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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Uso de antipsicóticos cresce entre crianças e adolescentes nos EUA

Remédios antipsicóticos são receitados em quase uma em três visitas de crianças e adolescentes ao psiquiatra nos EUA. Na década de 90, só uma em 11 consultas acabava com uma prescrição de medicamento dessa classe. A comparação foi feita em um novo estudo publicado nesta semana na revista "Archives of General Psychiatry".

Os diagnósticos de transtorno de deficit de atenção e hiperatividade respondem por boa parte do aumento nas receitas dos antipsicóticos, ainda que não haja medicamentos dessa classe aprovados nos EUA para tratar esse o problema.

"Eles são usados para esquizofrenia, transtorno bipolar e irritabilidade no autismo. Nenhuma é aprovada para deficit de atenção", afirmou Mark Olfson, autor principal da pesquisa e professor de psiquiatria clínica na Universidade Columbia, em Nova York.

De acordo com o trabalho, 90% das prescrições de antipsicóticos para crianças e adolescentes nas consultas entre 2005 e 2009 foram "off label": os remédios foram receitados para algo diferente do uso aprovado pela agência de vigilância sanitária americana (FDA).

Apesar de o estudo não conseguir dizer se as receitas eram desnecessárias, a eficácia de antipsicóticos no tratamento de deficit de atenção e hiperatividade não é provada. Esse remédios também já foram ligados a ganho de peso e diabetes.

No ano passado, um estudo feito pela Universidade de Massachusetts mostrou que crianças usuárias de antipsicóticos tinham quatro vezes mais risco de desenvolver diabetes do que as que não usam.

Em setembro, um conselho da FDA levantou questões preocupantes sobre essas drogas e pediu à agência que monitorasse o ganho de peso e outros problemas metabólicos em crianças usuárias de antipsicóticos.

Alternativas
Para o estudo, Olfson e seus colegas usaram informações sobre quase 500 mil consultas médicas nos EUA entre 1993 e 2009.

As receitas de antipsicóticos aumentaram em todas as faixas etárias, incluindo entre os adultos. Entre crianças e adolescentes, no entanto, o aumento foi mais rápido.

O número de crianças recebendo receitas de antipsicóticos aumentou de 0,24 a cada 100 pessoas entre 1993 e 1998 para 1,83 a cada 100 pessoas entre 2005 e 2009. Entre adolescentes, o número foi de 0,78 por 100 nos anos 90 para 3,76 em 100 na década de 2000.

"Há poucas dúvidas sobre o fato de essas drogas estarem sendo mais receitadas para crianças do que antigamente", afirmou Olfson.

Esses números só representam os casos em que o atendimento aconteceu em um consultório, excluindo clínicas, centros comunitários e outros centros médicos.

Os pesquisadores não sabem por quanto tempo as pessoas tomaram os remédios e se as receitas eram dadas para o mesmo paciente em sucessivas consultas.

O autor do estudo afirmou esperar que os pais façam mais perguntas sobre os antipsicóticos e sobre a possibilidade de outros tratamentos.

Olfson disse que intervenções comportamentais podem controlar comportamentos agressivos das crianças, mas destaca que esse tipo de terapia é mais caro e leva mais tempo.

"Talvez, se isso estivesse mais disponível, não estaríamos vendo um uso tão grande de medicação."

Fonte Folhaonline

Carga genética contribui para colesterol alto em crianças, revela pesquisa

São Paulo - Pesquisa revela que pais com colesterol alto podem transmitir o problema aos filhos pela carga genética. O estudo do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia analisou o histórico familiar de 100 crianças e adolescentes, com idade entre 5 e 17 anos, e constatou que em 30% dos casos, a alta taxa tinha ligação com a genética.

A pesquisa revelou que 8% das crianças têm uma taxa elevada de LDL (colesterol ruim) e 45% delas apresentam HDL (colesterol bom), em níveis abaixo do padrão.

De acordo com a nutricionista do instituto, Renata Alves, a alimentação controlada ajuda a regular as taxas de colesterol nas crianças com predisposição genética, mas isso não impede que elas possam apresentar níveis acima do normal. “Eu mesma já vi crianças de 3 anos de idade com colesterol muito alto e que a alimentação não era necessariamente ruim”, disse.

