Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quinta-feira, 14 de julho de 2011

Remédios anti-HIV podem ser eficazes para prevenir Aids

Medicamentos podem ser usados para aumentar a proteção contra a doença e para tratar dos sintomas da síndrome depois da infecção

Remédios contra o HIV podem ser usados tanto para aumentar a proteção contra a Aids quanto para tratar dos sintomas da síndrome depois da infecção, indicam pesquisas.

Dois estudos realizados na África corroboram dados anteriores que mostram que drogas usadas para tratar o HIV podem reduzir o risco de infecção quando administradas diariamente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que os estudos, revelados em antecipação a uma conferência sobre Aids em Roma, podem ter "impacto enorme" em prevenir a transmissão do HIV.

"Este é um grande avanço científico que confirma o papel essencial que os remédios antirretrovirais devem desempenhar na resposta à Aids", disse Michel Sidibé, diretor-executivo do Programa Conjunto da ONU para o HIV/Aids (Unaids).

"Estes estudos podem nos ajudar a atingir o 'ponto de virada' na epidemia da Aids."

Esperanças futuras

Um teste realizado pela Universidade de Washington (EUA) seguiu quase 5 mil casais no Quênia e em Uganda, nos quais uma pessoa tinha o HIV e a outra, não.

A pessoa livre do vírus tomou diariamente um remédio para HIV (tenofovir), uma combinação de duas drogas contra o vírus (tenofovir e emtricitabina) ou um placebo.

Houve 62% menos infecções pelo HIV no grupo que tomou apenas um remédio, e 73% menos infecções no grupo que tomou a combinação, em comparação com quem tomou o medicamento falso.

O outro teste, feito pelos Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos, seguiu 1,2 mil homens e mulheres heterossexuais sem o HIV no Botsuana. Eles receberam diariamente, em uma única dose, ou uma combinação de comprimidos, ou um placebo.

No geral, os medicamentos anti-HIV reduziram em 63% o risco de contrair o vírus. Um teste anterior descobriu que a combinação de duas drogas contra o HIV reduzia o risco de infecção em homens gays e bissexuais em 44%.

Pesquisa divulgada em maio e realizada pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA com 17 mil casais de diversos continentes também apontou uma alta redução nas contaminações após o uso de antirretrovirais.

No entanto, um estudo semelhante realizado com mulheres sob risco de infecção pelo HIV no Quênia, na Tanzânia e na África do Sul trouxe resultados decepcionantes.

Novas ferramentas

A instituição de caridade britânica contra o HIV Terrence Higgins Trust descreveu as recentes descobertas como "genuinamente estimulantes".

"Um medicamento (para a Aids a ser tomado) antes da exposição (ao vírus) não estará disponível da noite para o dia, mas nós estamos explorando se essa é uma possibilidade que pode reduzir daqui em diante a transmissão do HIV", disse à BBC a diretora da instituição, Lisa Power.

Ela afirmou, no entanto, que as descobertas ainda precisam ser devidamente testadas. "Se você atualmente está tentando evitar o HIV, não desista das camisinhas ainda."

A OMS e a Unaids recomendam que, na hora de optar por uma forma de prevenção à Aids, as pessoas tomem decisões com base em técnicas já comprovadas.

As entidades afirmam que nenhum método protege 100% contra o HIV, e que drogas antirretrovirais para prevenção precisam ser combinadas com outros métodos preventivos, tais como preservativos.

"Novas ferramentas eficazes para a prevenção contra o HIV são urgentemente necessárias, e esses estudos podem ter enorme impacto em prevenir a transmissão nas relações heterossexuais", disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

"A OMS vai trabalhar com os países para usar essas novas descobertas e proteger mais homens e mulheres da infecção pelo HIV", afirmou.

Mais detalhes sobre as pesquisas serão apresentadas na reunião em Roma, que ocorre entre 17 e 20 de julho.

Fonte IG

Finasterida causa impotência?

Especialistas esclarecem as principais dúvidas sobre medicamento contra calvície

Foi o barbeiro do gaúcho José Peixoto de Souza Coelho que chamou a atenção do professor para a intensa queda de cabelos. Na época, ele tinha 25 anos. Ansioso para não perder os fios, resolveu seguir o conselho do profissional: usar um óleo feito à base de alho. O efeito ficou longe do esperado: “Não serviu de nada e ainda deixava um cheiro forte no cabelo. Os amigos tiraram sarro”, relata.

Depois da experiência desastrada, José resolveu consultar um dermatologista e desde então faz uso da finasterida. Há cinco anos tomando a medicação, ele afirma que a queda diminuiu, mas o volume de cabelos não sofreu alteração substancial.

O resultado é o mesmo alcançado pela maioria dos homens. “O mais comum é que o paciente tenha uma estabilização, ou seja, ele para de perder fios, mas não está ganhando mais cabelo”, esclarece Ademir Junior, tricologista (médico especializado nas doenças do couro cabeludo).

Mas o medicamento mais indicado para o tratamento da calvície pode trazer efeitos colaterais ainda mais temidos do que a careca: a redução da libido, do volume ejaculatório e, em alguns casos, disfunção erétil (uma das grandes inimigas do homem).

“Tenho amigos que tomam e outros que pararam o tratamento por falta de disciplina, mas todos têm o mesmo medo”, afirma José Peixoto de Souza Coelho.

No entanto, apenas 2% dos homens apresentam algum desses problemas. “Como a finasterida bloqueia determinados hormônios, pode trazer certa dificuldade, mas é bem pouco comum”, explica Andre Guilherme Cavalcanti, urologista e diretor do Centro Integrado de Saúde do Homem, no Rio de Janeiro. Quando utilizada contra a queda de cabelo, a dosagem costuma ser pequena (1mg), tornando ainda mais improvável o aparecimento de efeitos adversos.

