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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Uma em cada quatro pessoas acima de 65 anos terá câncer em 2040

Pesquisa mostra que haverá um crescimento do câncer de pulmão em mulheres

Um em cada quatro pessoas terá tido um diagnóstico de câncer em 2040, adverte uma instituição de caridade.

O número de pessoas com 65 anos ou mais sobreviventes de câncer deve triplicar de 1,3 milhões em 2010 para 4,1 milhões, de acordo com a Macmillan Cancer Support.

Os maiores aumentos acontecerão nos grupos de maior faixa etária, sobrevivente de câncer de mama e de próstata, segundo o site Daily Mail.

Outros números surpreendentes revelam que pessoas idosas do Reino Unido serão responsáveis por três quartos de todas as pessoas que vivem com o diagnóstico de câncer em 2040.

Além disso, a pesquisa mostra que homens com câncer vão aumentar em 3,4% em 2040; já as mulheres, o aumento será de 4,6%.

Outro crescimento que também ocorrerá é o de câncer de pulmão em mulheres. Já nos homens, haverá um declínio devido à diminuição do consumo do tabagismo.

Segundo o professor Henrik Moller, um dos autores do estudo do Kings College de Londres, mais cânceres estão sendo diagnosticados, tanto os precoces quanto os avanços no tratamento, fazendo com que as pessoas vivam por mais tempo com a doença.

— É de vital importância que os planos de cuidados sejam estabelecidos para que os recursos satisfaçam as necessidades dos sobreviventes de câncer no futuro.

Ciarán Devane, executivo-chefe da Macmillan Cancer Support, disse que os pacientes mais velhos com a doença tinham menos probabilidade de receber tratamentos rotineiramente em relação aos pacientes mais jovens. Acrescenta-se também que a falta de apoio prático em casa impediu de pacientes irem para o hospital para receber tratamento.

— Temos o dever moral de dar às pessoas a melhor chance de vencer o câncer, independentemente da sua idade.

Um porta-voz do Departamento de Saúde disse:

— A partir do dia 1 de outubro de 2012, será ilegal a discriminação nos cuidados de saúde e sociais com base na idade. Adultos de todas as idades vão se beneficiar do melhor acesso aos serviços e, pela primeira vez, as pessoas terão o direito legal de reparação aos tribunais se forem injustificadamente discriminado por causa da idade.

Fonte R7

30 minutos de exercício diário induz maior perda de peso do que 1h de atividade

Homens que treinaram meia hora por dia perderam 3,6 kg em três meses, já aqueles que se exercitaram por 1h perderam 2,7 kg

Pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, descobriram que 30 minutos de exercício diário induz uma perda igualmente eficaz de peso e massa corporal do que 60 minutos de atividade.

A pesquisa revela que os homens que se exercitaram meia hora por dia perderam 3,6 kg em três meses, enquanto aqueles que se exercitaram durante uma hora inteira só perderam 2,7 kg.

A equipe, liderada por Mads Rosenkilde, acompanhou, por 13 semanas 60 homens dinamarqueses com excesso de peso, mas saudáveis, em seus esforços para entrar em forma.

Metade dos homens foi instruída a se exercitar uma hora por dia, usando um monitor de frequência cardíaca e calorias, enquanto o segundo grupo só teve que realizar atividades por 30 minutos.

Os resultados da pesquisa mostram que 30 minutos de exercício com intensidade capaz de produzir suor é o suficiente para perder peso e se tornar saudável.

"Em média, os homens que se exercitaram 30 minutos por dia perderam 3,6 kg em três meses, enquanto que aqueles que se exercitaram durante uma hora inteira só perderam 2,7 kg. A redução da massa corporal foi de cerca de 4 kg para ambos os grupos", observa Rosenkilde.

