 
2. Se a transferência acontecer, a carência será absorvida pelo novo plano?
Sim. Importante que o consumidor saiba que o contrato deverá ser mantido nas mesmas condições atuais e, para tanto, os pagamentos por parte do consumidor devem ocorrer de modo regular. Deixar de pagar o vencimento do plano de saúde só aumentará o problema do consumidor.
 
3. Pode ocorrer prorrogação do prazo de 30 dias?
Creio que não, pois este foi o prazo estabelecido pela ANS. Entretanto, nada impede que a Unimed peça uma prorrogação. Havendo uma boa razão, quem sabe, não tenhamos a dilação do prazo.
 
4. O consumidor é obrigado a aceitar a nova empresa?
Não é obrigado a aceitar. Ele pode buscar a rescisão de seu contrato. Mas é bem provável que o plano existente na Unimed Paulistana ou de quem assumir, seja mais interessante do ponto de vista econômico do que um novo.
 
5. Clínicas e hospitais conveniados podem negar o atendimento dos consumidores com o plano?
Provavelmente os hospitais e laboratórios não estão recebendo pelos serviços prestados. No entanto, entendo que o Hospital não pode negar cobertura, pois a vida prevalece diante de eventual direito de recebimento (pagamento dos serviços médicos). A situação me parece bastante complicada.
 
6. Exames e consultas já marcadas serão cobertos normalmente?
Em princípio, deverão ser cobertas normalmente (exames e consultas). No entanto, a questão é muito delicada e ainda não sabemos o desfecho. Mas caso o consumidor tenha algum exame ou consulta negado deve procurar o advogado de sua confiança e ajuizar uma ação exigindo, liminarmente se necessário, o seu atendimento.
 
7. As empresas que se negarem a atender o plano sofrem alguma punição?
Podem sofrer outras sanções administrativas. Mas não me parece o caso, pois a situação já é muito delicada e a alienação compulsória, por si só, não deixa de ser uma espécie de punição.
 
Perfil
Vinicius Zwarg: Formado pelo Mackenzie é mestre em Direitos Difusos e Coletivos pela PUC-SP. Foi Chefe de Gabinete, Diretor de Fiscalização e Diretor de Estudos e Pesquisas da Fundação PROCON/SP. Foi membro suplente do Conselho Consultivo da ANVISA (Agência de Vigilância Sanitária). Foi membro suplente da CPCON (Comissão Permanente do Consumidor) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Foi Coordenador da Autorregulação da ABECS (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviço).
 
Saúde Business

Vítimas do Holocausto podem transmitir traumas pelos genes

O estudo tomou como base a análise genética de 32 sobreviventes do Holocausto e seus filhos
Getty Images: O estudo tomou como base a análise genética de 32 sobreviventes
do Holocausto e seus filhos
Mudança genética associada a traumas sofridos por sobreviventes do Holocausto podem ser transmitidas a filhos e às gerações seguintes
 
Uma equipe de pesquisadores do Hospital Monte Sinai, em Nova York, comparou a composição genética de um grupo de 32 homens e mulheres judeus com a composição genética de seus filhos. O grupo de estudo tinha vivido em um campo de concentração e sofrido com o regime nazista.
 
Essa informação foi comparada com a de outras famílias judias que não tinham vivido na Europa durante a Segunda Guerra Mundial.
 
Os filhos das famílias que foram vítimas diretas são mais propensos a sofrer problemas ligados ao estresse.
 
E "as mudanças genéticas nessas crianças só podem ser atribuídas ao fato de que seus pais foram expostos ao Holocausto", disse Rachel Yehuda, professora de psiquiatria e neurociência e líder do projeto de pesquisa.
 
O estudo, segundo os autores, apresenta um exemplo claro em humanos de como a herança epigenética pode afetar os filhos e até os netos.
 
"É a primeira prova em humanos - de que temos conhecimento - de uma marca epigenética na descendência baseada na exposição dos pais, antes da concepção", afirmou Yehuda.
 
Teoria polêmica
A teoria da herança epigenética é polêmica. O que é cientificamente aceito hoje é que a única forma de transmitir informação biológica entre as gerações é através do DNA.
 
Mas, segundo essa teoria, o estilo de vida e as influências do meio ambiente - por exemplo, fumo, estresse ou a dieta - podem provocar mudanças genéticas em nossa descendência e ter um papel importante em seu desenvolvimento.
 
Os genes mudam pela influência do ambiente mediante uma "etiqueta química" (o epigenoma) que adere ao DNA e funciona como um interruptor: modifica a expressão dos genes, ativando-os ou silenciando-os.
 
Terra