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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Plano de saúde cooptava médicos para reaproveitar material cirúrgico, revela investigação

Esquema teria sido arquitetado por dois diretores da Unimed Federação do Estado do Rio de Janeiro. Material irregular foi encontrado e apreendido em 6 hospitais particulares

Foto: Reprodução

Uma investigação revela: um plano de saúde, no Rio de Janeiro, recrutava médicos para que eles reaproveitassem material cirúrgico em procedimentos cardíacos. A técnica é proibida pela Anvisa. Todos os médicos envolvidos no esquema e mais os representantes do plano foram denunciados esta semana à Justiça.

Veja na reportagem de Mahomed Saigg e Paulo Renato Soares. Veja as notas de esclarecimento dos citados na reportagem:

O advogado Marcio Delambert dos senhores Francisco José de Oliveira e José Carlos Pires de Souza, enviou nota à imprensa:

"Nenhum procedimento do PAC autorizava o uso de material reprocessado, fora dos parâmetros legais. Os médicos renomados e suas respectivas equipes médicas contratadas faziam a aquisição direta dos materiais para a execução dos procedimentos. De todos os hospitais mencionados apenas um tinha vínculo com o PAC. Por fim, na qualidade de gestores sempre observaram critérios éticos definidos pelas Sociedades Médicas de Cardiologia para a boa execução de seu trabalho. Cabe ressaltar que,nos últimos 10 anos de monitoramento rigoroso dos resultados do PAC, não houve um único caso de complicação, o que assegura absoluta tranquilidade aos pacientes assistidos. Consideram a acusação equivocada pois foram curiosamente desconsideradas provas e relevantes documentos apresentados à autoridade policial. Assim que citados vão apresentar imediatamente sua defesa de modo a demonstrar a fragilidade da acusação promovida pelo Ministério Público."

A direção do Hospital de Clínica de Niterói e o responsável pelo setor de Hemodinâmica, Dr. Carlos Henrique Eiras Falcão informam que cumprem rigorosamente a legislação vigente estabelecida pela ANVISA. E, esclarecem que não têm contrato ou qualquer acordo comercial com o “PAC da Unimed Federação”, para realização de procedimentos na área de eletrofisiologia – nem com suas equipes próprias, nem com equipes de médicos assistentes. Ou seja, o hospital não atende pacientes de eletrofisiologia pelo PAC Unimed.

Quanto à Dra. Olga Ferreira, a acusação contém erros técnicos grosseiros e representa irreparável injustiça, na medida em que os cateteres apreendidos podem ser reprocessados, sem quaisquer riscos para a saúde humana, na forma da regulamentação da ANVISA e das boas práticas da medicina adotadas em todo o mundo.

Jacob Atiê
“Desconheço o teor do processo criminal, motivo pelo qual não irei comentá-lo; A literatura médica comprovou que o uso de materiais reprocessados não aumenta o risco para pacientes; O uso de materiais reprocessados é prática adotada por inúmeros países e aceita por diversas entidades de classe e associações científicas – brasileiras e internacionais; A Cardioritmo usa somente materiais cujo reprocessamento é permitido pela ANVISA há décadas e com sucesso, pois nunca teve um único caso de infecção ou complicação pós-operatória decorrente do reprocessamento de materiais; Deploro qualquer tentativa de criminalização de toda uma especialidade médica com base em ilações, suposições e conjecturas sem o menor embasamento científico.”

Luis Gustavo Belo de Moraes
Venho mui respeitosamente me manifestar sobre o processo do Ministério Público Estadual do RJ que me denuncia como integrante de "quadrilha medica", "que reprocessava material de Eletrofisiologia". A denuncia aceita não contemplou a robusta e sólida defesa enviada. Estou confiante que em juízo possamos efetivamente apresenta-la.

O reprocessamento do material se fazia em conformidade com as normas da Anvisa e seguindo um Protocolo registrado na Vigilância Sanitária Estadual.

