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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Mix de energético e bebida alcoólica é pior que álcool puro Mix of energy and alcohol is worse than pure alcohol

Misturar bebidas energéticas com álcool é mais arriscado do que beber álcool sozinho, de acordo com um novo estudo norte-americano.

"Os jovens estão bebendo de uma maneira diferente da que bebiam no passado", disse Cecile A. Marczinski, professora de psicologia na Northern Kentucky University e autora do estudo.

"Clássicas bebidas mistas, como rum e Coca-Cola, foram substituídas por drinques que misturam energético e vodca."

Os resultados do trabalho mostram que as substâncias estimulantes dos energéticos alteram a percepção cognitiva, aumentando a tendência a comportamentos de risco.

"Um consumidor de bebida alcoólica age de forma impulsiva. No entanto, quem bebe álcool com energético se sente mais estimulado. Portanto, o consumo da combinação configura um cenário arriscado devido ao aumento da sensação de estímulo e dos níveis de impulsividade", diz Marczinski.

COMO FOI FEITO O ESTUDO

A professora e seus colegas separaram aleatoriamente 56 estudantes universitários, entre 21 e 33 anos, em quatro grupos.

Um deles recebeu apenas álcool; o outro, as bebidas energéticas; o terceiro grupo recebeu os dois juntos; e o grupo final, uma bebida suave.

Os participantes tiveram que relatar como se sentiam: estimulados, sedados, enfraquecidos ou intoxicados

"Os resultados fornecem evidência laboratorial concreta de que a mistura de bebidas energéticas com álcool é mais arriscada do que o álcool sozinho", afirma Marczinski.

O estudo será publicado na edição de julho da revista "Alcoholism: Clinical & Experimental Research".

Mixing energy drinks with alcohol is more risky than drinking alcohol alone, according to a new U.S. study.

"Young people are drinking in a manner different from that drank in the past, " said Cecile A. Marczinski, a psychology professor at Northern Kentucky University and author of the study.

"Classical mixed drinks, like rum and Coca-Cola have been replaced by energy drinks that mix and vodka."

The results of the study show that stimulants alter the perception of cognitive energy, increasing the tendency to risky behavior.

"A consumer of alcohol acts impulsively. However, those who drink alcohol with energy feels more stimulated. Therefore, the consumption of the combination sets a dangerous scenario because of increased feelings of stimulation and levels of impulsivity, " says Marczinski .

HOW THE STUDY WAS DONE

The professor and his colleagues randomly split 56 university students between 21 and 33, into four groups.

One of them received only alcohol, the other energy drinks and the third group received the two together, and the final group, a soft drink.

Participants were asked to report how they felt: stimulated, sedated, intoxicated or weakened

"The results provide laboratory evidence that the concrete mix energy drinks with alcohol is more dangerous than alcohol alone, "says Marczinski.

The study is published in the July issue of the journal Alcoholism: Clinical & Experimental Research.

Vacinação contra rotavírus diminui mortalidade infantil Rotavirus vaccination reduces infant mortality

GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO

A vacinação contra o rotavírus reduziu o número de mortes e internações de crianças por diarreia no Brasil.

O dado é de um estudo publicado ontem no periódico médico "PLoS Medicine".

Segundo a pesquisa, a campanha nacional de vacinação contra o vírus, implantada pelo Ministério da Saúde em 2006, reduziu em 22% as mortes por diarreia em crianças de até cinco anos.

Também houve queda de 17% nas internações causadas pela doença no país.

As informações foram levantadas por técnicos da Secretaria de Vigilância em Saúde, ligada ao ministério, e dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, dos EUA.

Foram comparados dados de mortes e internações de 2002 a 2005, antes da vacinação, às taxas de 2007 a 2009.

Nesse período, segundo o estudo, 1.500 mortes e 130 mil internações foram evitadas.

DIFERENÇAS REGIONAIS

A maior queda nas mortes foi observada na região Norte do país: 38%.