Segundo os pesquisadores, 30 minutos de exercício físico fornece ainda um bônus extra. "Os participantes que se exercitaram durante 30 minutos por dia queimaram mais calorias do que deveriam em relação ao programa de treinamento que estabelecemos para eles. Na verdade, podemos ver que o exercício durante uma hora inteira, em vez de 30 minutos, não fornece qualquer perda adicional de peso ou gordura corporal. Os homens que se exercitavam mais perderam muito pouco em relação à energia que queimaram pela execução de bicicleta ou remo. 30 minutos de exercício concentrado fornece igualmente bons resultados na balança", destaca Rosenkilde.

Rosenkilde afirma que uma possível explicação para os resultados surpreendentes é que 30 minutos de exercício é tão fácil de ser cumprido que os participantes do estudo tinham ainda mais desejo e energia para a atividades físicas depois de sua sessão de exercícios diários. Além disso, o grupo de estudo que passou 60 minutos na esteira provavelmente comeu mais, e, portanto, perdeu ligeiramente menos peso do que o previsto.

Os participantes do estudo treinaram todos os dias durante três meses. Todas as sessões de treinamento foram planejadas para produzir suor, mas os participantes aumentavam a intensidade três vezes por semana.

A equipe ressalta que o objetivo agora é estudar os efeitos de outros tipos de exercício. "Outro cenário interessante é estudar o exercício como uma forma de transporte. O treinamento é fantástico para a saúde física e mental. O problema é que isso leva tempo. Se conseguirmos que as pessoas se exercitem ao longo do caminho, para o trabalho, por exemplo, teremos ganho metade da batalha", conclui Rosenkilde.

Fonte isaude.net

Esquizofrenia: saiba mais sobre essa doença

Esquizofrenia
A Esquizofrenia é um distúrbio mental crônico, grave e incapacitante que se caracteriza principalmente por alucinações e delírios. Geralmente ela se manifesta na adolescência e juventude, sendo a maioria dos casos diagnosticados em pessoas com idade entre 17 e 30 anos. Contudo, existem casos em que a doença pode se manifestar também em crianças e idosos.

Os sintomas da esquizofrenia podem ser divididos em grupos:
Positivos: consistem em alucinações (algo que apenas a pessoa afetada vê, ouve, cheira ou sente), delírios (crenças absurdas, como acreditar que alguém está controlando seus pensamentos através de ondas magnéticas ou achar que seus pensamentos estão sendo transmitidos pela televisão, etc), distúrbios do pensamento (a desorganização do pensamento pode ser tão grande que a pessoa sente uma dificuldade tremenda em se expressar pela fala) e do movimento (falta de coordenação motora, movimentos involuntários estranhos ou catatonismo). Estes são os sintomas mais facilmente reconhecíveis da Esquizofrenia e podem ocorrer em crises ou surtos.
 
Negativos: caracterizados pela perda ou diminuição na capacidade de fazer planos, falar, expressar emoções ou encontrar satisfação nas atividades habituais do dia a dia. A falta de atenção com a higiene pessoal também é comum. Não raramente, crianças com estes sintomas são diagnosticadas como deprimidas ou rotuladas de preguiçosas.
 
Cognitivos: incluem alterações no nível de atenção e no funcionamento da memória. Estes sintomas podem ser sutis a ponto de serem detectados apenas através de testes neuropsicológicos específicos.
 
Não existe um exame para diagnosticar a esquizofrenia, sendo que os especialistas baseiam-se nos sintomas que caracterizam a doença para diagnosticá-la. Levam-se em consideração na hora do diagnóstico, os relatos dados pelo próprio paciente e por pessoas ligadas a ele, como familiares e amigos.

Causas e tratamento
As causas da esquizofrenia não são conhecidas, mas a hereditariedade tem importância no desenvolvimento da doença, já que a literatura médica mostra que pessoas que têm parentes em primeiro grau esquizofrênicos possuem maiores chances de também ter o problema.

Fatores externos que possam alterar o desenvolvimento do sistema nervoso no período fetal também podem ocasionar em uma maior predisposição ao desenvolvimento da doença. Existem estudos que indicam que alterações no cérebro, como mudanças bioquímicas nos neurotransmissores cerebrais e diminuição discreta de algumas regiões do cérebro podem estar implicadas em maiores chances de desenvolvimento da doença.
 
