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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Anvisa quer regulamentar acesso a medicamentos em desenvolvimento

Pacientes com doenças debilitantes graves e sem opção terapêutica disponível podem ter acesso a medicamentos ainda em fase de desenvolvimento no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta quinta-feira (30/06), uma consulta pública que pretende regulamentar as práticas conhecidas como “Acesso Expandido”, “Uso Compassivo” e “Doações Pós Estudo”.

A proposta recebe contribuições durante os próximos 60 dias. Os conceitos e critérios serão padronizados com diretrizes internacionais. As empresas que desenvolvem novos medicamentos poderão requerer uma anuência da Anvisa para utilizar os programas, desde que acompanhada de justificativa do médico assistente do paciente. Essas solicitações terão prioridade de análise na Anvisa.

Para a coordenadora de Pesquisa e Ensaios Clínicos da Anvisa, Patrícia Andreotti, a futura norma atualizará a regra que já existe. “A primeira edição foi feita pensando em atender aos pacientes com Aids, que não tinham medicamento no mercado para responder à doença”, explicou. “Com o passar do tempo, o benefício foi estendido para outras doenças, o que exigiu uma adequação da regulamentação”, completou.

Entenda

O Programa de Acesso Expandido permite a disponibilização aos pacientes de medicamentos que já possuam pelo menos um estudo de fase III (última etapa da pesquisa clínica). Os pacientes incluídos no programa poderão ser aqueles que participaram da pesquisa clínica ou que não participaram por falta de acesso ou por não atenderem aos critérios de inclusão e/ou exclusão. A autorização da Anvisa para esses casos é destinada a um grupo de pacientes.

No Programa de Uso Compassivo, o medicamento poderá estar em qualquer fase de desenvolvimento clínico, desde que os dados iniciais observados em estudos exploratórios sejam promissores e que se comprove a gravidade da doença e a ausência de tratamentos disponíveis. Nesse caso, a autorização da Anvisa é pessoal e intransferível.

Já a doação pós-estudo abrange a disponibilização de medicamento aos sujeitos de pesquisa que se beneficiaram de seu uso durante o estudo, sem custo para o paciente ou para o sistema de saúde, aplicável nos casos em que o estudo se encerrou e não está prevista a sua extensão.


Saúde destina R$ 4,3 mi para construção de UBSs em oito estados


O Ministério da Saúde ampliou a assistência na atenção básica com a liberação de R$ 4,33 milhões para a construção de 17 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em oito estados.

Segundo comunicado, os recursos serão repassados em três parcelas e vão de R$ 200 mil a R$ 533,33 mil, de acordo com o tamanho de cada UBS e a quantidade de Equipes de Saúde da Família (ESF) que a unidade é capaz de abrigar.

Os estados beneficiados são Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Os investimentos estão previstos nas novas medidas de fortalecimento da atenção básica no país, anunciadas no início deste mês.

O objetivo das ações de aprimoramento da atenção primária no Sistema Único de Saúde, coordenadas pelo Ministério da Saúde e executadas pelos estados e municípios – é incentivar os gestores locais do SUS a melhorar o padrão de qualidade da assistência oferecida nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e por meio das equipes de Atenção Básica de Saúde.

A construção das 17 UBSs, uma em cada município beneficiado, também reforça a estratégia adotada pelo governo federal de reestruturar a atenção básica no contexto do Programa Brasil Sem Miséria, lançado pela presidenta Dilma Rousseff.

Os recursos financeiros são transferidos diretamente do Fundo Nacional de Saúde para os fundos municipais de saúde.

Reforço

Ao todo, sete cidades paulistas serão beneficiadas com o repasse de R$ 2 milhões para a construção das UBSs. O Rio de Janeiro teve três municípios contemplados com o valor de R$ 933,33 mil, enquanto duas cidades pernambucanas receberão R$ 400 mil. Os outros municípios são dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Norte e cada um terá R$ 200 mil para a construção das unidades.

As novas UBSs que serão construídas servirão de base para 27 ESF realizarem o atendimento às comunidades. As ESF têm a responsabilidade de ofertar uma atenção integral desde a promoção da saúde, prevenção de doenças, recuperação da saúde, acompanhamento em casos de doenças crônicas e até a atenção e encaminhamento de urgências.

Municípios beneficiados:

UF Município Nº de ESF Valor (em R$)
BA Brejolândia 1 200 mil
MG Juatuba 1 200 mil
PE Santa Terezinha 1 200 mil
PE São José da Coroa Grande 1 200 mil
PR Guaratuba 1 200 mil
RJ Barra do Piraí 2 266,66 mil
RJ Duque de Caxias 3 400 mil
RJ Resende 2 266,66 mil
RN Caraúbas 1 200 mil
RS Salvador do Sul 1 200 mil
SP Brodowiski 1 200 mil
SP Estrela D’oeste 1 200 mil
SP Itaquaquecetuba 4 533,33 mil
SP Pirassununga 2 266,66 mil
SP Pompéia 1 200 mil
SP Praia Grande 3 400 mil
SP Santa Adélia 1 200 mil

Gestores de saúde têm dificuldade em entender seus clientes


A falta de compreensão das necessidades dos clientes é um dos principais fatores que comprometem as vendas em uma empresa. Na área de saúde, que demanda maior conhecimento técnico e teórico dos produtos, essa necessidade é ainda mais aparente. A constatação é de pesquisa anual da Miller Heiman, empresa em pesquisa treinamento e gestão de vendas.

De acordo com as informações do estudo, 61% dos executivos entrevistados da área de saúde sabem o motivo pelo qual os clientes compram em suas unidades. Ao considerar a satisfação do consumidor com o processo de vendas, o montante cai para 12%.

