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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Plástica: você 2.0 - Redução de mama e lipo

O cirurgião plástico Dr. Alexandre Passos esclarece as dúvidas das leitoras relacionadas a cirurgia plástica

Fiz uma cirurgia há 1 ano e meio. Redução de mama e lipo. Porém, não fiquei satisfeita com o resultado: meu seio ficou do mesmo tamanho, ou seja, uso o mesmo manequim, senti a melhora apenas no aspecto caído que tinha. Porém as cicatrizes ficaram enormes e com aspecto de retalho (zigue-zague). Já minha barriga ficou com um lado maior do que o outro e na região pélvica ficou bem funda, diferente do restante. Isso é normal? Voltei algumas vezes na clínica e a médica me disse que tinha de esperar cerca de um ano porque é o tempo que a mama, por exemplo, leva para se readaptar. Porém, este tempo passou e continuo não gostando do resultado. A clínica tem o dever de arrumar sem cobrar? Obrigada - Cristina Coutinho

Esta pergunta é bastante particular e específica. É difícil para qualquer médico fazer uma avaliação sem conhecer as condições da paciente, tanto no pré como no pós-operatório. Mas vamos às orientações gerais.

De fato, os resultados efetivos de qualquer cirurgia estética não aparecem em um mês ou dois. É preciso, em média, um ano para que ocorra a adaptação da pele e do organismo para que o resultado cirúrgico seja visível. As assimetrias e inchaços são comuns no pós-operatório e tendem a melhorar com o tempo, mesmo depois de um ano. Além disso, é preciso conhecer as circunstâncias do pré-operatório do paciente. Ele pode apresentar, por exemplo, um desvio de coluna.

É preciso salientar que, além do trabalho do médico e equipe na preparação e na cirurgia, é fundamental que o paciente respeite todas as orientações passadas pelo profissional para a recuperação adequada. Ou seja, o cirurgião tem a responsabilidade de analisar o histórico médico do paciente, exigir os exames adequados e orientar sobre o pós-operatório, inclusive quanto às cicatrizes e aos resultados esperados. Cabe ao paciente respeitar as recomendações do médico ¿ por exemplo, ele não deve fazer esforço durante o período indicado e evitar expor-se ao sol até que os edemas desapareçam.

Por isso, é importante a confiança em seu médico e o esclarecimento de todas as dúvidas antes do procedimento. Em seu caso, Cristina, como já se passou um ano e meio, só mesmo sua médica poderá lhe dizer o que está acontecendo e quais são as possíveis correções a serem feitas, se é que realmente são necessárias. É preciso que você se sinta à vontade para relatar todas as suas insatisfações. Quanto a cobrar uma eventual cirurgia de correção, não existem regras a respeito: é uma questão individual que deve ser discutida e resolvida entre médico e paciente.

Fonte Delas

Lipoaspiração pode mascarar risco cardíaco

Pneuzinho pode ser índicio de risco cardíaco.
Vilões do coração não são "apagados" com o bisturi
Benefício estético da cirurgia não corrige males denunciados pela “barriguinha”

Os algarismos mostrados pela fita métrica envolta da cintura indicam muito mais do que a presença de “pneuzinhos”, necessidade de aumentar o número da calça jeans ou trocar o biquíni pelo maiô.

Quando a circunferência supera 80 centímetros é sinal de que o coração pode estar ameaçado pela presença de colesterol, hipertensão e triglicérides em excesso. Estes mesmos “malfeitores” cardíacos podem ser disfarçados – e continuar prejudicando sistema cardiovascular – caso o bisturi entre em ação sem ser acompanhado pela dieta saudável e pela mudança do estilo de vida.

“A lipoaspiração sozinha traz benefício estético mas influencia nada em melhoras ao coração”, afirma o cardiologista do Instituto do Coração de São Paulo (Incor), Márcio Miname.

O médico nefrologista especializado em pressão alta da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Osvaldo Kohlmamm Júnior, acrescenta: a mulher faz a lipo e acredita que a nova silhueta já garantiu uma vida mais saudável, mas por trás do abdômen “retinho” e chapado ainda vivem os problemas que são o ponto de partida das doenças cardiovasculares.