A esquizofrenia é tratada com o controle dos sintomas através de medicamentos (antipsicóticos ou neurolépticos) e apoio psicossocial, que visa à reintegração do paciente na sociedade. Os fármacos são, geralmente, usados de forma ininterrupta para prevenir recaídas e podem ser intensificados em momentos de crises. O acompanhamento médico e psicológico deve ser constante para evitar que a doença se agrave e novas crises surjam. Alguns pacientes podem precisar de outros especialistas de saúde, como terapeutas ocupacionais, que trabalham com a reabilitação e sua reinserção social.

A família
A participação da família na vida do paciente esquizofrênico é fundamental para que ele se desenvolva bem. Pesquisa realizada na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (EERP/USP), mostrou que quando os familiares aceitam a doença, o esquizofrênico se sente melhor do que aqueles cuja família não aceita sua condição.

O estudo aponta que o período mais difícil para a família é no início da doença, principalmente devido à falta de informação e à dificuldade de aceitar a nova condição do ente querido. Depois, vem uma segunda etapa na qual o familiar precisa aprender a lidar com o doente e com o tratamento.

Os resultados do estudo mostram que tanto os familiares quanto os doentes alimentam sentimentos de esperança na ciência, esperando que essa encontre a cura para a esquizofrenia. Além disso, quando a família não aceita bem a condição do esquizofrênico, existem dificuldades em se informar sobre a doença e um maior sofrimento, tanto para o esquizofrênico quanto para os próprios familiares.

Como buscar ajuda?
Ao notar alterações no comportamento de uma pessoa próxima, é recomendado procurar ajuda especializada com psicólogos e psiquiatras, para que o problema, bem como suas causas, seja diagnosticado precocemente.

O portador de qualquer tipo de doença mental é protegido pela Lei nº 10.216, de 20/12/1999, cujo Artigo 1º diz que “às pessoas acometidas de transtorno mental estão assegurados os direitos e a proteção, sem qualquer forma de discriminação”. O tratamento também é garantido pela mesma Lei, que em seu segundo artigo diz que “o paciente tem direito a receber atenção especializada com assistência integral, incluindo serviços médicos, de assistência social e psicológicos” (Lei nº 10.216, de 20/12/1999, Artigo 2º, Parágrafo Único, Incisos VIII e IX e Artigo 4º, Parágrafo 2º).

É possível obter tratamento para a esquizofrenia pelo Sistema Único de Saúde, que oferece, também, medicamentos utilizados pelos portadores da doença através do Programa de Medicamentos Excepcionais. Para tal, a família do paciente deve buscar informações na secretaria de saúde de sua cidade ou estado, ou nos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (CAPs).

A - Lei nº 10.708, de 06/04/2001, garante ao paciente de transtornos mentais o direito ao auxílio-reabilitação fora do hospital ou unidade psiquiátrica ao qual esteve internado, em assistência, acompanhamento e integração social.

No site do Ministério da Saúde (http://www.ccs.saude.gov.br/saudemental/capsacre.php) é possível encontrar endereços onde buscar ajuda para portadores de doenças mentais em cada estado.

Referência Bibliográfica

1. Boa Saúde

2. Agência USP

Copyright © 2012 Bibliomed, Inc. 23 agosto de 2012

Por Boa Saúde

Tratamento do câncer de mama pode estar equivocado

Pesquisadores estimam que até um quarto dos cânceres encontrados por mamografias não vão causar problema durante a vida

Quando a mulher descobre que está com câncer de mama, o tratamento é fundamental. Mas as portadoras da doença devem ter atenção. Muitos desses tratamentos que incluem desde quimioterapia a remoção total da mama podem estar sendo feitos de forma desnecessária.

O alerta foi dado por cientistas da Universidade de Havard, nos Estados Unidos, depois de analisarem resultados de exames de mais de 40 mil pacientes noruegueses. De cada 2.500 pacientes examinadas, uma morte era evitada, mas seis entre dez mulheres eram tratadas de um câncer benigno que nunca causaria sintomas.

