por Edgar Santos* 26/01/2011 Especialista mostra qual é o maior desafio da área de atendimento à saúde Imagine se o seu médico pudesse lhe apresentar os resultados de seus exames em minutos, ao invés de em dias ou semanas. Atualmente já existem tecnologias que permitem esta agilidade. Porém, para que isto se torne realidade, o setor de atendimento à saúde precisa reconhecer que tem um grande desafio. O desafio dos dados. Todo os dias, grandes redes formadas por médicos, especialistas, pacientes, farmácias, seguradores e hospitais trocam milhões de formulários, diagnósticos, imagens, receitas, indicações e pesquisa médica. A tecnologia disponível hoje já permite que todos estes dados sejam armazenados digitalmente. Apesar disso, muitos ainda permanecem em papel. De acordo com um recente relatório da Thomson Reuters, maior agência internacional de notícias e multimídia do mundo, mais de US$ 850 bilhões são desperdiçados a cada ano em testes de laboratório duplicados. Isto acontece devido ao uso de sistemas ineficientes, baseados em papel. Os benefícios do compartilhamento eletrônico rápido de registros médicos são tão significativos que o governo do Presidente Barack Obama alocou US$ 36 bilhões provenientes de estímulo federal nesta área. O objetivo é acelerar a adoção da infraestrutura eletrônica necessária para controlar custos e aprimorar o fornecimento de serviços. À medida que o setor de atendimento à saúde migra de registros médicos em papel para eletrônicos, começa a surgir um novo desafio: como armazenar e gerenciar todos aqueles "uns e zeros"? Este desafio não surge exclusivamente no setor de saúde. Segundo a empresa de pesquisas IDC, os dados no mundo hoje já excedem o espaço de armazenamento disponível - e a demanda por capacidade de armazenamento continuará a crescer a uma taxa anual acima de 43% nos próximos três anos. A natureza dos dados está mudando - de formulários "estruturados", como números, à informação "desestruturada", como vídeo, e-mail e fotos. Estima-se que, em breve, existirá 1 trilhão de dispositivos conectados à Internet no mundo. Todos os dias, 15 petabytes de novas informações são geradas - oito vezes mais que a informação de todas as bibliotecas dos Estados Unidos. Apenas em 2010 estima-se que o volume de informação digital gerada atinja 988 exabytes. Se todos estes dados estivessem em papel, teríamos livros suficientes para serem empilhados do Sol até Plutão. Provedores de atendimento à saúde, por exemplo, já podem se beneficiar de uma solução que seleciona os registros de atendimento mais urgentes e encaminha para mecanismos rápidos (discos, memória flash, etc), enquanto enviam o resto das informações (como as que precisam ser arquivadas de acordo com regulamentações governamentais) para armazenamento em fita de maneira mais econômica. À medida que os provedores de atendimento à saúde adotarem essas inovações, o usuário não precisará mais esperar muito tempo para obter os resultados do laboratório. E a conta a ser paga por ele pode ser menor. Agora imagine esta mesma tecnologia sendo aplicada a outros segmentos de mercado - de mídia e entretenimento até varejo e serviços financeiro. Os resultados seriam serviços aprimorados de forma a aumentar a qualidade dos serviços e também a qualidade de vida da população. Somente o setor de mídia e entretenimento precisará aumentar em 10 vezes a sua capacidade de armazenamento anual até 2015, segundo a Coughlin Associates. Até então, a única forma de capturar e processar conteúdo digital para crescentes volumes de dados era usando cassetes de videotape e outras mídias removíveis - um processo longo e caro. O novo método abrange formas mais simples e baratas de gerenciar os grandes arquivos criados por essa classe de informação. Isso exige melhores meios de armazenar dados, priorizá-los e eliminar redundâncias. A boa notícia é que tecnologias para agilizar estes processos já existem e estão se tornando mais sofisticadas e, ao mesmo tempo, mais acessíveis. Empresas de todos os segmentos de mercado têm agora a capacidade de comprimir ou compactar dados, reduzindo assim a necessidade de espaço físico de armazenamento. Assim, é possível eliminar dados duplicados ao mesmo tempo em que se aumentar a eficiência no uso destas informações. * Edgar Santos é executivo de Storage da IBM Brasil http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=75051
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
O tráfico de medicamentos controlados