Quando apenas um dos pais tem colesterol alterado, conta a nutricionista, existe o risco de transmissão pela carga genética. Se o pai e a mãe apresentam a elevação, as chances aumentam. Em casos de casamento entre primos, a predisposição é ainda maior. “A família carrega a carga genética e é muito provável que a criança venha a ter também”, explica.

Por isso, famílias com histórico de colesterol alto devem ficar atentos ao surgimento do problema nos filhos desde a infância, mesmo que a criança seja magra e não apresente qualquer sinal, alerta Renata Alves. Ela explica que a maior parte do colesterol é produzida no organismo e que o risco de a criança tê-lo em altos níveis não está simplesmente relacionado à quantidade de gordura corporal. “É mais a capacidade do organismo de fabricar e utilizar esse colesterol”, disse.

Quanto aos sinais, eles são praticamente inexistentes nas crianças. Segundo a nutricionista, aparecem apenas quando as taxas já chegaram a níveis muito elevados e se manifestam como “bolinhas de gordura” ao redor dos olhos ou nas articulações.

O tratamento, conforme a avaliação do médico, pode variar do uso de remédios ao simples controle da alimentação, que, no entanto, se mostrou inadequada em 87% das crianças avaliadas pela pesquisa.

Uma dieta balanceada, continuou Renata Alves, inclui o consumo de verduras, legumes e frutas para que as fibras ajudem na redução do colesterol. A substituição do pão feito com farinha refinada pelo integral também aumenta a ingestão de fibras. A nutricionista recomenda substituir o leite integral pelo desnatado ou semidesnatado e retirar da alimentação produtos com gordura saturada (de origem animal).

De acordo com a pesquisa, 40% das crianças avaliadas são sedentárias, o que deve ser evitado. A prática de atividade física ajuda a aumentar o colesterol bom (HDL) na criança. Outro meio de regular os níveis do HDL, segundo a nutricionista, é consumir azeite, azeitona e castanhas nas refeições.

O colesterol ajuda na formação de uma capa protetora nos nervos e na produção da vitamina D, da bile e de hormônios. A maior parte (cerca de 70%) é produzida pelo fígado e o restante vem da ingestão de alimentos. Em excesso, o colesterol contribui para o entupimento das artérias, impedindo a passagem do sangue, e torna-se fator de risco para doenças cardiovasculares.

O HDL (colesterol bom) reduz o risco de acúmulo de placas de gordura. O LDL (colesterol ruim) deposita gordura nas artérias e dificulta o fluxo sanguíneo.

Fonte Agência Brasil

STJ determina que 70% dos servidores de áreas essenciais da Anvisa trabalhem

Brasília - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deferiu  liminar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinando que 70% dos servidores lotados em áreas essenciais mantenham as atividades deles.

A greve, iniciada no último dia 16, tem prejudicado a importação e armazenagem de diversos produtos sujeitos à fiscalização da vigilância sanitária em portos e aeroportos do país.

Caso a decisão não seja cumprida, após a publicação, o Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagencias) terá de pagar multa de R$ 100 mil por dia. De acordo com o STJ, a expectativa é de que a íntegra da decisão, que teve como relator o ministro Herman Benjamin, seja publicada no próximo dia 10.

Fonte agência Brasil

Fedegoso

Nome científico
Cassia occidentalis L.

Nomes alternativos
Mato-pasto, café-negro, mangerioba, pereriaba.

Descrição
Encontrada em todo o território brasileiro, é frequentemente considerada uma planta daninha de pastos, terrenos baldios e plantações de cereais – como soja, sorgo e trigo.

Recebeu o nome de fedegoso pelo odor ácido do óleo essencial da planta, mais pronunciado nas raízes.

É uma árvore de pequeno porte, com vagens escuras e curvadas contendo sementes que podem ser torradas como um substituto para o café.

Parte utilizada
Folhas, sementes, raízes.

Uso Medicinal
Na farmacopeia brasileira, é recomendada em casos de icterícia, colecistite, insuficiência hepática, intestino preso, verminose, febre, erisipela e no tratamento de feridas.

Modos de uso
Chá de infusão da folha.

Cuidados e contraindicações
Não deve ser utilizado por crianças e gestantes.

