Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Planos de saúde vão ter de divulgar qualificação de prestadores

As operadoras de planos de saúde serão obrigadas a divulgar aos clientes os dados de qualificação dos médicos, hospitais e laboratórios que integram sua rede credenciada. As empresas terão um ano para se adequar à resolução normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), publicada hoje (25) no Diário Oficial da União.

De acordo com a resolução, as operadoras deverão indicar quais médicos têm título de especialista ou pós-graduação, assim como os hospitais e laboratórios com certificado de qualidade.

A ANS vai criar o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Prestadores de Serviços na Saúde (Qualiss) para checar os indicadores de hospitais e laboratórios da rede própria das operadoras, como taxas de infecção hospitalar e de mortalidade.

Com a nova norma, a ANS quer que o consumidor disponha de mais um mecanismo na hora de escolher um plano de saúde. “Fica mais claro [qual] a rede prestadora que buscou qualificação. É um incentivo para os profissionais que se qualificaram. Dá ao consumidor mais poder de escolha”, disse o diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Bruno Sobral.

Segundo o diretor, será criado um comitê, com participação de representantes das operadoras e médicos, para detalhar as formas de divulgação desses dados na internet e nos livros com a lista dos prestadores.

As operadoras estão proibidas de usar, exclusivamente, os indicadores de qualificação para descredenciar um prestador, conforme a resolução. Quem descumprir as normas está sujeito à advertência ou à multa no valor de R$ 35 mil.

Fonte Agência Brasil

Em três anos, SUS gastou R$ 140,5 milhões com vítimas de acidentes de trânsito em São Paulo

Nos últimos três anos, o número de vítimas de acidentes de trânsito em estado grave internadas em hospitais públicos no estado de São Paulo cresceu 28,8%. O valor gasto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamento dessas pessoas chegou a R$ 140,5 milhões no período. Os dados são de um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, divulgado ontem (25).

Segundo a secretaria, somente no ano passado foram gastos R$ 56,7 milhões, quantia suficiente para construir uma unidade hospitalar com 200 leitos. Para 2011, o balanço parcial do primeiro semestre aponta tendência de continuidade na aumento de internações este ano. De janeiro a junho ocorreram 21,3 mil, com gasto de R$ 30,1 milhões.

Entre as vítimas, os motociclistas são os mais atingidos. De 2008 a 2010, 47,2 mil vítimas graves de acidentes com motos foram internadas nas unidades públicas, com um custo para o SUS de R$ 59,6 milhões. Em seguida, aparecem os pedestres, com 27,8 mil internações; os ocupantes de automóveis, com 10,9 mil; e ciclistas, com 9,6 mil. Ocupantes de caminhonetes, vans, ônibus, caminhões e veículos de tração animal somam 11,5 mil internações em todo o estado.

"Vivemos uma verdadeira epidemia de acidentes e vítimas graves, algumas têm sua vida ceifada precocemente e outras ficam com sérias sequelas, como amputações e lesões medulares", disse o secretário estadual da Saúde, Giovanni Guido Cerri.

Fonte Agência Brasil

Pesquisadores da UFRJ mostram em evento método que contribui para avanço no diagnóstico de leucemias

Cientistas do Consórcio Euroflow, que reúne 12 universidades europeias e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) na busca de aperfeiçoar o diagnóstico de leucemia, se reúnem pela primeira vez no Brasil para avaliar os avanços na área. Eles participam do 1º Workshop de Citometria de Fluxo Euroflow, na Cidade Universitária da UFRJ.

Técnica usada para o diagnóstico de leucemias, a citometria de fluxo consiste em um aparelho que consegue fazer medidas individuais de milhares de células, numa contagem precisa, essencial à eficiência do tratamento da doença.

No encontro, a UFRJ, única universidade de fora da Europa que participa do consórcio, é representada pelo professor Carlos Eduardo Pedreira, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), e pela professora Elaine da Costa Sobral, do Instituto de Pediatria e Puericultura Martagão Gesteira.

No consórcio, a equipe brasileira contribuiu para o desenvolvimento de uma ferramenta que tornou mais preciso o diagnóstico das leucemias. Diante do desafio de ter medidas individuais de mais de 60 mil células, compondo um banco de dados de grande complexidade e tamanho, os pesquisadores brasileiros elaboraram uma série de métodos matemáticos que compõem o software desenvolvido pelo consórcio. Trata-se do Infinicyt, software adotado hoje com sucesso em mais de 20 países, incluindo o Brasil.

O Infiniticyt permite que sejam feitos diagnósticos precisos em leucemias. “Esse software está baseado nos trabalhos que nós publicamos. A engenharia tem uma contribuição fundamental da equipe brasileira”, destacou Pedreira. “Eu acho que não estaria faltando com a modéstia se dissesse que esse grupo está revolucionando a maneira de tratar os dados de citometria no mundo”.

O pesquisador destacou que, atualmente, as leucemias são doenças curáveis. “Por exemplo, as leucemias em crianças chegam a ter 80% de cura. Mas, para ter esses índices muito altos de cura, é preciso um diagnóstico muito preciso e precoce do tipo de leucemia”. O Consórcio Euroflow vem trabalhando há cerca de cinco anos na busca do aperfeiçoamento do diagnóstico da doença.

