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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Genética ajuda a desenvolver tratamento individual para câncer

Médicos anunciaram a aplicação de um teste genético de amplo espectro que rastreia mutações em células cancerosas para ajudar a adequar o tratamento de pacientes com tumores malignos no pulmão.

Usado em pacientes com câncer de pulmão do tipo não pequenas células (NSCLC), a técnica fez tanto sucesso que a equipe agora a adota para tratar tumores malignos colorretais, de mama e cérebro, além de avaliar sua aplicação na leucemia, afirmaram os especialistas no artigo, publicado na edição desta quarta-feira dos Anais de Oncologia, periódico científico europeu especializado em câncer.

A meta é identificar mutações genéticas específicas que fazem com que as células se dividam e multipliquem de forma descontrolada.

O próximo passo é atacar estas mutações com "drogas inteligentes" que bloqueiam a enzima que possibilita a proliferação das células.

Medicamentos sob medida são considerados armas de precisão, pois rastreiam o tipo de célula maligna, ao contrário da quimioterapia, que atua mais como uma arma de caça.

"Escolher o tratamento correto pode elevar as taxas de resposta [aos medicamentos] em pacientes com NSCLC de 20% a 30%, em média, para 60% a 75% e melhorar a sobrevivência", afirmou Lecia Sequist, da Escola Médica de Harvard e do Hospital Geral de Massachusetts, que dirigiram a pesquisa.

O teste, denominado SNaPshot, busca 50 áreas de mutação em 14 genes, conhecidos por desempenhar um papel em cânceres NSCLC.

A técnica, denominada reação em cadeia da polimerase (PCR, na sigla em inglês), leva em média menos de três semanas para obter resultado, ao fazer o rápido rastreamento de métodos tradicionais para amplificar e analisar amostras genéticas.

Os pesquisadores analisaram tecido retirado de 589 pacientes em um teste de 14 meses e encontraram uma ou mais mutações em pouco mais da metade das amostras.

Dos 589 pacientes, houve 353 com câncer em estágio avançado. E em 170 destes, os médicos conseguiram identificar um ou mais genes problemáticos.

Esta descoberta abriu o caminho para que 78 pacientes recebessem tratamentos direcionados.

Segundo Sequest, esta foi a primeira vez que uma rede ampla de genes defeituosos foi levantada para criar um genótipo ou perfil genético, para uso no tratamento do câncer.

"Nosso estudo é excitante porque demonstra que de fato é possível integrar, hoje, testes de biomarcadores genéticos múltiplos à atribulada prática clínica e levar aos pacientes terapias personalizadas", afirmou, em comunicado.

A genotipia é uma ferramenta de rápido desenvolvimento na medicina preventiva, ajudando os médicos a identificar, por exemplo, as mulheres com risco de desenvolver câncer de mama.

Fonte Folhaonline

Cérebros de crianças autistas têm mais neurônios

As crianças autistas têm mais neurônios e apresentam um cérebro mais pesado que as demais, revela um estudo publicado na terça-feira (8) no JAMA ("Journal of the American Medical Association").

O estudo, baseado em análises de cérebros de crianças autistas falecidas, sugere que a anomalia na zona pré-frontal do cérebro pode ter origem no útero, destacam seus autores.

Os cientistas examinaram os cérebros de sete crianças autistas, com entre 2 e 16 anos, a maioria morta por afogamento.

Ao comparar os cérebros dos autistas com os de outras crianças, a maioria morta em acidentes de trânsito, os pesquisadores encontraram 67% mais neurônios no córtex pré-frontal e 17,7% mais peso, em média, no primeiro grupo.

"Já que os neurônios corticais não são gerados após o nascimento, este aumento patológico no número de neurônios em crianças autistas indica causas pré-natais", destaca o estudo.

O córtex pré-frontal é responsável pela linguagem, comunicação e comportamentos como o ânimo, a atenção e as habilidades sociais. Habitualmente, as crianças autistas têm problemas nestas áreas.

"Os fatores que normalmente organizam o cérebro parecem estar desconectados", destacam Janet Lainhart, da Universidade de Utah, e Nicholas Lange, da faculdade de Medicina e Saúde Pública de Harvard

"Devido ao fato de que os neurônios em todas as zonas do cérebro, exceto no bulbo olfativo e no hipocampo, são gerados antes do nascimento, estas descobertas se somam à crescente evidência biológica de que a neuropatologia do desenvolvimento do autismo começa antes do nascimento, possivelmente em todos os casos".

