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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Atividades diárias que aumentam a chance de você ter uma doença

pessoas no metrô - Foto Getty Images
Corrimões, telefone celular e até mesmo o happy hour não escapam da transmissão de vírus e bactérias

Tudo o que existe está absolutamente recoberto de bactérias - inclusive você, por dentro e por fora. No entanto, nem todas as bactérias causam doenças, sendo algumas inclusive benéficas e essenciais para o bom funcionamento do nosso organismo.

Mas quando pensamos nos micro-organismo patogênicos - que tem potencial de transmitir doenças - a boa higiene é fundamental para mantê-los longe.

O clínico geral Eduardo Finger, coordenador do departamento de pesquisa e desenvolvimento do SalomãoZoppi Diagnósticos, explica que nem sempre a pessoa sucumbirá ao patógeno, ainda que seja exposta à doença.

"E também não é todo o vírus que pode ser transmitido durante o dia a dia, pois nem todos sobrevivem muito tempo fora do corpo humano", lembra o especialista.

No geral, a gripe e os resfriados são mais facilmente transmitidos de uma pessoa para outra, principalmente no inverno, e existem algumas atividades muito comuns em nossa rotina nas quais estamos expostos a isso e nem percebemos.

Confira:

pessoa usando o celular - Foto Getty ImagesTelefones públicos e telas sensíveis ao toque
Pode ser difícil encontrar um telefone público nestes dias, mas teclados comuns e telas sensíveis ao toque estão em toda parte.

"O real potencial de transmissão de doenças infecciosas por objetos como os telefones celulares não é conhecido, mas é possível que esse fenômeno indesejável ocorra", explica o imunopatologista Marcelo Vivolo Aun, da Sociedade Brasileira de Imunologia.

Já os telefones públicos não costumam ter uma manutenção e limpeza com periodicidade adequada, e pode acontecer de uma pessoa gripada usá-lo e você, ao usar em seguida, correr o risco de contrair a doença.

"Se você quiser diminuir essa possível transmissão, o melhor é ter o mínimo de contato com o bocal, ou seja, falar mais afastado."

No caso do telefone celular, evite compartilhá-lo com pessoas que estejam doentes e mantenha a higiene do aparelho.

Corrimões e maçanetas
A nossa pele tem bactérias que "moram" nela, ou seja, nos colonizam, e não causam doenças.

"Desse modo, todo objeto que é tocado por mais de uma pessoa - como corrimões, torneiras e maçanetas - pode transmitir bactérias e outros micróbios", diz o infectologista Marcelo.

Assim, pessoas eventualmente doentes, com viroses intestinais ou gripe, por exemplo, podem passar esses agentes pelo contato.

"A melhor prevenção é a lavagem de mãos."

Notas e moedas
"Pior do que as bactérias que todos falam são outras substâncias que possam estar nas notas, transmissoras de doenças", explica o clínico geral Eduardo Finger, coordenador do departamento de pesquisa e desenvolvimento do SalomãoZoppi Diagnósticos.

Até porque, você não sabe por onde as mãos da pessoa que estava com a nota antes de você passaram - inclusive, o infectologista Marcelo afirma que nem mesmo as notas do caixa eletrônico se salvam.

"Por isso, o recomendado é lavar as mãos com sabão comum após pegar em notas em moedas, evitando assim um possível contágio", explica Eduardo, que dispensa a necessidades de sabonetes antibacterianos.

Ônibus, trem e metrô
Ao falar em transporte público, logo pensamos nas barras de segurança que muitas vezes usamos para nos apoiar enquanto estamos de pé - e elas, assim como os corrimões, também têm potencial para abrigar vírus transmissores de doenças.

No entanto, você não precisa da barra para estar exposto a bactérias, vírus e patógenos, já que estes circulam pelo ar, explica o clínico geral Eduardo.

E ambientes como esses, que favorecem a aglomeração, intensificam as chances de uma transmissão por via respiratória, por meio de gotículas de secreções da boca e nariz.