Segundo o médico, antes do início do tratamento, é aconselhável realizar exames como espermograma e função hepática, para garantir que tudo esteja bem. O urologista ressalta que, havendo qualquer problema, basta interromper o tratamento.

“Os sintomas desaparecem e logo a ereção ou a libido são recuperadas”, diz.

O medicamento

O uso dessa substância contra a calvície está liberado no País desde 1997 e são três as três possibilidades de sucesso com o tratamento.

“Se esse homem ia ficar calvo em cinco anos, mas levou 10, consideramos um bom resultado. Se há estabilização, também. E existem casos, mais raros, em que há ganho de cabelo”, elucida o tricologista.

Para garantir um resultado melhor, os médicos associam remédios de uso local como o minoxidil. Segundo os especialistas, o uso pode ser constante e não há limitador de tempo.

“Tenho pacientes que já tomam há mais de 10 anos”, diz Ademir Junior. Há, apenas, a indicação de exames de função hepática periódicos e, em homens com mais de 60 anos, de toque retal.

Vale frisar que a consulta médica é essencial e somente um profissional poderá indicar ou não se esse é o tratamento mais adequado para esse caso, até porque nem toda queda de cabelo é calvície.

Um alerta

O urologista Andre Guilherme Cavalcanti aconselha pacientes que apresentem alguma disfunção erétil durante o tratamento a procurarem um médico. “Como esse efeito colateral é incomum, é importante investigar se não há outras causas para aquele problema. Às vezes, o remédio só potencializou uma dificuldade já existente.”

É preciso ficar atento: uma pesquisa francesa divulgada no último dia 15 relacionou a calvície precoce a um maior risco de câncer de próstata.

Fonte IG

HPV


O que é
A sorologia para HPV é um exame de sangue que detecta a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). Transmitido por via sexual, ele é o mais importante fator de risco para o desenvolvimento do câncer de colo do útero.

Para que serve
O teste é usado para detectar o vírus HPV, auxiliar as decisões de tratamento e de prognóstico de pacientes infectadas e para o acompanhamento de infecções persistentes causadas por este vírus.

Como é feito
É coletada uma amostra de sangue da veia do braço.

Preparo
A paciente deve fazer abstinência sexual de três dias, evitar o uso de cremes ou óvulos vaginais na semana que antecede a coleta, que não deve ser feita no período menstrual.

Valores de referência
Negativo

Fonte IG

O prazo de espera da vasectomia


Após a cirurgia é preciso aguardar 10 relações para saber se o homem já não pode ter mais filhos

Vasectomia é a cirurgia realizada em homens para impedir que eles tenham mais filhos. Este tipo de esterilização faz parte do programa de planejamento familiar masculino, mas os médicos advertem: é preciso ter 10 relações sexuais após a operação para então sua eficácia ser garantida.

Neste período, os casais devem continuar usando outros métodos contraceptivos, como pílula anticoncepcional e camisinha, para não serem surpreendidos por uma gravidez indesejada.

“Depois deste prazo de espera, é preciso fazer um exame chamado espermograma que vai atestar se o homem está, realmente, estéril ou não. Antes disso, não há como ter certeza”, afirma Modesto Jacobino, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Jacobino ressalta que não há um limite de tempo para estas dez relações sexuais. “Pode ser uma semana ou seis meses. Isso depende da frequência sexual de cada paciente, mas as 10 ejaculações são necessárias.”

Dá para reverter?
O procedimento cirúrgico é feito com anestesia local e em ambulatório. Para ser submetido à vasectomia, o paciente precisa ter mais de 25 anos, assinar um termo de consentimento e alguns serviços exigem ainda a presença da companheira neste processo.

No Brasil, segundo os últimos dados do Ministério da Saúde, o número de vasectomias cresceu 78,7% entre 2003 e 2009, passando de 19.103 procedimentos para 34.144.

Apesar da popularização deste método, não é raro os homens procurarem os consultórios para tentar reverter a vasectomia, seja porque decidiram ter mais filhos em outro casamento ou por desejarem aumentar a família com a primeira mulher. Sobre este assunto, o presidente da SBU diz que existem métodos cirúrgicos para anular a esterilização masculina, mas os custos não são cobertos nem por planos de saúde nem pelos hospitais públicos.

“A decisão de fazer a vasectomia precisa ser muito bem pensada pois é considerada definitiva. Reverter a esterilização é muito mais oneroso e difícil”, diz Modesto Jacobino. “Sem contar que as chances de sucesso não são garantidas. Se o homem é vasectomizado há mais de 10 anos, por exemplo, os índices de reversão da cirurgia são muito pequenos.”

Causa impotência?
Outra dúvida que cerca a cirurgia de vasectomia – e muitas vezes afasta os homens dos ambulatórios – é que há um mito de que a operação pode resultar em impotência. Jacobino é categórico e diz que não há o menor risco de disfunção erétil pós vasectomia. “A ejaculação também continua normalmente”, complementa.

Os homens interessados em fazer vasectomia devem procurar o posto de saúde mais próximo da sua casa – ou o médico de confiança – para esclarecer mais sobre os impactos da cirurgia. É bom lembrar que a esterilização só evita a gestação e não protege contra doenças sexualmente transmissíveis, como aids, HPV e sífilis.

Fonte IG

Como lidar com o assédio moral na empresa



Assédio moral é um problema real e, cada vez mais, as empresas estão mais preparadas para atender profissionais que estão sofrendo de assédio moral.

O momento mais trágico é quando o profissional começa a se sentir incompetente e inseguro. Duvidar da sua capacidade profissional certamente é um grande sintoma de assédio moral.

Fonte IG