Os pesquisadores americanos estimam que até um quarto dos cânceres de mama encontrados por mamografias não irá causar qualquer problema durante a vida de uma mulher. Quanto mais cedo à doença é descoberta, maiores são as chances de recuperação. As pacientes devem e precisam ser informadas sobre o tipo de câncer que possuem.

Os pesquisadores analisaram cerca de 40 mil casos de câncer de mama, incluindo 7.793 que foram detectados após o início de exames de rotina. Eles estimam que entre 1.169 e 1.948 destas pacientes foram superdiagnosticadas e receberam tratamentos desnecessários. Os resultados foram publicados na revista Annals of Internal Medicine.

Fonte R7

Reumatismo representa segunda maior causa das faltas ao trabalho no Brasil

De acordo com dados da Previdência Social, a Osteoartrite é responsável por 7,5% de todos os afastamentos do trabalho

Dentro do conjunto das doenças osteoarticulares conhecidas popularmente como "reumatismo", a Osteoartrite ou Osteoartrose atinge 16,5% da população maior de 45 anos e chega a alcançar até 65% das pessoas acima de 60 anos. No Brasil, essa enfermidade representa a segunda maior causa das faltas ao trabalho e da aposentadoria por invalidez. De acordo com dados da Previdência Social, a Osteoartrite é responsável por 7,5% de todos os afastamentos do trabalho. A doença é a segunda causa da prorrogação do auxílio-doença, com 10,5%, e o quarto motivo das aposentadorias precoces (6,2%).

" A Osteoartrite é uma doença crônica e, por ser altamente incapacitante, afeta substancialmente a qualidade de vida dos pacientes, principalmente pela dor e pela diminuição progressiva de mobilidade" , explica o ortopedista José Francisco Nunes Neto.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Osteoartrite é a quarta doença que mais reduz a qualidade de vida, a cada ano vivido. A doença, também chamada de Osteoartrose (AO), Artrose ou Doença Articular Degenerativa, caracteriza-se pelo desgaste da cartilagem articular e por alterações ósseas, conhecidas popularmente como " bico de papagaio" . Assim há um aumento de atrito entre os ossos que compõe a articulação levando a inflamação e dor.

Os sintomas da Osteoartrite podem permanecer leves ou mesmo desaparecer por longos períodos quando o paciente é bem assistido e orientado. O sintoma mais importante da Osteoartrose é a dor nas articulações, que costuma começar levemente e aumentar de intensidade no decorrer dos anos. Enrijecimento e diminuição da mobilidade articular também estão entre os sinais possíveis da osteoartrite. " Além do uso de medicamentos, o condicionamento físico, por meio de exercícios aeróbicos, e a redução no ganho de peso são medidas importantes para o controle dos sintomas" , explica o especialista.

Não há cura definitiva para a Osteoartrite, mas o tratamento pode reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Tratamento
O tratamento deve ser multidisciplinar e buscar melhora funcional, mecânica e clínica. Os tratamentos convencionais para a osteoartrite incluem analgésicos, anti-inflamatórios não esteroides (AINES) e medicamentos condroprotetores (remédios que podem retardar a progressão da doença). Mundialmente se procura uma terapia complementar para a OA, principalmente para os pacientes que tem contra indicações gástricas ao uso de anti-inflamatórios convencionais. É o caso do fitoterápico DC Harpagophytum procumbens DC, usado há alguns anos na Europa e que é atualmente comercializado no Brasil com o nome de Arpadol.

Desde 2011, o SUS incluiu o extrato seco de DC Harpagophytum procumbens (Hp) DC, comercializado com o nome de Arpadol no Brasil, na lista de distribuição gratuita. A inclusão foi feita após uma profunda análise das evidências científicas em relação à substância, utilizada há mais de 50 anos na Europa. DC Harpagophytum procumbens (Hp) DC possui 109 estudos publicados sendo 75 pré-clínicos e 34 clínicos. Isso atribuiu ao produto uma ampla classificação de recomendação e evidência científica.

Fonte isaude.net