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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Estudo mostra a consequência da taxação em refrigerantes no México

No México, a taxa de 10% nos preços das bebidas doces foi associada a redução de 12% nas vendas em um ano após a implementação, indica estudo publicado no The BMJ

O governo mexicano taxou as bebidas açucaradas como uma medida para reduzir o número de obesos no país. Segundo os pesquisadores, estes dados apresentam uma importante implicação das discussões e decisões políticas.

O México apresenta um dos maiores níveis de diabetes, sobrepeso e obesidade no mundo, e reduzir o consumo de bebidas ricas em açúcar tem sido uma importante forma de prevenir o aumento de pessoas acima do peso ou diabéticas.

A taxação ocorreu no início de 2014. Para verificar os efeitos dela, pesquisadores estudaram diferentes compras das bebidas antes e após a implementação.

Cerca de 6.200 mexicanos tiveram seus comportamentos de compra estudados. Foram comparados a quantidade de bebidas açucaradas compradas antes e após a taxação. Um modelo estatístico foi usado, levando em conta a idade, o sexo e o status socioeconômico.

As compras após a taxa tiveram uma queda de 6% em 2014, em comparação com a situação antes da taxação.

Com o passar do tempo, a redução nas compras aumentou. Todos os grupos socioeconômicos apresentaram uma queda na quantidade de bebidas compradas, mas a redução foi maior entre os habitantes de classe mais baixa.

Os pesquisadores preferem alertar que este é apenas um estudo inicial e não pode ser considerado uma definição conclusiva.

No entanto, as taxas podem, sim, ser uma estratégica de saúde pública válida para diminuir a obesidade, mas não é a tática que irá exterminar este mal da sociedade.

Foto: Reprodução

No RS, paciente recebe retorno para consulta 11 anos depois de morrer

Aposentada tinha marcado uma consulta em 2000, mas nunca teve retorno e morreu em 2004

Um comunicado para consulta médica chegou à casa de uma idosa, no Rio Grande do Sul, 11 anos após sua morte. A aposentada Zilá Bueno da Silva havia marcado uma consulta com um reumatologista pelo Sistema Único de Saúde em 2000, mas nunca teve retorno.
O caso ocorreu na cidade de Alvorada, região metropolitana de Porto Alegre. No dia 16 do mês passado, a família de Zilá, que morreu em 2004, aos 67 anos, por causa de uma pancreatite, recebeu em casa o aviso da Secretaria de Saúde da cidade, com a resposta para o encaminhamento solicitado 15 anos antes.
Na ocasião, pela demora no retorno, a família desembolsou um tratamento com um médico particular.
Ao receberem a carta, os familiares da aposentada ficaram consternados. "É um sentimento de indignação. Bem próximo ao Natal, bateu a saudade", comenta o neto de Zilá, Jeferson Almeida, de 26 anos.
Segundo a Secretaria de Saúde de Alvorada, o episódio foi decorrente de um erro na troca do sistema de cadastro de pacientes da cidade. Antes, as fichas eram feitas à mão. No momento de passar para um sistema computadorizado, alguns cadastros se perderam. Trinta mil pessoas devem ter ficado fora do cadastro, de acordo com a prefeitura.
Em nota, a Secretaria informou que está realizando contatos por telefone e carta para reagendamento dos pacientes mais antigos. "Em alguns casos podem ocorrer desistências, pessoas já terem feito suas consultas, não serem encontradas no endereço ou telefone ou até falecido no período".
Para Almeida, isso “foi um descaso”.
— Pegaram a ficha dela e jogaram em um arquivo morto. Minha avó fez o pedido de consulta em 2000, quando ela sentiu dor e não pôde caminhar. E nunca saiu uma consulta. É um verdadeiro deboche.
R7

Anvisa suspende produtos para saúde sem registro

A Anvisa determinou a suspensão da fabricação, distribuição, comercialização e uso de todos os produtos para saúde sem registro ou cadastro fabricados pela empresa HR Instrumental Cirúrgica Importação e Comércio Ltda – ME.