Os Estados do Norte e do Nordeste tiveram as maiores reduções de mortes em números absolutos.

"A vacina favoreceu mais essa área, porque é onde o acesso ao tratamento é mais limitado", afirma a infectologista Lily Weckx, da Unifesp.

"A vacina tem um alcance maior do que o tratamento. As pessoas podem ter dificuldade em encontrar um médico que atenda em determinadas regiões, mas a cobertura da vacina é boa."
Em 2009, estima-se que 84% das crianças com até um ano tenham sido vacinadas no país.

De acordo com os especialistas, a incidência de infecções causadas pelo vírus é semelhante em todas as regiões. O que muda são as consequências da doença.

"O vírus é democrático na transmissão, mas mata mais os mais pobres", diz Weckx.

Para o pediatra Evandro Baldacci, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, a vacina não é prioridade nas regiões mais desenvolvidas. "É mais útil onde faltam condições adequadas de higiene e tratamento hospitalar", afirma.

The rotavirus vaccination reduced the number of deaths and hospitalizations of children for diarrhea in Brazil.

The data is from a study published yesterday in the medical journal PLoS Medicine.

According to the survey, the national campaign of vaccination against the virus, implemented by the Ministry of Health in 2006, decreased by 22% of deaths from diarrhea in children under five.

There was also a 17% fall in admissions caused by the disease in the country.

The information was raised by the technical Secretariat of Health Surveillance, linked to the ministry, and the Centers for Disease Control and Prevention, USA.

We compared data on deaths and hospitalizations from 2002 to 2005, before vaccination, the rates from 2007 to 2009.

During this period, according to the study, 1,500 deaths and 130,000 hospitalizations were avoided.

REGIONAL DIFFERENCES

The largest drop in deaths was observed in the northern region of the country: 38%.

The states of North and Northeast had the largest reductions in absolute numbers of deaths.

"The vaccine favored over that area because that's where treatment access is more limited, " says Lily infectious Weckx UNIFESP.

"The vaccine has a longer range than the treatment. People may have difficulty finding a doctor who fits in some regions, but vaccine coverage is good."

In 2009, an estimated 84% of children under one year were vaccinated in the country.

According to experts, the incidence of infections caused by viruses is similar in all regions. What changes are the consequences of the disease.
"The virus is democratic in the transmission, but kills more than the poorest, " says Weckx.

For the pediatrician Evandro Baldacci, the Institute for Children's Hospital of the vaccine is not a priority in more developed regions. "It is most useful where they lack adequate conditions of hygiene and hospital treatment, " he says.

Papel do estrógeno no câncer de mama pode variar Role of estrogen in breast cancer may vary

No momento adequado, diz especialista, este hormônio pode tanto ser bom quanto ruim
In due course, expert says, this hormone can be both good and bad

The New York Times

Um estudo recente do Journal of the American Medical Association, que analisou dados da extensa pesquisa americana Women’s Health Initiative, sugere que a segunda opção é a correta ao constatar um risco menor de câncer em mulheres que passaram por tratamento com estrógeno em curto prazo.

Esta ideia parece contradizer anos de advertências de que o tratamento à base de estrógeno – antes amplamente prescrito como um antídoto contra os sintomas da menopausa e para prevenir doenças crônicas – alimenta um tipo de câncer de mama muito suscetível ao estrógeno.

Na verdade, este hormônio pode desempenhar os dois papéis, segundo um editorial publicado na edição de 10 de abril do periódico Cancer Prevention Research.

“No momento adequado, o estrógeno pode tanto ser bom quanto ruim”, disse um dos autores do trabalho, V. Craig Jordan, considerado o “pai” do tamoxifeno e de outros tratamentos anti-estrógeno para o câncer de mama.