Além de permitido, cumpria uma finalidade social, possibilitando o acesso ao procedimento por usuários de planos básicos e ecológica, com a reciclagem do material.

Os procedimentos de Eletrofisiologia realizados no SUS, utiliza os mesmos materiais reprocessados. Desde a abertura do inquérito, esses pacientes deixaram de ter suas arritmias curadas.

Atenciosamente, Luis Gustavo Belo de Moraes, medico da CardioRitmo.

"Com relação ao dr. Odilon Carvalho, a acusação é inteiramente injusta, pois todos os cateteres apreendidos PODEM, sem qualquer risco à saúde humana ou aos pacientes, ser reprocessados, de acordo com diretrizes da Anvisa, dos fabricantes dos materiais e das boas práticas internacionais da medicina."

A Bioxxi esclarece que cumpre todas as normas estipuladas pela Anvisa. Em relação à denúncia sobre a qual ainda não tem conhecimento, declara que colaborará com a Justiça no sentido de prestar todos os esclarecimentos necessários, como sempre fez quando foi solicitada.

A Clínica São Vicente informa que, sobre as acusações da Subsecretaria de Inteligência e do Ministério Público do Estado, de que as instalações do hospital eram usadas como depósito de material cirúrgico proibido de ser reutilizado, tais acusações não procedem. Estes materiais objetos da denúncia pertencem a empresa Cardiorritmo e nunca foram utilizados nos procedimentos cirúrgicos da Clínica São Vicente. Apesar da Cardiorritmo estar localizada no endereço da Clínica São Vicente, suas atividades, administração e gestão são independentes do hospital. A Clínica São Vicente reafirma seu compromisso em ser cumpridora das normas da Anvisa.

A direção do Hospital de Clínica de Niterói e o responsável pelo seu setor de Hemodinâmica, Dr. Carlos Henrique Eiras Falcão informam que cumprem rigorosamente a legislação vigente estabelecida pela ANVISA. E, esclarecem que não têm contrato ou qualquer acordo comercial com o “PAC da Unimed Federação”, para realização de procedimentos na área de eletrofisiologia – nem com suas equipes próprias, nem com equipes de médicos assistentes. Ou seja, o hospital não atende pacientes de eletrofisiologia pelo PAC Unimed.

Os hospitais Copa e Quinta D'Or rejeitam com veemência o teor da matéria e reafirmam seu compromisso inegociável com a qualidade no atendimento médico hospitalar, esclarecendo que possuem certificação internacional e rigorosos processos de auditoria e controle de qualidade permanente. Além disto, adotam rígidos protocolos assistenciais que asseguram a observância de todas as regras e determinações regulatórias de saúde aplicáveis, incluindo aquelas da Anvisa. Temos como principal missão assegurar o correto atendimento médico e a atenção total à saúde e bem-estar de todos os nossos pacientes.

A Casa de Saúde Santa Martha é mais uma vítima de uma quadrilha que parece ter agido em vários hospitais na mesma região metropolitana. Desde logo esclarece que jamais adquiriu ou teve ciência sobre a reutilização irregular de materiais em suas dependências. Não foi ainda chamada para depoimento, mas pretende contribuir com as investigações.

Nota da Unimed Federação Rio:
Ao ser notificada sobre a investigação, a Unimed Federação Rio se colocou integralmente à disposição das autoridades e órgãos competentes para esclarecimentos e iniciou imediatamente a apuração interna das denúncias a fim de tomar as providências previstas na lei. A Unimed Federação Rio informa que segue rigorosamente as legislações nacionais e internacionais para utilização de materiais médico-hospitalares passíveis de reprocessamento, assim como a conduta ética estabelecida pelo Sistema Unimed.

Nota do Hospital Unimed-Rio:
O Hospital Unimed-Rio informa que segue rigorosamente as legislações nacionais e internacionais para a utilização de materiais médico-hospitalares passíveis de reprocessamento, repudia veementemente qualquer conduta contrária às normas vigentes e tomará todas as medidas cabíveis para assegurar o cumprimento das boas práticas.