"Essa situação é maior quanto mais pessoas estiverem no local e quanto menor for esse espaço", completa o imunologista Marcelo.

mulher na academia - Foto Getty ImagesAcademias
Ainda que a limpeza dos aparelhos e banheiro de academias seja mais frequente que a de um ônibus, por exemplo, o ambiente fechado do estabelecimento também facilita a transmissão de doenças.

E para as pessoas que sentem protegidas após limpar o aparelho com os paninhos de higienização disponíveis nas academias, saiba que eles não te deixam completamente protegido de doenças.

"Utilizamos os panos, pois as pessoas tem nojo do contato com o suor de outra pessoa, mas no nível microbiológico, não faz a mínima diferença", explica Eduardo Finger.

De acordo com o especialista, essa limpeza pode diminuir a exposição da pessoa aos patógenos caso o usuário anterior do aparelho estiver com alguma doença contagiosa, mas jamais protegerá 100%.

"Lembrando que ser exposto a um patógeno não quer dizer necessariamente que você irá contrair a doença, cabendo entender qual é o limite da higiene saudável, sem exageros", ressalta o especialista.

Além disso, nos dias mais frios, a mudança brusca de temperatura que acontece dentro e fora da academia pode causar uma irritação no sistema respiratório, aumentando a chance de ocorrências como asma e rinite.

Convivência com amigos e família
"A chance de contrair uma doença de outra pessoa é influenciada pela exposição, e geralmente estamos mais em contato com os amigos e família", declara o clínico geral Eduardo.

Quem nunca viu aquela família que um começa a pegar gripe ou virose intestinal do outro, não é verdade?

"O melhor modo de evitar essas ocorrências é não dividir objetos de uso pessoal (talheres, toalhas, travesseiros) e lavar as mãos com mais frequência durante os períodos em que alguém está doente."

amigos na balada - Foto Getty ImagesBalada e happy hour
Todo lugar que concentra mais gente, aumenta a possibilidade de exposição a patógenos.

"Se o lugar for fechado e o ar recircular várias vezes por várias pessoas, as concentrações de patógenos aéreos aumentam e mais uma vez, sua chance de se expor aumenta", alerta Eduardo Finger.

O especialista explica que em alguns casos, você precisa de uma carga mínima de um patógeno para se infectar - e a chance de bares e baladas fechadas atingirem essa concentração crítica, que varia de pessoa para pessoa, aumenta.

"Além disso, álcool e sono irregular podem baixar sua imunidade e aumentar o risco de você contrair uma doença", ressalta o infectologista Marcelo. Há também a mudança de temperatura dentro e fora desses locais nos dias frios, que podem intensificar os problemas respiratórios.

Comer junk food
Consumir uma dieta pobre em vitaminas e minerais e rica em gorduras, açúcar, sódio e conservantes enfraquece o sistema imunológico e sua capacidade de combater resfriados e outras doenças infecciosas.

Por isso uma alimentação baseada em fast food e congelados prontos para consumo, além de pobre em frutas, legumes e verduras, pode prejudicar a sua imunidade e deixar seu organismo mais sensível a infecções.

Embora esses hábitos sejam essenciais em todas as estações do ano e os benefícios sejam percebidos em longo prazo, nunca é tarde para mudar a alimentação e deixar seu corpo mais protegido.

Minha Vida

Vírus Zika representa ameaça para a saúde humana, diz instituto francês

Depois de ser detectado na África, Ásia e no Pacífico, a doença atingiu a América em 2015

O Instituto Pasteur, da França, informou que o primeiro estudo que desenvolve sobre a sequência genética do vírus Zika vai ajudar a compreender sua evolução para desenvolver ferramentas de diagnóstico. Transmitido por mosquitos como o Aedes aegypti, da dengue, o Zika representa uma ameaça para a saúde humana, embora a infeção passe muitas vezes despercebida. O tipo do vírus em circulação na América desde 2015, já provocou epidemia “sem precedentes”, segundo o instituto francês. O Zika foi identificado pela primeira vez em Uganda em 1947, num macaco. Ele pertence à mesma família do vírus da dengue e da febre amarela e os primeiros casos detectados em humanos foram registrados em 1968, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Na maioria dos casos (entre 70% e 80%), a infeção passa despercebida e os sintomas são semelhantes aos da gripe, com erupções na pele.O Zika pode também manifestar-se por meio de uma conjuntivite ou dor nos olhos, assim como por inchaço nos pés e nas mãos.