A Agência também suspendeu a divulgação no site www.hrinstrumental.com.br.

A medida está na Resolução 3.070/2016 publicada quinta-feira (07/01), no Diário Oficial da União (DOU).

De acordo com a norma, a empresa deverá promover o recolhimento do estoque existente no mercado.

ANVISA

Equipe que combateu ebola na África chega para ajudar com o zika no Brasil

A previsão é de que a equipe do Senegal passe pelo menos uma semana no Instituto de Ciências Biomédicas

Quatro dos cinco pesquisadores do Senegal que participaram ativamente do combate à epidemia de ebola na África desembarcaram ontem em São Paulo para ajudar cientistas brasileiros a lidar com o zika vírus.

O chefe da equipe, um renomado especialista em controle de epidemias, deve chegar na sexta-feira (8). Eles vão se juntar à rede de pesquisadores paulistas que foi formada em caráter emergencial para responder ao surto e é coordenada pelo pesquisador Paolo Zanotto, da USP (Universidade de São Paulo).

A previsão é de que a equipe do Senegal passe pelo menos uma semana no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-USP), trocando informações e treinando pesquisadores brasileiros em técnicas de isolamento e cultivo do vírus. "Os dias que o vírus zika era invisível estão contados", disse Zanotto à reportagem.
A grande dificuldade em responder à epidemia é que muito pouco se sabe sobre o zika, que praticamente não existia no país até o ano passado. Para montar uma estratégia eficiente de combate, os cientistas precisam entender melhor como ele funciona, seu ciclo na natureza, como interage com o mosquito Aedes aegypti e como ele se comporta dentro do organismo humano.
A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas e não se sabe ainda como o vírus interfere no desenvolvimento do sistema nervoso dos fetos, levando à microcefalia.
Precaução
Sem esse conhecimento básico, não há como planejar qualquer tipo de intervenção - além da precaução básica de se evitar contato com o mosquito. Uma das prioridades é acelerar o desenvolvimento de testes rápidos de diagnóstico, que permitam detectar e rastrear a disseminação do vírus.

Estadão Conteúdo /R7

Cidade cancela Carnaval para usar dinheiro na compra de ambulância

O dinheiro disponibilizado para o Carnaval será utilizado de uma outra forma no Interior de São Paulo

A prefeita de Porto Ferreira, Renata Braga (PSDB), fez o anúncio na tarde da última segunda-feira, 4, sobre a desistência em realizar o tradicional desfile dos blocos de Carnaval na cidade este ano. Renata, prefeita em exercício desde 2013, afirmou que os recursos serão destinados para a compra de uma nova ambulância para o Departamento de Saúde do município.

Em conversa com os representantes dos blocos, a prefeita pediu a compreensão dos integrantes das agremiações.

“Vocês todos sabem o quanto eu gosto de Carnaval. Portanto, para mim, é com muita dor no coração que faço este anúncio. Foi uma decisão muito difícil e espero que todos a respeitem. Mas atravessamos uma crise financeira muito séria e a área da Saúde é nossa prioridade”, esclareceu Renata aos representantes dos cinco blocos durante reunião.

O cancelamento do desfile não impede os blocos - O Boi, Infanto Juvenil, Inimigo Meu, Boi Verde e Caveira Negra - de saírem às ruas durante os dias do evento. A única exigência é que as agremiações informem à Seção de Cultura e Polícia Militar com antecedência suas programações (dias, horários e trajetos). Essa medida está prevista em nova legislação municipal recentemente aprovada pela Câmara de Vereadores – lei 3.227/2015.

Os blocos contarão com o apoio da Prefeitura na compra e distribuição das camisetas. Nesta terça-feira, 5, às 17 horas, no Paço Municipal, vai acontecer uma nova reunião para tratar sobre da encomenda das camisetas e esclarecer dúvidas sobre a lei 3.227/2015.