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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Médicos de família estão entre os especialistas mais jovens do Brasil, revela estudo

Média de idade é de 37,55 anos. Levantamento mostrou ainda que a média de idade dos médicos por especialidade revela preferências pessoais e profissionais, mudanças no perfil de necessidades da saúde e tendênciasdo mercado

Segundo estudo da demografia médica no Brasil, apresentado no dia 1º de dezembro pelo CFM, os médicos de família e comunidade estão entre os mais jovens especialistas do Brasil. A medicina de família, que completou 30 anos em 5 de dezembro, tem média de idade de 37,55 anos. O levantamento mostrou ainda que a média de idade dos médicos por especialidade revela preferências pessoais e profissionais, mudanças no perfil de necessidades da saúde e tendênciasdo mercado.

Inclusive, neste ano em que completa três décadas, a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), realizou um levantamento e a residência médica em MFC foi a que teve maior crescimento no País. No período que compreende entre 2004 a 2010 a MFC cresceu 200% em vagas para R1 (passou de 220 para 660), enquanto a ginecologia e obstetrícia aumentou 69%, a clínica médica 55% e a pediatria 13%.

De acordo com a entidade, o médico da família é o especialista responsável por cuidar da saúde da população com base no princípio biopsicossocial, ou seja, na análise física, psicológica e do contexto social em que está inserido o paciente, podendo a partir daí não só diagnosticar e tratar, mas, principalmente, prevenir doenças como asma, diabetes, hepatites e depressão, entre outras.

Além disso, é aquele que não quer saber apenas qual doença a pessoa apresenta, mas sim, quem tem determinada doença, e como vivência o problema. Por isso, levam em consideração características como idade, sexo , ambiente familiar e social, pontos que interferem na causa das doenças e no diagnóstico adequado. É o especialista em pessoas, por meio de um cuidado contínuo e integral da saúde.

Apesar de pouco conhecido tanto entre a comunidade quanto no meio médico, está presente em quase todo o Brasil, atuando tanto na saúde privada, nos consultórios particulares, quanto na esfera pública, em postos de Saúde e na Atenção Primária à Saúde (APS), por meio do programa Estratégia Saúde da Família do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde (ESF/DAB/MS).

Hoje, a medicina de família está presente em quase todo o Brasil. Atualmente cerca de 100 milhões de brasileiros são assistidos pela Estratégia Saúde da Família (ESF), sendo 32.000 equipes atuando em 99% dos municípios brasileiros. Entretanto, há apenas 1.500 médicos especializados em Medicina de Família e Comunidade na ESF.

Fonte SaudeWeb

Cresce acesso à medicina nuclear entre os brasileiros

Aumento no número de usuários com plano de saúde eleva, por exemplo, em 23% os serviços de diagnóstico por imagem na UDDO nos últimos dois anos

Os brasileiros estão tendo mais acesso aos recursos da medicina nuclear, utilizados no exame e tratamento de câncer. A UDDO, rede de clínicas de diagnóstico especializada do segmento, registrou, nos últimos dois anos, um crescimento de cerca de 23% no número de exames com avançadas técnicas de diagnóstico por imagem para detecção de gânglios atingidos pelas células cancerosas (linfonodo sentinela) e de tumores mais ocultos (Roll). O número desses exames passou de 857 por ano em 2009 para 1057 até novembro deste ano. O volume de atendimento de janeiro a novembro de 2011 é 3,5% superior, em comparação ao mesmo período de 2010.

Segundo a avaliação da UDDO, o crescimento se deve à difusão cada vez maior das técnicas da medicina nuclear entre a classe médica e, principalmente, maior acesso da população aos planos de saúde privado nos últimos anos com o aquecimento da economia do país. Os últimos levantamentos da Agência Nacional de Saúde (ANS) revelam que no período de 2009 e 2010 o número de brasileiros com acesso aos planos de saúde passaram de 41,88 milhões para 45,58 milhões, um aumento de 8%. Hoje, cerca de 24% da população contam com serviço de convênio médico privado.

Tanto a pesquisa de linfonodo sentinela como exame de Roll (sigla em inglês para localização radioguiada de lesões ocultos) são feitos a partir de injeções de pequena dose de substância radioativa, conhecida como radiofármacos, que servem como contraste. Considerados as mais avançadas ferramentas para diagnóstico e tratamento de tumores, linfonodo sentinela e Roll permitem localizar com maior precisão o gânglio ou a área afetada pelo tumor, evitando mutilações e extrações de todo o linfonodo.

Fonte SaudeWeb

SUS incorpora novos medicamentos para tratamento de infarto

Com investimento anual de R$ 34,9 milhões do Ministério, pacientes terão acesso a tratamento mais ágil. Entre as novidades está a inclusão dos medicamentos tenecteplase e alteplase

Pacientes que sofrem de infarto agudo do miocárdio terão novas opções de tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com a incorporação de mais quatro medicamentos para diagnóstico, cuidado e prevenção. A medida terá investimento anual do Ministério da Saúde de R$ 34,9 milhões.

