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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Ebserh gera controvérsias entre reitores dos hospitais

As dúvidas de reitores e representantes sindicais é sobre como ficará a autonomia das instituições, que terão liberdade de para escolher se irão entregar a administração dos hospitais à empresa ou não

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) decidiu não emitir opinião oficial sobre o novo modelo de gestão dos hospitais universitários proposto pelo governo. A administração das unidades que servem de base para o ensino, a pesquisa e a extensão dos estudantes da área de saúde será unificada por uma empresa pública, a Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares). O estatuto da instituição, que prevê que os recursos para os hospitais venham do Sistema Único de Saúde (SUS), publicado em dezembro, ainda gera dúvidas sobre autonomia e não há consenso sobre ganhos para instituições. O capital social da Ebserh será de R$ 5 milhões. As informações são do portal IG.

De acordo com a publicação, as dúvidas de reitores e representantes sindicais é sobre como ficará a autonomia das instituições, que terão liberdade de para escolher se irão entregar a administração dos hospitais à empresa ou não.

Segundo o reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira Brasil, a instituições não podem perder o controle das atividades acadêmicas, de pesquisa e de extensão com a contratação da Ebserh. Para Madureira, há dúvidas sobre como os contratos serão celebrados. E não há uma rejeição ou aceitação de forma passiva da proposta. “Precisávamos de uma solução para os hospitais, mas não vamos abrir mão do princípio da autonomia universitária”, afirma.

Enquanto não chegam a um consenso, a exigência dos reitores é que o governo encontre soluções para a falta de recursos financeiros e de pessoal qualificado nos quadros permanentes das unidades. Desde o ano passado, a quantidade de recursos destinados aos hospitais aumentou, gerando aprovação dos reitores.

Uma das metas prioritárias da Ebserh é solucionar o déficit de profissionais de saúde nos 46 hospitais universitários do Brasil, que chega a 26 mil servidores. Sem a realização de concursos públicos para reposição, as fundações de apoio das universidades foram usadas para contratar esses profissionais, de forma ilegal segundo o Tribunal de Contas da União (TCU).

Os novos servidores serão contratados por regime trabalhista de empresa privada. A proposta pretende agilizar a troca de funcionários e, quando necessário, oferecer salários mais competitivos e estabelecer metas de qualidade de serviço aos profissionais. Inicialmente, os funcionários terceirizados poderão ser aproveitados. Serão realizados processos de seleção simplificados, com base na análise de currículos.

O retiro da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Natalino Salgado Filho, defende a proposta. E diz que o texto final garante que não haverá interferência da empresa na área acadêmica, mesmo com a Ebserh ficando responsável pela gestão dos recursos. “Os hospitais vão ter os quadros completos de pessoal e vão reativar 1,5 mil leitos necessários à sociedade”, afirma.

Fonte SaudeWeb

Maior renda média deve fortalecer setor de saúde

Fatores como a consolidação de fusões e aquisições em 2011 e o crescimento da participação de Pequenas e Médias Empresas (PME) em planos corporativos são alguns motivos apontados por players de saúde que estimularão o desenvolvimento do setor em 2012

Circunstâncias como o aumento da renda média do brasileiro, a consolidação de fusões e aquisições em 2011 e o crescimento da participação de Pequenas e Médias Empresas (PME) em planos corporativos são alguns motivos apontados por players de saúde que estimularão o desenvolvimento do setor em 2012. A área, que conta com uma demanda alta e constante, pode atrair mais investidores neste ano. As informações são do Infomoney.

De acordo com o analista da Bradesco Corretora, Rafael Frade, o consistente aumento do salário real no Brasil tem um impacto direto nos planos privados de saúde pública. Ele também aponta que o melhor desempenho do mercado de trabalho formal deverá sustentar a expansão do setor, beneficiando tanto as empresas que oferecem planos de saúde, como a Amil e Odontoprev, quanto às prestadoras de serviços como a Dasa e o Grupo Fleury.

Outro motivo para o crescimento do setor de saúde apontado por Frade diz respeito ao envelhecimento da população. Segundo ele, o Brasil tem uma média de idade de 28 anos, contra uma média de 36 anos em países desenvolvidos. Esse envelhecimento deverá colaborar para o setor de saúde, graças à maior necessidade por serviços médicos, informa. Esta circunstância, em longo prazo, também influenciará no crescimento do mercado de medicamentos. Estima-se que nos próximos 20 anos o setor farmacêutico cresça 2% ao ano e que em 2030, a população com mais de 60 anos salte de 10% para 19%.

A consolidação de fusões e aquisições iniciadas em 2011 deverá ter reflexos neste ano. Na lista de negociações relevantes nos últimos meses estão companhias como o Fleury, Cremer, Dasa e a Odontoprev. A operadora do setor odontológico é apontada pela equipe de análise do HSBC, Luciano Campos e Caio Moscardini, como principal aposta do setor em 2012. “O setor de seguro odontológico privado é consideravelmente mais subpenetrado e, portanto cresce de forma muito mais rápida”, afirmam.

Fonte SaudeWeb

Oportunidade: Cresce a procura por gestores para contratos temporários

Esse tipo de negócio custa menos às empresas e a economia se traduz em honorários agressivos, que podem chegar a até R$ 100 mil mensais

Cresce cada vez mais o número de empresas brasileiras que optam por contratação de executivos a tempo determinado. A explicação para isso é a escassez de talentos nos níveis mais altos de gestão. Os novos contratos, no geral, estão relacionados à estruturação de uma subsidiária de uma multinacional no país, à construção de uma planta industrial ou ao início de um projeto de profissionalização. Esse tipo de negócio custa menos às empresas e a economia se traduz em honorários agressivos, que podem chegar a até R$ 100 mil mensais, como afirma Adriana Prates, sócia da consultoria Dasein. As informações são do Valor Econômico.

