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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Pesquisadores estudam estratégias para tratar dor sem remédio

Técnicas são usadas há anos, mas não se sabe como funcionam. Estudo pode potencializar laser de baixa intensidade e mobilização neural

Dor de cólica é transmitida ao cérebro pela medula espinhal (Foto: Reprodução / EPTV)
Determinados tratamentos para dor não têm explicação científica  (Foto: Reprodução / EPTV)

Cientistas do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) estão estudando duas técnicas para tratamento de dor que já são usadas com frequência, principalmente em clínicas de fisioterapia, mas ainda sem base científica sólida para explicar seu mecanismo de funcionamento.

A aplicação de laser de baixa intensidade e a mobilização neural, técnica em que o profissional realiza movimentos e alongamentos nos membros do paciente, são estratégias que parecem apresentar resultados positivos na prática para a diminuição da dor. Mas, na literatura científica, ainda não havia trabalhos consistentes sobre o assunto.

“Só nos últimos 10 anos começaram a ser feitas pesquisas em animais, em que se pode tirar tecidos e conseguir uma resposta sobre qual é a base molecular envolvida”, diz a professora Marucia Chacur, do ICB-USP. Ela apresentou os trabalhos desenvolvidos por sua equipe nesta terça-feira (30), na 31ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), em Foz do Iguaçu.

Roedores
Seu grupo vem testando as duas técnicas em roedores que apresentam dores neuropáticas, que são aquelas associadas a problemas no sistema nervoso central. Testes mostraram que tanto a terapia com laser de baixa intensidade quanto a mobilização neural foram bem-sucedidas em diminuir a sensação de dor dos animais.

Para obter essa medida, os pesquisadores fazem experimentos que medem a tolerância do animal a uma pressão na região lesionada, por exemplo, ou a tolerância à aplicação de uma fonte de calor no membro estudado.

Análises dos tecidos desses animais dão pistas dos mecanismos por trás desse resultado, mas mais estudos ainda são necessários para entender completamente o funcionamento das técnicas.

Segundo ela, nos últimos anos tem havido uma interação maior entre a prática clínica e a ciência básica e que os estudos começaram a partir de alunos que usavam as técnicas na fisioterapia e queriam buscar maneiras de aprimorá-las e verificar como seria a interação dessas estratégias com uso de medicamento.

Marucia observa que essas análises são de extrema importância, já que a dor aguda e crônica é cada vez mais prevalente na população mundial e essas técnicas são baratas e de fácil aplicação.

ANVISA

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