Entre as novidades está a inclusão dos medicamentos tenecteplase e alteplase. Usados na terapia trombolítica, que consiste no uso de remédios para dissolução do coágulo que surge na artéria e provoca o infarto, os dois ajudarão a reduzir as complicações e a mortalidade prematura na rede pública. Estes dois medicamentos poderão ser usados pelas equipes médicas do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) e nos hospitais do SUS.

Além dos trombolíticos, pacientes do SUS passarão a receber também o clopidogrel, que previne a formação de coágulos e diminui o risco de novos infartos. O diagnóstico também está sendo aperfeiçoado, com a inclusão da troponina, teste para diagnóstico rápido do infarto.

A entrada dos tratamentos no rol de procedimentos do SUS foi assegurada por portaria assinada nesta terça-feira (13) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita ao Instituto do Coração de São Paulo. O uso nos hospitais do SUS tem início em janeiro.

NOVO PROTOCOLO
Para garantir a eficácia no uso, a incorporação dos medicamentos será acompanhada da implantação de novo protocolo clínico para síndromes coronarianas agudas, além da expansão da rede de atendimento com a criação de 150 leitos específicos para estes pacientes.

“As doenças cardiovasculares são a principal causa de morbidade, incapacidade e morte no mundo e no Brasil. Precisamos oferecer um atendimento rápido e adequado ao paciente, que significa a diferença entre a vida e morte”, ressaltou Padilha.

A maioria das mortes por infarto ocorre nas primeiras horas de manifestação da doença – 65% dos óbitos ocorrem na primeira hora e 80% até 24 horas após o início do infarto.

Em 2009 (último dado consolidado), o Brasil teve 319 mil óbitos causados por doenças cardiovasculares, o equivalente a 31% das mortes naquele ano.

Fonte SaudeWeb

Vacinação contra sarampo e rubéola será reforçada para Copa

O Brasil vai reforçar a vacinação contra o sarampo e a rubéola em trabalhadores do setor turístico --inclui pessoas que atuam em aeroportos, restaurantes e hotéis-- das cidades que vão receber jogos da Copa do Mundo de 2014.

De acordo com o Ministério da Saúde, o reforço na imunização deve ser concluído antes mesmo da Copa das Confederações, marcada para 2013. As ações devem ter início em 2012 em todas as cidades-sede da Copa do Mundo.

O objetivo, segundo a pasta, é evitar que as doenças, já eliminadas do país, sejam reintroduzidas por meio de turistas que vão visitar o Brasil durante o Mundial de futebol.

Em 2010, o Brasil conquistou a certificação de erradicação do sarampo e de eliminação da rubéola, concedida pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Dados do ministério indicam que não há registro de circulação do vírus autóctone do sarampo no país há dez anos --apenas casos importados.

No caso da rubéola, não há circulação do vírus desde 2008. Este ano, cerca de 70 milhões de pessoas de até 39 anos foram imunizadas contra a doença.

O sarampo é uma doença aguda e altamente contagiosa. Os sintomas mais comuns são febre, tosse seca, manchas avermelhadas, coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar.

Já os sintomas mais comuns da rubéola são febre, manchas avermelhadas, inflamação de gânglios e dores nas articulações. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente e também por via sanguínea --quando mulheres grávidas adoecem e transmitem o vírus para o feto.

Fonte Folhaonline

Fumantes apresentam mais chances de ter aneurisma cerebral

Um levantamento inédito mostra que duas em cada três pessoas que sofreram aneurisma cerebral fumavam regularmente.

A conta é do serviço de neurocirurgia do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, que analisou 250 casos. A unidade atende por ano uma média de mil pessoas com a doença.

Os tabagistas, segundo o estudo, estão dez vezes mais propensos a apresentarem hemorragias cerebrais que são causados por aneurismas e também têm maior probabilidade de reincidência.

O cigarro pode destruir a proteína fibrosa e elástica, chamada de elastina, encontrada na parede dos vasos sanguíneos.

Com isso, facilita a ocorrência de um aneurisma, que surge quando há dilatação anormal de uma artéria do cérebro. Se houver o rompimento do vaso, o sangramento pode levar o paciente à morte.

O tratamento do aneurisma é feito por intervenção cirúrgica, utilizando-se uma técnica minimamente invasiva: o paciente é operado com um pequeno furo feito, geralmente, próximo à virilha.

É por essa incisão que entra o material cirúrgico que percorre os vasos do paciente, até o local exato do aneurisma, para preencher o espaço rompido. Em casos mais graves, o tratamento existe a abertura do crânio.

O aneurisma geralmente é assintomática. Os maiores podem causar dores de cabeça constantes.

Fonte Folhaonline