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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Médicos: Comissão define proposta sobre anuidade de 2012

Grupo decidiu por uma variação de 7,64%, que aplicada ao valor cobrado em 2011, resultou em um montante de R$ 523,00

A comissão integrada pelos diretores tesoureiros dos conselhos regionais de 8 estados se reuniu nesta quarta-feira (18), no Conselho Federal de Medicina (CFM), para discutir o índice a ser proposto para atualização do valor da anuidade cobrada pelos conselhos em 2012. O grupo decidiu por uma variação de 7,64%, que aplicada ao valor da anuidade cobrada em 2011, resultou em um valor de R$ 523,00.

A nova anuidade será proposta na próxima reunião do Pleno Nacional, integrada pelos conselheiros federais e presidentes dos regionais, sem data prevista. De acordo com o tesoureiro do CFM, Hiran da Silva Gallo, o índice sugerido pelos tesoureiros dos regionais será a média dos indicadores econômicos Índice de Preços ao Consumidor (IPC); Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM); Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e Índice do Custo de Vida (ICV), de junho de 2010 a maio deste ano.

A comissão irá propor ainda a manutenção de vantagens aos médicos para facilitar o pagamento, a exemplo da resolução que fixou os valores das anuidades e taxas cobradas pelos conselhos neste ano. Entre os direitos a serem defendidos estão a opção de parcelamento da anuidade e a isenção aos médicos que completarem 70 anos de idade, em 2012, independentemente do mês de aniversário.

Segundo Hiran Gallo, houve consenso na proposta a ser apresentada. "Tudo foi aprovado por unanimidade. Não teve nenhuma votação!", relata o tesoureiro do Federal. A Comissão de Tesoureiros é integrada pelos representantes do Acre, Bahia, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, estados que têm maior arrecadação.

Medicamento nacional reduzirá custos do SUS

Primeiro remédio genérico contra a Aids produzido pela Fundação Ezequiel Dias, pode fazer o SUS economizar R$160 mi por ano

Na última semana, entrou no mercado, o primeiro medicamento genérico contra a Aids produzido pela Fundação Ezequiel Dias, laboratório público brasileiro. O genérico do antiretroviral Tenofovir é o resultado de uma Parceria Pública e Privada (PPP), firmada pelo governo federal para reduzir gastos com medicamentos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), as parcerias firmadas pelo Ministério envolvem sete laboratórios oficiais e dez indústrias privadas para produzir 24 medicamentos, com uma economia média para o SUS estimada em R$ 160 milhões por ano.

A Anvisa participa das PPP´s por meio da adoção de regras diferenciadas para os processos de registro para medicamentos de interesse do SUS, como o Tenofovir, resultantes de parcerias do tipo público-público e público-privada.
Segundo a Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa, divulgada em fevereiro deste ano, a RDC 02/2011, a Agência formou Comitês Técnicos-Regulatórios (CTR) para acompanhar os medicamentos incluídos nas parcerias.
Os Comitês da Anvisa têm como meta reduzir o tempo necessário para que os medicamentos estejam disponíveis no SUS. Nos três primeiros meses deste ano, foram concedidos pela Agência 48 registros de genéricos.

Os custos de pesquisa para a produção desse genérico do Tenofovir, empregado no coquetel anti-Aids, ultrapassaram R$ 25 milhões. Os medicamentos que compõem essa terapêutica são distribuídos na rede pública de assistência à saúde.

Instituição cria projeto de acompanhamento para pacientes de osteoporose

Programa de Prevenção de Fraturas vai oferecer assistência a pessoas que já sofreram fraturas provocadas por traumas mínimos

O Hospital de Ipanema, no Rio, lançou, nesta quarta-feira, (18) o Programa de Prevenção de Refraturas (PrevRefrat), que vai oferecer acompanhamento completo a pacientes que já sofreram fraturas provocadas por traumas mínimos, devido à fragilidade óssea causada pela osteoporose. O programa do Hospital de Ipanema, uma instituição federal, é pioneiro no país.

O ortopedista Bernardo Stolnick, especialista em osteoporose, calcula que o programa atenderá entre 150 e 200 pacientes.
De acordo com Stolnick, as estatísticas indicam que quem já teve uma fratura por osteoporose fatalmente terá outras. "Quem já teve uma fratura de vértebra possivelmente terá outra em um período de seis a 12 meses. Quem teve outra no fêmur tem o dobro de chances de fraturar o outro".

Segundo o ortopedista, o programa é inédito no país. "O seu diferencial é a sistematização do atendimento. Ou seja, o paciente que sofre uma fratura terá para onde ser encaminhado. Será para o Hospital de Ipanema e terá toda a sequência do tratamento."

"É importante participar das enquetes da Anvisa"

No canto inferior do site da ANVISA (http://www.anvisa.gov.br/) vez por outra temos a oportunidade de encontrar uma enquete a ser respondida. Os temas variam.

O desta semana é sobre o “Novo Portal da ANVISA”. E as perguntas basicamente são se o usuário está satisfeito com o conteúdo, com o acesso ou se teve dificuldade de encontrar o que precisava.

Até o momento da publicação deste artigo, a opção “teve dificuldade de encontrar o que precisava” liderava a pesquisa com mais de 90% das respostas.Aqui cabem alguns comentários.

