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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Hipertensão eleva o risco de doença renal crônica

Pressão alta afeta os rins se não for tratada, mas existem exames preventivos
 
Existe uma associação muito forte entre hipertensão arterial e lesão renal. A doença renal crônica, um grave problema de saúde no Brasil e no mundo, tem aumentado a sua prevalência nas últimas décadas - e as duas principais causas desse aumento são a hipertensão arterial e o diabetes. Isso quer dizer que um bom controle da pressão arterial e da glicemia também pode contribuir para a prevenção e até mesmo mudar o cenário da doença renal crônica.
 
A chance de um paciente hipertenso ter problemas nos rins será tanto maior quanto maiores forem os valores da pressão arterial e o tempo de exposição à hipertensão. Uma das primeiras alterações observadas em pessoas hipertensas é a perda de proteína pelos rins. Há um exame chamado microalbuminúria, que mede a taxa dessa perda. O normal é que uma pessoa elimine menos que 30mg/24hs de albumina por dia. A perda de 30 a 300 mg/24hs é o que caracteriza a microalbuminúria e perdas maiores que 300mg/24hs caracterizam macroalbuminúria.
 
Em média a alteração na taxa de excreção urinária da albumina precede em 10 anos a elevação da creatinina, que é um exame de rotina na avaliação do hipertenso, ou seja, na suspeita de agressão ao rim, o médico poderá em caso de creatinina normal lançar mão da dosagem da microalbuminúria para estabelecer um diagnóstico precoce de dano renal pela hipertensão (nefropatia hipertensiva).
 
Quando não é diagnosticada e tratada precocemente, a nefropatia hipertensiva - dano no rim causado pela hipertensão - evolui para estágios mais avançados, podendo chegar nos estágios finais da doença renal, o que leva a necessidade de diálise, situação grave para o paciente e de alto custo para os sistemas de saúde, públicos e de convênios.
 
Os cuidados fundamentais para evitar o dano aos rins são o diagnóstico e o tratamento adequado da hipertensão arterial, do diabetes e também dos outros fatores de risco cardiovasculares. O acompanhamento médico regular e o uso correto dos medicamentos são muito importantes. Além disso, a adoção de uma alimentação saudável ajuda muito na prevenção do dano renal.
 
Minha Vida

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