A eterna disputa entre o Estado e o Setor da Saúde O consumo de entorpecentes e psicotrópicos tem sido, desde há muito, assunto debatido exaustivamente e tem sido considerado atualmente como um dos grandes problemas do século XXI. Por um lado tem se observado que existe um poder curativo de substâncias naturais. Por outro lado a eficiência destes elementos devem-se a princípios ativos que atuam no sistema nervoso central e por conseqüência podem causar dependência como afirma o farmacêutico Ignacio Leal. Desde o início do século XIX, o consumo de algumas substâncias, especialmente os derivados do ópio em sua forma crua, despertou toda sorte de disputas entre os boticários e o governo a respeito de qual seria o enfoque de sua distribuição. Países como os EUA, Reino Unido e as Filipinas empenharam-se em estabelecer políticas para restringir a liberdade da venda destes produtos. O Doutor David Musto, professor de Psiquiatria da Universidade de Yale é um dos maiores conhecedores da história da restrição da venda de medicamentos, sustenta que ao contrário das crenças históricas da comunidade internacional, os EUA foram um dos países com maior tolerância da distribuição de substâncias derivadas do ópio e da coca, até a primeira década do século XX. Sem o embargo, revelou Musto, incluindo na época da Lei Seca onde ocorreu proibição de venda de bebidas alcóolicas, alguns estados da confederação como Nova Iorque, autorizava a distribuição (incluindo por médicos particulares) de substâncias a quase 13.000 viciados, recorde histórico de "viciados legais" em qualquer país ocidental. Vai passar mais de oitenta anos que as autoridades, especialmente as dos Estados Unidos, têm gastado importantes recursos públicos e privados para o controle das substâncias que causavam dependência. Em dólares de 1983, os EUA gastaram em 1920 pouco menos de 11 milhões de dólares, ao passo que no ano de 83 esta cifra subiu para 890 milhões, segundo dosdos do investigador Ronald Hamowy, especialista em legislação médica de Nova Iorque. Estas cifras foram crescendo de maneira considerável, não somente como a inversão dos EUA em controlar a distribuição para seus estados, como nos países onde apenas se produzem. Somente na Colômbia, o congresso em Washington aprovou ajudas para políticas antidrogas de Bogotá por um valor superior ao de 600 milhões de dólares para os anos de 2000 e 2001. Em que se consiste o debate? Sem o embargo, em virtude das necessidades humanas, especialmente no que se refere à dor, já tem sido feito o indispensável que é a distribuição de tal maneira que se garantissee com o mínimo de suprimento as necessidades reais dos enfermos, cuja qualidade de vida estaria profundamente afetada se não houvesse tais medicamentos. O desembaraço político para com este tema, tem sido articulado nos EUA através de organizações governamentais que ditam as políticas de controle do tráfico de medicamentos. Neste sentido, Jorge Jaramillo, diretor do Fundo Nacional de Entorpecentes da Colômbia, uma das nações que é mais afetada por este problema, sustenta que pela ótica do castigo e da repressão do uso de substâncias que produzem dependência, afetando de maneira inicial o conjunto de saúde da população, colocou três entidades a debater suas posições: os fabricantes e boticários, a classe médica e as autoridades governamentais. A indústria farmacêutica que empregou como boticários e farmacistas, iniciou seu negócio desta maneira, vendendo drogas como o Cânhamo (maconha), a "dormideira", o Peyote (derivado de um cactus) e outras classes de opióides caseiros. Os médicos por sua vez participaram determinando quais medicamentos são admissíveis para cada caso. O Estado se empenhou na sua parte controlando, proibindo e determinando quais dos medicamentos deveriam ser considerados como "veneno" e quais outros deveriam ser ascessíveis à população. Assim as discussões evoluíram a um ponto em que a ciência médica realiza estudos sobre os efeitos de substâncias que causam dependência e o Estado estabelece regras nesta área. Por fora do debate, estariam os consumidores e os doentes que necessitam da medicação e os seus direitos acabam dependendo de decisões da justiça. Havia um consenso Somente no século XX é que se estabeleceram as regras que gerenciavam as questões de responsabilidades legais (internas e externas) a Convenção das Nações Unidas (1961), principal elemento jurídico sobre entorpecentes, cuja filosofia fundamental era manter o direito de se produzir e distribuir medicamentos perigosos, contando que não existissem desvios ou usos indevidos. O problema era que a Convenção da ONU havia planejado que este controle seria infalível. Para Jaramillo, "é muito difícil exercer um