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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Redução de custos hospitalares

A. Introdução O equilíbrio entre receitas e despesas é de fundamental importância para a viabilidade financeira de um hospital. Dentro de um mercado cada vez mais competitivo, e com recursos financeiros limitados , a adequada gestão de custos deve ser priorizada em instituições hospitalares. Dentre os diversos custos hospitalares, os medicamentos e materiais, constituem alguns dos principais custos destas empresas, respondendo por 25 a 40% do dispêndio total. Redução significativa tem sido alcançada, em relação aos custos de materiais e medicamentos, utilizando-se a metodologia sugerida a seguir: B. Metodologia 1. Análise dos custos de matérias e medicamentos, de um determinado hospital, com alocação destes em diversos centros de custos (PE: UTI, Centro Cirúrgico, Enfermaria Clinica, Enfermaria Cirúrgica, Maternidade, etc.) 2. Montagem de curva ABC, classificando os diversos itens utilizados em cada Centro de Custos, conforme seu impacto financeiro. 3. Utilização do Princípio de Pareto, que nos diz que dos vários insumos utilizados, 20% destes, respondem por aproximadamente 80% do impacto financeiro. 4. A utilização destes matérias e medicamentos de maior impacto financeiro é analisada. A seguir, a partir de princípios de boas práticas médicas e medicina baseada em evidência, avalia-se a possibilidade de redução na utilização destes itens, sem que haja comprometimento da qualidade. Com base neste estudo, são montados protocolos, que além de auxiliar na redução de custos, promove padronização de condutas, com incremento na qualidade. 5. Os valores de compra destes itens de grande impacto, são também analisados, e comparados com os de outros hospitais e outras marcas, sendo então renegociados, ou substituídos, por marcas de qualidade também comprovada, porém de menor custo. Neste quesito, a utilização de medicamentos genéricos, de fabricantes reconhecidos por bons níveis de qualidade, vem ganhando espaço no Brasil. A seguir, descrevemos alguns resultados alcançados: C. Resultados 1. Unidade de Terapia Intensiva Adulto, com 10 leitos, em Hospital Municipal de 140 leitos, no estado do Paraná. Custo de materiais e medicamentos nos 6 meses prévios a implantação dos protocolos: R$ 261.072,73 . Número de diárias no período: 1398. Custo de materiais e medicamentos, por paciente dia: R$ 186,74. Custo de materiais e medicamentos nos 6 meses seguintes a implantação dos protocolos: R$ 194.695,96 . Número de diárias no período: 1351. Custo de materiais e medicamentos, por paciente dia: R$ 144,11. Resultado obtido: redução de 22,82% no custo de materiais e medicamentos por paciente dia. Economia gerada no semestre: R$ 57.593,13, em uma unidade de apenas 10 leitos. 2. Unidade de Terapia Intensiva Adulto, com 14 leitos, em Hospital Filantrópico de 200 leitos, no estado de São Paulo. Custo de materiais e medicamentos nos 5 meses prévios a implantação do trabalho: R$ 186.880,52 . Número de diárias no período: 1393. Custo de materiais e medicamentos, por paciente dia: R$ 134,15. Custo de materiais e medicamentos nos 6 meses seguintes a implantação dos protocolos: R$ 151.925,40 . Número de diárias no período: 1640. Custo de materiais e medicamentos, por paciente dia: R$ 92,63. Resultado obtido: redução de 30,95% no custo de materiais e medicamentos por paciente dia. Economia gerada no período de 5 meses: R$ 68.092,80 em uma unidade de apenas 10 leitos. D. Conclusão Certamente existe muito espaço para gestão mais adequada e racional de materiais e medicamentos em hospitais, bem como outros custos relevantes. O aprendizado nestá área, depende de conhecimento prático e teórico, bem como vontade de fazer. Recentemente, cursos específicos tem sido disponibilizados nesta área, facilitando o acesso a tal conhecimento. Que tal, utilizarmos os recursos que deixamos de gastar com custos desnecessários, para melhorarmos a remuneração de médicos, enfermeiros e outros tantos profissionais, que juntos compõe a peça mais importante na engrenagem da saúde, o recurso humano. postado por Rodrigo Nóbrega http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=216

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