Os maiores pesquisadores do mundo nessa área estarão no evento, que prossegue até o próximo sábado (27). Entre eles, estão Alberto Orfao, pesquisador do Centro de Investigação do Câncer, da Universidade de Salamanca, na Espanha; Jacques van Dongen, da Erasmus University de Roterdã, na Holanda; Tomazs Szczepanski, da Medical University of Silesia, na Polônia; e Esther Mejstrikova, da Charles University, na República Tcheca.

Mais de 200 pessoas de laboratórios privados e universidades de todas as partes do Brasil e da América do Sul se inscreveram para participar do workshop.

Fonte Agência Brasil

Confea apoia Plano Nacional de Saneamento Básico, que ainda não saiu no papel

O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) prometeu, na sessão plenária ocorrida ontem (25), apoiar o novo Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab). O plano foi apresentado aos membros do conselho pelo presidente da Fundação Nacional de Sáude (Funasa), Gilson de Carvalho Queiroz Filho. "A força produtiva do conselho é de fundamental importância para que o plano saia do papel e seja colocado em prática em nossas cidades", disse Queiroz Filho.

O presidente da Funasa mostrou números referentes ao atual modelo de saneamento básico, que ainda exclui muitas famílias. "A falta de saneamento está diretamente ligada à baixa renda, ou seja, onde falta recurso, falta saneamento, e não podemos mais aceitar isso", disse Queiroz Filho. Segundo ele, 93,5% da população urbana já têm acesso à água tratada e esgotamento sanitário, enquanto apenas 32,8% da população rural são atendidos por esses serviços.

"Temos como princípios a universalização e a igualdade do serviço oferecido. Não podemos permitir que quem não pode pagar pelo serviço de saneamento básico continue sem. Mesmo sem dinheiro, o cidadão de baixa renda tem esse direito", ressaltou.

Para atender a todas as necessidades do Plansab serão investidos R$ 420 bilhões. O plano prevê a integração de todo o sistema de saneamento nas áreas rurais e urbanas e modernização dos processos de gestão do setor. "Grande parte dos problemas nos pequenos municípios está na falta de gestão qualificada".

O Plansab também prevê investimentos em vilas de agricultores familiares, assentamentos da reforma agrária, terras de quilombo e comunidades tradicionais. Para Queiroz Filho, investir em saneamento sai mais em conta do que gastar dinheiro em redes de atendimento à saúde. "No Brasil, para cada real investido em saneamento básico, economizamos quatro em saúde pública."

O Plano Nacional de Saneamento Básico ainda vai ser submetido a consulta pública, antes de ser lançado pelo governo.

Fonte Agência Brasil

O bom do amendoim

Rico em nutrientes, o alimento pode ajudar a reduzir o colesterol e até ser um saboroso aliado no emagrecimento

Uma recente pesquisa realizada pelo IBOPE, para a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB), revelou que 66% da população costuma consumir amendoim. Porém, 63% disseram desconhecer os valores nutritivos e a variedade de benefícios que o produto traz para a saúde.

O levantamento mostrou ainda que muitos consumidores tem conceitos equivocados a respeito do alimento, considerando-o engordativo (17%), com colesterol e gordura ruim (12%) e causador de problemas no fígado (4%).

Um trabalho elaborado pela nutricionista e fitoterapeuta brasileira Vanderli Marchiori, no entanto, mosrta o lado bom do amendoim.

“Sua composição é rica em ácidos graxos insaturados – benéficos à saúde –, e fonte de proteína vegetal, fibra dietética, minerais, vitaminas e antioxidantes, que podem proteger as células e ajudar no combate a doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Por isso, o amendoim é um grande aliado da nutrição humana”, diz a especialista.

Entre todas as oleaginosas, o amendoim é a que fornece mais proteína. Por conter muitas gorduras monoinsaturadas, também reduz o colesterol e previne a formação de coágulos nas artérias, evitando doenças cardíacas. “Devido ao baixo índice glicêmico, pode ajudar a prevenir o diabetes do adulto e, por ser rico em vitamina E, combate as rugas e deixa os cabelos brilhantes”, completa Vanderli.

Considerado um alimento funcional, o amendoim pode até atuar como inibidor de apetite.

“Foi comprovado cientificamente que após a ingestão de uma pequena porção os níveis de saciedade elevam-se e se mantêm por mais de duas horas. Ou seja, mais do que o dobro de saciedade quando comparado aos lanches hipocalóricos normalmente recomendados em planos alimentares para redução de peso. Portanto, desde que consumido com moderação, o snack pode ser um saboroso aliado na manutenção do peso”, diz a nutricionista Lizandri Rangan, do Hospital Leforte, de São Paulo.

E se você gosta, pode consumi-lo diariamente. Mas cuidado com o tamanho da porção: 100 gramas contêm 596 calorias. Por isso, as especialistas recomendam apenas 30 gramas (ou cerca de 32 unidades) de amendoim torrado, na hora dos lanches intermediários.

Atenção, antes de consumir:
- Hipertensos devem restringir o consumo de amendoim com sal
- Diabéticos precisam ter atenção com derivados doces, como pé-de-moleque
- Quem tem alergia ao alimento precisa prestar atenção nas embalagens de produtos, para verificar se há derivados de amendoim em sua composição
- O amendoim deve ser armazenado em local protegido de luz, pois é rico em gordura e pode ficar rançoso com o calor
- Mantenha-o também em lugar seco. Repare se a embalagem está intacta, pois o contato com a umidade pode facilitar a proliferação de fungos nocivos à saúde.

Fonte IG