controle da venda de produtos e drogas como estimulantes e calmantes, porque nenhum Estado poderia restringir e ter um agente do governo trabalhando em cada caso de envio de drogas para exercer tal controle. O boticário e o farmacêutico por sua vez têm que confiar na idoniedade do médico ao receber uma receita". A psiquiatra colombiana Blanca López, chefe do departamento de doentes mentais na região de Bogotá, tem uma razão muito clara sobre a formulação e determinação das doses desses medicamentos. Para López a droga não proporciona mais que pouco tempo de ilusão de paz, de tranquilidade, de invulnerabilidade e de prazer. Cada vez precisa-se de uma maior quantidade do tóxico para satisfazer as necessidades acima descritas. Este aumento, diz a especialista, contribui para a degradação mental, moral e física, sobretudo nos toxicómonos de drogas clássicas como a morfina. O que será do futuro, ainda continua em aberto no debate. Mesmo que países como a Holanda apostem numa política que os viciados acabam sendo considerados pacientes que requerem tratamento e observação médica, os EUA têm reforçado a política proibicionista em que se penaliza a produção, o tráfico, a venda e o consumo de alguns medicamentos, considerando que o viciado seja um criminoso. A participação da ONU como instituição internacional, sustenta Jaramillo, continuará sendo fundamental para regular as diversas posições de um debate que não foi ainda concluído. Copyright © 2000 eHealth Latin America
http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3641&ReturnCatID=1786
Índice de interação medicamentosa pode superar os 20% entre pacientes com múltipla prescrição
"A influência de um medicamento sobre o outro no organismo, provocando o que se chama de interação medicamentosa, na maioria das vezes reverte em prejuízos para os pacientes. Uma boa saída para evitar alterações é analisar com mais profundidade os hábitos do paciente no dia-a-dia. Isso porque as interações medicamentosas não são provocadas apenas pela relação medicamento-medicamento. Fatores externos como a poluição ambiental, além da alimentação, tabaco e as próprias doenças já existentes no organismo do paciente, podem resultar em efeitos inesperados quando associados a outras drogas". Maior Quantidade de Remédios Favorece os Efeitos Adversos no Organismo O aparecimento no mercado de novos tipos de medicamentos para o tratamento de diversos tipos de males tem contribuído para ampliar a quantidade de interações medicamentosas entre as pessoas que ingerem mais de um tipo de remédio. A interação medicamentosa ocorre quando há influência recíproca de um remédio sobre o outro. Isso porque quando um deles é administrado sozinho produz o efeito quase sempre esperado pelo médico. Já quando é receitado junto com outras drogas, ervas ou até mesmo alimentos, pode não ter o resultado que se deseja, o que caracteriza a interação. As interações medicamentosas, no entanto, não causam apenas efeitos maléficos ao organismo do paciente, retardando o tratamento. Estudos comprovaram que a consorciação entre o ácido acetilsalicílico, princípio ativo da conhecidíssima aspirina, e a dipirona, por exemplo, aumentam os efeitos terapêuticos. Até mesmo a ingestão de cafeína, contida no tradicional cafezinho, pode potencializar o efeito da aspirina no combate à dor de cabeça, outro exemplo de interação comprovado em estudos recentes. Entre as principais causas da ocorrência de interações medicamentosas está a prescrição de vários medicamentos para serem tomados ao mesmo tempo pelo mesmo paciente. Segundo estimativas, os casos variam em até 5% para os pacientes que fazem uso de diversos tipos de medicamentos e podem superar os 20% para pacientes que usam entre 10 e 20 tipos de remédios. Para o farmacêutico gaúcho Wilson Pereira de Souza, outro fator importante que favorece o surgimento dos efeitos das interações é o mau hábito dos brasileiros de tomarem medicamentos por conta própria. "A automedicação favorece em muito o surgimento de sintomas não desejáveis, além de representar um perigo real para a saúde", disse. Administração dos Medicamentos Têm Influência Decisiva A forma como o medicamento é administrado influencia na ocorrência ou não das interações medicamentosas. Se houver a necessidade do paciente ingerir mais de uma espécie de remédios, é recomendado que o faça em horários distintos, para que não haja o risco de ocorrer interação. Na opinião de Wilson Souza, há maiores possibilidades de que um determinado medicamento anule o efeito do outro quando são tomados entre um curto espaço de tempo. "Os farmacêuticos