Eu sempre defendi abertamente, a crítica construtiva, ou seja, o comentário pelo comentário, sem uma idéia de como corrigir os problemas, não leva a nada, senão a mais problemas.

A troca de idéias, o contraditório, tem que existir. E a riqueza do matiz social em que vivemos está exatamente nisso. É na troca de idéias, ainda que absolutamente opostas, que crescemos e amadurecemos. Crítica sem sugestão construtiva é destruição pura. Sem sentido.

Portanto, ainda que alguns temas postos pela ANVISA em suas enquetes pareçam pouco convidativos, sempre vale a pena participar. Como Agentes Regulados, como interessados e como cidadãos.

O outro comentário que cabe fazer, é que mais esse canal de comunicação da ANVISA deixa a desejar mais do que ajuda. Ao menos é isso que as respostas dos respondentes refletem.

E o que fazer a respeito? Por que é tão difícil para a Agência corrigir os problemas de comunicação, claramente apontados como um dos principais empecilhos dos Agentes Regulados para com a ANVISA?

Tenho circulado por muitas empresas e as queixas se repetem: as (os) atendentes do “Fale Conosco” são muito gentis, mas as respostas nunca chegam, ou quando chegam, são evasivas...

E quando é que a Agência vai para de usar esse expediente pueril de não responder objetivamente a nada que se pergunta? Bem, se a sociedade não se mobilizar, ainda teremos muito que criticar.

Porém, que fique bem claro que as coisas não se resolverão por si só. Sem a pressão legítima da sociedade organizada, governo algum vai se mobilizar em direção a melhorias. E o dinheiro que financia isso tudo vem dos nossos impostos e das taxas que pagamos. Portanto, nos cabe valorizar o nosso próprio suor...

postado por Roberto Latini

http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=66

SAP integra solução de administração e gestão hospitalar

Foco da companhia está na aproximação com os médicos e enfermeiros por meio das soluções tecnológicas

Conhecida tradicionalmente pelo desenvolvimento de ERPs (Enterprise Resource Planning, em inglês) - que integram todos os dados e processos de uma organização em um único sistema -, a alemã SAP, nos últimos cinco anos, tem investido fortemente em duas outras linhas de solução: gestão do paciente como cliente (Patient Management) e sistema de prontuário eletrônico (Industry Solution Healthcare).

"A gente começa a sair da área administrativa, que envolve contabilidade, contas a pagar, a receber, para focar em processos de administração hospitalar", afirma o Vice-presidente de indústrias e soluções da SAP para a América Latina, Feliz Feddersen.

No caso do "Patient Management", as informações do cliente-paciente são gerenciadas como, por exemplo, dados cadastrais em geral, reserva de quarto, planejamento de sala de cirúrgica, plano de saúde, entre outros. A ferramenta é direcionada para profissionais da área administrativa de um hospital.

A divisão em três frentes está estruturada na SAP, segundo Feddersen, pelo fato do ciclo de informação e usuário ser diferente. Além da promoção de maior segurança.

Apesar das camadas de solução, o conceito de integração norteia todas as iniciativas da organização. Dessa forma, a solução "Patient Management" é compatível com o ERP. " Com a ferramenta, o gestor consegue controlar diariamente os serviços que estão sendo prestados, o nível de utilização dos quartos, quantos usuários são SUS e quantos são privados, entre muitos outros. No final, o grande benefício será financeiro devido a uma melhor gestão e atendimento ao paciente", enfatiza.

Para completar o ciclo - perpassando pelo administrativo, "comercial" (paciente-cliente) e assistencial - a SAP oferece prontuários eletrônicos. Agora, o foco está no gerenciamento do paciente como paciente, e a tecnologia é utilizada basicamente por médicos e enfermeiros.

Brasil: a estrela da América Latina

A América Latina é a região de maior crescimento para a companhia alemã, que está presente em países como México, Argentina, Chile, Colômbia e Brasil.

O Brasil detém, segundo Feddersen, 50% do mercado de saúde latino. As estimativas da SAP apontam que o País gasta em saúde cerca de R$ 160 bilhões por ano; sendo metade SUS e metade suplementar.

De acordo com o Vice-presidente global da área de saúde da SAP, John Papandrea , os planos de crescimento para o Brasil são agressivos. E o intuito da SAP é estabelecer contato com as autoridades locais para desenvolver o setor.

Recentemente, a SAP no Brasil estruturou um time de vendas e gestão de produtos exclusivo para saúde. No entanto, não foram divulgados números de investimentos e projeções de crescimento.

Atualmente, o mercado de saúde latino-americano representa 5% do faturamento SAP. Para Feddersen, a busca por informatização da saúde no País, a exemplo da Troca de Informação em Saúde Suplementar (TISS) e a evolução do ambiente regulatório são fatores determinantes para um boom tecnológico na saúde.

"Acredito que em pouco tempo vai acontecer com os registros e processos médicos o que aconteceu na área fiscal brasileira como, por exemplo, a Nota Fiscal Eletrônica, Sped Contábil e Fiscal", ressalta Feddersen.

*Soluções movéis para Saúde é outro importante nicho para a SAP. Em breve, você verá webcast com Feddersen explicando as iniciativas da empresa em mobilidade durante o Sapphire.