É verdade que o estrógeno é necessário para que as células cancerígenas cresçam e se multipliquem, mas quando as mesmas se desenvolvem em um ambiente onde o estrógeno não esteve presente por algum tempo, elas são mortas por uma inundação inesperada do hormônio, ele explicou.

Um estado de privação de estrógeno pode ocorrer anos após a menopausa, quando a produção do hormônio é interrompida naturalmente depois da mulher ter passado por tratamento anti-estrógeno para o câncer de mama.

Em tal estado de privação, Jordan diz que as células aprendem a crescer com uma quantidade mínima do hormônio. “É como se elas estivessem sobrevivendo em estado de inanição”.

“Quando elas começam a formar tumores e voltamos para a dosagem normal de estrógeno, as células interpretam isso como um sinal de morte, pois subitamente estão recebendo uma concentração massiva de combustível de alta capacidade – é uma verdadeira overdose.

É como uma pessoa em estado de inanição, nós não podemos lhe dizer para comer tudo o que quiser no McDonald’s porque assim a matamos”, complementou Jordan, diretor científico do Lombardi Cancer Center da Georgetown University.

É importante lembrar que o tratamento a base de estrógeno só é recomendado para mulheres que passaram por uma histerectomia, cirurgia de retirada do útero, pois o hormônio pode aumentar o risco de câncer do endométrio. Para as mulheres que ainda têm o útero, a recomendação é de um tratamento de hormônios combinados (estrógeno mais progestina), que mesmo assim apresenta riscos de câncer de mama.

É também importante observar que as células do câncer de mama não são estáticas. “Como as bactérias, de certa forma estas células são um alvo em movimento. Elas estão sempre mudando e reagindo ao ambiente”, disse Jennifer Litton, professora de medicina do câncer do Anderson Cancer Center da Universidade do Texas.

“É como uma mini seleção natural. Se elas são expostas a um determinado agente, elas entram em mutação e encontram uma forma de resistir ao mesmo”.

É por isso que muitas mulheres se tornam resistentes a determinados tratamentos e precisam de alternativas que possam tapear estas células em constante evolução.

Os autores do novo estudo concluíram que as mulheres não precisam se preocupar com o alto risco de câncer de mama com o uso do estrógeno em curto prazo. Mesmo assim, o histórico familiar e outros fatores de risco da mulher devem ser considerados antes de recomendar a terapia hormonal.

Entretanto, Jordan adverte que para as mulheres que já têm um tumor na mama, o tratamento com estrógeno não deve ser considerado de forma alguma.

“Se elas estão na pós-menopausa, elas devem optar pelo tamoxifeno ou por um inibidor de aromatase. Estes são os melhores tratamentos a prescrever, pois são de excelente qualidade”.

Jordan complementou que, em padrão experimental, médicos têm a autoridade de receitar o estrógeno para tratar mulheres com câncer de mama metastático que desenvolveram resistência aos tratamentos anti-hormonais.

A recent study by the Journal of the American Medical Association, which analyzed data from extensive research American Women's Health Initiative suggests that the second option is correct in noting a lower risk of cancer in women who have undergone treatment with estrogen in the short term.

This seems to contradict years of warnings that treatment based on estrogen - once widely prescribed as an antidote to the symptoms of menopause and prevent chronic diseases - feeds a type of breast cancer very susceptible to estrogen.

In fact, this hormone may play both roles, according to an editorial published on April 10 of the journal Cancer Prevention Research.

"At the appropriate time, estrogen can be both good and bad," said one of the authors, V. Craig Jordan, considered the "father" of tamoxifen and other anti-estrogen for breast cancer.

It is true that estrogen is required for cancer cells grow and multiply, but when they develop in an environment where estrogen was not present for some time, they are killed by an unexpected flood of the hormone, he said.

A state of deprivation of estrogen may occur years after menopause, when hormone production is interrupted naturally after the woman passed by anti-estrogen treatment for breast cancer.

In such a state of deprivation, Jordan says that the cells learn to grow with a minimal amount of the hormone. "It's like they're surviving in a state of starvation."