precisam ficar atentos a este tema, já que muitas vezes, os efeitos novos da interação não se manifestam nos primeiros dias", adverte. A forma de apresentação dos medicamentos, em comprimidos, drágeas, etc, também são fatores que levam às interações medicamentosas. De acordo com Souza, aqueles remédios que permanecem por mais tempo no organismo têm mais chance de interagir com outras novas drogas que o paciente venha a tomar. Idosos São os Mais Atingidos As condições físicas do paciente são determinantes para que ocorram os efeitos das interações decorrentes de medicamentos. Neste sentido, os idosos são as vítimas potenciais da múltipla prescrição. "Essa parcela da população sofre com os efeitos colaterais de apenas uma droga, imagine então quando são receitados diversos tipos de remédios", comenta o farmacêutico. Ele alerta que nestes casos, é preciso uma avaliação mais profunda sobre as condições físicas do paciente, para que não haja risco de uma interação medicamentosa mais adversa. Os mais idosos, ao lado dos recém-nascidos, são os mais afetados pelos efeitos contrários produzidos pelas interações medicamentosas. De um lado está o organismo já enfraquecido, do outro, um organismo ainda não totalmente preparado e amadurecido. Boas Condições de Saúde Evitam as Interações Existem diversos tipo de interações que estão ligadas às condições do próprio paciente. Neste caso, as pessoas consumidoras de álcool, os diabéticos e os que apresentam problemas de tireóide, por exemplo, podem desenvolver interações com determinados medicamentos, enquanto outros sem esses problemas, mas com a mesma prescrição, não serão vítimas dos efeitos de interação. Fatores internos e externos podem estimular o aparecimento dos efeitos do uso de diversos tipos de drogas ao mesmo tempo. Os pacientes com alterações nos rins, no fígado, ou com determinados hábitos alimentares e até mesmo submetidos à poluição do ar, possuem peculiaridades que aumentam os riscos da interação. No caso dos alimentos, a quantidade e o tipo ingeridos podem prejudicar a missão do medicamento no organismo. Na avaliação de Wilson Souza, os alimentos, assim como os remédios, são passíveis de provocar interações medicamentosas. A quantidade de fatores relacionados às condições dos pacientes é grande. A área médica considera atualmente este fator tão importante como as características dos próprios remédios. FDA Faz Advertência, Mas Consumo da Erva de São João Continua Embora a Food na Drug Administration (FDA), órgão dos Estados Unidos responsável pelos medicamentos, já tenha emitido uma advertência sobre interações provocadas pelo uso da erva de São João ('Hypericum perforatum') em consorciação com medicamentos anti-retrovirais, o consumo da planta permanece em alta. Por melhorar o desempenho do sistema imunológico, a planta vem sendo usada em grande escala pelos portadores do HIV. Segundo pesquisas realizadas na Alemanha e na Áustria, a planta possui uma substância chamada hypericina que também é altamente consagrada por sua ação anti-depressiva e capaz de reduzir os sintomas de melancolia, angústia, insônia, cefaléia, ansiedade, exaustão e pânico. Segundo matérias relativas à pesquisa realizada, a Europa hoje é líder na prescrição e consumo da erva de São João. Os números revelam que por ano são prescritas algo em torno de três milhões de receitas. De fato, de acordo com estudo realizado em 40 clínicas psiquiátricas da Alemanha, com 324 pacientes, ficou confirmado o efeito da erva no tratamento da depressão. O diretor do hospital médico da Universidade de Giessen, Helmut Woelk, chegou a afirmar, segundo notícias publicadas em jornais brasileiros, que a erva poderia ser considerada como primeira opção no tratamento de pacientes com depressão suave ou moderada. Os estudos de Woelk concluem que a erva é tão eficaz quanto a imipramina, comercializada no Brasil com nome TofranilÒ, com a vantagem de provocar menos efeitos colaterais. A Erva de São João já vem sendo reconhecida por alguns como uma espécie de Prozac natural, mas também está virando exemplo típico de interação medicamentosa entre os tratamentos alternativos e alopáticos. Em estudos realizados na Europa e Estados Unidos, ficou claro que a erva de São João pode interferir com a ação do medicamento indinavir, um inibidor usado para tratar a Aids. Médicos do Instituto Nacional de Alergia e Enfermidades Infecciosas, dos EUA, observaram que os pacientes que tomaram a erva e o medicamento juntos tiveram a concentração do antidepressivo reduzida acentuadamente no seu sangue. Outros pesquisadores, estes da Universidade de