Estudos prévios sugeriam que os sinais clínicos do autismo tendem a convergir com um período de crescimento anormal da cabeça e do cérebro que começa a ser evidente entre os nove e os 18 meses.

O autismo inclui um amplo espectro de diferentes desenvolvimentos, desde a dificuldade para as relações sociais até a incapacidade de comunicação, passando pela execução de movimentos repetitivos, extrema sensibilidade a certas luzes e sons e problemas de comportamento.

Fonte Folhaonline

Britânico diz que derrame fez com que ele virasse gay

Chris Birch abandonou a noiva e assumiu a homossexualidade depois de, afirma, ter sofrido um derrame
Chris Birch abandonou a noiva e assumiu a homossexualidade depois de, afirma, ter sofrido um derrame

Um britânico que jogava rúgbi e estava noivo diz que um derrame mudou sua sexualidade.

Chris Birch, 26, tentava dar um salto mortal de costas em frente a amigos em um campo. Quando caiu, quebrou o pescoço e sofreu um derrame. "Eu era gay quando acordei e ainda sou", disse ele à mídia britânica.

"Sei que parece estranho, mas quando ganhei consciência, eu imediatamente me senti diferente. Eu não estava mais interessado em mulheres. Eu era definitivamente gay. Eu nunca tinha sentido atração por homens antes. Eu nunca tive nem amigos gays."

CABELEIREIRO
Antes do acidente, Birch diz que passava os fins de semana assistindo a programas de esportes na TV e bebendo com amigos.

"De repente, eu passei a odiar tudo na minha vida antiga. Não me dava bem com meus amigos, odiava esporte e achava meu emprego [em um banco] chato", conta ele.

"Eu comecei a me preocupar mais com minha aparência, pintei o cabelo e comecei a malhar. Mudei de um skinhead de 120 kg a um homem bem cuidado de 70."

Além de terminar o noivado e parar de jogar rúgbi, ele mudou de profissão: passou a ser cabeleireiro.

Hoje, vive com o namorado em um apartamento em cima do salão onde trabalha.

CÉREBRO
Birch diz que seu neurologista explicou que o derrame pode ter aberto uma parte diferente de seu cérebro, explicação que é considerada aceitável pela Associação Britânica de AVC (Acidente Vascular cerebral).

"Durante a recuperação, o cérebro faz conexões neurais que podem despertar coisas das quais as pessoas não tinham consciência, como um novo sotaque, língua ou talvez uma sexualidade diferente", disse o porta-voz Joe Korner.

Apesar das mudanças em sua vida, Birch diz que não se arrepende da transformação.

"Acho que sou mais feliz do que nunca", comentou.

Fonte Folhaonline

Caminhada com bastões promete mais gasto calórico

O preparador finlandês Risto Kasuriwen (esq.)dá o primeiro workshop de 'nordic walking' em São Paulo
O preparador finlandês Risto Kasuriwen (esq.)dá o primeiro
 workshop de 'nordic walking' em São Paulo
Quando foi morar na Áustria, a desenhista industrial Gisele Moura da Silva já conhecia esportes de inverno. Mas estranhou ver, nas ruas, pessoas apoiadas em bastões semelhantes aos usados no esqui, até mesmo no verão.

É o "nordic walking", ou caminhada nórdica, modalidade a qual ela aderiu, e que chega agora ao Brasil.

Criada na Finlândia para treino de esquiadores fora de temporada, a atividade trabalha resistência, força do tronco e dos braços e traz os benefícios da caminhada.

"Aqui na Europa é mania", diz Gisele. "Tonifica o corpo, melhora a respiração e reduz o impacto do pé no chão."

Ela, que volta a morar em Brasília em 2012, pretende retomar a caminhada nórdica em solo brasileiro. "Dá para pegar bastões telescópicos, acoplar na mochila e usar na volta a pé do trabalho."

Aqui em São Paulo, Cida Conti, personal e diretora da Escola Fitness, organiza workshops de capacitação na modalidade. Ela explica que os bastões não servem como apoio, mas como impulso. "São empurrados em diagonal para trás; à medida que impulsionam o corpo, aumentam a amplitude da passada, envolvendo a musculatura de tronco e membros superiores, o que não ocorre na caminhada normal."