Resposta do advogado Nélio Machado, dos médicos Nilson Araújo de Oliveria Junior, Hécio Affonso de Carvalho Filho e Cláudio Munhoz da Fontoura Tavares:

“Não há um paciente que tenha se queixado, não existe exposição de risco à saúde de quem quer que seja, e chama-los de participes numa organização criminosa é alguma coisa que ultrapassa os limites inclusive da atuação institucional do ministério público, quando este caso tiver o seu pleno esclarecimento, providências serão tomadas para coibir aquilo que considero, na nossa perspectiva de defesa, verdadeiro abuso de poder.”

Resposta de Glênio Ferreira, presidente da Oxetil:
“A nossa postura é a mesma e sempre vai ser a mesma. nós sempre seguimos as normas e não fugimos das normas. existem normas pra isso e nós sempre seguimos as normas.”

G1

domingo, 24 de julho de 2016

Síndrome das Pernas Inquietas: Saiba como amenizar o problema

shutterstock 283359929Você já sentiu um desejo irresistível de mexer as pernas quando deveria ficar quieto?!

Mesmo sentado ou deitado, você está lá e deveria dormir, por exemplo, mas sente uma compulsão, uma agonia nas pernas que só passa quando você começa a andar pela casa. Você se mexe, faz vários movimentos e até sente alívio. O único problema é que aquela inquietação anterior volta com tudo quando você fica em repouso novamente.

Essa sensação estranha sentida nas pernas descrita na cena acima pode ser identificada como Síndrome das Pernas Inquietas. Esse é um distúrbio que acomete os membros inferiores, mas que pode também chegar aos braços, nos casos mais graves. Os sintomas dessa síndrome costumam aparecer com mais frequência à noite, impossibilitando quem a sente de dormir ou dormir bem. O incômodo nas pernas pode até impedir pessoas que tem SPI de fazer viagens compridas e assistir filmes muito longos.

“ A identificação da síndrome é basicamente clínica. Não há um exame de sangue que faça o diagnóstico. A queixa principal no consultório é o impulso irresistível de mover as pernas. Não é uma síndrome tão comum e nem tão rara”, explica o chefe do serviço de Ortopedia do Hospital Federal de Bonsucesso no Rio de Janeiro, Cláudio Mendes.

As consequências para quem sofre a síndrome são perceptíveis no dia seguinte: cansaço, sonolência, indisposição e irritação. As pernas inquietas não escolhem idade ou sexo. Qualquer pessoa pode apresentar os sintomas, mas, no geral, ela é mais comum a partir dos 40 anos.

“Para determinar se o paciente está com a Síndrome das Pernas Inquietas é muito importante que primeiramente sejam descartados doenças como Parkinson, epilepsia leve, hipertensão e diabetes entre outras, mas uma das principais causas que está diretamente ligada ao aparecimento dela é a gestação. É muito comum grávidas sentirem”, conta o ortopedista Cláudio Mendes. Para o alívio das gestantes, os sintomas logo desaparecem apóso parto.

O motivo que as pessoas ficam com essa inquietação nas pernas ainda é desconhecido e, infelizmente, não há cura. Mas já se sabe que a pessoa com SPI evitae cafeína (café e chá preto), além de energéticos, chocolates e outros estimulantes. Quem pratica natação, corrida ou atividades de alongamento, poderá sentir alívio já que essas atividades estimulam bastante as pernas e no final do dia elas estarão mais relaxadas. Se mesmo assim, com todas as condutas abordadas, o desejo irresistível de mover as pernas prevalecer, um neurologista poderá indicar medicamentos específicos.

Evite a automedicação sempre!

Anvisa suspende loção progressiva e coloração capilar

Foto: Reprodução
Anvisa interdita lote 284 da loção restauradora progressiva Palmindaya For Woman e suspende coloração capilar em todo território nacional 

A loção restauradora progressiva Palmindaya For Woman, 160 mL, da empresa Palmindaya Cosméticos Ltda., foi interditada de forma cautelar pela Anvisa.