Até agora, nenhuma morte causada pelo vírus foi registrada, segundo a agência norte-americana para o monitoramento e a prevenção de doenças.

No entanto, dois tipos de complicações graves têm sido descritas, principalmente neurológicas e malformações em fetos, o que obriga a uma “vigilância do surto”, alertou o Ministério da Saúde francês. Não existe medicamento ou vacina específica contra o vírus. O único tratamento é a ingestão de analgésicos para reduzir a dor.

Para proteção, o Ministério da Saúde francês recomenda que se evite ser picado por mosquitos, usando roupas largas, repelentes e mosquiteiros. As mulheres grávidas, especialmente, devem ficar vigilantes.

Depois de ter sido detectado na África, Ásia e no Pacífico, a doença atingiu o Continente Americano em 2015, sendo o Brasil o país mais afetado. O Ministério da Saúde lembra que o vírus pode chegar ao sul da Europa, especialmente a França, entre maio e novembro.

Agência Brasil

Corrupção médica e fraude médica agora é crime!

Comissão aprova criminalização da corrupção e da fraude médicas

Relator reuniu seis propostas que criminalizam a obtenção de vantagem pela comercialização de medicamentos, órteses e próteses, além da reutilização indevida e superfaturamento de implantes e o patrocínio de fraudes terapêuticas.

A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou proposta que tipifica como crime a corrupção médica e a fraude médica, além do patrocínio de fraude terapêutica e a reutilização indevida de órteses, próteses e implantes. O texto altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) e a Lei de Crimes Hediondos (Lei 8.072/90).

Corrupção
Pela proposta, a corrupção médica – ou seja, a exigência ou aceite, do profissional de saúde, de vantagem indevida de fabricante ou distribuidor de dispositivo médico implantável para utilização de seus produtos – será punida com reclusão de dois a seis anos e multa. Incorrerá nas mesmas penas quem paga, oferece ou promete a indevida vantagem financeira ao médico.

Fraude médica
Já a fraude médica – isto é, realizar tratamento terapêutico que sabe ser desnecessário, envolvendo a colocação de implante – será punida com reclusão, de três a seis anos. Se o tratamento terapêutico resultar em morte, a pena será de reclusão de seis a 15 anos e o crime será considerado hediondo.

O texto aprovado é o substitutivo do deputado Chico Lopes (PCdoB-CE) ao Projeto de Lei 221/15, da deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), e outros apensados, de objetivo semelhante (PLs 407/15; 434/15; 445/15; 973/15). Esses projetos tipificam a prática de obtenção de vantagem pelo encaminhamento de procedimentos, pela comercialização de medicamentos, órteses, próteses ou implantes de qualquer natureza. No substitutivo, o relator une em um só texto todos os projetos.

Além disso, Lopes incorpora ao texto dispositivos do PL 2452/15, de autoria da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a chamada “máfia das órteses e próteses” brasileira, cujo relatório final - com recomendações e proposições apresentadas - foi aprovado em julho deste ano. Neste projeto, está prevista a tipificação das condutas de corrupção e fraudes médicas, reutilização indevida de dispositivo médico implantável, fraude na estipulação do valor de dispositivo médico e patrocínio de fraude terapêutica.

Patrocínio da fraude terapêutica
De acordo com o substitutivo, patrocinar, com o intuito de obter proveito indevido, demanda que vise à realização de tratamento terapêutico fraudulento, envolvendo a colocação de implante, passará a ser crime, punível com reclusão de dois a seis anos e multa.