Segundo Adriana, os executivos são contratados como diretores estatutários, que não têm os mesmos encargos da CLT e por essa razão acabam custando menos para a empresa. Ela ressalta que o caráter transitório de muitos dos contratos ainda é motivo de preocupação para alguns executivos, mas o mercado brasileiro deve se acostumar ao modelo. Para a executiva, o sistema é muito popular nos Estados Unidos e na Europa, onde o temporário de alto escalão é chamado de “interim manager” (algo como gestor interino, na tradução para o português). E completa ao dizer que nessa estrutura, as pessoas têm horários menos rígidos para trabalhar, o que atende às demandas de qualidade de vida bastante valorizadas pelos executivos mais experientes.

Apesar da preocupação, nos últimos dois anos cresceu o número de consultas de profissionais interessados em entender o novo modelo, como explica a advogada trabalhista Adriana Calvo. Segundo ela, o diretor estatutário é um prestador de serviços com um tipo de contrato diferente da CLT. Além disso, ele é eleito por um conselho ou por uma assembleia geral.

Fonte SaudeWeb

Hospital Santa Marcelina inicia readequação do pronto-socorro

Serão destinados R$ 3 milhões para as reformas e compra de equipamentos. A estratégia prevê ainda recursos para os novos leitos e R$ 300 mil mensais de custeio

O Hospital Santa Marcelina começa a receber neste mês as verbas do Ministério da Saúde para a readequação do pronto-socorro (PS). O convênio para compra de equipamentos jê foi assinado no final de dezembro e o que prevê a reforma das instalações está em análise no Ministério da Saúde. Ambos fazem parte das ações do S.O.S Emergências, estratégia lançada para qualificar a gestão e melhorar o atendimento prestado a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) nessa área.

Com as reformas, os prontos-socorros cirúrgico, clínico e pediátrico ganharão uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com 14 leitos, além de uma UTI especializada – com sete leitos coronarianos e sete para casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) -, salas de estabilização e de isolamento, e duas enfermarias com um total de 23 leitos para abrigar os pacientes já tratados pelo pronto-socorro, mas que ainda requerem cuidados hospitalares.

Serão destinados R$ 3 milhões para as reformas e compra de equipamentos. A estratégia prevê ainda recursos para os novos leitos e R$ 300 mil mensais de custeio.

“Essas adequações vão melhorar as condições de trabalho, garantindo atendimento mais eficiente e humano aos pacientes”, frisou a irmã Monique Bourget, diretora técnica do hospital.

O S.O.S Emergências aposta ainda em melhorar a gestão do PS com a implantação da classificação de risco, protocolos clínicos e controle do fluxo de pacientes. Esses instrumentos vão garantir o atendimento prioritário aos casos mais graves e possibilitam a padronização de procedimentos a serem adotados por cada profissional, de acordo com o diagnóstico ou o conjunto de sintomas apresentados ao dar entrada na unidade.

Estratégia
O S.O.S Emergências, ação executada em parceria com estados e municípios, criou em cada um dos hospitais um Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar (NAQH), com objetivo de diagnosticar os problemas e implantar soluções.
Em até um ano, o núcleo pretende viabilizar – numa parceria entre Ministério da Saúde, Estado e/ou Município – a criação de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) próxima ao Hospital Santa Marcelina, para atender aos casos de menor complexidade.
Mudanças

Com previsão de concluir seu plano de ação neste mês janeiro, o núcleo do Hospital Santa Marcelina já levantou a quantidade de leitos necessários para atender pacientes do pronto-socorro. Com o S.O.S Emergências, esses leitos receberão diárias bem maiores que as atuais. Ao todo, serão qualificados 148 leitos já existentes e instalados 35 leitos novos com recursos federais. Para UTI, serão qualificados 22 leitos e criados outros 28.

O hospital também criará um núcleo interno de regulação para controlar o fluxo de pacientes desde a entrada no PS até sua transferência para outros setores ou até a inclusão deste paciente no programa Melhor em Casa. A regulação permitirá controlar indicadores e aprimorar cada etapa do atendimento.

Fonte SaudeWeb

Canadenses apresentam técnica de limpeza hospitalar

Limpeza usa um vapor que mistura ozônio e peróxido de hidrogênio e imita o que o corpo humano faz para eliminar as bactérias. O ataque do anticorpo em germe gera os dois elementos químicos, que combinados são letais para bactérias, vírus e fungos

Cientistas canadenses desenvolveram uma nova técnica de limpeza que poderá ajudar hospitais e outros locais com grande fluxo de pessoas. Um vapor especial, fácil de fabricar e de baixo custo aplicado por cerca de uma hora no local a ser esterilizado elimina todos os patógenos e bactérias do ambiente.

Segundo o cientista da Universidade de Queens, Dick Zoutman, esse é o futuro, porque muitas mortes em hospitais podem ser evitadas com melhores técnicas de limpeza e desinfecção. Ele ressalta que esta não é a primeira tecnologia que utiliza desinfecção por meio do bombeamento de gás no interior do ambiente, porém, de acordo com os especialistas, o nível de esterilização do método canadense é equivalente ao realizado por instrumentos cirúrgicos.

A limpeza usa um vapor que mistura ozônio e peróxido de hidrogênio e imita o que o corpo humano faz para eliminar as bactérias. O ataque do anticorpo em germe gera os dois elementos químicos, que combinados são letais para bactérias, vírus e fungos.

De acordo com os usuários, o vapor também deixa um odor agradável ao ambiente e não danifica os equipamentos médicos. A tecnologia ainda poderá ser usada em cozinhas, restaurantes, fábrica e em navios de cruzeiros que sofrem infecção por bactérias e norovírus.

Fonte SaudeWeb