"When they start to form tumors and returned to the normal dosage of estrogen, cells interpret this as a sign of death, because suddenly they are getting a massive concentration of high octane fuel - is a true overdose.

It's like a person in a state of starvation, we can not tell you to eat whatever they want at McDonald's because then kill it, "added Jordan, scientific director of the Lombardi Cancer Center at Georgetown University.

It is important to remember that the basis of estrogen treatment is only recommended for women who have undergone a hysterectomy, surgery to remove the uterus, because the hormone may increase the risk of endometrial cancer. For women who still have the womb, the recommendation is a combined hormone treatment (estrogen plus progestin), which still poses risks of breast cancer.

It is also important to note that breast cancer cells are not static. "As the bacteria in a way these cells are a moving target. They are always changing and reacting to the environment, "says Jennifer Litton, professor of medicine for cancer of the Anderson Cancer Center, University of Texas.

"It's like a mini natural selection. If they are exposed to a particular agent, they enter the changing and find a way to resist it. "

That is why many women become resistant to certain treatments and need alternatives that can fool the cells in constant evolution.

The new study's authors concluded that women need not worry about the high risk of breast cancer with the use of estrogen in the short term. Still, the family history and other risk factors of women must be considered before recommending hormone therapy.

However, Jordan warns that for women who already have a tumor in the breast, estrogen treatment should not be considered in any way.

"If they are postmenopausal, they should opt for tamoxifen or an aromatase inhibitor. These are the best treatments to prescribe, since they are of excellent quality. "

Jordan added that, in standard experimental, doctors have the authority to prescribe estrogen to treat women with metastatic breast cancer who develop resistance to anti-hormonal treatments.

http://delas.ig.com.br/saudedamulher/papel+do+estrogeno+no+cancer+de+mama+pode+variar/n1596844789227.html

RR: Entidades médicas e empresas de plano farão acordo RR: medical entities and companies will plan agreement in Brazil

por Portal CFM

19/04/2011

Cerca de 500 médicos poderão se desvincular dos planos e seguros de saúde, caso não tenham suas reivindicações atendidas
Around 500 doctors will be able to unlink the plans and health insurance if their demands are not met

Está prevista para a próxima quarta-feira (20) a reunião que marca o início das negociações entre as entidades médicas de Rondônia (Sindicato Médico, Associação Médica de Rondônia, Conselho Regional de Medicina e as sociedades médicas) e as empresas de plano de saúde.

Ainda como parte desta mobilização desenvolvida pelos médicos, está prevista uma audiência com o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Müller. "Provavelmente nesta segunda-feira (18) nos reuniremos com o titular da Sesau para discutir questões salariais", afirmou o vice-presidente do Simero, Willian Paschoalim. "Esperamos que seja feita uma negociação real, com propostas aceitáveis", reiterou.

Em 30 dias, os líderes do movimento de 07 de abril se reunirão para reavaliar o andamento das negociações com os representantes dos planos de saúde.

Próximos passos - Em abril e maio ocorrerão negociações com as operadoras. Em seguida deverão ser convocadas assembleias dos médicos para avaliar as respostas das empresas. Caso não ocorra uma evolução satisfatória, poderão ser deflagradas novas iniciativas regionais aprovadas em assembleias, além daquelas já definidas pelo movimento nacional. Veja o cronograma:

Abril: início das negociações com o impreterível envio, pelas entidades, de correspondência (leia mais à página 3) às operadoras, para que apresentem suas propostas em resposta aos médicos.

Final de maio: consolidação das negociações (preferencialmente por operadora) e das propostas concretas apresentadas pelos planos e seguros de saúde

Início de junho: convocação, pelas Comissões de Honorários Estaduais ou Regionais, de assembleias dos médicos, com o objetivo de deliberar sobre o posicionamento da categoria na continuidade da relação com os planos de saúde.

