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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Como recuperar peso de maneira saudável após uma doença


Medidas simples, como acrescentar boas gorduras às saladas, ajudam você a melhorar as condições de saúde de forma geral

Se uma doença, cirurgia ou o uso de medicação deixou você debilitado e precisando recuperar peso, especialistas recomendam que isso seja feito de maneira saudável.

A American Dietetic Association sugere:

- Evite junk food. As calorias vazias podem ajudá-lo a ganhar peso, mas não vão beneficiá-lo nutricionalmente.

- Se você anda sem apetite, procure fazer cinco ou seis pequenas refeições por dia. E beba líquidos antes ou após as refeições, e não durante.

- Use leite em vez de água para cozinhar farinha de aveia para um mingau. E adicione mais calorias com alimentos como mel, nozes, frutas secas.

- Consuma saladas com gorduras do bem, como nozes e sementes, azeite, azeitonas ou abacates

- Acrescente leite em pó seco em pratos como purê de batatas ou cozidos.

- Consulte uma nutricionista para criar um plano de alimentação saudável, visando o ganho de peso.

Morangos reforçam glóbulos vermelhos frente estresse oxidativo, diz estudo


O consumo regular da fruta pode melhorar a resistência e combater o desequilíbrio relacionado com doenças como câncer e diabetes

Um estudo científico da Universidade Politécnica de Marche (UNIVPM), na Itália, e a Universidade de Granada (UGR), na Espanha, apontam que os morangos fortalecem os glóbulos vermelhos frente o estresse oxidativo, um desequilíbrio relacionado com diversas doenças.

Até então tinham tentado confirmar a capacidade antioxidante dos morangos mediante experimentos 'in vitro', mas agora, o grupo de pesquisadores conseguiu demonstrá-la 'in vivo'.

Para isso, segundo publicam na revista "Food Chemistry", deram a 12 voluntários 500 gramas diários de morangos (da variedade 'Sveva') ao longo de cada jornada. Durante 16 dias foram tiradas mostras de sangue: em quatro, oito, 12 e 16 dias, e um mês mais tarde.

Os resultados revelam que o consumo regular desta fruta pode melhorar a capacidade antioxidante do plasma sanguíneo e a resistência dos glóbulos vermelhos a sua hemólise (fragmentação) oxidativa.

"Averiguamos que algumas variedades de morangos apresentam maior resistência dos eritrócitos frente o estresse oxidativo, o que pode ser muito representativo se considerar que este fenômeno desencadeia graves patologias", explicaram os pesquisadores.

A equipe analisa agora as variações quando se ingere menos quantidade de morangos (o consumo habitual costuma ser um copo ao dia com 150 a 200 gramas).

"O importante é que façam parte de uma dieta saudável e equilibrada, dentro das cinco porções diárias de frutas e verduras", apontaram.

"No laboratório também estão analisando diferentes variedades de morangos, já que cada uma tem suas próprias quantidades e proporções de antioxidantes", explicaram.

Os morangos apresentam grande quantidade de compostos fenólicos, como os flavonóides, que diminuem o estresse oxidativo.

Tal desequilíbrio ocorre em algumas situações patológicas (como a doença cardiovascular, o câncer ou o diabetes) e fisiológicas (nascimento, envelhecimento, exercício físico) entre a agressão que produzem "espécies reativas do oxigênio" - os radicais livres, em particular - e as defesas antioxidantes do organismo.

Clínica médica sorteia fertilização pelo Twitter

Especialistas afirmam que “brinde” é ilegal e fere ética médica

A clínica de reprodução assistida Origen, com sede em Belo Horizonte e Rio de Janeiro, anunciou que vai disponibilizar cinco ciclos de fertilização in vitro (FIV) por meio de um concurso no Twitter. A prática, no entanto, fere o código de ética médica. Os artigos 58 e 71 do documento vedam o que chamam de “medicina mercantilista”.

Para o promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal, Diaulas Ribeiro – que é professor Titular de Bioética da Faculdade de Medicinada Universidade Católica de Brasília e foi membro da Comissão Nacional que elaborou o Código de Ética Médica em vigência – a distribuição de tratamentos médicos, como se enquadra a fertilização in vitro, é expressamente proibida.