A agência recebeu a denúncia de desvio de qualidade do produto no lote 284.

O Laudo de Análise Fiscal inicial 3842.1P.0/2015, feito pela Fundação Oswaldo Cruz, revela que a loção apresenta resultado insatisfatório no ensaio de determinação de chumbo.

O elemento químico faz parte da composição de várias tinturas capilares, entretanto, sua quantidade deve ser rigorosamente monitorada para que fique dentro dos limites seguros, menor ou igual a 0,6% (Resolução RDC n.º 15/2013).

Efeitos do chumbo no organismo
O chumbo, quando usado em quantidade superior a estabelecida, pode entrar no organismo e levar ao surgimento de problemas neurológicos, gastrointestinais, musculares, hormonais, surgimento de câncer, entre outros.

A Anvisa solicita que empresa cumpra a medida até que os resultados da perícia de contraprova sejam emitidos em definitivo.

Esta Resolução entra em vigor pelo prazo de noventa dias após a publicação no Diário Oficial da União (DOU).

Coloração capilar
A Anvisa suspendeu também a distribuição, divulgação, venda e uso da coloração especial 8.0 Louro Claro Reestrear, da empresa Phitoteraphia Biofitogenia Laboritorial Biota Ltda., em todo o território nacional.

Segundo o Laudo de Análise 4374.00/2015 da Fundação Ezequiel Dias (Funed), a coloração do lote L29/4 apresentou resultados insatisfatórios no ensaio de aspecto, pH e rotulagem.

A Anvisa determinou que a empresa recolha os produtos ainda disponíveis no mercado.

ANVISA

Agência suspende lotes da Bala Verde Marita e Café Marita

Foto: Reprodução
Anvisa determina suspensão de bala fabricada pela empresa Florestal Alimentos S/A e café da empresa World Blend Master Alimentos. Também foi proibida a publicidade

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a proibição da fabricação, distribuição, comercialização e publicidade de todos os lotes do produto Bala Verde Marita Green, fabricado pela empresa Florestal Alimentos S/A e dos produtos Café Marita Burn + Control 100g e Café Marita Memory 100 g, fabricados pela empresa World Blend Master Alimentos Ltda.

A medida foi motivada pela presença, na Bala Verde Marita Green, de substâncias que não possuíam registro e que não passaram pelos testes de segurança e eficácia prévios exigidos pela Agência, comprometendo as propriedades funcionais e de saúde alegadas pelo fabricante.

Já no Café Marita, foi constatada a presença de ingredientes fitoterápico nos produto, comprometendo seu enquadramento e uso como alimento

Proibição da publicidade
A Agência determinou também que a empresa que distribui esses produtos, Rede Brasil Fácil Ltda, não divulgue propagandas e publicidades que atribuam alegações de propriedades funcionais, de saúde ou terapêuticas aos seus produtos comercializados.

Com a decisão, as empresas devem recolher todo o estoque existente dos produtos no mercado. A medida está na Resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Cientistas dizem ter encontrado caminho para reverter menopausa

Equipe em Atenas diz ter coletado óvulos de pacientes após terapia
BBC: Equipe em Atenas diz ter coletado óvulos de pacientes após terapia
Técnica poderá ser usada para aumentar a fertilidade em mulheres mais velhas e ajudar pacientes com menopausa precoce a ficarem grávidas

Uma equipe de médicos da Grécia afirma ter conseguido fazer com que os ovários de mulheres que já tinham parado de menstruar voltassem a produzir óvulos, levando à reversão da menopausa.

Segundo os médicos da clínica Genesis, em Atenas, entre as pacientes tratadas está uma que já não menstruava havia cinco anos.

O ginecologista Konstantinos Sfakianoudis e sua equipe se concentraram em mulheres que tiveram menopausa precoce no tratamento, que envolve uma técnica geralmente usada para acelerar a cura de lesões.