Fonte iG

Gonorreia

Definição
A gonorreia é uma doença sexualmente transmissível (DST) comum.
Nomes alternativos
Blenorragia; esquentamento
Causas, incidência e fatores de risco
A gonorreia é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. Qualquer indivíduo que pratique qualquer tipo de sexo pode contrair a gonorreia. A infecção pode ser transmitida por contato oral, vaginal, peniano ou anal.
A bactéria cresce em áreas quentes e úmidas do corpo, incluindo o canal que leva a urina para fora do corpo (uretra). Em mulheres, a bactéria pode ser encontrada no sistema reprodutor (que inclui as trompas de falópio, o útero e o colo do útero). A bactéria pode se desenvolver até mesmo nos olhos.
Os profissionais de saúde de todos os estados nos EUA são obrigados por lei a informar ao Ministério da Saúde, em caso de pacientes com diagnósticos de gonorreia. O objetivo dessa lei é garantir que o paciente siga o tratamento adequado e que seus parceiros sexuais sejam localizados e examinados.
A gonorreia é mais comum em cidades grandes, centros urbanos, populações com um nível geral de instrução mais baixo e indivíduos de classes sociais menos favorecidas.
Você está mais propenso a desenvolver essa infecção, se:
  • Tiver vários parceiros sexuais
  • Tiver um parceiro com histórico de qualquer doença sexualmente transmissível
  • Não usar camisinha durante o ato sexual
  • For homem e fazer sexo com outros homens
  • For dependente de alguma droga

Sintomas
Os sintomas da gonorreia geralmente aparecem de 2 a 5 dias após a infecção. No entanto, em homens, os sintomas podem levar até 1 mês para aparecer. Alguns indivíduos não apresentam sintomas. Eles podem não fazer ideia de que contraíram a doença e, por isso, não procuram tratamento. Esse fator aumenta o risco de complicações e as chances de transmitir a infecção a outras pessoas.
Os sintomas em homens incluem:
  • Ardência e dor ao urinar
  • Aumento na frequência ou urgência urinária
  • Corrimento do pênis (de cor branca, amarela ou verde)
  • Vermelhidão ou inchaço na abertura do pênis (uretra)
  • Testículos doloridos ou inchados
  • Dor de garganta (faringite gonocócica)

Os sintomas em mulheres podem ser bastante moderados ou não específicos e podem ser confundidos com outro tipo de infecção. São eles:
  • Corrimento vaginal
  • Ardência e dor ao urinar
  • Aumento na frequência urinária
  • Dor de garganta
  • Dor durante o ato sexual
  • Dor aguda na parte inferior do abdome (se a infecção se espalhar para as trompas de falópio e a região abdominal)
  • Febre (se a infecção se espalhar para as trompas de falópio e a região abdominal)
  • Se a infecção se espalhar para a corrente sanguínea, poderão ocorrer sintomas como febre, erupções e artrite.

Sinais e testes
A gonorreia pode ser facilmente identificada por meio da observação de uma amostra de tecido ou corrimento no microscópio. Essa técnica é chamada de coloração de Gram. Apesar de ser rápido, esse método não é o mais preciso.
Os exames de coloração de Gram usados para diagnosticar a gonorreia incluem:
  • Coloração de Gram do colo do útero em mulheres
  • Coloração de Gram do corrimento uretral em homens
  • Coloração de Gram dos fluidos em conjunto
  • Culturas (células que crescem em um recipiente de laboratório) podem apresentar uma evidência absoluta da infecção. Geralmente, as amostras para uma cultura são retiradas do colo do útero, da vagina, da uretra, do ânus ou da garganta. Geralmente, as culturas podem apresentar um diagnóstico preliminar em 24 horas, e um diagnóstico confirmado em 72 horas.
As culturas utilizadas para o diagnóstico da gonorreia incluem:
  • Cultura endocervical em mulheres
  • Cultura do corrimento uretral em homens
  • Cultura do esfregaço da garganta em homens e mulheres
  • Cultura retal em homens e mulheres
  • Cultura dos fluidos em conjunto
  • Culturas de sangue