Julho: balanço nacional dos resultados e das deliberações das assembleias estaduais e regionais

De acordo com estimativas do Sindicato Médico de Rondônia (Simero), cerca de 500 médicos poderão se desvincular dos planos e seguros de saúde, caso não tenham suas reivindicações atendidas. Além dos reajustes salariais, considerados insuficientes pelas entidades que representam os médicos, devido estarem, há dez anos, abaixo da inflação, os médicos querem autonomia profissional e o fim dos contratos irregulares.

Os médicos que continuarem atendendo planos de saúde passarão a cobrar a diferença dos honorários do próprio paciente, alerta o médico Willian Paschoalim, vice-presidente do Sindicato Médico.

A reunião da próxima semana é a segunda etapa da mobilização nacional que, no último dia sete, paralisou o atendimento aos pacientes dos planos de saúde em todo o País. O ato, segundo a presidente do Conselho Regional de Medicina de Rondônia, Maria do Carmo Wanssa, foi um alerta às operadoras de planos de saúde e à sociedade sobre os problemas enfrentados pela classe médica. "Os médicos fizeram a parte deles, com a paralisação de advertência de um dia. Agora cabe aos conveniados da Saúde Suplementar cobrar o cumprimento dos serviços oferecidos na hora de contratar os planos de saúde".

Is scheduled for next Wednesday (20) that the meeting marks the beginning of negotiations between the medical institutions of Rondônia (Medical Association, Medical Association of Rondonia, the Regional Medical Council and medical societies) and companies in the health plan .

Also as part of this mobilization developed by physicians, is scheduled for a hearing with the Secretary of State for Health, Alexander Müller. "Probably on Monday (18) will meet with the holder of Sesau to discuss salary issues," said vice president of Simer, William Paschoalim. "We hope that we make a real negotiation, with proposals acceptable," he reiterated.

In 30 days, the leaders of the movement from April 07 will meet to reassess the progress of negotiations with representatives of health plans.

Next steps - In April and May occur negotiations with carriers. It should then be convened meetings of physicians to evaluate the responses from companies. If there is no one satisfactory outcome may be triggered new initiatives adopted in regional assemblies, in addition to those already defined by the national movement. See the schedule:

April: Start of negotiations with the unavoidable submission, by the authorities, correspondence (read more on page 3) operators, to present their proposals in response to doctors.

Late May: consolidation of the negotiations (preferably by the operator) and the concrete proposals presented by the plans and health insurance

Early June: convocation, the State Commissions or Fees Regional Assemblies of doctors, in order to discuss the positioning of the category in continuing the relationship with health plans.

July: National assessment of results and decisions of state and regional meetings

According to estimates by the Medical Union of Rondonia (Simer), about 500 doctors will be able to disengage itself from the plans and health insurance if their demands are not met. In addition to salary increases, considered insufficient by the bodies representing doctors, because they were ten years ago, below inflation, the doctors want professional autonomy and the end of irregular contracts.

Instituto do Câncer usa nova tecnologia contra tumores Cancer Institute uses new technology against tumors in Brazil

por Saúde Business Web

19/04/2011

Novo equipamento está sendo testado no combate a miomas (tumores benignos) e metástases ósseas
New equipment is being tested in fighting fibroids (benign tumors) and metastases

Um novo equipamento começou há um mês a ser usado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), de forma experimental, para combater miomas (tumores benignos) e metástases ósseas. O Hifu, sigla de high intense focus ultrassound, é um aparelho de ultrassonografia acoplado a um aparelho de ressonância magnética que, depois de mapear o corpo do paciente e localizar o tumor com exatidão, aplica ondas de alta intensidade que atingem só a área lesionada, não provocando danos ao redor. O tratamento dura de três a quatro horas e dispensa anestesia ou incisões.