O médico deu mais detalhes sobre a pesquisa em entrevista à revista especializada New Scientist.

'Esperança'
Se os resultados da pesquisa grega forem confirmados, a técnica poderá ser usada para aumentar a fertilidade em mulheres mais velhas, ajudar pacientes com menopausa precoce a ficarem grávidas e atuar o combate aos efeitos da menopausa.

"Isso oferece uma janela de esperança para mulheres na menopausa, que serão capazes de engravidar usando seu próprio material genético", afirmou Sfakianoudis à New Scientist.

A equipe grega usou a terapia PRP (Plasma Rico em Plaquetas), que consiste na retirada e centrifugação de sangue da paciente, em um processo que leva ao isolamento das moléculas que desencadeiam o crescimento de tecidos e vasos sanguíneos.

Essa terapia já é muito usada para acelerar a cura de ossos fraturados e músculos lesionados, apesar de ainda não se saber totalmente qual é sua eficácia.

Segundo a equipe de Sfakianoudis, a técnica PRP também parece ajudar a rejuvenescer ovários. Uma das pacientes tinha entrado na menopausa precocemente, aos 40 anos.

Cinco anos depois, a equipe injetou PRP nos ovários dela, o que teria levado à volta da menstruação após um período de seis meses.

A clínica então coletou três óvulos, e dois deles foram fertilizados com sucesso, usando espermatozoides do marido da paciente.

Os embriões produzidos foram armazenados enquanto a equipe espera para coletar e fertilizar um terceiro – são necessários pelo menos três para viabilizar o implante no útero da paciente.

Os resultados foram apresentados na reunião anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, em Helsinque, na Finlândia.

Dúvidas
Os médicos ainda não têm certeza sobre como a técnica funciona ou como esse plasma desencadeou a menstruação. Sfakianoudis afirma que aplicou a técnica em cerca de 30 mulheres com idades entre 46 e 49 anos e que queriam ter filhos.

"Parece funcionar em cerca de dois terços dos casos. Observamos mudanças em padrões bioquímicos, uma restauração da menstruação."

A equipe ainda não implantou os embriões nas mulheres, mas espera fazer isso nos próximos meses.

Segundo o médico, a terapia PRP já havia ajudado pacientes que sofrem de problemas que impedem a fixação dos embriões, dificultando a gravidez.

Mas, após receberem doses de PRP diretamente no útero, três de seis pacientes da clínica que tinham sofrido uma série de abortos e feito tentativas sem sucesso de fertilização in vitro conseguiram ficaram grávidas, relatou ele à New Scientist.

Questionamentos
A equipe ainda não publicou sua pesquisa em nenhuma revista científica.

"Precisamos de estudos maiores antes de sabermos com certeza qual a eficácia do tratamento", afirmou o médico. Mas alguns especialistas já questionam os métodos usados pela Genesis - para eles, o grupo deveria ter testado a técnica primeiro em animais.

"Essa experiência não teria sido permitida na aqui Grã-Bretanha.

Os pesquisadores precisam trabalhar mais para ter certeza de que os óvulos resultantes (da terapia) são bons", afirmou à New Scientist Roger Sturmey, da Faculdade de Medicina Hull York. Sturmey afirmou, entretanto, que a pesquisa da equipe de Sfakianoudis é "potencialmente muito animadora".

"Mas também abre questões éticas a respeito qual deve ser o limite máximo de idade para ser mãe", acrescentou.

"Fiquei acordado pensando nisso. Onde o limite deve ser estabelecido?"

Ele citou questões como os riscos de desenvolver diabetes e hipertensão durante a gravidez e de abortos, casos que são mais comuns entre mulheres mais velhas. Virginia Bolton, embriologista no Hospital Guy's and St Thomas', em Londres, afirmou também à New Scientist ter dúvidas sobre a eficácia do tratamento.

"É perigoso ficarmos animados com algo antes de termos provas suficientes de que funciona."