“A barriga saliente acaba sendo um indicador, um aviso de que alguma coisa pode estar errada com o coração e não apenas com a aparência”, disse Kohlmamm Júnior, durante a pré abertura do último Congresso Brasileiro de Cardiologia, realizado em Belo Horizonte.

As pesquisas
O alerta feito pelos especialistas já foi comprovado por uma análise feita com 15 mulheres obesas, submetidas à lipoaspiração e que perderam em média 10 quilos após a cirurgia. Os especialistas da Escola de Medicina da Universidade de Washington avaliaram o impacto desta redução na melhora das taxas de glicose, produção de insulina, colesterol e pressão alta das mesmas pacientes.

As conclusões, já publicadas no periódico científico New England Jounal mostraram que o efeito nestes potencializadores de problemas no coração foi quase nulo, muito inferior ao que poderia ser conseguido com exercícios físicos, por exemplo.

O motivo é que a ação estética não é suficiente para corrigir as chamadas “células gordas” que estão no organismo e não são eliminadas com a lipoaspiração.

Gordura invisível
Além dos pneus e os excessos de gordura aparente existe, segundo os cardiologistas, a chamada "gordura invisível". Cientificamente, ela é denominada gordura visceral e pode estar presente em volta de órgãos, como fígado, rim, coração e pulmão. É invisível aos olhos, mas detectada por meio de exames específicos, como a ressonância.

Na maioria dos casos, quem tem gordura invisível também tem gordura aparente, mas por vezes apenas avaliações minuciosas são capazes de identificar a presença da vilã visceral.

"Esse tipo de gordura permanece no organismo e não é corrigido com a lipoaspiração", alerta o diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Fernando Prado.

Barriga de chope
Outra constatação dos especialistas é de que a famosa sigla IMC (índice de massa corpórea) – tão importante nos planos de melhora da estética – nem sempre é suficiente para mensurar as pessoas que estão inseridas no grupo de risco cardíaco.

Até cinco anos atrás, a fórmula de dividir o peso pela altura ao quadrado (equação para calcular o IMC) era a única utilizada pelos cardiologistas e nutricionistas para mensurar obesidade e problemas em potencial ao coração. Se o resultado for acima de 24 é o indicativo de sobrepeso, um passo mais próximo dos problemas cardiovasculares.

Com a publicação do estudo internacional Interheart – análise feita em 22 países do mundo com mais de 30 mil pessoas – os cardiologistas conseguiram mostrar que o IMC inferior a 24 acompanhado de uma circunferência abdominal (dois dedos abaixo da costela e dois dedos acima do osso da bacia deve ser o ponto de partida para a medição) acima de 80 centímetros já era suficiente para aumentar em quase três vezes a incidência de episódios como infarto, arritmias e acidentes vasculares cerebrais. Ou seja, o barrigudo que não é gordo "por inteiro" já está na turma dos que podem ter um problema no coração.

A partir disso, a Sociedade Brasileira de Cardiologia, uma das participantes desta parte do estudo, passou a prestar mais atenção na famosa barriguinha de chope, muito comum em homens mas também insistente na figura feminina.

Vantagens
Esta mesma barriga saliente que denuncia a possível presença de fatores de risco de doenças cardíacas é o que motiva as pessoas, em especial das mulheres, para procurar ajuda da cirurgia plástica ou de outro tratamento estético. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, no País, foram realizadas quase 188 mil cirurgias de lipoaspiração no ano passado. Não há um registro oficial de tratamentos estéticos que prometem reduzir medidas.

Apesar de poder "mascarar" momentaneamente o risco cardíaco, Fernando Prado, da Sociedade de Cirurgia Plástica diz que a operação pode, sim, trazer vantagens. "Em muitos casos, há uma melhora na autoestima, incentiva o autocuidado e a paciente acaba, por consequência adotando um estilo de vida mais saudável", diz.

Fonte Delas

Comer grãos integrais reduz a gordura ruim ao coração

Arroz integral: elimina a gordura visceral, inimiga do coração
Pesquisa alerta que efeito só é obtido caso consumo seja moderado e os alimentos substituídos

Pessoas que comem regularmente grãos integrais, em substituição aos grãos refinados (pão e arroz branco são exemplos), apresentam menos quantidades de um tipo de gordura que aumenta o risco de doenças cardíacas e diabetes tipo 2, sugere um novo estudo.