A superfatura do valor do dispositivo médico implantável, por sua vez, passará a ser considerada crime de estelionato, com pena de reclusão de um a cinco anos e multa. Já a reutilização indevida do implante, em procedimento terapêutico, será punida com reclusão de dois a quatro anos.

Tramitação
A proposta segue para análise das comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (inclusive quanto ao mérito). Em seguida, será analisada pelo Plenário da Casa.

Fonte: Agência Câmara Notícias

Estado deve custear tratamento de leucemia, diz Justiça

Processo de fertilização in vitro deverá ser pago pelo estado do Rio Grande do Sul

Leucemia linfoide crônica: na nova terapia genética, os linfócitos T são modificados para destruir as células B, afetadas pelo câncer
O Estado do Rio Grande do Sul e o município de Rio Grande terão de custear tratamento de leucemia orçado em R$ 32.845

A Justiça determinou o custeio, por parte do Estado do Rio Grande do Sul e do município de Rio Grande, de um processo de fertilização in vitro. O procedimento tem como fim possibilitar o tratamento de um menor diagnosticado com leucemia. A determinação é da juíza Fúlvia Beatriz Gonçalves de Souza Thormann, da Vara do Juizado da Infância e Juventude de Rio Grande.

A leucemia é uma doença grave e rara e provoca a falência da medula óssea - responsável pela produção do sangue - , fazendo com que a quantidade de células sanguíneas não sejam produzidas adequadamente.

O adolescente de 12 anos não possui irmão e todas as tentativas de localizar um doador de medula óssea compatível foram inexitosas. Para garantir a correspondência, surgiu a possibilidade da fertilização de embriões previamente selecionados. A fertilização consiste na seleção e análise genética de material dos genitores para que nasça um irmão sadio e compatível.

Como o Sistema Único de Saúde (SUS) não cobre o procedimento e a família do adolescente alegou não possuir recursos para recorrer à rede privada, foi solicitada a antecipação da tutela. A juíza Fúlvia Thormann assinalou que o direito à saúde é dever do Estado. A magistrada ressaltou que crianças e adolescentes têm prioridade na efetivação dos direitos à vida e à saúde.

Os procedimentos hospitalares e demais despesas foram orçados em 32.845 reais e deverão ser custeados pelo Estado e pelo município. O processo corre em segredo de Justiça.

Estadão Conteúdo / Veja

Comer manteiga e gorduras saturadas faz mesmo mal à saúde?

Quem gosta de manteiga se alegrou com recentes notícias, publicadas em jornais, afirmando que gordura saturada não é tão ruim quanto se imaginava

Por outro lado, essas informações que "reabilitam" a manteiga vão contra diversas recomendações e deixam de fora várias nuances.

Mas afinal, qual é a verdade sobre a gordura saturada?

A Organização Mundial da Saúde aconselha que o percentual de calorias proveniente dela não ultrapasse 10%.

O argumento é que a gordura saturada aumenta a quantidade de colesterol ruim no sangue, apesar de também aumentar o do tipo bom.

O colesterol ruim entope artérias e pode levar a um infarto ou AVC. No entanto, testes com estatinas mostram que essas drogas, que diminuem o colesterol, podem reduzir o risco de ataque cardíaco.

Confusão?
Quando o assunto é nutrição, obter provas confiáveis é sempre uma espécie de pesadelo. Alguns estudos se baseiam em questionários que perguntam o que as pessoas comeram no ano anterior, para então ver o que acontece décadas depois.

O problema é que muita gente tem dificuldade para lembrar o que comeu no dia anterior, quem dirá um ano atrás. Além disso, os hábitos alimentares mudam muito com o tempo.

E não seria lá muito antiético trancar pessoas e fazer experimentos com suas dietas por décadas para ver se elas terão um infarto.

Por isso, as provas acabam sendo uma colagem de resultados de diversos estudos, que dá uma impressão geral de que a gordura saturada é ruim.