No Brasil, a empresa é representada pela GoAhead, consultoria especializada em performance de vendas, marketing e processos e, de acordo com a fundadora Tatiana Vidal, esse índice mostra claramente a necessidade que o mercado sente de um treinamento específico em vendas.

“Se levarmos em consideração que 62% dos executivos da área de saúde afirmam que seus vendedores são especialistas nos produtos ou serviços vendidos e 47% conhecem profundamente o que seus clientes necessitam, vemos que há algo incorreto nesta equação, pois apenas 22% dos executivos mostram que seus vendedores são efetivos em suas ações, ou seja, concretizam o esforço de vender em resultados. Neste momento surge a necessidade de treinamento”, explica a executiva, em comunicado.

Uma das saídas, segundo Tatiana, é focar em estudos das melhores práticas de vendas, que apontam perfeitamente como transformar os problemas em soluções, reverter os pontos negativos e reforçar ainda mais os positivos.

Rede social ajuda recrutamento de pacientes para ensaios clínicos


A Blue Chip Patient Recruitment, uma divisão da agência global de marketing Blue Chip Marketing Worldwide, é autora de um relatório, intitulado “Patient Recruitment and the E-patient: A Survey Analysis”. O documento resume os resultados de uma pesquisa que a Blue Chip conduziu com 179 pessoas de fevereiro a abril de 2011, e oferece 11 táticas para especialistas em recrutamentos quando forem interagir com os pacientes.

Entre as orientações estão:

• Envolver um médico: a credibilidade continua a ser um dos maiores obstáculos para os pacientes na hora de participar de um ensaio clínico. 80% dos entrevistados responderam que preferem receber informações on-line a respeito do ensaio de um médico, o que indica que eles têm um papel importante na comunidade online. Apenas 19% dos questionados gostariam de receber as informações por meio do mural no Facebook e 14% preferem receber por meio do Twitter.

• Desenvolver respostas adiantadas: uma preocupação ainda maior do que a credibilidade é a segurança dos ensaios clínicos, já que eles – em geral – adotaram um estigma negativo dentro da sociedade. 41% dos indivíduos inquiridos manifestou mais preocupação com a segurança do ensaio, enquanto 36% mostraram-se preocupados com a credibilidade. O relatório recomenda desenvolver uma variedade de respostas previamente aprovadas antes do lançamento de campanhas sociais, que pode sanar a preocupação dos pacientes sobre a segurança de medicamentos e outras perguntas frequentes.

• Ser relevante para o público: embora o objetivo seja recrutar pacientes para o estudo, é importante estabelecer um papel na comunidade. Se a comunicação por meio de fóruns online é somente sobre o ensaio, aqueles que representam serão vistos como intrusos ou divulgadores. Pode-se construir credibilidade postando conteúdo relevante, estando atento ao teor dos diálogos sobre o tema, e ser consistente nas interações com o público.

De acordo com o CEO da Blue Chip Marketing Worldwide, Stanton Kawer, a mídia social tem o potencial de conectar centenas de milhares de participantes em ensaios clínicos imediatamente. Segundo ele, o relatório esclarece o que essas pessoas procuram quando consideram se envolver em ensaios clínicos.

O estudo também revela uma grande população com potencial para ser um paciente para ensaios clínicos. 81% dos entrevistados afirmaram que têm interesse em participar, mas dentre eles, apenas 16% já se envolveu em algum ensaio clínico.

A razão principal para isso pode ser uma falha no conhecimento sobre as oportunidades de participação. Apenas 10% dos questionados disseram ter conhecimento de sites de recrutamento de pacientes como o ClinicalTrials.gov, CenterWatch.com e CISCRP.org, o que sugere uma grande oportunidade para a conscientização dos pacientes.

Estratégias mais direcionadas de mídia social podem ajudar os especialistas em recrutamento a distribuir essa informação.

Melhorar a eficiência dos ensaios clínicos por meio de mídias sociais de comunicação pode ter enormes implicações para o setor de saúde. É estimado que 85% dos ensaios clínicos sofrem atraso no recrutamento de pacientes. De acordo com a Life Science Leader, um mês de atraso pode significar a perda de US$40 milhões em vendas de um medicamento recém-aprovado.

Adesão a planos de saúde cresce em 2011


Os dados do setor de saúde suplementar referentes ao primeiro trimestre de 2011 indicam a existência, em março, de 46,6 milhões de beneficiários em planos de assistência médica e 15,3 milhões em planos exclusivamente odontológicos. O crescimento de 2,01% no número de beneficiários de planos de assistência médica é o maior já verificado em um primeiro trimestre.

O aquecimento do mercado é confirmado ainda pelo número de registros de operadoras no período. Pela primeira vez em dez anos, o número de novos registros de operadoras (16 novas operadoras no trimestre) foi maior que o número de cancelamentos (seis operadoras canceladas). Ressalte-se que, no primeiro trimestre de 2010, foram registradas apenas quatro operadoras enquanto 41 foram canceladas.

Os dados de receita e despesa assistencial das operadoras indicam que as operadoras médico-hospitalares tiveram uma receita de R$ 72,7 bilhões, em 2010, 13,2% a mais que no ano anterior. A sinistralidade (razão entre a despesa assistencial e receita de contraprestações) teve ligeira redução, passando de 83,0% para 81,1%. Quanto às operadoras exclusivamente odontológicas, a receita de R$ 1,7 bilhão é 23,5% superior à de 2009. A sinistralidade destas operadoras apresentou comportamento semelhante, passando de 48,5% para 45,9%.