Por enquanto, apenas pacientes selecionados estão tendo acesso ao tratamento, que deve abrir caminho para a pesquisa na área no país, já que o Icesp é o primeiro hospital público a ter acesso ao equipamento que custa R$ 1,5 milhão. O diretor da Radiologia do Icesp, Marcos Roberto de Menezes, explicou que o ultrassom libera uma energia 20 mil vezes mais intensa do que a usada para diagnósticos. "Com isso, tenho a possibilidade de direcionar essa energia a um ponto, apenas guiado pela ressonância. Quando a energia chega no tecido, ela aquece e eleva a temperatura do tecido até 80 graus centígrados, o que leva à destruição dele".

Menezes disse que o paciente submetido ao tratamento vai para casa no mesmo dia, com recuperação praticamente instantânea e com possibilidade de retomar as atividades normais.

No caso da metástase óssea, o paciente frequentemente sente dores que afetam a qualidade de vida. "A ideia, nesse caso, é retirar a dor desse paciente. Frequentemente, cessa-se a dor imediatamente depois do tratamento". No caso do mioma, o tumor é queimado e eliminado pelo organismo.

A dona de casa Ana Maria Alho Arruda, 52 anos, foi uma das seis mulheres que tiveram o mioma eliminado pelo Hifu. Ela conviveu com o problema durante um ano e meio, sofrendo com dores e hemorragias. "Eu entrei na máquina como se fosse fazer um exame de ressonância. Me deram uma leve sedação, mas fiquei consciente. Senti dores semelhantes a cólicas, mas suportáveis. Depois de três horas, saí normalmente, esperei uma hora e meia para a recuperação e fui para casa andando. Hoje levo uma vida normal, curada do mioma".

Ainda não há previsão para incorporar de maneira ampla a nova tecnologia ao Sistema Único de Saúde (SUS). "Além de ser uma tecnologia de alto custo, ela é de alta complexidade, exige capacitação de pessoas, treinamento. Isso é só um início de uma tecnologia que promete abrir novas fronteiras de possibilidades terapêuticas", ressaltou o diretor do hospital.

A new equipment began a month ago to be used by the Cancer Institute of the State of São Paulo (ICESP), experimentally, to fight fibroids (benign tumors) and bone metastases. The HIFU, which stands for high intense focus ultrassound is an ultrasound device coupled to an MRI machine that, after mapping the patient's body and accurately locate the tumor, applying high-intensity waves that reach only the injured area, causing no damage around. The treatment lasts three to four hours and dispensing anesthesia or incisions.

For now, only selected patients are having access to treatment, which should pave the way for research in the country since the ICESP is the first public hospital to have access to equipment that costs $ 1.5 million. Director of Radiology ICESP, Marcos Roberto de Menezes, said that the ultrasound energy 20 releases a thousand times more intense than that used for diagnostics. "With that, I have the chance to direct this energy to a point, only guided by MRI. When the energy reaches the tissue, it warms and elevates tissue temperature to 80 degrees centigrade, which leads him to destruction."

Menezes said the patient undergoing treatment goes home the same day, with nearly instantaneous recovery and the possibility of resuming normal activities.

In the case of bone metastasis, the patient often feels pain affecting the quality of life. "The idea here is to remove the pain of patients. Often, it ceases to pain immediately after treatment." In case of myoma, the tumor is removed and burned by the body.

The housewife Ana Maria Arruda Garlic, 52, was one of six women who had fibroids removed by HIFU. She lived with the problem for a year and a half, suffering with pain and bleeding. "I went into the machine as if it were to do an MRI scan. I was given a mild sedative, but was conscious. I felt pain like cramps, but bearable. After three hours, I went normally, waited an hour and a half to recover and I was walking home. Today I lead a normal life, healed the fibroid. "

Although there is no provision broadly to incorporate the new technology to the National Health System (SUS). "Besides being an expensive technology, it is highly complex, requires training people, training. This is just a beginning of a technology that promises to open new frontiers of therapeutic possibilities," said the director of the hospital.