A agência Public Health England, do Departamento de Saúde do Reino Unido, que aconselha as pessoas a cortar gordura saturada, diz que um dos artigos-chave em que a recomendação é baseada é uma revisão de 15 testes clínicos que mudaram as dietas de mais de 59 mil pessoas por pelo menos dois anos.

Mas até isso é um indicativo do motivo da possível confusão sobre a gordura saturada.

O trabalho não mostra impactos em mortes por doenças cardíacas ou outras causas. E conclui que cortar gordura saturada e substituí-la por carboidratos ou proteínas não faz diferença nos riscos.

A nutricionista-chefe do Public Health England, Alison Tedstone, afirma que gordura saturada é de fato ruim, mas que é justo dizer que "às vezes a questão da gordura fica simplista demais".

"Os dados mudaram um pouco ao longo dos anos por causa de novos estudos que surgiram. E há que se considerar diferenças sutis, como se estamos falando em, poli ou carboidrato integral."

"Concordo que é inapropriado dizer para a população aumentar seu consumo de carboidrato sem pensar sobre quais carboidratos são esses."

O conselho dela é que as pessoas cozinhem com óleo de girassol, em vez de manteiga, e que usem margarina com pouca gordura.

A redenção da manteiga?
Alguns pesquisadores, no entanto, já argumentaram que até isso está errado e que manteiga e outros alimentos ricos em gordura saturada fazem parte de uma dieta saudável.

Um estudo feito em 2014 pela Universidade de Cambridge, do Reino Unido, ganhou repercussão após concluir que não há "evidências conclusivas" para as recomendações de cortar gordura saturada.

Foi essa análise que levou à avalanche de notícias dizendo que a manteiga "está de volta". "Isso é uma simplificação exagerada, nunca dissemos isso", esclarece uma das pesquisadoras, Nita Forouhi, da unidade de epidemiologia da Universidade de Cambridge.

A revisão mostrou que não há uma relação significativa entre a quantidade de gordura saturada, gordura monossaturada ou um tipo de gordura polissaturada e doenças cardíacas.

Mas Forouhi afirma que é preciso focar mais não naquilo que deve ser cortado, mas pelo que deve ser substituído.

O estudo não pôde avaliar esse aspecto.

Segundo a especialista, a gordura saturada virou um "debate muito, muito reducionista". Ela alerta que as pessoas "devem ser cuidadosas sobre dar mensagens simplificadas demais".

Forouhi, porém, está na linha de frente de uma pesquisa que pode transformar o debate sobre a gordura saturada e trazer algumas delas de volta à mesa. Houve um tempo em que médicos pensavam que todo o colesterol era ruim, até que descobriram que há o bom e o mau colesterol.

Agora, há uma percepção crescente de que nem toda gordura saturada é igual e que há provas crescentes de que algumas podem ser benéficas.

"Nossas novas descobertas também podem ajudar a esclarecer as conclusões de estudos que dizem que alguns tipos de laticínios podem diminuir o risco de diabetes e doenças cardíacas", diz a pesquisadora.

Veredito
Mas então, as notícias estavam certas? Queijo, iogurte, leite integral e manteiga devem permanecer no cardápio?

Forouhi diz que isso é perigoso pegar os primeiros resultados da pesquisa para afirmar coisas do gênero.

"Não podemos supor que os efeitos benéficos de laticínios vem apenas do ácidos graxos saturados 'bons', já que todos os alimentos contém uma combinação de ingredientes."

Ela alerta que há uma "ligação forte" entre manteiga/gordura saturada e mau colesterol, e que outros estudos deveriam ser feitos com tipos específicos dessa gordura.

Especificamente sobre a manteiga, a especialista diz que os estudos mais científicos não a incluem dentro da definição de laticínio.

"Enquanto as pesquisas ainda estão sendo feitas, acho que não devemos sair mudando nada", diz ela sobre as recomendações.

"É muito cedo para dar ao público a impressão de que há uma licença. A pesquisa preliminar é animadora, mas não só definitiva. Não dá para dizer que a manteiga está de volta."

BBC Brasil