MENOS IMPACTO
Os bastões ajudam a absorver o impacto do peso do corpo, reduzindo o estresse nas articulações, segundo Conti. "Atende desde os que buscam treinamento puxado até praticantes casuais ou com restrição, como idosos ou quem está com sobrepeso."

De fato, a atividade tem baixo impacto e pode ser indicada para esses grupos, reforça o ortopedista Marcello Serrão, especialista em medicina do esporte.

Testes comparativos entre caminhada nórdica e convencional mostraram que a primeira gera 20% a mais de gasto calórico, podendo chegar a 46% com prática contínua.

O estudo, feito com 11 homens e 11 mulheres, foi publicado pelo Cooper Institute (EUA), que é uma referência em pesquisas nessa área.

O ideal é iniciar o treino com acompanhamento.

No Brasil, já existe página no Facebook, onde é possível compartilhar experiências com praticantes e especialistas e obter informações.

SERVIÇO
ONDE - Escola Fitness
CONTATO - (11) 3081-1676; www.escolafitness.com.br; www.facebook.com/nordicwalkingbrasil

Fonte Folhaonline

Dieta sem alimento ácido reduz sintoma de refluxo

O ácido estomacal sempre foi tido como culpado pelo refluxo gástrico. Agora, os especialistas estão começando a achar que o problema não acontece só por causa do ácido que está voltando do estômago, mas também da comida que está descendo.

A ideia tem feito barulho por causa de livros como "Crazy Sexy Diet" (A dieta louca e sexy, do médico Dean Ornish, sem edição no Brasil) e o "The Acid-Alkaline Food Guide" (O guia de alimentos ácidos e alcalinos, da médica Susan Brown, também sem tradução). As obras defendem que é possível melhorar a saúde equilibrando a acidez da dieta.

Neste ano, um estudo pequeno mostrou que restringir o ácido alivia os sintomas do refluxo, como tosse e rouquidão, em pacientes que não melhoram com remédios. A pesquisa foi publicada na revista "Annals of Otology, Rhinology & Laringology".

No estudo, 12 homens e oito mulheres com refluxo, que não melhoravam com remédios, fizeram uma dieta com baixa acidez por duas semanas. Foram eliminados todos os alimentos e as bebidas com pH menor que 5.

Quanto mais baixo o pH, maior é a acidez. Refrigerantes diet, por exemplo, têm pH de 2,9 a 3,7. Segundo o estudo, 19 dos 20 pacientes melhoraram, e três se livraram totalmente dos sintomas.

A autora, a médica Jamie Koufman, defende a dieta em seu novo livro: "Dropping Acid: The Reflux Diet Cookbook & Cure" (Pingando ácido: o livro de receitas e a cura da dieta do refluxo).

Editoria de Arte/Folhapress


COMIDA ALCALINA
Os remédios contra refluxo neutralizam ou reduzem a produção de ácido no estômago. Mas, para alguns pacientes, diz Koufman, a vilã é a pepsina, enzima digestiva do estômago que pode existir no esôfago. Nesse caso, não adianta só fazer o ácido estomacal parar de invadir o esôfago.

"Quando há pepsina no tecido, o ácido que vem dos alimentos pode causar danos."

A proposta da médica é comer menos alimentos ácidos e mais comida alcalina.

A escala de pH vai de zero a 14. A água destilada fica no 7, pH considerado neutro. Um alimento com pH 4 é dez vezes mais ácido do que um com pH 5.

Para aliviar os sintomas do refluxo, Koufman sugere uma dieta rígida de duas semanas sem nenhum alimento com pH abaixo de 5: nada de frutas a não ser melão e banana nem tomates ou cebolas. Ficam liberados outros vegetais, cereais integrais, peixe ou frango.

Comida industrializada, por exemplo, é ácida porque isso ajuda a preservá-la. Seu maior consumo tem levado a mais casos de câncer de esôfago por refluxo crônico.

Outros alimentos precisam ser eliminados por outros motivos além da acidez. Mesmo sem pH baixo, carnes gordurosas, laticínios, café, chocolate, frituras e álcool pioram os sintomas.

"Esse é um processo de tentativa e erro. Grãos são bons, assim como quase todos os vegetais. É bom evitar bebidas em lata ou engarrafadas, exceto água. E é melhor fechar a cozinha às 20h", afirma Koufman.

Fonte Folhaonline