Em grandes quantidades, a chamada gordura visceral – a gordura presente em volta dos órgãos abdominais – é associada a um aumento da pressão arterial, a maiores taxas de colesterol e à resistência a insulina, conjunto de fatores chamado síndrome metabólica, uma das maiores ameaças ao coração.

"A gordura visceral foi cerca de 10% menor em adultos que afirmaram comer três ou mais porções de grãos integrais e apenas uma de grãos refinados”, afirmou a co-autora do estudo Nicola McKeow, cientista do programa de nutrição e epidemiologia da Universidade de Tufts.

“Por exemplo, uma fatia de pão 100% integral e meia xícara de cereal correspondem a uma poção de grão integral. Já uma fatia de pão branco e meia xícara de arroz correspondem a uma porção de grão refinado”, disse.

Os resultados, publicados recentemente na versão on line do Jornal Americano de Nutrição Clínica, foram obtidos após a análise da dieta e de exames clínicos de mais de 2.800 homens e mulheres, entre 32 e 83 anos. Segundo os autores, os benefícios de aumentar o consumo de grãos integrais foram encontrados mesmo após considerar outros hábitos de vida nocivos ao coração, como tabagismo, consumo de álcool, dietas calóricas e ausência de frutas e vegetais na dieta, além de sedentarismo.

Moderação
Entretanto, os participantes do estudo que consumiram mais de três porções de grãos integrais e não substituíram os alimentos refinados não tiveram benefícios na redução de gordura visceral, diz a publicação.

"Quando a ingestão de grãos refinados superava mais de quatro porções por dia não foi registrada diminuição da gordura visceral, mesmo em quem consumiu a quantidade correta de integrais”, alertou a autora do estudo.

“Os resultados são importantes porque indicam que fazer substituições na dieta é mais importante do que simplesmente adicionar grãos integrais”, alerta a especialista. “Por exemplo, é sempre melhor escolher cozinhar arroz integral em vez de arroz branco ou fazer um sanduíche com pão integral em substituição ao pão francês.”

Fonte iG

Dossiê: bebidas não alcoólicas

Há fortes evidências de que, além de ser estimulante, a cafeína tem
efeito antioxidante e protetor para algumas doenças, como
a diabetes feminina, assim como outras substâncias encontradas na bebida
(ácido clorogênico e compostos fenólicos são bons exemplos).
As vantagens e desvantagens de saborear algumas das bebidas mais presentes no dia a dia

Não tem conversa: a água é, de longe, o líquido mais saudável para consumir. “Não há substituto à altura dela. Trata-se do solvente universal do corpo humano, responsável por umedecer os tecidos, regular a produção de calor e transportar nutrientes e resíduos. Assim, bebidas que contêm outras substâncias só tendem a aumentar a necessidade de tomar água”, confirma a nutricionista Neila Wendling, do Conselho Regional de Nutricionistas da 8ª Região – Paraná (PR).

Mas, infelizmente, nem todo mundo consegue se contentar apenas com esse refresco. Por isso, o iG Saúde foi atrás de informações sobre outros tipos de bebidas que lotam as prateleiras dos supermercados e, de alguma forma, acabam entrando na rotina alimentar. Conhecendo mais sobre cada uma, é possível fazer escolhas melhores e mais saudáveis na hora de matar a sede.

Suco de fruta
Assim como o chá, o melhor é apostar na versão natural, preparada com a fruta fresquinha. Opte por não colocar açúcar na bebida, já que isso aumenta bastante o valor calórico do refresco. Se não der para utilizar frutas in natura, uma boa é investir nas polpas congeladas, que mantêm o potencial nutritivo. Para aproveitar os benefícios dos ingredientes, sugere-se consumir a bebida logo após o preparo.

Para Amanda Buonavoglia, nutricionista Associação Paulista de Naturologia (Apanat), “sucos com polpas congeladas são interessantes para um lanche da tarde, principalmente se forem batidas com leite ou iogurte natural. Assim, além de refrescante, a bebida se torna fonte de cálcio”.