Procurada, a assessoria de imprensa da Clínica Origen não soube informar se o concurso havia sido avaliado pelo Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG), mas garantiu que ele seria suspenso para uma "nova reavaliação do Conselho para que tudo seja realizado dentro da normalidade". Disse ainda que a suspensão será por um curto período. O CMR-MG, no entanto, afirmou também via assessoria que desconhece a autorização e precisa de um documento oficial atestando que a mesma foi concedida. E diz que vai apurar.

De acordo com o material divulgado pela Origen às 16h29 desta terça-feira, dia 21, para participar do concurso, a pessoa deve seguir o perfil da clínica no Twitter e responder à pergunta: “Porque eu mereço ganhar uma ‘Fertilização in Vitro’ da Clínica Origen?”, além de incluir #baby5000 na mensagem. Segundo o regulamento, só será permitida a participação de mulheres com as seguintes condições: ter mais de um ano de infertilidade; com indicação médica para o tratamento com FIV; ter menos de 40 anos de idade; uma dosagem de FSH de 3º (terceiro) dia menor que 12IU/ml; não ter feito FIV anteriormente e não ter filhos. O concurso é uma forma de comemorar a realização de cinco mil gravidezes pela clínica.

“A oferta de tratamentos gratuitos para infertilidade, para comemorar os auto-anunciados “cinco mil processos de gravidez” com resultados positivos, cujo critério de concessão do prêmio foi chamado de “concurso”, atenta de forma indiscutível contra a ética médica”, diz Ribeiro. As penas, segundo ele, podem variar da advertência até a cassação do registro para o exercício profissional.

Se for atestada a infração pelos conselhos regionais de medicina – que só agem mediante denúncia - podem ser penalizados o diretor técnico da clínica Origen e também outros membros da equipe, “se ficar confirmada a participação deles no processo”, acrescenta o promotor. O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, Dirceu Henrique Mendes Pereira, confirma a possibilidade da punição. “Como vice-presidente, posso dizer que não é uma atitude recomendável, não seria ética. Há uma banalização do procedimento”, afirma.

Os especialistas brasileiros são unânimes no discurso: com a tecnologia disponível hoje, a reprodução assistida é exceção e não regra para quem quer engravidar. A cautela é porque estudos internacionais já associaram a reprodução assistida a um maior risco de morte materna e problemas ao bebê, além de serem invasivos para os casais participantes. Tanto a mulher quanto o homem precisam fazer muitos exames, tomar medicamentos para induzir a ovulação (no caso feminino) e ainda passarem por controles periódicos da fertilidade.

O que diz o código de ética médica no artigo sobre remuneração:

"É vedado ao médico:

Art. 58. O exercício mercantilista da Medicina.

Art. 71. Oferecer seus serviços profissionais como prêmio, qualquer que seja sua natureza."

Chá verde pode ajudar a proteger o pulmão do fumo


Fumantes e não-fumantes que tomavam a bebida diariamente apresentaram menos risco de ter a doença

Beber chá verde pode modular o efeito do tabagismo sobre o câncer de pulmão. A conclusão é de um estudo conduzido por pesquisadores de Taiwan, onde a doença é a principal causa de morte por câncer.

“O chá e em particular o chá verde tem recebido muita atenção por se tratar de uma preparação rica em polifenóis, substâncias antioxidantes que vêm demonstrando atividade inibitória contra a gênese do tumor” explica o pesquisador taiwanês Hsin Lin, da Faculdade de Medicina Chung Shan.

Lin e seus colegas analisaram 170 pacientes com câncer de pulmão e outros 340 pacientes saudáveis por meio de questionários que avaliaram características demográficas, modo e freqüência de uso de cigarros, consumo de chá verde, ingestão de frutas e legumes, hábitos alimentares e história familiar de câncer de pulmão. Os cientistas também fizeram exames para detectar alterações em genes já relacionadas a um maior risco de desenvolvimento de câncer.