Zurique, mostraram que a erva interferia no efeito da ciclosporina, medicamento usado para prevenir a rejeição à órgãos transplantados. Na Inglaterra, o governo alertou o público também para as interações que a erva de São João pode causar em associação aos tratamentos de enfermidades cardíacas, asma, Aids e pílulas anticoncepcionais. Substâncias do Álcool e do Cigarro Interagem com Medicamentos Os hábitos individuais precisam ser analisados antes do fármaco prescrever. Isso porque os tipos de substâncias que são ingeridas regularmente pelo paciente precisam ser conhecidos para que os remédios receitados não provoquem alterações na eficácia terapêutica. As interações alimento-medicamento ocorrem da mesma forma que as de medicamento-medicamento. Um sinal de que poderá haver a interação é quando o paciente permanece na boca com o gosto desagradável do medicamento ingerido. A ocorrência de diarréia após o consumo de um medicamento pode sugerir a interação alimento-medicamento. As drogas sociais, álcool e tabaco, possuem a mesma influência que os alimentos. Como agente sedativo e hipnótico, o álcool (etanol) associado a outras drogas pode representar efeitos clínicos importantes. Os antidepressivos e as drogas sedativas são os exemplos mais comuns de interação com o álcool. O etanol também potencializa os efeitos farmacológicos de muitas drogas não-sedativas, como os vasodilatadores e os hipoglicêmicos orais. Em relação ao cigarro, a quantidade de substâncias liberadas, como o monóxido de carbono, cianureto, nicotina, significa um grande potencial o desenvolvimento de interações medicamentosas. Estudos a respeito da interação fumo-medicamento mostram que o cigarro pode reduzir a absorção de insulina, aumentar as chances de acidentes vascular encefálico e ainda provocar a cardiopatia isquêmica em mulheres que consomem anticoncepcionais orais. Copyright © 2001 eHealth Latin America 30 de Janeiro de 2001 http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3960&ReturnCatID=1786
Maioria das enfermeiras da emergência nos EUA sofre algum tipo de violência
Mais da metade das enfermeiras que trabalham nos setores de emergência de hospitais nos Estados Unidos relatam ser fisicamente atacadas no trabalho, com empurrões, chutes e safanões, segundo pesquisa realizada pela Associação de Enfermeiras da Emergência dos EUA. Entrevistando quase 3,5 mil enfermeiras americanas que trabalhavam na emergência, os especialistas descobriram que 25% delas haviam sofrido violência mais de 20 vezes nos últimos três anos; e 20% das participantes sofreram, no mesmo período, abuso verbal mais de 200 vezes. Além disso, aproximadamente 67% das enfermeiras classificaram a segurança no setor como cinco ou menor em uma escala que vai até dez, com um terço delas relatando considerar largar a profissão por causa da violência. Os resultados indicaram também que mais da metade das enfermeiras citaram, como desencadeadores da violência, um ou mais dos fatores a seguir: pacientes ou acompanhantes sob influência de álcool ou drogas ilícitas; pacientes psiquiátricos sendo tratados na emergência; setor muito cheio, espera prolongada; e escassez de enfermeiros no setor. "Pessoas que trabalham em profissões de ajuda não deveriam ter de colocar seu bem-estar físico e emocional de lado por suas ocupações", concluiu o pesquisador Bill Briggs, presidente da Associação. Fonte: Journal of Nursing Administration. Julho/Agosto de 2009.
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Longos turnos de profissionais de enfermagem e pacientes mais vulneráveis a risco podem ter relação
De acordo com uma pesquisa realizada nas John Hopkins University e University of Maryland School of Nursing, ambas localizadas nos Estados Unidos, pacientes podem correr maiores riscos quando enfermeiros trabalham turnos longos demais. De acordo com os dados coletados no hospital, o componente mais associado à mortalidade dos pacientes é, além dos longos turnos, a falta de tempo de folga dos enfermeiros. De acordo com os resultados do estudo, turnos de 12 horas afetam a qualidade do sono, e fazem com que os enfermeiros fiquem menos atentos. Essa profissão exige uma vigilância constante. Quando o enfermeiro está distraído ou sonolento, o paciente passa a correr riscos. “Agora que nós temos informação de que essas condições afetam o público adversamente, existem ainda mais razões para os prestadores de cada hospital e clínica observarem a situação e encontrarem soluções”, diz uma das autoras do estudo, Alison Trinkof. http://blogboasaude.zip.net/
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