Agora, se falta tempo para criar as próprias receitas, é bom saber que, apesar de mais práticas, as versões industrializadas são justamente as menos vantajosas do ponto de vista nutricional. Isso porque além de apresentar um teor bem reduzido de vitaminas e minerais reúnem boas doses de açúcar, aromatizantes e corantes artificiais. De qualquer forma, todas as opções oferecem calorias, portanto, nada de exageros!

Chá
De preferência, prepare-o com água fervente e ervas, pois assim é possível preservar o conteúdo de fitoquímicos – compostos orgânicos que agem sobre funções do organismo. É importante ressaltar que cada erva provoca um efeito e, por isso, seu consumo deve estar atrelado à necessidade de cada pessoa. Por exemplo: alguns chás são calmantes, como aqueles feitos com camomila, hortelã e melissa.

Outros são estimulantes, como os de ginseng e guaraná. Há também há os digestivos, tais como o de boldo-do-chile, sálvia e cravo-da-índia, e os famosos “emagrecedores”, como os chás verde, branco, preto e vermelho.

Apesar de existirem ervas que alegam tratar uma infinidade de problemas, deve-se ter em mente que o consumo exagerado pode comprometer o funcionamento saudável do organismo em vez de beneficiá-lo. Por outro lado, “se achar mais prático tomar a bebida industrializada, saiba que o teor de fitoterápicos é reduzido e o produto geralmente apresenta conservantes e flavorizantes artificiais”, lembra José Irineu Golbspan, médico nutrólogo de Porto Alegre (RS). Alguns chás são terapêuticos e ajudam a proteger a saúde.

Refrigerante
Para os amantes dessa bebida, um aviso: não há nada de bom para falarmos sobre ela, já que seu conteúdo é formado basicamente por aditivos químicos e açúcar. “As versões diet, light ou zero também não oferecem vantagens, pois o açúcar somente é substituído por adoçantes artificiais, que são substâncias químicas de difícil eliminação pelo fígado”, avisa o especialista de Porto Alegre.

Quer mais motivos para excluir os refrigerantes da dieta? Aqui vão: eles estão relacionados ao aumento de peso, a maior risco de problemas cardiovasculares, à distensão abdominal e, como se não bastasse, podem favorecer o surgimento de cáries e a baixa densidade óssea (o ácido fosfórico presente no refrigerante do tipo cola é conhecido por retirar atrapalhar a absorção desse mineral). Se a tentação for maior e não der para evitar a bebida, o ideal é limitar bastante seu consumo (que tal uma vez na semana?).

Águas saborizadas e levemente gaseificadas
As águas saborizadas são bem similares aos sucos em pó em relação ao valor nutricional, apresentando teor reduzido de vitaminas e minerais e quantidades consideráveis de sódio e aditivos químicos. De acordo com Neila, do CRN-8, “a única indicação seria para pessoas que não conseguem tomar água pura. Ainda assim, devido à composição, o consumo deve ser limitado”.

Já as águas descritas como “levemente gaseificadas” são, na verdade, refrigerantes (basta ler o rótulo!). Quando comparadas às bebidas mencionadas no tópico acima, percebe-se que contêm menores quantidades de aditivos e açúcar. E só. Ou seja: não adianta investir nesse produto para substituir o refrigerante, ok? Afinal, ele também está longe de ser uma opção saudável.

Dica: Já pensou em fazer sua própria água saborizada? Pois então anote aí a dica da nutricionista da Apanat: em uma jarra de vidro cheia de água coloque algumas folhas de hortelã, meia maçã cortada em pedaços e uma rodela de gengibre.

Água de coco
Formada por água, carboidratos, potássio, cálcio, sódio, magnésio e cloro, trata-se de uma bebida natural e muito saudável. Por ter um conteúdo similar aos fluidos do nosso corpo, é considerado um isotônico, excelente para reidratar o organismo – principalmente após atividades físicas intensas.