Entre os fumantes e não fumantes, aqueles que não bebiam chá verde tinham 5,16 vezes maior risco de ter câncer de pulmão em comparação com os que bebiam ao menos uma xícara de chá verde por dia. Entre os fumantes, aqueles que não bebiam chá verde tinham 12,71 vezes mais risco de ter a doença em comparação com os que bebiam pelo menos uma xícara da bebida ao dia.

O grupo suspeita que a genética desempenhe um papel importante nessa diferença de risco. Isso porque os bebedores de chá verde sem as alterações genéticas relacionadas ao maior risco de câncer de pulmão apresentaram uma redução de 66% do risco para a doença em comparação com os bebedores de chá verde com as alterações genéticas. Ente os fumantes pesados, o risco também foi maior nos que eram portadores das alterações genéticas favoráveis ao câncer.

Para Lin, os resultados da pesquisa devem ser considerados como uma primeira pista de que, ao menos no câncer de pulmão, o mecanismo de surgimento do tumor pode realmente ser modulado pelo consumo de chá verde.

“O próximo passo será entender de que maneira as substâncias presentes na bebida influenciam nesse mecanismo” diz o pesquisador.

Tosse: um alerta para várias doenças

Ela não é uma reação corriqueira e sim um sintoma de que algo está errado com o organismo e deve ser avaliada
A tosse é um mecanismo de defesa do organismo. É preciso investigá-la

Tosse não é doença. Mas é sinal de que há alguma coisa errada com as vias respiratórias. “Trata-se de um mecanismo de defesa do organismo contra uma inflamação, infecção ou irritação nas vias aéreas, que seguem do nariz ao pulmão”, explica a médica Rosemary Farias Ghefter, coordenadora do Centro de Reabilitação Cardiopulmonar do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo.

Só que muita gente considera a tosse algo corriqueiro. E há até quem se acostume com ela e demore a procurar o médico. “Tosse nunca é normal. É preciso investigá-la”, alerta o pneumologista Ricardo Milinavicius, membro da diretoria da Sociedade Paulista de Pneumologista e Tisiologia.

Segundo os especialistas a tosse pode ser aguda (quando persiste por duas ou três semanas, geralmente como sintoma de quadros de gripe, sinusite, bronquite); subaguda (dura de três a oito semanas, possivelmente devido a uma enfermidade mais séria); ou crônica (ultrapassa oito semanas, podendo ser uma doença mais grave, como pneumonia e até câncer de pulmão).

“Não subestime a tosse. Quanto mais cedo você descobrir sua causa e tratar adequadamente, melhor”, diz Rosemary Ghefter.

As doenças relacionadas à tosse são variadas. Entre elas estão:

Sinusite: a inflamação dos seios da face leva a tosse com produção de catarro.

Bronquite e asma: a inflamação dos brônquios provoca irritação pulmonar e surge uma tosse seca. Não tratada, leva à produção de catarro e infecção.

Refluxo: o ácido que está no estômago reflui e começa a queimar o esôfago, próximo à traquéia, que se irrita. A tosse que leva a esse diagnóstico é crônica, ou seja, persistente.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC): a tosse é crônica, geralmente acompanhada de pigarro, típica do fumante. Quando há piora do quadro pode haver produção de um catarro amarelado.

Tuberculose: a suspeita da doença é levantada diante de tosse crônica, com catarro constante e às vezes sangue.

Câncer de pulmão: aquela tosse que não melhora nunca pode indicar esse grave quadro.

Nenhum medicamento que iniba a tosse deve ser tomado sem orientação médica, pois pode mascarar uma doença grave. “Não tome xarope, que pode ter corante e irritar ainda mais o organismo, aumentando a tosse”, alerta o pneumologista Ricardo Milinavicius.

“O chazinho não faz mal, mas não trata a tosse, assim como pastilhas ou xaropes. Eles podem apenas diminuir a irritação da garganta, levando a uma sensação de bem-estar”, diz Rosemary Ghefter. Uma boa hidratação e mel, que tem propriedade broncodilatadora, também podem ajudar no alívio dos sintomas irritativos.

Os médicos reforçam a necessidade de se procurar um especialista para conduzir o tratamento, que pode incluir antiinflamatórios e antibióticos.