Exames de DNA são especialmente úteis para um teste de triagem. Eles incluem o exame de reação em cadeia da ligase. Os exames de DNA são mais rápidos do que as culturas. Esses exames podem ser realizados com amostras de urina, que são muito mais fáceis de coletar do que amostras da região genital.
Tratamento
Há dois objetivos no tratamento de uma doença sexualmente transmissível, especialmente em uma que pode ser transmitida tão facilmente, como a gonorreia. O primeiro objetivo é curar a infecção do paciente. O segundo é localizar e examinar todos os demais indivíduos que tiveram contato sexual com o paciente e tratá-los para evitar demais transmissões da doença.
Nunca tente se tratar por conta própria sem antes procurar um médico. O médico determinará o tratamento mais adequado e atualizado para seu caso. Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention) dos EUA recomendam os seguintes tratamentos para casos de gonorreia não complicada.
  • Uma única injeção de ceftriaxona, 125 mg, ou uma dose única de cefixima oral, 400 mg, constituem o tratamento de antibióticos recomendado atualmente
  • Uma única dose de azitromicina, 2g, pode ser usada em casos de pacientes com fortes reações alérgicas à ceftriaxona, cefixima ou penicilina.
  • A penicilina costumava ser o tratamento padrão, mas deixou de ser utilizada porque nem sempre é capaz de curar a gonorreia. Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças também reprovam a utilização de uma classe de antibióticos chamada fluoroquinolona (ciprofloxacina, ofloxacina ou levofloxacina).
Indivíduos com gonorreia muitas vezes também apresentam infecção causada por clamídia. Se não tiver sido realizada uma cultura de clamídia para descartar essa infecção, também deverá ser ministrada uma única dose de azitromicina (1g, oral) ou doxiciclina (100 mg, oral), duas vezes ao dia, durante 7 dias.
Uma visita de acompanhamento 7 dias após o tratamento é importante, em caso de dor nas articulações, erupções cutâneas ou dores mais fortes na região pélvica ou abdominal. Exames devem ser realizados para garantir que a infecção tenha sido curada.
Todos os parceiros sexuais do paciente com gonorreia devem ser contatados e examinados. Esse procedimento evita futuras transmissões da doença. Em alguns locais, você poderá obter informações de orientação e medicamentos para seu parceiro sexual. Em outros locais, um funcionário do ministério da saúde entrará em contato com seu parceiro.
Evolução (prognóstico)
O tratamento imediato da infecção por gonorreia ajuda a evitar cicatrizes e problemas de infertilidade permanentes. Quando o tratamento é prolongado, há mais chances de complicações e esterilidade.
Cerca de metade das mulheres com gonorreia também é infectada com clamídia, outra doença sexualmente transmissível muito comum, que pode resultar em esterilidade. A clamídia é tratada juntamente com a infecção por gonorreia.
Se você tem gonorreia, peça para fazer exames relacionados a outras doenças sexualmente transmissíveis, incluindo clamídia, sífilis e HIV. Você também deverá tomar a vacina contra hepatite B.
Complicações
As complicações em mulheres podem incluir:
  • Salpingite (sequelas nas trompas de falópio), que pode resultar em problemas para engravidar ou gravidez ectópica
  • Doença inflamatória pélvica
  • Esterilidade (impossibilidade de engravidar)
  • Dor durante o ato sexual (dispareunia)
  • Mulheres grávidas com gonorreia grave podem transmitir a doença ao bebê enquanto ele está no útero ou durante o parto

As complicações em homens podem incluir:
  • Sequelas ou estreitamento da uretra, o canal que leva a urina para fora do corpo (Consulte: Estenose uretral)
  • Abscesso (acúmulo de pus ao redor da uretra)
  • Problemas para urinar
  • Infecção do trato urinário
  • Insuficiência renal

Complicações em homens e mulheres podem incluir:
  • Infecção disseminada, que pode ser muito séria
  • Dor nas articulações no longo prazo, se a infecção não for tratada
  • Infecção das válvulas do coração
  • Meningite

Ligando para o médico
Se você apresenta sintomas que sugerem gonorreia, procure um médico imediatamente. A maioria dos hospitais e postos de saúde públicos fazem o diagnóstico e tratam DSTs gratuitamente.
Prevenção
Não ter relações sexuais (abstinência) é o único método absoluto para evitar a gonorreia. Uma relação sexual monogâmica com um indivíduo comprovadamente sem DSTs pode reduzir os riscos. Monogamia significa que você e seu parceiro não farão sexo com nenhuma outra pessoa.
Você pode reduzir significativamente os riscos de contrair uma DST usando camisinha sempre que tiver relações sexuais. Há camisinhas para homens e mulheres, mas as mais comuns são as utilizadas pelo homem. A camisinha deve ser colocada corretamente em todas as ocasiões. Para evitar futuras transmissões da infecção, é importante que todos os parceiros sexuais sejam tratados.
Fonte iG