Por causa do índice glicêmico elevado, portadores de diabetes devem consumir a bebida com cautela. Apesar de não ser altamente calórica – um copo fornece cerca de 40 kcal e 10 gramas de carboidratos – a recomendação geral é que não haja abusos. Vale lembrar que as versões industrializadas podem conter aditivos e até glucose, mas, no final das contas, são muito mais benéficas do que os refrigerantes.

Bebidas isotônicas
Essas bebidas ganham esse nome quando carregam compostos que as tornam similares ao soro do nosso corpo. Por isso, só faz sentido consumi-las após atividades físicas intensas, que provocam a perda de uma grande quantidade de líquidos e sais minerais. Caso contrário, conta Amanda, podem facilitar o aparecimento de cálculos renais (as famosas “pedrinhas”) e prejudicar o rim.

“Também estão liberadas para ajudar em quadros de desidratação severa e diarreias”, completa a nutricionista.

É visto como uma bebida saudável, já que é fonte de cálcio, riboflavina, fósforo, magnésio, proteínas de alto valor biológico, ou seja, muito aproveitadas pelo organismo. O cálcio, claro, é o nutriente mais festejado do leite de vaca e seu consumo está relacionado à proteção dos ossos.

“No entanto, é preciso lembrar que há vários alimentos com mais cálcio do que o leite”, frisa Golbspan.
Entre os tipos A, B e C da bebida, é melhor ficar com o primeiro, que é produzido com o mínimo de contato manual e embalado ainda na fazenda. A versão desnatada, ao contrário da integral, tem valores reduzidos de colesterol, gordura saturada e calorias. O problema é que a ausência de lipídeos compromete um pouco o sabor. Sendo assim, Neila diz que uma boa alternativa é apostar no meio termo, ou seja, o leite semidesnatado.

Vale lembrar que o leite mais importante para a saúde do bebê é o humano. Portanto, a bebida produzida pela vaca só deve ser introduzida a partir do primeiro ano de idade, quando a criança já consegue digerir elementos mais complexos. No caso de pessoas intolerantes à lactose (açúcar do leite) ou alérgicas a alguma proteína do leite (como a caseína), é bom avaliar opções como leites de soja, cabra, arroz ou oleaginosas.

Leite de soja
É uma boa pedida para quem não pode ingerir lactose e caseína, dois componentes do leite de vaca que são altamente alergênicos. Porém, perde em relação ao conteúdo de cálcio. A boa notícia é que existem versões enriquecidas com esse nutriente.

Por ser isento de colesterol, pobre em gorduras saturadas e rico em fibras e isoflavonas (componentes que agem como o hormônio estrogênio, ainda que menos potentes), o leite de soja é indicado para quem tem histórico familiar de doença arterial coronariana, osteoporose e alguns tipos de câncer. Não se pode esquecer de que a proteína da soja é a única do tipo vegetal considerada de alto valor biológico (como a de ovos, leite de vaca ou carne) pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Café
Sua principal característica é a ação estimulante, causada por um de seus componentes, a cafeína. Para que ela não chegue a ser prejudicial, provocando ansiedade, insônia e indisposição gástrica, recomenda-se o consumo de aproximadamente duas xícaras de café forte ou quatro de café carioca.

“Além da cafeína, a bebida também apresenta cálcio, ferro, zinco, aminoácidos e vitaminas”, diz Golbspan.

É importante mencionar que duas substâncias do café (chamadas cafestol e kahweol) têm sido estudadas por causa de sua relação com o aumento da pressão arterial e elevação de colesterol. “No entanto, o uso de filtro de papel seria capaz de reter esses componentes, evitando prejuízos à saúde cardíaca. O mesmo não ocorreria com o expresso”, conta a nutricionista do CRN-8.

Por outro lado, há fortes evidências de que, além de ser estimulante, a cafeína tem efeito antioxidante e protetor para algumas doenças, como a diabetes feminina, assim como outras substâncias encontradas na bebida (ácido clorogênico e compostos fenólicos são bons exemplos). Isso significa que ainda não há por que barrar o consumo do cafezinho. Mas tem que ser moderado!

“E, se possível, adoçado com mel. Se o sabor não agradar, utilize, sem exagero, adoçante à base de sucralose”, ensina o nutrólogo de Porto Alegre.

Fonte iG

8 trocas que valem o investimento

Pequenas substituições no cardápio podem até pesar mais no bolso, mas conferem benefícios importantes à saúde. Saiba mais

A busca por uma alimentação mais saudável nem sempre é fácil. Além de exigir força de vontade e um tanto de disciplina, mudar hábitos à mesa, em casa e na rua, algumas vezes pode significar um aumento na conta do supermercado ou do restaurante.

Algumas trocas que podem pesar mais no bolso têm também um peso muito superior no quesito saúde – e, nesses casos, devem ser consideradas não gastos, mas investimentos. Por exemplo, usar na salada o azeite extra-virgem em vez dos óleos comuns, como o de milho, também é uma opção muito mais saudável.

Confira a seguir algumas dicas de substituições indicadas pelas nutricionistas Anália Barhouch e Daniela Schan Casagrande que acarretam uma enorme mudança na saúde e com isso valem cada centavo a mais gasto:

Refrigerantes x sucos
Não é novidade que, apesar de mais calórico, o suco natural é preferível ao refrigerante. Isso continua valendo, mas é possível também substituí-lo por chás, águas saborizadas (com menta ou limão, por exemplo), mate e suco de gelatina light. Outra opção interessante são as polpas, vendidas congeladas e que, misturadas à água, se transformam em deliciosos sucos.

Fast food x sanduíche natural
Almoçar uma refeição completa nem sempre é possível, dependendo da correria na rotina. Quando o tempo não permite sentar com calma para almoçar uma refeição equilibrada, evite cair na tentação de comer um hambúrguer ou outro tipo de fast-food e prefira um sanduíche natural, de preferência com pão integral, peito de peru (ou atum) e salada.

Verduras selecionadas x verduras a quilo
Só olhar aquelas embalagens prontinhas de mix de folhas no supermercado já desperta uma vontade maior de comer salada do que parar em frente à prateleira e escolher o alface, a rúcula, o agrião... Apesar de mais cara, a verdura embalada acaba tendo um benefício maior: as folhas não são desperdiçadas e já estão prontas para serem consumidas. Acrescidas de peito de peru, queijo minas e croutons, se transformam numa refeição saudável.

Pão branco x pão integral
Apesar de comumente serem mais caros, os pães integrais são muito mais nutritivos do que os preparados com farinha refinada (como o pão francês), promovem mais saciedade e contêm mais vitaminas do complexo B. Mas atenção: é bom lembrar que eles têm a mesma quantidade, ou até mais calorias por porção. Para quem prefere uma quantidade maior, mas está atento às calorias, os pães light/diet são uma boa opção.

Óleo de milho x azeite extra-virgem
Na hora de optar por uma gordura, escolha sempre a melhor versão. Quanto melhor a gordura, mais benefícios ao organismo ela trará. No caso do azeite de oliva extra-virgem, trata-se de uma excelente fonte de antioxidantes. Ele previne o envelhecimento precoce das células, além atuar na prevenção de doenças cardíacas.

Castanha-de-caju x castanha-do-pará
Na escolha de uma oleaginosa, opte pela castanha-do-pará, mais rica em selênio do que qualquer outra. Ela pode ser mais cara, mas gera maior saciedade e faz um bem maior à saúde. Duas unidades por dia fornecem ao organismo a quantidade diária necessária de selênio.

Arroz branco x arroz integral
Apesar de as duas versões normalmente terem a mesma quantidade calórica, a integral tem baixo índice glicêmico, o que torna menor a velocidade com que o alimento chega à corrente sanguínea. Assim, a glicose vai sendo liberada aos poucos no organismo e a vontade de comer demora mais a aparcer de novo. No caso do arroz branco, a glicose é liberada rapidamente e a pessoa volta a sentir fome em um curto espaço de tempo.

Chocolate ao leite x chocolate amargo
Os chocolates que contêm 70% de cacau na formulação têm propriedades antioxidantes, representando benefício à saúde, além do bem-estar provocado pela ingestão do doce em si. Já a versão ao leite dá ao organismo apenas açúcar e gordura, sem os benefícios agregados.

Fonte iG